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Acidente com Material Biológico
Você é o médico de plantão de um hospital de média complexidade. Um técnico de enfermagem da sua equipe refere ter se furado com uma agulha de origem desconhecida quando foi realizar um descarte de uma material. 
Tarefa 01: Realize o atendimento inicial.
 Tarefa 02: Após realização dos exames solicitados, paciente retorna com os resultados. Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Anamnese:
Apresentou-se (nome e função). Realizou acolhimento do funcionário, de forma empática Questionou sobre o acidente: tipo (perfurocortante) e material biológico envolvido (sangue) Questionou sobre o paciente fonte, sobre tempo decorrido desde o acidente;se o funcionário higienizou o local do acidente.
 Questionou sobre o uso correto de EPI no momento do acidente;s obre comorbidades, especificando infecção por HIV, HCV e HBV
 Questionou sobre alergias e medicações de uso contínuo 
Solicitou carteira vacinal
Exame físico:
 Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos. Realizou exame físico do local do acidente. 
Conduta:
 Esclareceu sobre necessidade de sorologias do paciente para definir conduta 
Solicitou anti HBs, HBsAg, anti HCV e anti HIV. Explicou que o resultado dos exames negativos não excluem a possibilidade de infecção, indicam apenas que não há doença no momento do acidente 
Prescreveu PEP para HIV: tenofovir, lamivudina e dolutegravir por 28 dias Orientou sobre efeitos colaterais possíveis da PEP - pelo menos dois: diarreia, náuseas e vômitos, dor abdominal, fadiga, cefaleia, tontura, exantema Explicou que a PEP reduz a chance de infecção principalmente nas primeiras 72h - mas que não é nula
 Orientou que paciente é imune para hepatite B e não necessita de profilaxia Orientou que não existe profilaxia para HCV
Orientou sobre não haver necessidade de vacina de tétano 
Orientou sobre a necessidade de uso de preservativo nas relações sexuais durante o acompanhamento
 Notificou acidente de trabalho para a vigilância epidemiologica 
Realizou abertura do CAT e Agendou retorno para dar seguimento 
Orientou sobre necessidade de acompanhamento por no mínimo 6 meses 
Questionou o paciente sobre dúvidas
Atestado de Óbito
Mulher hígida de 40 anos, G7P6, comparece à consulta médica na 38ª semana de gestação com queixa de sangramento vaginal. Na ocasião, foi solicitada ultrassonografia e feito o diagnóstico de placenta prévia, sendo orientada a buscar a maternidade - porém, paciente não procurou o serviço. Dois dias após a consulta pré natal, paciente necessitou de internação em hospital de referência por choque hipovolêmico. Foi encaminhada ao centro cirúrgico para realizar a cesariana de emergência, porém, apresentou parada cardiorrespiratória e evoluiu a óbito. 
Tarefa 01: Preencha a parte VI do atestado de óbito.
 Tarefa 02: Escreva as três principais causas de morte materna no Brasil, em ordem de importância
Conduta:
Preencheu item 37 - a morte ocorreu "na gravidez” Preencheu parte I - linha (a) do item 40 com “Choque hipovolêmico” Preencheu tempo na parte I - linha (a) do item 40 com "ignorado” Preencheu parte I - linha (b) do item 40 com “Placenta prévia com hemorragia" Preencheu tempo na parte I - linha (b) do item 40 com “2 dias" Preencheu parte II -”Gestação de 38 semanas”
Doenças hipertensivas (1ª causa) ,38 Hemorragia (2ª causa) Infecção puerperal (3ª causa) Indicou na ordem correta.
Indicou numerador correto: número de óbitos de causa materna Indicou o denominador correto: número de nascidos vivos Indicou que o coeficiente é interpretado em relação a 100.000 nascidos vivos.
Depressão
Mulher, 41 anos, comparece à consulta em Unidade Básica de Saúde por queixa de desânimo. Tarefa 01: Realize o atendimento inicial. 
Tarefa 02: Escreva dois diagnósticos diferenciais para o quadro da paciente e os exames laboratoriais que auxiliariam na diferenciação. Tarefa 03: Explique o diagnóstico e as condutas pertinentes à paciente.
Anamnese:
Apresentou-se (nome e função) 
Perguntou o nome da paciente Questionou sobre a queixa principal e tempo de evolução Questionou se paciente ainda sente prazer nas atividades que antes gostava; Se paciente se sente triste, na maior parte do tempo; Sobre alterações no padrão de sono da paciente; Se paciente apresentou alteração no apetite ou do peso; Se paciente se sente culpada ou inútil; Se paciente apresentou alterações de memória ou dificuldade de concentração; sente lentificada ou com alteração de motricidade 
Questionou se paciente se sente cansada ou com falta de energia; Se pensa em morte; se paciente já se sentiu de forma semelhante em algum momento da vida.
 Questionou episódios de mania prévios (redução da necessidade de sono, hiperssexualização, aumento de gastos, etc.); episódios psicóticos prévios (acreditar em uma verdade irrefutável, ouvir vozes, etc.).
Questionou uso de drogas lícitas e ilícitas; sobre eventos recentes que são causas de tristeza (luto, por exemplo); Sobre antecedentes de doenças psiquiátricas ou uso de medicações psiquiátricas 
Questionou sobre internações psiquiátricas prévias; antecedentes familiares de doenças psiquiátricas e sobre comorbidades, medicações de uso contínuo e alergias e sobre relacionamentos e rede de apoio.
Exame físico:
Pediu permissão para examinar a paciente e lavou as mãos.
Conduta:
Citou dois entre os diagnósticos diferenciais: hipotireoidismo, anemia, deficiência de vitamina B12, infecção por HIV e neurossífilis Citou dois entre os exames: TSH, hemograma, ácido fólico, vitamina B12 , VDRL e anti-HIV.
Informou o diagnóstico de depressão de forma empática 
Explicou para paciente que o diagnóstico de depressão é clínico e orientou a prática de exercício físico.
Ofereceu acompanhamento psicológico e Prescreveu antidepressivo inibidor de recaptação da serotonina 
Agendou retorno precoce e Questionou paciente sobre dúvidas.
Tentativa de Suicídio
Paciente, 19 anos, é trazida pela mãe à demanda espontânea em Unidade Básica de Saúde por desânimo profundo. Mãe refere que paciente não sai do quarto há dias e decidiu trazê-la para ser avaliada pelo médico. 
Tarefa 01: Realize o atendimento inicial. 
Tarefa 02: Explique o diagnóstico e as condutas pertinentes à paciente.
Anamnese:
Apresentou-se (nome e função). Cumprimentou a paciente Perguntou o nome da paciente Solicitou que a mãe aguardasse a consulta fora do consultório para que possa atender a paciente sozinha 
Questionou sobre queixa da paciente e tempo de evolução Apresentou postura acolhedora com a paciente - por meio de postura, gestos e contato visual 
Questionou sintomas depressivos - pelo menos 3: anedonia, humor deprimido, culpa, fadiga, alterações de sono e/ou apetite, dificuldade de concentração, desesperança
Questionou pensamento de morte; ideação suicida; como paciente pretende se suicidar Questionou sobre data para cometer suicídio e se já tentou se suicidar antes 
Questionou sobre como foi tentativa de suicídio prévia e sobre acesso a meios letais - armas, medicamentos, venenos, etc.
 Questionou sintomas psicóticos - alterações de sensopercepção, delírio, etc.; uso atual e prévio de drogas lícitas ou ilícitas; sobre antecedentes de doenças psiquiátricas ou uso de medicações psiquiátricas; sobre internações psiquiátricas prévias e sobre antecedentes familiares de suicídio
 Questionou sobre comorbidades, medicações de uso contínuo e alergias; sobre funcionalidade atual: trabalho, atividade social, estudo, etc. 
Questionou com quem paciente mora e relacionamento intradomiciliar; sobre rede de apoio e relacionamentos pessoais 
Exame físico: 
Pediu permissão para examinar a paciente e lavou as mãos Questionou sobre sinais de automutilação
Conduta:
Avaliou risco suicida como alto Explicou a necessidade da presença da mãe na consulta Explicou necessidade de internação em emergência psiquiátrica 
Orientou familiar sobre medidas de prevenção - vigilância da paciente, esconder meios letais, etc. 
Ofereceu acompanhamento médico e psicológico na UBS Encaminhou paciente para serviço de psiquiatria
 Questionou paciente e familiarsobre dúvidas.
Genograma
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e uma das famílias que acompanha está enfrentando “problemas” - conforme relata a agente comunitária de saúde responsável, durante a reunião de equipe. Para entender melhor o contexto dessa família, você decide analisar o genograma familiar.
Tarefa 01: Escreva o significado dos símbolos identificados pelas setas vermelhas de 1 a 6, apontadas no genograma. 
Tarefa 02: Cite duas regras básicas para a construção de um genograma. 
Tarefa 03: Você decide marcar uma consulta para a paciente Maria, esposa de José. Durante o atendimento, percebe que a paciente está chorosa e com marcas de violência física. Ao ser questionada, paciente relata sofrer violência doméstica e diz que “não pode mais aceitar essa situação”. Indique uma medida individual e uma coletiva para o caso de Maria.
 Tarefa 04: No dia seguinte, você atende a nora de Maria, Juliana de 23 anos. A paciente se mostra traumatizada com o abortamento, dizendo nunca mais querer ter filhos. Relata que queria fazer como sua mãe e “laquear” de uma vez - porém, seu marido não pensa da mesma forma - ainda quer filhos. Identifique dois fatores que impedem a contracepção definitiva de Juliana.
Anamnese:
Identificou relação conflituosa entre Maria e José
 Identificou abortamento de Juliana 
Identificou que o círculo indicava pessoas morando na mesma casa
Identificou relação de proximidade entre Maria e Juliana 
 Identificou símbolo de divórcio e Identificou óbito da primogênita de Maria e José
Citou inclusão de no mínimo de 3 gerações, nome dos membros da família, idade ou data de nascimento dos membros da família, morte com data e causa, doenças ou problemas significativos, data de casamento e divórcio, membros em cronologia de idade, relações familiares e elementos que vivem na mesma casa. Citou mais um dos acima
Conduta:
Encaminhamento de Maria para serviço especializado - Centro de Referência da Mulher ou Centro de Defesa e Convivência da Mulher Notificação de violência doméstica para a vigilância epidemiológica
Consentimento expresso do cônjuge Idade acima de 25 anos ou pelo menos 2 filhos vivos
Erro Médico
Você é o médico responsável pela sala de trauma de um hospital secundário e, durante o seu plantão noturno, recebe um motociclista, vítima de trauma auto vs. moto. Terceiros relataram que paciente estava dirigindo alcoolizado e colidiu com um carro, em alta velocidade. Você faz a avaliação primária do trauma, sem alterações importantes - exceto por um rebaixamento do nível de consciência (ECG 12) que você atribui à intoxicação. Você solicita os exames de imagem pertinentes e volta ao conforto médico para descansar, enquanto o paciente realiza os exames. Após algumas horas, é chamado pela equipe de enfermagem por piora do nível de consciência desse paciente. Dessa vez, o paciente não responde a nenhum tipo de estímulo, inclusive doloroso, e não apresenta reflexos de tronco. Rapidamente, você checa a TC de crânio e observa uma extensa hemorragia intraparenquimatosa. Você solicita avaliação da equipe de neurocirurgia e é aberto protocolo de morte encefálica e após dois testes, é confirmado óbito do paciente. A assistente social entre em contato com as familiares que estão aguardando a equipe médica no saguão.
Tarefa única: Explique ao familiar o ocorrido.
Conduta:
Apresentou-se (nome e função) 
Perguntou o nome do acompanhante e seu grau de parentesco 
Solicitou que o familiar se sentasse e perguntou ao familiar o que ele sabe sobre a situação atual do paciente
Deu a notícia do óbito de forma compreensível 
Contou detalhadamente o que ocorreu Demonstrou habilidade em contornar situações de tensão (negação, raiva, etc.) 
Abriu espaço para perguntas Respeitou os momentos de silêncio e o fluxo de pensamento do familiar
 Admitiu o erro e disse que a culpa foi sua Pediu desculpas e Explicou que não pode liberar o corpo do paciente, pois terá que encaminhar ao IML.
Estratégia de Saúde da Família e Gestão de UBS
Caso Clínico: Você é médico cotado para ocupar um cargo de decisão na Secretaria Municipal de Saúde de um município de 6 mil habitantes. O recém eleito prefeito da cidade te convocou para uma reunião para discutir a organização do sistema de saúde municipal. Tarefa Única: Responda aos questionamentos do prefeito.
Quantas equipes de estratégia de saúde da família temos que organizar na nossa cidade? • Quais são os membros obrigatórios na equipe? • Além dos membros obrigatórios, há outros profissionais que podem compor a equipe? • Quantos ACS devem ter na equipe? • Quantas horas semanais a equipe deve trabalhar? • Quais são as portas de entrada do SUS? • Qual a atribuição do município dentro do SUS? • Quanto o município deve investir em saúde? • Em que blocos esse dinheiro deve ser utilizado? • Estamos com dificuldade de atrair os médicos para nosso município, você tem alguma sugestão de medidas para tornar a nossa cidade mais procurada?
Conduta:
Se apresentou e cumprimentou o prefeito 
Indicou pelo menos 2 equipes de estratégia de saúde da família (2000-3500 pessoas/equipe) Indicou que a equipe deve ser composta de no mínimo: médico, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde 
Indicou cirurgião-dentista e auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal podem compor a equipe Explicou que deve ter pelo menos um agente comunitário de saúde para cada 750 pessoas Citou que a carga horária dos membros da equipe é de 40h/semanais
 Indicou as porta de entrada do SUS - pelo menos duas: atenção primária, urgência e emergência, atenção psicossocial e especiais de acesso aberto
 Explicou que o município é responsável pela execução das ações e serviços de saúde no âmbito do seu território Indicou que o investimento do município deve ser de pelo menos 15% de sua receita Explicou que o dinheiro é gasto em dois blocos: (I) custeio dos gastos em saúde e (II) investimentos em saúde
Indicou como possibilidade de atrativos aos profissionais - pelo menos dois: carreira médica de estado, organização de residência médica, contratação temporária de profissionais, realização concurso público, estabelecimento de vínculo com universidade 
Agiu de maneira cordial e respondeu de maneira clara às perguntas
Princípios do SUS
Caso Clínico: Você é o médico que representa a delegação brasileira em um congresso internacional de saúde coletiva. Em uma das mesas de discussão sobre sistemas de saúde, você é chamado para falar sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. 
Tarefa 01: Explique os princípios ético-doutrinários do SUS. 
Tarefa 02: Explique como funciona a participação social no SUS.
Conduta:
Indicou corretamente os princípios: universalidade, integralidade e equidade
 Explicou universalidade - saúde como um direito de de todas as pessoas e dever do Estado Explicou integralidade - ações abordando pessoa como um todo, englobando a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação e Explicou equidade - tratar desigualmente os desiguais, com intuito de diminuir as disparidades
Citou como formas de participação social: Conferências de Saúde e Conselhos de Saúde 
Indicou que a participação dos usuários deve ser paritário em relação aos demais segmentos (profissionais da saúde, prestadores de serviço e representantes do governo)
Explicou que os Conselhos de Saúde tem caráter permanente e deliberativo 
Explicou que os Conselhos de Saúde atuam em reuniões mensais
 Explicou que os Conselhos de Saúde atuam na fiscalização da execução das políticas de saúde e dos gastos em saúde
 Explicou que as Conferências de Saúde ocorrem a cada 4 anos 
Explicou que as Conferências de Saúde tem caráter consultivo e propõe diretrizes para políticas de saúde
Consulta de Rotina
Caso Clínico: Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e o próximo paciente da sua agenda é o Carlos, 63 anos, que vem à consulta de rotina.
 Tarefa 01: Realize o atendimento inicial. 
Tarefa 02: Dê as condutas e orientações pertinentes ao caso.
Acolhimento:Apresentou-se (nome e função)
 Questionou sobre motivo da consulta
Questionou comorbidades e medicações de uso contínuo e esporádico 
Questionou sobre tabagismo, uso de álcool e outras drogas
 Questionou alergias Questionou hábitos alimentares
 Questionou sobre atividade física 
Questionou sobre vida sexual e comportamento de risco 
Solicitou carteira vacinal
 Questionou sobre antecedentes familiares Lavou as mãos e pediu permissão para examinar o paciente Solicitou peso, altura e circunferência abdominal Solicitou pressão arterial 
Conduta:
Esclareceu ao paciente que apresenta sobrepeso 
Orientou dieta em déficit calórico Orientou atividade física moderada — pelo menos 150 minutos por semana
 Solicitou sorologias para HIV, HCV, HBV e sífilis
 Orientou uso de preservativo em todas relações para prevenção de IST’s
 Solicitou colesterol total e frações e triglicérides
 Solicitou glicemia de jejum
Solicitou colonoscopia ou sangue oculto nas fezes 
Orientou vacina de influenza, dose de reforço de dT e 3 doses de hepatite B 
Esclareceu dúvidas e marcou retorno
Consulta de Rotina – Hipertensão
Caso Clínico: Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e o próximo paciente da sua agenda é o Elias, 64 anos, que vem à consulta de rotina. 
Tarefa 01: Realize o atendimento inicial. 
Tarefa 02: Escreva os diagnósticos do paciente.
 Tarefa 03: Dê as condutas e orientações pertinentes ao caso.
Acolhimento:
Apresentou-se (nome e função) 
Questionou sobre motivo da consulta 
Questionou comorbidades e medicações de uso contínuo
 Questionou sobre tabagismo, uso de álcool e outras drogas 
Questionou sobre hábitos alimentares e atividade física 
Solicitou carteira vacinal 
Questionou sobre antecedentes familiares
Exame físico:
 Lavou as mãos e pediu permissão para examinar o paciente
 Solicitou peso, altura e circunferência abdominal
 Solicitou pressão arterial
Conduta:
Deu diagnósticos: Hipertensão arterial sistêmica, Dislipidemia, Obesidade e Síndrome metabólica
Prescreveu anti-hipertensivo: bloqueador de canal de cálcio, IECA, BRA ou tiazídico 
Orientou pelo menos três medidas não farmacológicas para HAS: perda de peso, dieta DASH, atividade física, moderação do consumo de álcool e restrição do consumo de sal
 Solicitou exames para avaliar lesão de órgão alvo — pelo menos três: fundo de olho, ECG, ácido úrico, urina I (ou microalbuminúria), creatinina e potássio 
Solicitou colesterol total e frações e triglicérides
 Solicitou glicemia de jejum
 Solicitou colonoscopia ou sangue oculto nas fezes
 Orientou vacina de influenza, dupla adulto, hepatite B e febre amarela
 Esclareceu dúvidas e marcou retorno
Infarto Agudo do Miocárdio em Unidade Básica de Saúde
Caso Clínico: Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e recebe paciente, 58 anos, em demanda espontânea com queixa de dor torácica de forte intensidade, início súbito, em repouso.
 Tarefa 01: Realize o atendimento inicial.
 Tarefa 02: Escreva o diagnóstico eletrocardiográfico do paciente.
Tarefa 03: Dê as condutas e orientações pertinentes ao caso.
Acolhimento:
Apresentou-se (nome e função) 
Perguntou nome e idade do paciente 
Acolheu e tranquilizou paciente 
Levou paciente para sala de observação 
Solicitou oxigênio - caso paciente com satO2Marina. 
Tarefa 03: Cite três medidas de prevenção secundária para a paciente Paula
1) Marina, 15 anos • 1 dose BCG • 1 dose de hepatite B • 3 doses de pentavalente • 3 doses de VIP • 3 doses pneumocócica 10-valente • 2 doses de rota vírus • 4 doses de meningocócica C • 1 dose tríplice viral • 1 dose tetra viral • 1 dose hepatite A • 2 doses DTP • 2 doses VOP • 1 dose varicela • 2 doses HPV • 1 dose febre amarela
2) Paula, 46 anos • 1 dose de febre amarela • 3 doses de hepatite B • 3 doses de dT com último reforço há 5 anos • 2 doses de tríplice viral
Conduta:
Indicou que a prevenção primária atua na fase pré patogênica de Leavell & Clark - quando não há doença
 Conceituou prevenção primária como ações que visam evitar a doença
 Indicou que a prevenção secundária atua na fase patogênica de Leavell & Clark
 Conceituou prevenção secundária como ações que visam identificar e corrigir precocemente um agravo à saúde
Citou como prevenção primária um dos: vacina dT, prática de exercício físico, alimentação saudável, educação sexual, orientação sobre o malefício do uso de drogas, higiene dental
Citou como prevenção secundária: medida da pressão arterial, rastreio de tabagismo, rastreio de abuso de álcool, realização de papanicolau (rastreio de câncer de colo de útero), dosagem de glicemia de jejum, dosagem de triglicerídeos e colesterol total e frações, oferecimento de sorologias, perda ponderal, alimentação saudável e prática de exercícios físicos
Síndrome Gripal por Sars CoV2
Você é o médico do SESMT de um Hospital de Guarulhos, responsável pelo atendimento dos seus profissionais e colaboradores, e recebe o enfermeiro Fernando, 42 anos, previamente hígido, por queixa de tosse há 3 dias. Paciente refere que iniciou quadro súbito de febre, tosse seca e mialgia, acompanhada de anosmia e disgeusia há 3 dias, evoluindo hoje com piora da tosse. Relata não ter buscado nenhum serviço de saúde até o momento. Ao exame físico, paciente encontra-se em bom estado geral, orientado em tempo e espaço, febril, FC 96 bpm, PA 125x70 mmHg, eupneico em ar ambiente, satO2 95%. No exame pulmonar, apresenta MV+ bilateralmente com esparsos roncos de transmissão difusos, sem sinais de desconforto respiratório. 
Tarefa 01: Indique o(s) exame(s) diagnóstico(s) confirmatório(s) que você solicitaria para o profissional.
Tarefa 02: Considerando que você está com a paramentação adequada, demonstre a coleta de amostra nasorofaríngea a ser utilizada para o diagnóstico. 
Tarefa 03: Considere que Fernando apresentou PCR para SARS CoV2 detectável, dê as orientações ao paciente e indique as medidas coletivas pertinentes
Conduta:
Indicou PCR para SARS CoV2 em amostra nasorofaríngea 
Indicou PCR para Influenza em amostra nasorofaríngea
 Indicou PCR para outros vírus em amostra nasorofaríngea - citou pelo menos dois: vírus sincicial respiratório, parainfluenza 1, 2 e 3 e adenovírus
Coletou um swab de orofaringe e dois swabs de nasofaringe 
Coletou swab nasal corretamente - inseriu swab em uma narina, paralelamente ao palato e assoalho nasal, rotacionando até parede posterior da nasofaringe, após, manteve swab imóvel por 10 seg e, então, retirou devagar em rotação 
Coletou swab oral corretamente - friccionou o swab na parede posterior da faringe e regiões amigdalianas direita e esquerda 
Armazenou swab em falcon com 3 a 5 mL de soro fisiológico
 Identificou amostra e enviou para o laboratório
Realizou notificação imediata para vigilância epidemiológica
 Indicou afastamento do profissional por 14 dias Indicou afastamento dos contactantes domiciliares por 14 dias 
Orientou sinais de alarme e retorno ao serviço de saúde - citou pelo menos dois: dispneia, dessaturação, dor torácica, incapacidade de permanecer acordado, lábios ou rosto azulado e confusão mental 
Orientou medidas de isolamento domiciliar - citou pelo menos três: uso constante de máscara, lavagem frequente das mãos com água e sabão, itens de uso pessoal exclusivos, descarte do lixo separado, não compartilhamento de cadeiras ou sofás, janela aberta e porta fechada do cômodo de isolamento, distância mínima de 1m entre os moradores e limpeza dos móveis frequente com água sanitária ou álcool 70%
Saturnismo
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e recebe paciente José, 42 anos, em demanda espontânea trazido por sua esposa Márcia por queixa de dor abdominal. Paciente relata dor abdominal, em cólica, difusa, recorrente, com piora progressiva, associada a náuseas e vômitos. Acompanhante relata que, além das crises de dor abdominal, paciente também tem apresentado surtos de agressividade e dificuldade de fazer cálculos que antes fazia de cabeça. Paciente nega comorbidades conhecidas, medicações de uso contínuo, vícios ou alergias. Refere também que mora com a esposa e seus dois filhos em casa de alvenaria e trabalha em uma empresa de reciclagem de baterias automotivas há anos. Ao exame físico, paciente apresentava abdome doloroso à palpação difusa e com oroscopia conforme Imagem 01 – sem outras alterações dignas de nota. 
Tarefa 01: Indique a hipótese diagnóstica mais provável e o exame confirmatório.
Tarefa 02: Cite outras manifestações clínicas que poderiam estar presentes no caso, além de outras exposições ocupacionais que relacionadas.
 Tarefa 03: Dê as condutas pertinentes ao caso.
Conduta:
Citou como hipótese diagnóstica intoxicação por chumbo ou saturnismo
 Indicou dosagem de chumbo sérico
Citou pelo menos dois dos: hipertensão, gota, síndrome de fanconi, encefalopatia crônica, anemia microcítica com pontilhados basofílicos, nefrite intersticial e infertilidade 
Indicou como exposição – pelo menos três: pigmentos para tintas, petrolíferas, indústria automobilística, mineradoras, construção naval e tipografia
Prescreveu quelante de chumbo (EDTA e dimercaprol) 
Indicou afastamento da fonte de intoxicação
 Realizou abertura do CAT 
Realizou notificação para vigilância epidemiológica
Estudos Epidemiológicos
Caso Clínico: Você é monitor de epidemiologia dos acadêmicos de medicina de uma renomada Universidade do país. Em uma das suas atividades, você se dispõe a sanar as dúvidas a respeito de um famoso estudo sobre infecção por zika vírus e microcefalia. Nesse estudo, foi comparado um grupo de recém-nascidos com microcefalia com um grupo de recém-nascidos sem microcefalia, avaliando se as suas mães tiveram infecção pelo Zika vírus durante a gestação. 
Tarefa 01: Cite o modelo de estudo epidemiológico realizado e explique sua característica definidora. 
Tarefa 02: Escreva duas vantagens e duas desvantagens desse tipo de estudo.
Tarefa 03: Cite a medida de associação mais comum desse tipo de estudo e sua limitação.
Conduta:
Indicou corretamente Estudo Caso-Controle 
Citou que é um estudo individuado, longitudinal, observacional e retrospectivo
 Explicou que o estudo parte do desfecho para exposição — compara frequência de exposição entre os que têm e os que não têm a doença
Citou uma das vantagens: rápido e barato (quando comparado à coorte), permite avaliação de mais de um fator de risco simultaneamente, capaz de estimar risco de desenvolver o desfecho, bom para doenças raras e com longo período de desenvolvimento
Citou uma das desvantagens: inadequado para exposição ou fatores de risco raros, dificuldade em formar grupos controles, vulnerável a viés de memória e incapaz de definir risco do desfecho
Citou odds ratio ou razão de chances 
Explicou que é uma medida de associação que estima o risco e não é capaz de definir
Testes Diagnósticos
Caso Clínico: Em uma pesquisa para estabelecer o valor de um metabólito urinário como teste diagnóstico para uma doença recém descoberta, determinou-se que o ponto de corte ideal fosse 30 U/mL para considerar o resultado como positivo - conforme o gráfico a seguir. Considere outros dois pontos de corte 20 U/mL e 40 U/mL para análise das tarefas desta estação.
Tarefa 01: Cite as alterações de sensibilidade e especificidade do teste, caso o ponto de corte considerado fosse 40 U/mL e em que situação seria benéfica essa mudança. 
Tarefa02: Cite as alterações de sensibilidade e especificidade do teste, caso o ponto de corte considerado fosse 20 U/mL e em que situação seria benéfica essa mudança.
 Tarefa 03: Considere uma população com alta prevalência dessa doença, cite o que seria esperado em relação ao valor preditivo positivo, valor preditivo negativo, sensibilidade e especificidade.
Conduta:
Indicou redução da sensibilidade 
Indicou aumento da especificidade 
Citou pelo menos uma das: confirmação de uma doença, doença intratável, quando resultados falsos-positivos podem provocar danos e situação em que é importante confirmar ausência de doença
Indicou aumento da sensibilidade 
Indicou redução da especificidade 
Citou pelo menos uma das situações: banco de sangue, doenças tratáveis, triagens diagnósticas e doenças muito graves
Indicou maior valor preditivo positivo 
Indicou menor valor preditivo negativo 
Citou que não haveria mudança na sensibilidade e especificidade (inerentes ao teste)
Curva ROC
Caso Clínico: Na vigência de uma pandemia, a sociedade científica se deparou com o desafio de desenvolver um método diagnóstico eficaz e seguro para a infecção pelo SARS CoV2. Abaixo está representado graficamente um dos primeiros testes que surgiram, através da Curva ROC (Foto 01). Além do desenvolvimento técnico do método, a escolha de um “cutoff-point” - ponto de corte entre os doentes e os não doentes - é essencial para definir as características inerentes ao teste diagnóstico.
Tarefa 01: Indique os pontos de corte que garantem, respectivamente: maior sensibilidade, maior especificidade e maior poder discriminatório. 
Tarefa 02: Considerando que o ponto de corte definido tenha sido “A” e a característica por ele definida, explique a interpretação de um resultado positivo para SARS CoV2 neste teste (1). 
Tarefa 03: Considerando que o ponto de corte definido tenha sido “C” e a característica por ele definida, explique a interpretação de um resultado positivo para SARS CoV2 neste teste (2). 
Tarefa 04: No contexto de uma pandemia, você optaria pelo uso do teste (1) - com ponto de corte A - para testagem da população? Caso a resposta seja “sim”, indique a principal vantagem de optar por este teste. Caso a resposta seja “não”, indique a principal desvantagem de optar por este teste.
Conduta:
Indicou C como ponto de corte mais sensível
 Indicou A como ponto de corte mais específico
 Indicou B como ponto de corte com maior poder discriminatório
Teste com alta especificidade apresenta poucos falsos positivos
 Indicou que provavelmente o resultado é um verdadeiro positivo
Teste com alta sensibilidade apresenta muitos falsos positivos
 Indicou que pode se tratar de um falso positivo
Não indicou o teste (1) como adequado para testagem da população 
Teste com alta especificidade apresenta maior índice de falsos negativos
 Definir um doente (infectado) como não doente pode aumentar a chance de contágio pelo não isolamento do paciente
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