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PNEUMO
1. CRISE ASMÁTICA/ ASMA
2. TABAGISMO
3. DPOC
4. PNEUMONIA BACTERIANA
5. TEP / TVP
6. TUBERCULOSE
7. DERRAME PLEURAL
	
NEFROLOGIA
1. SD. NEFRITICA / GNPE
2. SD. NEFROTICA
3. PIELONEFRITE
4. ITU RECORRENTE
	ENDOCRINO
1. DIABETES TIPO 1 E 2
2. CETOACIDOSE DIABÉTICA
3. HIPOGLICEMIA/ PÉ DIABÉTICO
4. SINDROME METABÓLICA
5. OBESIDADE / DESNUTRIÇÃO
6. HIPERTIROIDISMO
7. HIPOTIROIDISMO
8. NÓDULO DE TIREIOIDE
	CARDIOLOGIA
1. HIPERTENSÃO ARTERIAL / RASTREIO
2. CRISE HIPERTENSIVA
3. CARDIOPATIA HIPETENSIVA / FUNDOSCOPIA
4. INSUFICIENCIA CARDIACA
5. IAM COM SUPRA ST
6. ARRITMIAS- FA
7. BLS/ACLS
8. EDEMA AGUDO DE PULMÃO
	INFECTOLOGIA
1. HEPATITE B
2. HIV/SIDA
3. EQUISTOSSOMOSE
4. LEISHIMANIOSE VISCERAL
5. LEPTOSPIROSE
6. MALÁRIA
7. FEBRE AMARELA
8. DENGUE – A B C D, ZIKA, CHIKUNGUNYA
PARASITOSES
9. HANSENÍASE 
10. MENINGITE BACTERIANA / MENGOCOCCEMIA + CHOQIE SÉPTICO
11. ENDOCARDITE INFECCIOSA
12. FEBRE REUMÁTICA
13. TÉTANO / RAIVA
DOENÇA DE CHAGAS
	
REUMATO
1. GOTA
2. LES
3. FIBROMIALGIA
4. LOMBALGIA
OSTEOARTROSE
HEMATO
1. ANEMIA FERROPRIVA
2. ANEMIA MEGALOBLÁTICA
3. ANEMIA FALCIFORME
DOAÇÃO DE SANGUE
	GASTRO
1. ULCERA PEPTICA/SD. DISPESIA
2. DRGE
3. ESOFAGO DE BARRET
4. DIARREIA AGUDA
5. DOENÇA CELIACA
6. CROHN X RCU
7. CIRROSE HEPÁTICA / ASCITE / PARACENTESE / PBE
	NEURO
1. AVC
2. GUILLAIN BARRÉ
3. CEFALÉIA / MIGRANHA
4. DEMENCIA
5. DEPRESSÃO
6. RISCO DE SUICÍDIO
7. CRISE PSICÓTICA
8. ALZHEIMER
VERTIGEM
CRISE ASMÁTICA
Paciente de 25 anos, atende ao serviço de emergência referindo que tem asma há mais de 5 anos, refere muita falta de ar após ter arrumado umas coisas em casa. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a) ...., aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Casada ou solteira? Chamar paciente sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
Anamnese rápida: (paciente se encontra na emergência), atenção sempre no local que vai estar atendendo a paciente.) 
1. Investigar a queixa de falta de ar: quando iniciou, piorou depois de algo? Melhorou usando alguma coisa? Primeira vez que isso aconteceu? Se tem limitação das atividades? Se tem despertares noturnos? Sintomas diurnos (quantas vezes na semana)? Se usou broncodilatador de alivio mais que 2 vezes na semana? 
2. Investigar sintomas acompanhados: febre, tontura, náuseas, vômitos, cefaléia. 
3. Investigar sintomas de gravidade: não consegue falar, exaustão, retrações acentuadas, diminuição da consciência (se positivos indicar intubação). 
4. Informar que precisa examinar a paciente/ que depois que melhorar continuará com outras perguntas. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. Informar que pela gravidade precisa realizar exame direcionado, em outro momento complementar exame físico. 
3. Dados importantes do exame físico (estado geral, uso da musculatura acessória, ausculta pulmonar, FR, FC, PA, Sto2).
4. Solicita oximetria de pulso
5. Solicitar Peak flow (teste expiratório)
Orientação e Conduta
1. Solicitar gasometria, hemograma, eletrólitos, função renal
2. Identifica o diagnóstico de crise asmática
3. Classificou a asma: a senhora(o) tem uma crise asmática .... 
Leve ou moderada: bom estado general, PFE>50% basal, Spo2 >95%, gasometria: normal Grave: regular estado general, PFE 30-50 basal, Spo2> 91-95%, gasometria alcalose respiratória Muito grave: Muito grave: mal estado geral, alteração do nível de consciência, PFE 93%
-Crise Leve ou moderada: B2 de curta 2-4 jatos (SABA) 20/20´ por 1 hora (3 doses) + Corticoide VO
-Crise Grave: B2 agonista de curta duração 4-6 jatos (SABA) + Brometo de ipratrópio (SAMA) + prednisona VO 1-2 mg/kg/dia(Max 40mg) + Oxigênio
-Crise Muito Grave: B2 agonista de curta duração 8-10 jatos (SABA) + Brometo de ipratrópio (SAMA) + prednisona VO 1-2 mg/kg/dia(Max 40mg) ou Metilprednisolona IV 1 mg/kg. Se não melhora faz Sulfato de Magnésio. Considerar IOT-UTI
5.Manter observação por 4-6 horas. Reavaliação cada 1 hora.
6.Depois da reavaliação pode acontecer 3 coisas: 
- Boa resposta: (PFE>70%, FC E RF diminuíram, Sto2 >95): observa-se pcte por mais 1 hora, e alta domiciliar com B2 Curta ação 4-4 hrs + corticóide oral 1 x dia por 5 dias, retorno em 7 dias no Posto de Saúde, alertando sinais de alarme. 
- Resposta incompleta: (PFE 50-70%, dispnéia, Sto2 91-95%,), adicionar prednisona + continuar B2 + IPRATRÓPIO a cada 20 minutos, e reavaliar em 1 hora. 
- Má resposta: (PFE 35-50%, dispnéia, Sto2compartilhamento de laminas de barbear, seringas, escovas de dentes, tatuagens recentemente,piercings colocou recentemente?Recebeu transfusão de sangue? 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Doença sexualmente transmissível, hepatite A, Doenças no fígado? 
7. Antecedentes familiares: diabetes, HTA, câncer, doenças no fígado? Doenças na pele, hepatites? 
8. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, pratica de atividades físicas, medicamentos, qualidade do sono, moradia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) Pele e mucosas. Exame geral. Peso/IMC Achados do exame físico positivo (icterícia, hepatomegalia, dor abdominal a palpação) 
4. Investigar sinais e hepatite crônica: icterícia, ascite, esplenomegalia e hepatomegalia, circulação colateral, edema de membros inferiores, aranhas vasculares, ginecomástia, eritema palmar, flapping. 
Orientação e conduta: 
1. Informar ao paciente que o resultado do seu exame deu positivo mais que para confirmar é preciso solicitar outros exames mais específicos, tratando de acalmar o paciente. 
2. Solicitar exames: HBsAg= existe hepatite (aguda ou crônica) Anti-HBC-IgM = hepatite B aguda Anti-HBC-IgG = Cicatriz sorológica/ e pode estar presente na crônica. HBeAg = replicação ativa Anti-HBs = evolução para cura. 
3. Informar para a paciente o diagnóstico de HEPATITE B AGUDA. 
4. Solicitar TGO/TGP/INR/BT/BI/Hemograma/ eletrólitos/ HIV/sífilis/hepatite A e C 
5. Indicar Vacinas Hepatite B e A 
6. Explicar para a paciente que o acompanhamento será com especialista e na unidade básica. Encaminhar para serviço especializado. 
7. Marcar retorno em 15 dias para realizar todos os exames novamente. 
8. Informar que o acompanhamento será a cada 15-30 dias/ para repetir exames. 
9. Informar que precisa que seus PARCEIROS venham realizar o teste de hepatite B. 
10. Notificar o caso. 
10. Orientar o paciente que no momento não precisa tomar medicamento/ que 90% do paciente com hepatite B, tem resolução do quadro, mas que precisa ser acompanhado para ter certeza da cura. 
11. Informar o paciente sobre a dieta que precisa ser sem gordura/ que não pode consumir bebias alcoólicas/ evitar atividade física bruscas. 
12. Informar que mesmo depois da cura precisara realizar acompanhamento por 6 meses. 
13. Esclarece dúvidas/ despede-se cordialmente.
ADENDO: Tratamento da hepatite B crônica é com Tenofovir ou Entecavir (cirróticos)
HEPATITE C
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta com resultado de exame: “Amostra reagente para o anticorpo contra o HCV. Realizar confirmação do diagnóstico da infecção pelo HCV usando um dos Fluxogramas laboratoriais. ” 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas de fase aguda: mialgia, artralgia, parestesia, vômitos, anorexia, síndrome seca de olhos, boca...? 
2. Investigar sintomas de hepatite crônica: alteração na cor das fezes, manchas na pele, crescimento da mama, alterações na cor da urina, (prurido é o sintoma mais associado)
3. Investigar situação vacinal: Hepatite A, Febre amarela, hepatite B? 
4. Questionar sintomas e sinais acompanhados: febre? Náuseas? Vômitos? Dor abdominal? Alterações na cor da urina? 
5. Questionar fatores de risco: vida sexual (raro transmissão sexual), orientação sexual, seringas, escovas de dentes, recebeu sangue, procedimento dentários sem higiene, hemodiálise, piercings colocou recentemente, tatuagens? 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Doença sexualmente transmissível, hepatite A, Doenças no fígado? 
7. Antecedentes familiares: DM, HTA, câncer, Dç no fígado? Dças na pele, hepatites? 
8. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, alimentação, pratica de atividade física, medicamentos, qualidade do sono, moradia? Se sexo feminino investigar histórico GOB e realização de preventivo. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos,aquece-las, e me posicionar a direita da paciente. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC Achados do exame positivo do exame físico: (icterícia, hepatomegalia, dor abdominal a palpação) 
4. Investigar sinais de hepatite crônica: icterícia, ascite, esplenomegalia e hepatomegalia, circulação colateral, edema de membros inferiores, aranhas vasculares, ginecomastia, eritema palmar, flapping. 
Orientação e conduta: 
1. Informar ao paciente que o resultado do seu exame deu positivo mais que para confirmar é preciso solicitar outros exames mais específicos, tratando de acalmar o paciente. 
2. Solicitar exames: HCV RNA PCR (+) carga viral = solicita genotipagem e biópsia hepática. Outros exames: hemograma/ enzimas e função hepática/ função renal/função tireoidiana/ sorologia hepatites A e B, HIV/ USG abdômen ou tomografia para ajudar a avaliar grau de comprometimento do fígado. 
3. Informar o paciente o diagnóstico de: HEPATITE C AGUDA/ SEM CIRROSE. 
4. Informar para o paciente que o tratamento da hepatite C está indicado para todos os pacientes com diagnóstico de infecção pelo HCV, nas suas formas aguda ou crônica. 
5. Orientar teste do PARCEIRO
6. Notificar o caso. 
7. Encaminhar para serviço especializado (até aqui cuida atenção primaria). 
7. O que mudou no novo tratamento (As atuais opções terapêuticas apresentam as seguintes vantagens: facilidade posológica, tratamento por menor período de tempo e com menos efeitos adversos, menor necessidade de exames de biologia molecular para avaliação do tratamento, e melhores resultados em comparação com as modalidades de tratamento anteriormente indicadas).
8. É necessária uma cuidadosa avaliação pré-tratamento de condições clínicas, psiquiátricas e sociais; 
9. Indicar tratamento tem como objetivo reduzir as complicações e risco de progressão: Sofosbuvir + simeprevir ± ribavirina 12 semanas (GENOTIPO 1) Genótipo 1 com cirrose compensadachild-pugh A: Sofosbuvir + simeprevir ± ribavirina 12 semanas Genótipo 1 com cirrose child-pugh B ou C: Sofosbuvir + daclatasvir ± ribavirina 24 Semanas. 
10. Retorno para solicitação de novo exames em 1 mês. 
11. Informar para a paciente a importância do acompanhamento multidisciplinar. 
12. Esclarece dúvidas/ despede-se cordialmente.
HIV
Paciente de 30 anos, atende ao serviço de consulta, referindo perda de peso e aumento de nódulos no pescoço. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: quando notou a perda de peso? Sabe quantos quilos perdeu? Como está se alimentando? Tem sentindo fraqueza? 
2. Investigar adenopatias: localização? Quando iniciou? Teve alguma infecção como gripe? Está presente em outros lugares? 
3. Investigar sintomas acompanhados: cefaléia? Náuseas? Vômitos? Mal estar? Febre constante? diarreia > 30 dias, Mialgia? Artralgia? Candidíases? herpes zoster? Púrpura? Insfecções resistente e arrastada? dermatite seborréica, molusco contagioso, foliculite, tosse, micose nos pés e unha, corrimento vaginal, ulceras na parte intima. 
4. Antecedentes patológicos: câncer, tuberculose, HAS, DM, doenças hepáticas, doenças renal, antecedentes de acidente de trabalho? 
5. Vida sexual: casada? Parceiros? uso de preservativo? Quantos parceiros? Sexo anal? Orientação sexual? Antecedentes de sífilis, hepatite B? 
6. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, atividade física, alimentação? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente subaaté a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, temp) pele e mucosas, peso, altura, IMC. 
4. Procurar sinais: dermatite, adenomegalia, molusco contagioso, micoses, verrugas, genitais, candidiase oral, psoríase, sarcoma de kaposi.
5. Mulher: realizar exame especular
Orientação e conduta: 
1. Solicitar exames e pergunta se autoriza realizar teste rápido de HIV? 
2. Protocolo SPIKES, Questiona presença de familiares nesse momento
3. Informa para a paciente que os 2 testes rápidos de laboratórios diferente foram positivos, que ele tem diagnóstico de INFECÇÃO PELO HIV
4. Oferecer apoio psicossocial. 
5. Solicitas outros exames: hemograma, glicemia de jejum, contagem CD4, Carga viral, perfil lipídico, hepática e renal, parasitológico de fezes, VDRL, Hepatite A, B, C, Toxoplasmose, sorologia HTLV 1 e 2, PPD E Radiografia de tórax. 
6. Próximos passos: oferecer tratamento TARV (tenofovir, lamivudina, dolutegravir) 
7. Se iniciar TARV marcar retorno para 7- 15 dias para controle de sintomas. 
8. Repetir carga viral em 6 meses
9. Rastreamento de câncer: mama acima de 40 anos, realizar mamografia anual/ colo uterino vida sexual ativa realizar anual/ 
10. Notificar o caso. CONVOCAR PARCEIRO
11. Encaminhar para serviço especializado. 
12. Informar controle multidisciplinar/ marca retorno/ esclarecer dúvidas.
ENTREVISTA SOBRE PREP
Agente vai até seu consultório, querendo saber informações sobre a Profilaxia pré-exposição ao HIV. 
1) O que é PrepHiv? 
· A profilaxia de pré- exposição ao HIV é um novo método de prevenção a infecção pelo vírus. Isso é feito tomando diariamente um comprimido que impede que o vírus causador de AIDS Infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o mesmo. 
· É oferecido gratuitamente pelo SUS. 
2) Quem pode usar? (Indicações do MS) 
· Gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH) 
· Pessoas trans 
· Profissionais do sexo 
· Parceiras soro discordantes para o HIV 
3) Como a prep Hiv funciona? 
· A prep é a combinação de medicamentos (tenofovir + entricitabrina), que bloqueiam alguns caminhos do HIV. Só tem efeito se tomar todos os dias. 
4) Quais exames precisam realizar antes? 
· Teste para HIV (TR), utilizando amostra de sangue. 
· Teste para sífilis, Teste treponêmico de sífilis (ex. teste rápido ou ELISA) ou não treponêmico (ex. VDRL ou RPR ou Trust) 
· Identificação de outras DST (clamídia e gonococo). Pesquisa em urina ou secreção genital (utilizar metodologia disponível na rede. Ex. cultura) 
· Teste para hepatite B: Pesquisa de HBsAg (ex. teste rápido) e Anti-HBs 
· Teste para hepatite C: Pesquisa de Anti-HCV (ex. teste rápido) 
· Função renal: Clearance de creatinina, Dosagem de ureia e creatinina sérica, Avaliação de proteinuria (amostra isolada de urina) Função hepática: Enzimas hepáticas (AST/ ALT). 
5) Em quanto tempo começa a fazer efeito? 
· Para sexo anal 7 dias 
· Sexo vaginal 20 dias. 
· Informar que não protege de outras doenças/ que precisa usar preservativo. 
6) O paciente precisa fazer controle? 
· As pessoas candidatas à PrEP devem ser reavaliadas em até duas semanas para verificação de resultados de exames solicitados na consulta inicial e prescrição da PrEP para 30 dias (1a dispensação). Nessa consulta devem-se realizar os seguintes procedimentos: Novo TR para HIV 
· Avaliação dos resultados dos exames de triagem 
· Reavaliação de indicação de PEP › Avaliação da motivação para uso da PrEP › Prescrição de PrEP » Orientar sobre estratégias para melhor adesão » Informar sobre os efeitos colaterais potenciais e o caráter transitório destes. 
7) Como funciona o seguimento clinico laboratorial? 
· Teste rápido para HIV, Trimestral (toda consulta de PrEP) 
· Teste treponêmico de sífilis (ex. teste rápido ou ELISA) ou não treponêmico (ex. VDRL 
· Trimestral Identificação de outras IST (clamídia e gonococo) Pesquisa em urina ou secreção genital (utilizar metodologia disponível na rede. Ex. cultura) semestral (ou mais frequente em caso de sintomatologia) 
· Teste para Hepatite B, em caso de não soroconversão da vacina. Pesquisa de HBsAg (ex. TR) e Anti-HBs(b) A depender da soroconversão da vacina para HBV. Teste para Hepatite C Pesquisa de Anti-HCV (ex. TR) trimestral 
· Monitoramento da função renal, Clearance de creatinina, dosagem de ureia e creatinina sérica, Avaliação de proteinuiria (amostra isolada de urina) trimestral. 
· Monitoramento da função hepática Enzimas hepáticas (AST/ ALT) trimestral 
· Teste de gravidez Trimestral (ou quando necessário). 
8) Precisa evitar algum medicamento? 
· Evitar: Ácido acetilsalicílico, Ibuprofeno, Naproxeno, topiramato, carbonato de lítio. 
· Contraindicado: adefovir 
9) Pergunta se ficou claro? Se tem mais alguma duvida? E despede-se cordialmente. 
PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO
Uma interna técnica em enfermagem de 29 anos, atende ao serviço de consulta porque no hospital onde está estagiando, teve um acidente com seringas e o paciente faz tratamento para HIV. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de exposição: quanto tempo tem que isso aconteceu? Passou alguma coisa? Como foi o acidente? O calibre da agulha? Se tinha sangue visível na agulha? Como foi o acontecido? 
·de 15 dias e perda de peso. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa febre: quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? Horário mais frequente? Tomou algum remédio? Tem calafrios? Sudorese?
2. Investigar de perda de peso: quando notou a perda de peso? Se sabe quantos quilos perdeu? Como está se alimentando? Está fazendo alguma dieta? Qual tipo de alimentos costuma comer? Atividade física? 
3. Investigar viagens: norte e nordeste. 
4. Investigar sintomas acompanhados: dor abdominal, náuseas, vômitos, manchas na pele, ascite, icterícia, sangramento de mucosas? Diarréia? 
5. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? Cardiopatia?
6. Antecedentes familiares: Ca hematológicos, Ca em geral, HAS, DM?... 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? Usa preservativo? Questionar animais em casa? Se for mulher investigar histórico gineco-obstétrico e realização de preventivo. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos,aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
2. Solicitar Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP- febre) peso/IMC (perda de peso), pele e mucosa: palidez intensa. 
3. Exame físico abdome: globoso as custas de visceromegalia, rígido, indolor a palpação, RHA não audível, ausencia de ascite, figado palpável a 4cm do reborde costal direito, baço palpável a 8cm do reborde costal esquerdo.
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: 
Inespecíficos: Hemograma (PANCITOPENIA), VHS e PCR aumentados, pode ocorrer aumento das enzimas hepáticas e bilirrubinas, hematúria. Função renal (HIPOALBUMINEMIA E HIPERGAMABLOBULINEMIA)
2. Solicitar exames específicos: sorologia: por imunoflorescência, ELISA, Reação de Montenegro, Mielograma. O diagnóstico definitivo é por biópsia médula óssea; 
3. Informa para paciente o diagnóstico: LEISHMANIOSE VISCERAL que é uma doença causada por um parasito, que é transmitido pelo mosquito/ Esclarecer que não é uma doença transmissível e que tem tratamento. 
4.Solicitar ECG antes de iniciar tratamento. (Droga prolonga intervalo QT 
5.Indicar tratamento: Antimonial Pentavalente por 20 dias/ informar que precisa notificar as reações adversas do medicamento. 
6. Questionar alguém mais em casa com os sintomas. 
7. Notificar a doença; 
8. Orientar medidas de controle/ esclarecer dúvidas/ despedir-se. 
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR
Paciente de 40 anos, atende serviço de consulta na UBS referindo o aparecimento de uma ferida na perna a mais ou menos 2 meses. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de ferida: quando iniciou? Como começou? O tamanho de início? Se foi aumentando de tamanho? Quantidade de lesão? Se ele notou perda de sensibilidade? Se ele passou algum medicamento? 
2. Investigar sintomas acompanhados: febre? Dor nas pernas ou nos braços? Perda da força muscular? Vômitos? Náuseas? 
3. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticóide? Se for mulher perguntas antecedentes GOB se realiza preventivo? 
4. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? Usa preservativo? Questionar animais em casa? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) (palpação de baço e fígado) 
3. Ele vai mostrar a foto (Descrever lesão em perna direita de mais ou menos 6 cm, com aspecto de ulceras, com bordas elevada, fundo granuloso, indolor). 
4. Teste de sensibilidade? 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: esfregaço da lesão + coloração especifica de Giemsa = visualização do parasita, teste de intradermorreação de Montenegro (+ doença ativa), mas se mantém positivo mesmo depois da cura. PCR 
2. Informar para o paciente: diagnostico de LEISHMANIOSE TEGUMENTAR ou cutânea/ uma doença causada por um parasito, que é transmitido pelo mosquito/ esclarecer que não é uma doença transmissível e que tem tratamento. 
3. Solicitar ECG antes de iniciar tratamento. (Droga prolonga intervalo QT: Risco de toardes) + uréia, creatina, função hepática, enzimas pancreáticas. REPETIR EXAMES DURANTE TRATAMENTO. 
4. Indicar tratamento: antimonial pentavalente por 20 dias / informar que precisa notificar caso apareça reações adversa do medicamento/ explicar que a febre vai desaparecer no 5 dia de tratamento. 
5. Notificar a doença; 
6. Orientar medidas de controle/ esclarecer dúvidas/ despedir-se. 
LEPTOSPIROSE
Paciente de 40 anos atende ao serviço de consulta em uma UBS, referindo febre e dores musculares principalmente em MMII, com evolução de 5 dias, reclama que tem ardência na panturrilha. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa da febre: quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? Horário mais frequente? Tomou algum remédio? Calafrios? Sudorese?
2. Investigar dor muscular: Localização? iníciou junto com a febre? Tipo de dor? Intensidade? Irradiação? Melhora em repouso? Piora com atividade? Primeira vez que sente essa dor? 
3. Dor na panturrilha: quando iniciou, já teve essa dor antes, passou alguma coisa? Teve algum trauma? Tomou algum medicamento?
4. Sintomas acompanhados fase precoce: início súbito de febre, cefaléia, mialgia, anorexia, náuseas e vômitos. Podem ocorrer diarréia, artralgia, hiperemia ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular e tosse. Exantema ocorre em 10-20% Hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia podem ocorrer. 
5. Sinais e sintomas de fase tardia: Alterações na cor da urina? Diminuição da urina? Perdeu a consciência? Conjuntivite? Hemoptise? Tosse? Icterícia. (Síndrome de weil= icterícia + síndrome pulmão e rim) 
Obs.: atualmente ministério da saúde divide em 2 fases. (Precoce e tardia). 
6. Viajou nos últimos 15 dias para área com histórico de doença freqüente? Histórico vacinal de febre amarela? Conato com esgotos? Lixo? Enchentes nos últimos dias? 
7. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
8. Teve contato com alguém com os mesmos sintomas? Alguém em casa com os mesmos sintomas? 
9. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? Usa preservativo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP), pele e mucosa, nível de consciência /exame fisico geral tórax, abdome.
4. Na suspeita de dengue (prova do laço) 
5.Abdômen/ pulmão/ mucosas/ na fase precoce tudo pode estar normal.
Sinais de alarme que indica internação: icterícia, dispneia, arritmias, vômitos freqüentes, hipotensão, rebaixamento do nível de consciência (1 positivo internação) 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: Os seguintes exames deverão ser solicitados, inicialmente,em uma rotina de suspeita clínica de leptospirose, com o objetivo de ajudar no diagnostico diferencial e avaliação da gravidade do caso: hemograma, ureia (aumentado), creatinina, bilirrubina total e frações (BD aumentada), TGO e TGP (normal), gama-GT, fosfatase alcalina e CPK (alto), Na+ e K+ (baixo). 
Específicos (cultura: sangue, urina e liquor)/ micro aglutinação padrão ouro; 
2. Informar para paciente o diagnóstico: LEPTOSPIROSE/ FASE PRECOCE (senhor teve contato com urina de rato, e essa urina tem uma bactéria que está causando tudo isso, o senhor (a) vai ficar bem, mas precisa seguir todas as indicações): 
3. Informar que vai realizar o tratamento em casa: Doxiciclina 100mg VO 12/12 x 7 dias.
4. Orientar repouso em domicílio/ retorno periódico em 24 horas 
5. Em caso de sintomas de alarme-→ retorno. 
6. Notificação compulsória imediata/ orientar medida de proteção no trabalho/ acidente de trabalho? 
7. Esclarece dúvidas e despede-se. 
*Fase precoce: 
a) Adultos - Amoxicilina: 500 mg, VO, 8/8h, por 5 a 7 dias ou - Doxiciclina 100 mg, VO, 12/12h, por 7 dias. 
b) Crianças - Amoxicilina: 50 mg/kg/dia, VO, divididos de 8/8h, por 5 a 7 dias; 
Importante: a Doxiciclina não deve ser utilizada em crianças menores de 9 anos, mulheres grávidas e em pacientes portadores de nefropatias ou hepatopatias. 
*Fase tardia: 
a) Adultos - Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6/6 horas; ou - Ampicilina: 1 g, IV, 6/6h; ou - Ceftriaxona: 1 a 2 g, IV, 24/24h ou Cefotaxima: 1 g, IV, 6/6h. Alternativa: Azitromicina 500 mg, IV, 24/24h 
b) Crianças - Penicilina cristalina: 50 a 100.000 U/kg/dia, IV, em quatro ou seis doses; ou - Ampicilina: 50-100 mg/kg/dia, IV, dividido em quatro doses; ou - Ceftriaxona: 80-100 mg/kg/dia, em uma ou duas doses, ou Cefotaxima: 50-100 mg/kg/dia, em duas a quatro doses. Alternativa: Azitromicina 10 mg/kg/dia, IV Duração do tratamento com antibióticos intravenosos: pelo menos 7 dias. 
FEBRE AMARELA
Paciente 30 anos de idade atende ao serviço de consulta numa UBS, referindo que está tendo vários episódios de febre e sentindo muita dor lombar. Pode apresentar dor de cabeça como queixa (cefaléia supra-orbitária) 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Religião? Imigrante? Onde mora?
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: febre - quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? Horário mais frequente? Tomou algum remédio? Tem calafrios? Sudorese? 
2. Investigar dor lombar: iníciou junto com a febre? Tipo de dor? Intensidade? Irradiação? Melhora em repouso? Piora com atividade? Primeira vez que sente essa dor? 
3. Sintomas acompanhados: notou que a sua pele está mais amarelada? Teve vômitos? Náuseas? dor de cabeça? Dor atrás dos olhos? Dor nas articulações? Sangramento de pele ou da boca? Dor abdominal? Alterações na cor da urina? Perdeu a consciência? 
4. Viajou nos últimos 15 dias para alguma área com histórico de doença freqüente? Indagar histórico vacinal de febre amarela? Contato com esgotos? Lixo? Enchentes nos últimos dias? 
5. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
6. Teve contato com alguém com os mesmos sintomas? Alguém em casa com os mesmos sintomas? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? Usa preservativo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las e me posicionar a direita do paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) SINAL DE FAGET (pulso se torna mais lento, apesar da temperatura elevada) / nível de consciência /exame geral. 
Abdômen/ pulmão/ pele e mucosas ictéricas 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: hemograma-leucopenia, plaquetopenia, UR,CR (aumentado), Eletrólitos, TGO e TGP (aumentados), coagulograma, EAS, proteína urinaria, bilirrubinas totais e frações. 
Isolamento viral (até o 5 dia) 
Sorologia (depois do 5 dia de febre)
2. Informar para paciente o diagnóstico de FEBRE AMARELA LEVE/ confirmado pela clínica e pelos exames laboratoriais. Explicar que se trata de uma doença transmitida pela picada de um mosquito (silvestre- Haemagogus; F.a urbana pelo mosquito aedes aegypti), que tem o vírus na saliva. Que a doença está classificada como leve a moderada, não precisando ficar hospitalizado. 
3. Orientar hidratação 60 ml/Kg/dia, podendo ser apenas com solução salina ou 1/3 inicial com solução salina e os 2/3 restantes líquidos caseiros (água, sucos, chá etc.) 
4. Prescrever sintomáticos para febre dipirona 500mg/ 4x/dia. 
5. O paciente e os acompanhantes devem ser orientados a retornar ao serviço de saúde imediatamente se houver piora dos sintomas existentes: persistência de febre alta (>39ºC) por mais de quatro dias e/ou qualquer dos seguintes sinais: aparecimento de icterícia, hemorragias, vômitos, diminuição da diurese. Caso não haja piora do quadro, não é necessário repetir os exames laboratoriais e uma consulta de retorno deve ser marcada em cinco a sete dias para reavaliação. 
6. Usar repelente de insetos enquanto estiverem acordados. Devem ser aplicados em toda a área de pele exposta respeitando os intervalos orientados pelos fabricantes. Passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, com portas e janelas fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada para impedir a entrada de mosquitos. Crianças menores de 6 meses de idade, que não podem receber a vacina e nem usar repelentes de aplicação direta na pele, devem ser mantidas o tempo todo com roupas claras de manga, sob mosquiteiros e/ou em ambiente protegido (refrigerado com portas e janelas fechadas ou protegidas por tela, com repelentes ambientais). (Paciente com febre amarela deve ser protegidos de picadas de mosquitos). 
7. Despede-se cordialmente, esclarecendo dúvidas. 
8. Notificação Compulsória Imediata. 
Orientação e conduta: (Febre amarela GRAVE) 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames:.... IGUAIS ANTERIOR
2. Informa para paciente o diagnóstico de FEBRE AMARELA GRAVE/ confirmado pela clínica e pelos exames de laboratoriais. 
3. Precisando ficar hospitalizado. 
4. Orientar hidratação de 60 ml/Kg/dia de solução salina/ em caso de sinais de hipotensão 10ml/kg EV na primeira hora. 
5. Prescrever sintomáticos para febre dipirona 500mg/ 4x/dia. 
6. Exames laboratórios devem ser solicitados a cada 4 horas. 
7. Controle da diurese/ sem sonda. 
8. Esclarece dúvidas/despede-se. 
9. Notificar o caso. 
Orientação e conduta: ( Febre amarela MALIGNA
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: IGUAIS
2. Informa para paciente o diagnóstico de FEBRE AMARELA MALIGNA/ confirmado pela clínica e pelos exames de laboratoriais. 
3. Indicar internação em UTI. 
4. Vitamina K 10ML/kg/ dia/ por 3 dias. 
5. Omeprazol 
6. A transfusão de concentrado de hemácias (10 a 15 ml/kg/dia) está indicada nos casos de queda acentuada de hematócrito, choque hipovolêmico refratário e/ou hemorragia intensa. 
7. O plasma fresco congelado (10 ml/kg) deve ser usado na presença de coagulopátias e a transfusão de plaquetas é reservada para situações específicas como sangramento persistente. 
8. Notificar o caso. 
9. Controle da diurese/ drogas vasoativas se necessários/ solicitar gasometria e correção/ início precoce de antibioticoterapia para evitar infecções. 
10. Esclarece dúvidas/despede-se. 
MALÁRIA
Paciente 45 anos, atender ao serviço de consulta em uma UBS referindo quadro clinico de febre, calafrios e sudorese. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias.Anamnese: 
1. Investigar a queixa febre: quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? Horário mais frequente? Tomou algum remédio? A febre some e volta em horários comuns? 
2. Investigar calafrios: junto com a febre? Depois da febre? Contínuo? 
3. Investigar sudorese: depois da febre em grande quantidade? Na madrugada? Algum horário especifico? 
4. Investigar sintomas acompanhados: cefaleia, mialgia, náuseas, vômitos., palidez (MALARIA LEVE) mais comum P. Vixax febre 48/48 horas. 
5. Investigar sinais e sintomas de gravidade: prostração, alteração da consciência, dispneia, convulsões, hemorragias, ictericia, febre > 41 graus, oligúria, alterações na cor da urina, oliguria, dor abdominal ou alteração laboratorial (MALARIA GRAVE OU COMPLICADA) é mais comum pelo P. Falciparum/ febre 72/72 horas. 
6. Viajou recentemente? Duração da viagem? Alguém em casa com os mesmos sintomas? 
7. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
8. Antecedentes familiares: Ca hematológicos, Ca em geral, HAS,DM?... 
9. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de vivenda? Vida sexual? Usa preservativo? Questionar animais em casa? Se paciente do sexo feminino investigar histórico gineco-obstetra e realização do preventivo. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) Pele e mucosas. Peso/IMC 
Nenhum achado especifico de malária/ as alterações serão de acordo a gravidade. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: Hemograma, coagulograma, função hepática (aumento transaminases), Bilirrubinas (BI aumentada) função renal, eletrólitos, avalição de hemólise (haptoglobina, LDH, contagem de reticulócitos), HIV, Glicemia, radiografia de tórax (procurando critérios de gravidade). USG abdominal
2.Específicos: GOTA ESPESSA/ esfregaço de sangue periférico/ imuno teste rápido. 
3. Critérios de internação (todos os sinais de gravidade + menores de 1 ano de idade, idosos acima de 70 anos, gestantes, imunodeprimidos). 
4. Informar para paciente diagnóstico: MALÁRIA. (Leve ou grave) 
5. Indicar tratamento com Cloroquina + Primaquina. (Vivax) – Artesunato + Clindamicina nos casos graves (P. Falciparum)
6. Notificação Compulsória Imediata. 
7. Orientar medidas de controle/ esclarecer dúvidas/ despedir-se. 
DENGUE GRUPO A
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta, referindo febre e dor no corpo. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de febre: quando iniciou? Duração? Continua? Se teve calafrios? Se aferiu a temperatura? Se tomou algum medicamento? 
2. Dor no corpo: início? Duração? Intensidade? Alívio? Primeira vez? 
3. Sintomas acompanhados: náuseas, vômitos, dor de cabeça? Dor retro orbitária? Coceira nos olhos? Conjuntivite? Irritabilidade? Sonolência? Exantema?
4. Investigar diurese:nas últimas horas você urinou? em que quantidade? Menos que habitual? Cor da urina? 
5. Investigar sinais de alarme: está se sentindo sonolenta (letargia), irritabilidade, teve dor abdominal intensa, vômitos persistentes, teve sangramento na boca ou mucosas? (Esses precisa perguntar/ os outros procurar no exame físico) 
6. Tem vacina para febre amarela? Teve contato com enchentes, esgoto, nos últimos 30 dias? 
7. Risco epidemiológico: Questionar viagens recentemente (14 dias atrás)? Ou alguém em casa ou vizinho com os mesmos sintomas? 
8. Antecedentes GOB: data da última menstruação? Gravidez? Abortos? 
9. Antecedentes patológicos: DM, HAS, DPOC, Doenças hematológicas, IRC, Hepatopatias, doenças autoimunes? Alergia a algum medicamento?
10. Hábitos: álcool, tabagismo, drogas, medicamentos que pode ter tomado (AAS ou dipirona), 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2..Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP). Pele e mucosas (pesquisando exantema, petequeias ou sinal de herman. Peso/altura/IMC 
Lembra de aferir a PA em pé e deitada lipotimia é sinal de alarme. 
3. Solicitar a prova do laço: Verificar PA e calcular o valor médio (PAS + PAD)/2 
Insuflar manguito até o valor médio e manter por cinco minutos adultos e 3 minutos crianças. Desenhar um quadrado de 2,5 cm de lado do antebraço. E depois contar o número de petequeias formadas dentro. Adulto > 20 petequeias / criança > 10 
4.Exame físico Abdome: procurar hepatomegalia maior de 2 cm abaixo do reborde costal/ ou dor abdominal na palpação/ ascite (sinais de alarme). Pulmão: derrame pleural. 
Conduta é orientação: 
1. Solicitar exames laboratório (NÃO OBRIGATÓRIO): hemograma com contagem de plaquetas, ELISA (a partir do 6º dia IgM elevado) ou Teste rápido (NS1-até 5º dia de sintoma)
2. Deu o diagnóstico de DENGUE e classificou a dengue como GRUPO A) 
3.Conduta: Tratamento domiciliar com paracetamol + repouso+ hidratação oral conforme esquema: Adulto: 60 ml/kg/d sendo 1/3 SRO e 2/3 líquidos. Crianças: até 10 kg:130 ml/ kg/dia – 10 a 20 kg: 100 ml/kg/dia. 
3. Orienta como preparar o soro caseiro ou SRO. 
4. Informa para não se automedicar/ evitar AAS/ AINES 
5. Orientar retorno diário para classificação clínica e exames de laboratórios diários/ principalmente no dia da melhora da febre. 
6. Notificação do Caso/ preencher o cartão da dengue. 
7. Orienta e questionar sobre possíveis criadouros na casa/ para eliminar focos. 
8. Informar sinais de alarme: vômitos intensos, dor abdominal, perda de consciência, mal estar general (retornar imediatamente para internação/ indica gravidade do caso). 
9. Esclarecer dúvidas/ despede-se . 
DENGUE GRUPO B
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta, referindo febre e dor no corpo. 
Acolhimento... Anamnese....
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2..Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP). Pele e mucosas (pesquisando exantema, petequeias ou sinal de herman. Peso/altura/IMC 
Lembra de aferir a PA em pé e deitada lipotimia é sinal de alarme. 
3. Solicitar a prova do laço: Verificar PA e calcular o valor médio (PAS + PAD)/2 
Insuflar manguito até o valor médio e manter por 5 minutos no adultos e 3 minutos na crianças. Desenhar um quadrado de 2,5 cm de lado do antebraço. E depois contar o número de petequeias formadas. Adulto > 20 petequeias / criança > 10 
4.Exame físico Abdome: procurar hepatomegalia maior de 2 cm abaixo do reborde costal/ ou dor abdominal na palpação/ ascite (sinais de alarme). Pulmão: derrame pleural. 
Conduta é orientação: 
1. Deu o diagnóstico de DENGUE: Classificou a dengue de acordo com a clínica e prova do laço. (Falar paciente está no GRUPO B) 
2. Grupo B: ausência de sinais de alarme + prova do laço positiva ou sangramento de pele (petéquias) ou Gestante, Comorbidades ou Crianças 65
3. Vamos precisas solicitar alguns exames e a senhora vai ficar em OBSERVAÇÃO pro no min 24hs ou até sair os resultados. (Hemograma- hemaórcrito e plaquetas). Solicitar ELISA (a partir do 6º dia IgM elevado) ou Teste rápido (NS1-até 5º dia de sintoma)
4. Conduta: paracetamol + repouso+ Hidratação Venosa (10ml/kg em 1h)
5. Os resultados dos exames já saíram (hemograma sem alteração). Vamos mandar a senhora para casa, com tratamento domiciliar com plano A e Orienta sinais de alarme.
6. Orienta como preparar o soro caseiro ou SRO. 
7. Informa para não se automedicar/ evitar AAS/ AINES 
8. Orientar retorno diário/ principalmente no dia da melhora da febre. 
9. Notificação do caso/preencher o cartão da dengue. 
10. Orienta e questionar sobre possíveis criadouros na casa/ para eliminar focos. 
11. Esclarecer dúvidas/ despede-se. 
DENGUE COM SINAIS DE ALARME - GRUPO C 
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta, referindo febre e dor no corpo. 
1. Deu o diagnóstico de DENGUE: Classificou a dengue de acordo com a clínica e prova do laço. (Falar paciente está no GRUPO C) 
2. Presença de um sinal de alarme (dor abdominais intensas referida ou a palpação, vômitos persistentes, ascite ou derrame pleuras, hipotensão postural, hepatomegalia, sangramento de mucosa, letargia ou irritabilidade, aumento progressivo do hematócrito. 
3. Precisa ficar hospitalizado por 48 horas mínimo 
4. Conduta: indicar reposição volêmica 10 ml/kg na 1 hora. Repetir até 3x 
5. Vamos solicitar exames complementares obrigatórios: hemograma, albumina, transaminases. Exames de imagens: (Radiografia de tórax: perfil, PA e laurel) (USG de abdômen) Outros: (glicemia, ureia, creatinina, gasometria). Solicitar ELISA (a partir do 6º dia IgM elevado) ou Teste rápido (NS1-até 5º dia de sintoma).
6. Depois proceder com avaliação clínica de sinais vitais, diurese e hematócrito. (Se melhora passar para fase de manutenção) 
7. Fase de manutenção: 25 ml/kg SF ou RL em 6 horas (1 Fase), se tiver melhora 2 fase: 25ml/kg em 8 horas (1/3 SF e 2/3 SG5%). 
8. Solicitar exame de confirmação obrigatório – ELISA /PCR, mas não para conduta. 
9. Prescrever paracetamol e dipirona. 
10. Orientar retorno diário/ principalmente no dia da melhora da febre. 
11. Notificação do caso/ preencher o cartão da dengue. 
12. Orienta e questionar sobre possíveis criadouros na casa/ para eliminar focos. 
13. Informar sinais de alarme: vômitos intensos, dor abdominal, perda de consciência, mal estar general (retornar imediatamente para internação/ indica gravidade do caso). 
14. Esclarecer dúvidas/ despede-se. 
DENGUE GRUPO D
1. Diagnosticou a DENGUE de acordo com a clínica e classificou no GRUPO D 
2. Presença de sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos: taquicardia, extremidades frias, pulso fino e rápido, enchimento capilar >2s lento, taquipneia, PA convergente PAS e PADpara paciente o diagnóstico: chikungunya/ é uma doença transmitida pela picada de um mosquito que tem um período de recuperação longo e que pode ter episódios de dores articular por vários meses. 
2. Informar que o tratamento e hospitalar / que precisa ficar hospitalizada. 
3. Segundo escala de EVA analgésicos: (1-3: dipirona1 gramo de 6/6 horas ou paracetamol 750mg 6/6 horas) – ( 4-6 dipirona 1g e paracetamol 750mg a cada 3 horas em horários intercalados, via oral) – ( 7-10 dipirona ou paracetamol associado a opioide: tramadol 50mg de 6/6 horas) 
4. Conduta Clínica: 1 - Hidratação venosa: conforme recomendado no guia de manejo da dengue 
5. O uso de aspirina e antiinflamatórios são contraindicados na fase aguda. 
6. Avaliar hemograma para apoio no diagnóstico diferencial: dengue, malária e leptospirose. 
7. Tratar complicações graves de acordo com a situação clínica. 
8. Notificação do caso. 
9. Critérios de alta: melhora clínica, ausência de sinais de gravidade, aceitação de hidratação oral e avaliação laboratorial.
HANSENÍASE
Paciente 34 anos atende ao serviço de consulta em uma UBS referindo mancha no braço direito a mais de 30 dias, refere que não desaparece e que já usou algumas pomadas. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Onde mora? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando apareceu essa mancha? Ela estava crescendo com o passar dos dias? Passou algum medicamento e qual? Notou melhora? Notou queda de pêlos no local da lesão? Ela é única? Ela coça? Sente dor? 
2. Outros sintomas: perda da força no braço da lesão? Perda da força nas pernas? Lacrimejamento dos olhos? Problemas na visão? Notou perda de pêlo na sobrancelha? Dores nos braços ou pernas? 
3. Tem alguém em casa como os mesmo sintomas? Já teve alguém em casa antes com esse problema? Ou teve contato com alguém com esse problema? 
4. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes? Doenças do coração? Doenças do pulmão? Hepatites? Doença renal? 
5. Antecedentes familiares: HTA, diabetes, infartos, AVC? 
6. Hábitos: fuma, álcool, drogas, toma alguma medicação, atividade física, alimentação, condições de moradia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP). Peso/IMC, Pele (ressecamento) e mucosa 
4. Exame físico de hanseníase: 
· Inspeção: Perda Sobrancelha, Olhos, Nariz, Membros superiores, Membro inferior: 
· Avaliar força muscular, formigamento. Nervo facial (pedir para fechar o olho com força) 
· Realizar o teste de sensibilidade da lesão: térmica, dolorosa e tátil da lesão
· Sensibilidade da córnea: tocar o fio dental no quadrante superior externo e observar piscar 
· Indicar os locais de palpação dos troncos dos nervos perifericos: Palpação do nervo ulnar, nervo radial, nervo mediano. nervo fibular, nervo tibial posterior
5. Descreve a lesão (mancha hipocrômica e hipoanestesica de mais ou menos tantos centímetros, bordes...) com ou sem comprometimento de nervos. 
Conduta e orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: baciloscópia de linfa obtida de pelo menos 4 lugares: lóbulo da orelha D e E, cotovelo D e E, lesão suspeita. (Baciloscópia negativaAferiu a temperatura? 
3. Vômitos: início? Aspecto? Cor? Procedido de náuseas? 
4. Sintomas acompanhados: perda de consciência? Mal estar geral? Dor lombar? Manchas na pele? Dor ao mover pescoço? 
5. Antecedente patológico: doenças respiratórias? Antecedentes de faringites? Otites? Diabetes? HAS? Doenças imunológicas? 
6. Teve contato com alguém com o mesmo sintoma? Ou alguém em casa com o mesmo sintoma? Usou algum medicamento?
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de moradia? Vida sexual? Usa preservativo? 
Exame físico: SUFUSÃO HEMORRÁGICA + PETÉQUIAS + ↓PA
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2. Informar que usará mascara N95. 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) procurar sinais de choque/ se encontrar: Iniciar com MOV- monitoriização, oxigênio, veia. Expansão volêmica com cristalóide 20 ml/kg- repetir até 3x + drogas vasoativas (choque frio-Adrenalina ou quente- Noradrenalina)
4. Exame físico de pele e mucosa: procurando petequias e equimoses
5. Procurar sinais meníngeos: Sinal kernig: colocar o paciente em decúbito dorsal, flete a coxa sobre quadril e joelho sobre a coxa/ quando se tenta estender a perna, paciente refere dor. Sinal de brudzinski: Ao tentar fletir a cabeça o paciente realiza um flexão involuntária da perna sobre a coxa e da coxa sobre a bacia e refere dor. 
6.Avaliar Rigidez de Nuca: 
Orientação e conduta: 
1. Solicitar punção lombar: buscar no líquor (celularidade, glicose, proteína exame direto, cultura). PMN ↑ + PROTEINA↑ + GLICOSE ↓ = Diplococo gram (-) 
2. Indicar tratamento empírico com Ceftriaxone100mg/kg de 12/12 horas por 14 dias. 
3. Informar que precisa solicitar outros exames: hemograma, hemocultura, ureia, creatinina, eletrólitos, glicose, coagulograma, PCR e VHS. 
4. Informa o diagnóstico: MENINGITE BACTERIANA + CHOQUE SÉPTICO 
5. Indicar Internação Hospitalar 
5. Indicar corticoide até resultado hemocultura para todos: hemofilo e pneumo / se meningo suspende. (Dexametasona 10mg IV 6/6 horas). 
5. Analgésicos/antitérmicos/hidratação/Glicemia capilar 2/2 horas. 
7. Informar isolamento por gotículas até 24 horas após a primeira dose de ATB.
8. Indicar profilaxia para contactantes íntimos se meningo: familiares, pessoas de convívio diário, creche, escola, trabalho) Rifampicina 600mg 12/12 horas por 2 dias. 
9. Notificação Compulsória Imediata. 10. Esclarecer dúvidas, despede-se. 
ENDOCARDITE INFECCIOSA
Paciente masculino de 30 anos, previamente hígido, é atendido por você em uma Unidade de Pronto Atendimento, com queixa de dispneia, inapetência e picos febris diários de até 38,5ºC, há aproximadamente 10 dias, após exodontia de “siso”. Nega uso de substâncias ilícitas injetáveis, nega internações hospitalares prévias.
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento. 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar febre: quando iniciou? Escalafrios? Usou termômetro? Tomou algum remédio? Horário mais frequente? Sudorese noturna?
2. Investigar a queixa de dispnéia: quando inicio? Duração? Se melhora em repouso? Piora quando caminha? Quantas vezes no dia? 
4. Sintomas acompanhados: anorexia? Mal estar geral? Perda de peso? Fraqueza? Artralgia?
5. Antecedente patológico: doenças respiratórias? Doença cardíaca? Valvopatia reumática? Prolápso de valva? Diabetes? HAS? Alergia algum medicamento?
7. Hábitos: álcool, drogas injetáveis?, tabagismo, alimentação, tipo de moradia? Vida sexual? Usa preservativo? 
Exame Físico:
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor/a me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA,TEMP). Peso/ altura/IMC. 
3. Pele e mucosa: palidez, máculas hemorrágicas indolores nas palmas das mãos ou planta dos pés (lesões de janeway), hemorragia conjuntival, nódulos subcutâneos eritematosos dolorosos na ponta dos dedos (nódulos de Osler)
3. Exame fisico: Pulmão: presença de creptações
4. Ausculta cardíaca: Presença de sopro sistólico em foco aórtico
Orientação e conduta: 
1.Solicitar Ecocardiograma Transesofágico, Hemograma, Hemocultura, EAS.
2. Solicitar fundoscopia: manchas de Roth
3. Informa o diagnóstico: ENDOCARDITE INFECCIOSA de acordo com os critérios de Duke. Explica que esta relacionado ao procedimento dentário e tranquiliza a paciente.
4. Indicar Internação Hospitalar 
5. Iniciar tratamento com antibiótico por 4-6 semanas
6. Antitérmico
7. Esclarecer dúvidas, despede-se.
FEBRE REUMÁTICA
Menino com 12 anos de idade é trazido pelo pai ao ambulatório de pediatria. Na história, apresenta febre e dor intensa nas articulações do joelho há uma semana, a qual passou a acometer cotovelos e punhos. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento. 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar febre: quando iniciou? Escalafrios? Usou termômetro? Tomou algum remédio? Horário mais frequente? Sudorese?
2. Investigar a queixa de dor articular: quando iniciou? Localização? Intensidade? Piora em repouso? melhora em repouso? Inchaço? Dificuldade para caminhar? Tomou alguma medicação?
3. Perguntar sobre antecedente de faringoamigdalite, a quanto tempo? Fez tratamento?
5. Antecedente patológico: artrite? Doença reumática? DM? HAS? Alergia algum medicamento?
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de moradia? 
(INFORMAR: O pai relata que há 3 semanas teve infecção de garganta, tratada com amoxicilina). 
Exame Físico:
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor/a me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA,TEMP). Peso/ altura/IMC. 
3. Pele e mucosa (buscar por eritema marginado ou nódulos subcutâneos).
4. Ausculta cardíaca: (INFORMAR: Sopro holossitólico de média intensidade, mais audível em ápice, irradiando-se para a axila 3º bulha audível). 
5. Exame fisico das articulações: (INFORMAR: Artrite em cotovelos e punhos) 
Orientação e conduta: 
1.Solicitar Eletrocardiograma, Hemograma, ASLO, PCR, VHS.
2. Informa o diagnóstico: FEBRE REUMÁTICA de acordo com os critérios de Jones (o paciente tem 2 critérios maiores: cardite+poliartrite e o obrigatório: ASLO) Explica que esta relacionado ao quadro de faringoamidalite e tranquiliza a paciente.
3. O tratamento será domiciliar
4. Iniciar tratamento com antibiótico Penicilina Benzatínica 1.200.000ui DU
5. Se artrite: AAS 90-100mg dia devidos em 4 tomadas VO até resolução dos sintomas 
6. Se cardite: Prednisona 1-2mg\kg dia divididos em 3-4 tomadas VO por 2-3 meses
7. Se coreia: Haloperidol 1mg/kg pela manhã
8. Indicar profilaxia secundária: FR com CARDITE leve: com penicilina G benzatina 1.200.000Ui de 21\21 dias até 25 anos de idade ou por 10 anos após último surto.
9. Esclarecer dúvidas, despede-se
ADENDO: Se FR sem CARDITE: penicilina G benzatina 1.200.000Ui de 21\21 dias até 21 anos de idade ou por 5 anos após último surto
FR com CARDITE + lesão valvar: até 40 anos ou por toda a vida.
FR com CARDITE + cirurgia troca valvar: por toda a vida
RAIVA / TÉTANO
Paciente atende ao serviço de emergência referindo que foi mordido por um cachorro quando passava na rua. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico da unidade (Eu sou o Dr/a, aqui do serviço que vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Chamar sempre pelo nome do pct
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigas sobre o acidente: quanto tempo aconteceu? Como aconteceu? Se mais alguém foi atacado? 
2. Investigar: local ondefoi mordido? Local único? Dor no local? Sangramento? Passou alguma coisa? Lavou? 
3. Investigar origem do animal: conhecido ou desconhecido? vacinado? você sabe quem é o dono, o viu saindo de alguma casa, já viu esse animal outras vezes nessa rua, notou que o animal estava muito agitado, notou que estava babando muito? 
4. Antecedentes patológicos: doenças crônicas, diabetes, hipertensão? 
5. Hábitos: fuma, álcool, drogas, alergia algum medicamento? 
6. Alguma vez usou esquema profilático para raiva? 
7. Investigar situação vacinal- cartão de vacinas
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor/a me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). Peso/ altura/IMC Exame fisico: Pulmão/ coração. 
3. Exame físico do local da mordida (definir características das lesões, sangramento ativo, escoriações, múltiplas, destruição tecidual com desvitalizarão) 
Orientação e conduta: 
1. Informa que se trata de mordedura de cachorro (classificar tipo de ferida e tipo de animal) 
2. Lavar com bastante água e sabão. 
3. Indicar desbidraçao se necessário. (fazer assepsia, campo cirúrgico e anestesia local) 
4. Indicar ou não profilaxia de acordo com a lesão. VACINA ou VACINA + SORO
5. Em caso de soro ( A dose indicada é de 20UI/kg. Deve-se infiltrar a maior quantidade possível na(s) lesão(ões). Quando as lesões forem muito extensas ou múltiplas, a dose indicada pode ser diluída, o menos possível, em soro fisiológico, para que todas as lesões sejam infiltradas. Caso a região anatômica não permita a infiltração de toda a dose, a quantidade restante, a menor possível, deve ser aplicada por via IM glútea. Sempre aplicar em local anatômico diferente de onde foi aplicada a vacina. 
6. Indicar vacina antitetânica de acordo com situação vacinal.
7. Orienta cuidados diários: lavar com água e sabão neutro, secar e descobrir após 24hs. Retorno se dor intensa ou sinais de inflamação e infecção da ferida.
8. Orientar retorno em 3 dias para dose seguinte. 
9. Indicar observação do animal por 10 dias 
10. Indicar profilaxia antibiótica (amoxicilina com clavulanato), Analgésicos 
11. Notificação do caso. 
12. Esclarecer dúvidas, despede-se.
Esquema novo: 
Esquema de profilaxia da raiva pós-exposição com 4 doses deve ser realizado conforme as orientações abaixo: 
· Esquema de profilaxia da raiva pós-exposição pela via intramuscular (IM) 4 doses da vacina raiva (inativada). Dias de aplicação: 0, 3, 7, 14. Via de administração intramuscular profunda utilizando dose completa, no músculo deltoide ou vasto lateral da coxa. Não aplicar no glúteo. 
· Esquema de profilaxia da raiva pós-exposição pela via intramuscular (IM) com uso de soro antirrábico (SAR) ou imunoglobulina antirrábica (IGAR). O SAR deve ser administrado uma única vez e o quanto antes. A infiltração deve ser executada ao redor da lesão (ou lesões). Quando não for possível infiltrar toda a dose, aplicar o máximo possível. A quantidade restante, a menor possível, aplicar pela via intramuscular, podendo ser utilizada a região glútea. Sempre aplicar em local anatômico diferente de onde foi aplicada a vacina. 
· Quando as lesões forem muito extensas ou múltiplas, a dose pode ser diluída em soro fisiológico, em quantidade suficiente, para que todas as lesões sejam infiltradas. Nos casos em que se conhece tardiamente a necessidade do uso do soro antirrábico, ou quando não há soro disponível no momento, aplicar a dose recomendada de soro no máximo em até 7 dias após a aplicação da 1ª dose de vacina de cultivo celular, ou seja, antes da aplicação da 3ª dose da vacina. Após esse prazo, o soro não é mais necessário. Não realizar a administração do soro antirrábico por via endovenosa
Essas perguntas são importantes para diferenciar de leve ou grave o ferimento: 
ACIDENTES LEVES Ferimentos superficiais, pouco extensos, geralmente únicos, em tronco e membros (exceto mãos e polpas digitais e planta dos pés); podem acontecer em decorrência de mordeduras ou arranhaduras causadas por unha ou dente, Lambedura de pele com lesões superficiais. 
ACIDENTES GRAVES Ferimentos na cabeça, face, pescoço, mão, polpas digitais, planta do pé e mucosas, Ferimentos profundos, múltiplos ou extensos em qualquer região do corpo, Lambedura de mucosas, Lambedura de pele onde já existe lesão grave, Ferimento profundo causado por unha de animal 
O acidente provocado (por exemplo, o animal que reage em defesa própria, a estímulos dolorosos ou outras provocações) geralmente indica reação normal do animal, enquanto que a agressão espontânea (sem causa aparente) pode indicar alteração do comportamento e sugere que o animal pode estar acometido de raiva. 
 CÃO OU GATO SEM SUSPEITA DE RAIVA NO MOMENTO DA AGRESSÃO 
 CÃO OU GATO CLINICAMENTE SUSPEITO DE RAIVA NO MOMENTO DA AGRESSÃO 
 CÃO OU GATO RAIVOSO, DESAPAR ECIDO OU MORTO; ANIMAIS SILVESTRES (Inclusive os Domiciliados) ANIMAIS DOMÉSTICOS DE INTERESSE ECONÔMICO OU DE PRODUÇÃO 
A profilaxia pré-exposição deve ser indicada para pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva, durante atividades ocupacionais exercidas por profissionais como: • médicos veterinários; • biólogos; • profissionais de laboratório de virologia e anatomopatologia para raiva; • estudantes de medicina veterinária, zootecnia, biologia, agronomia, agrotécnica e áreas afins; • pessoas que atuam na captura, contenção, manejo, coleta de amostras, vacinação, pesquisas, investigações ecopidemiológicas, identificação e classificação de mamíferos:  os domésticos (cão e gato) e/ou de produção (bovídeos, eqüídeos, caprinos, ovinos e suínos);  animais silvestres de vida livre ou de cativeiro, inclusive funcionário de zoológicos; • espeleólogos guias de ecoturismo, pescadores e outros profissionais que trabalham em áreas de risco. Pessoas com risco de exposição ocasional ao vírus, como turistas que viajam para áreas de raiva não controlada, devem ser avaliadas individualmente, podendo receber a profilaxia pré-exposição dependendo do risco a que estarão expostos durante a viagem. (Esquema: 3 (três) doses. 2. Dias de aplicação: 0, 7, 28, Controle sorológico: a partir do 14o dia após a última dose do esquema, interpretação do resultado: são considerados satisfatórios títulos de anticorpos > 0,5UI/ml) 
FEBRE TIFÓIDE
Paciente de 26 anos atende ao serviço de consulta com quadro de febre intensa, dor abdominal, manchas na barriga e tórax. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa febre: quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? Horário mais frequente? Tomou algum remédio? Tem calafrios? Sudorese após febre? 
2. Investigar dor abdominal: iniciou junto com a febre? Tipo de dor? Intensidade? Irradiação? Melhora em repouso? Piora com atividade? Primeira vez que sente essa dor? 
3. Investigar manchas na pele: quando apareceu? Qual a cor? Se eram menores? Se tem coceira? Se é a primeira vez? São máculas ou lesões pápulo-eritematosas, com cerca de 1 a 5mm de diâmetro, que desaparecem à vitropressão (roséolas tíficas) 
4. Investigar viagens? Contato com alguém com os mesmos sintomas? Alguém na casa com os mesmos sintomas? Histórico vacinal de febre amarela? Contato com água de esgoto? Contato com alimentos contaminados? (Complicação perfuração intestinal, enterorragia). 
5. Sintomas acompanhados: cefaleia, astenia, tosse seca, pode estar presente delírio, dor em fossa ilíaca direita, diarréia, constipação. 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de vivenda? Vida sexual? Usa preservativo? Já fez o preventivo? 
Exame físico: 
1. Solicitar quepaciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. A senhora me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) sinal de faget (pulso se torna mais lento, apesar da temperatura elevada) / nível de consciência /exame geral. 
4. Na suspeita de dengue (prova do laço) 
5. Abdômen/ pulmão/ mucosas/ na fase precoce pode tudo está normal. (Pode está presente no exame físico hepatoesplenomegalia, dor abdominal difusa ou localizada em quadrante inferior direito) 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: hemograma, hemocultura, VHS (normal), TGO, TGP e CPK Aumentados (1 semana), coprocultura e mielocultura (2 semanas) na prova pede logo tudo. 
2. Tomografia e Radiografia de abdômen (na suspeita de perfuração intestinal) 
3. Informa para paciente o diagnóstico: FEBRE TIFOIDE/ doença de transmissão fecal oral/ que tem tratamento/ que ela vai ficar bem. 
4. Indicar tratamento com Clorafenicol: ainda é considerada a droga de primeira escolha. Dose: Adultos – 50mg /kg/dia, dividida em quatro tomadas (6/6 horas) até a dose máxima de 4g/dia; Crianças – 50mg/kg/dia, dividida em quatro tomadas (6/6 horas) até a dose máxima de 3g/dia. 
5. Tratamento de Suporte: • a febre, a desidratação e o estado geral do pcte devem ser observados, investigados e tratados. Não devem ser usados medicamentos obstipantes ou laxantes; • são recomendados repouso e dieta, conforme aceitação do pcte, evitando-se os alimentos hiperlipídicos ou hipercalóricos. 
6. Medidas de higiene: consuma água tratada, selecione alimentos frescos com boa aparência antes do consumo, os mesmos devem ser lavados e desinfetados. 
7. Notificar o caso. 
8. A vacina é recomenda para área endêmicas e viagens futuras para essa localidade (acima de 2 anos de idade) / viajantes tomar vacina uma semana antes. (Fonte ministério da saúde/ não fala se o ministério disponibiliza) 
9. Esclarece dúvidas/despede-se.
PARASITOSE
Mãe traz seu filho de 12 anos de idade para consulta em UBS, relata que a criança apresenta tosse, cansaço e falta de apetite, gosta de comer terra, além de apresentar dor abdominal e episódios de diarreia e vômitos esporádicos. A algumas semanas apresentou vesículas e prurido intenso nos pés.
Acolhimento:
O candidato cumprimentou e se apresentou como médico a mãe e a criança? 
 O candidato perguntou o motivo da consulta e ouviu sem interrupção a mãe da criança?  O candidato estabeleceu clima harmônico na consulta interagindo com a mãe do paciente?  Solicitou o Cartão de vacina
Anamnese: A quanto tempo iniciou os sintomas?
1. Investigar dor abdominal: localização? Quando iniciou? Tipo de dor? Intensidade? Irradiação? Melhora em repouso? Piora com atividade? Primeira vez que sente essa dor? Tem relação com a alimentação?
2. Investigar falta de apetite: está fazendo alguma dieta? Como está se alimentando? Perdeu peso? Sintomas acompanhados: Sente fraqueza? Cansaço?
3. Investigar a diarréia: quando começou? tem muco ou sangue? Fétida? Quants vezes/dia? Quantidade?
6. Antecedentes patológicos: doenças diarreicas? Doenças do estomago? Doenças parasitológicas? Último exame de fezes? Alergia a algum medicamento?
7. Hábitos: condições de vida: onde mora? Tem água potável, saneamento básico? Alimentação? Alguma vez ja tomou medicação para verme?
Exame Físico:
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. A senhora me autoriza a te examinar? 
2.Solicitar Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP). Pele: palidez de mucosa, boca
3. O candidato examinou mucosas e palmas da mão?(INFORMAR: palidez)
4. candidato realizou exame tórax (sibilos)
5. O candidato realizou exame abdominal (INFORMAR: abdome distendido, ruídos hidroaéreos presentes) 
6. O candidato levantou hipótese diagnostica de PARASITOSE, explicando a mãe que seu filho poderia ter uma parasitose e que seria necessário investigação diagnóstica. 
Orientação e Conduta
1. O candidato solicitou hemograma? (INFORMAR: HB: 9 g-dl, HT: 33%, VCM: 68, HCM: 20, leucócitos 9000, basófilos 0%, eosinófilos 10%, bastões 1%, segmentados 40%, linfócitos 50%, monócitos 0%,) 
2. O candidato explicou a mãe que a criança tem anemia, pelo resultados dos exames. 
3. O candidato solicitou Exame parasitológico de fezes? (INFORMAR: ovos de ancilostoma duodenalis) 
4. O candidato explicou para a mãe que seu filho tem uma parasitose confirmada e que necessita de tratamento 
5. O candidato prescreveu Albendazol 400mg DU ou Mebendazol 100mg 12/12h x 3d
6. O candidato prescreveu: ferro elementar 5mg/kg/dia VO 8-8h por 4 meses, orientando a mãe a dar 1-2h antes das refeições junto com suco de laranja para melhor absorção, explicando que o ferro será melhor absorvido de estômago vazio. 
7. O candidato orientou se intolerância gástrica dar junto as refeições. 
8. O candidato explicou para a mãe a prescrição e perguntou se tinha alguma dúvida? 
9. Orientou soabreferver a água e alimentos, lavar be as folhas e frutas e usar sempre calçados 
10. O candidato explicou com clareza e segurança ao orientar a mãe? Despede-se
ÚLCERA PÉPTICA
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta referindo quadro clinico de dor abdominal após se alimentar. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr/a, aqui do serviço de consulta que vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Charmar sempre pelo nome.
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
Anamnese: 
1. Realizar anamnese da dor: Onde está localizada? Quando que ela apareceu? Apareceu depois de algo? Qual a intensidade de 1 a 10? Essa dor está indo para outro lugar? Ela alivia com algum medicamento ou alguma posição? Como é a característica da dor? Já sentiu essa dor antes? Ela é continua? Quantas vezes na semana sente dor?
Duodenal: dor noturna/ 2 ou 3 horas depois das refeições, melhora com comida e antiácido. Irradia para dorso. Gástrica: mais associada a náuseas, piora com alimento. 
2. Sintomas acompanhados: desconforto ou dor epigástrio, queimação, plenitude pós prandial? Saciedade precoce? Náuseas/vômitos? febre, diarréia, alterações na cor das fezes, distensão abdominal, flatulências?
3. Investigar sinais de alarme: perda de peso, sangramento gastrointestinal, disfagia, odinofagia, massa palpável, vômitos persistentes, história familiar de câncer? 
4. Antecedentes patológicos: DM, HAS, H. pylori, Usa medicamento para dor crônica?
5. Antecedentes familiares: de doenças do estômago, câncer gástrico, DM? HAS? 
6. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, atividade física, alimentação, condições de moradia, alergias? 
Exame físico: 
1. Solicitar autorização do paciente para realizar exame físico. Solicitar que tire a blusa/ baixe a calça até a raiz das coxas/ utilize o biombo. Vou lavar minhas mãos e aquecer. 
2. Solicitar a presença de uma auxiliar de enfermagem 
3. Solicitar sinais vitais (PA, FC, FR, STO2, temperatura) Peso/ IMC/ pele e mucosas. 4. Solicitar realizar exame direcionado de abdômen: inspeção/ ausculta/ percussão/ palpação. (sensibilidade palpatória ao epigástrio) 
Conduta e orientação: 
1.Informa que precisa solicitar EDA com teste da urease + Biópsia 
Biópsia: indicado para >45anos ou com sinais de alarme ou refratário ao tratamento empirico ou sangramento digestivo. Sempre biopsia úlcera gástrica) 
2. Investigar H. pylori (teste rápido de uréase quem vai faze EDA/ Se não, vai solicitar sorologia Elisa ou Teste respiratório da Ureia marcada com C13). 
3. Informa para a paciente o diagnóstico de ÚLCERA PÉPTICA (gástrica ou duodenal) e H. pylori (questionar se não estava tomando omeprazol ou ranitidina antes, pois pode dar falso positivo) lembrar de suspender IBPs 2 semanas antes da EDA. 
4. Indicar tratamento com Omeprazol 20mg 12/12h para doença ulcerosa péptica. 
5. Se H. Pylori (Omeprazol 20mg 12/12h + Claritromicina 500mg 12/12h + Amoxicilina 1g 12/12 horas por 14 dias) e continua Omeprazol por + 4-8 semanas.Se melhora em repouso? Se não melhora em repouso? Quantas vezes no dia? Já atendeu alguma vez a consulta com esse problema? Se tem despertares noturnos? 
2. Investigar sintomas acompanhados: febre, tontura, náuseas, cefaleia, tosse. 
3. Investigar sintomas de gravidade: não consegue falar, exaustão,retrações acentuadas, diminuição da consciência quando acontece os episódios? 
4. Investigar fatores agravantes: exposição tabagismo? Fumante em casa? Alergénos? Questionar se ele conhece os meios de proteção de ambiente? 
5. Classificar a asma: (A- atividade física tem dificuldade para respirar? B- usa brocodilatador de alivio > 2x semana? C- corda a noite com sintomas? D- diurno sintomas 2x na semana, E-espirometria ou PFE alterado6. Informa que a paciente precisa evitar (Antiinflamatórios, álcool, cigarro) 
7. Marca retorno para acompanhamento 
· Se úlcera gástrica: repetir EDA 
· Controle de cura de H. Pylori: realizar Teste respiratório da ureia C13
8. Esclarece dúvidas/ despede-se. 
DRGE
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta referindo quadro de tosse e sensação de indigestão a mais ou menos 20 dias de evolução. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas de tosse: início? Horários mais comuns? Se tem Secreção? Aspecto? Horários de alivio? Horários de piora? Início brusco? 
2. Pesquisar diagnósticos diferenciais: febre? calafrio noturno? Perda de peso? Contato com tuberculose? tosse com secreção? Purulenta? Dificuldade para respirar? (DPOC)
3. Questionar dor – o paciente vai relatar que tem (queimação no estomago? Regurgitação após refeições? Disfagia? Perda de peso? Rouquidão? 
5. Buscar por sintomas típicos, atípicos (rouquidão, pneumonia recorrente) e sinais de alarme (disfagia, odinofagia, hemorragia digestiva, anemia crônica e perda de peso). 
4.Questionar se primeira vez que apresenta os sintomas? Se tomou algum medicamento antes? O que melhora (ibp, antiácido) e o que piora (decúbito)?
5. Antecedentes patológicos: DM? HAS? Sinusite? Rinite alérgica? Doença sexualmente transmissível, DPOC, Doenças articulares? nervosismo, estresse? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, pratica de atividade física, faz uso algum medicamento? qualidade do sono, moradia? Alergia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) e exame geral. Peso/IMC (sobrepeso). 
4. Pele e mucosas. Exame físico Abdome: desconforto a palpação do epigástrio.
Orientação e conduta: 
1.Informa que precisa solicitar EDA com teste da urease + Biópsia (VER INDICAÇÃO)
2. Solicitar uma Phmetria de 24 horas (motivo: ela apresenta somente sintomas atípicos) 3. indicar que se está tomando omeprazol, deve suspender 2 semanas antes do exame. 
Indicação de Phmetria de 24 horas: Sintomas típicos de DRGE refratário à terapia, com EDA normal ou duvidosa (DRGE não erosiva). Sintomas atípicos/ quando outras causas foram descartadas. Confirmação do diagnóstico de DRGE antes de cirurgia antirefluxo. Reavaliação do paciente antes ainda com sintomático pós cirúrgicos. 
4. Informar para paciente o diagnóstico de DRGE: parte do conteúdo gástrico está retornando para o esôfago, causando todos esses sintomas em você. 
5. Indicar tratamento com omeprezol 20mg durante 4-8 semanas/ se não melhorar vai dobrar a dose e fazer mais 12 semanas. Se não melhora indicar EDA. 
6. Indicar medidas comportamentais antirrefluxo: 
· Elevação da cabeceira 15-20cm. 
· Evitar deitar-se nas duas horas após as refeições. 
· Evitar ingesta de liquido durante as refeições
· Fracionar a dieta e reduzir a ingesta de gordura, cítricos, café, bebidas alcoólicas, chocolate, refrigerante, molho de tomate. 
· Tratar o sobrepeso/obesidade. Suspensão do Tabagismo.
7. Marcar retorno. 
8. Esclarece dúvidas e despede-se cordialmente. 
DOENÇA DIARREIACA AGUDA
1- APRESENTAR-SE 
2- IDENTIFICAR O PACIENTE: idade, estado civil, profissão, procedência. 
3- QUEIXA: Diarreia: 
 Quando começou? 
 Fétida? 
 Tem sangue? 
 Consistência? 
 Urgência? 
 Quantas evacuações? 
 Acompanhada de Vômitos? 
 Febre? 
 Sente a barriga inchada? 
 Quantidade? 
 Relacionada com comida? 
 Duração e frequência? 
4- ANTECEDENTES PESSOAIS: 
 Onde mora, tem água encanada? 
 Qual a procedência da água ingerida? Potável/filtrada/fervida/mineral 
 Tomou alguma medicação? 
 Viajou? 
 Alcoolismo? 
 Ingeriu alguma comida diferente da habitual? Fora de casa? 
 DM? 
 Já tomou medicação para verme? Quanto tempo que não toma? 
5- EXAME FÍSICO: Pedir autorização, Lavar as mãos e aquecer 
Sinais Vitais, peso/IMC, Mucosa/pele/abdome (distensão, timpanismo, RH ↑) 
6- EXAMES COMPLEMENTARES: 
 EAF (pesquisa de elementos anormais em fezes) 
 Hemograma 
 Coprocultura 
NECESSIDADE DE EXAMES? Disenteria, Diarréria com Desidratação, febre, ausência de melhora após 48h, novos surtos na comunidade, dor abdominal >50 anos, idosos >70anos, Imunodeprimidos, idosos, uso recente de ATB 
PRECISA DE ATB? Disenteria, febre, Imunodeprimidos, diarreia em viajantes, >8 evacuações/ dia, >7dias, desidratação, idosos. 
7- CONDUTA e ORIENTAÇÃO: 
 Ciprofloxacino 500mg 12/12h por 5 dias 
 Probiótico 1 flaconete 12/12h por 5 dias 
 Plasil (metoclopramida)(se vômitos) 
 SRO 
 Seguir a mesma dieta habitual 
 ↑ Ingesta de líquido (orientar sobre a água-ferver) 
 Lavar bem os alimentos 
 Lavar as mãos antes das refeições/após ir ao banheiro 
 Retornar em caso de piora: Dor intensa abdominal, sonolência, não consegue ingerir líquidos/sólidos, vômitos persistentes 
 Perguntar se a paciente tem alguma dúvida sobre o assunto. 
DOENÇA DIARRÉICA CRÔNICA
1- APRESENTAR-SE 
2- IDENTIFICAR O PACIENTE: idade, estado civil, profissão, procedência 
3- QUEIXA: DIARREIA: 
 Quando começou? 
 Fétida? 
 Oleosa? aspecto 
 Tem sangue? 
 Consistência? 
 Urgência? 
 Quantas evacuações? 
 Acompanhada de Vômitos? 
 Febre? 
 Sente a barriga inchada? 
 Quantidade? 
 Relacionada com comida? 
 Duração e frequência? 
4- ANTECEDENTES PESSOAIS: 
 Onde mora, tem água encanada? 
 Qual a procedência da água ingerida? Potável/filtrada/fervida/mineral 
 Tomou alguma medicação? 
 Viajou? 
 Alcoolismo? 
 Ingeriu alguma comida diferente do habitual? Fora de casa? 
 DM? 
 Já tomou medicação para verme? Quanto tempo que não toma? 
 Alguém da família teve/tem alguma doença inflamatória intestinal 
 Alguma cirurgia? 
 ACO? 
 AINE? 
5- LAVAR AS MÃOS/EXAME FÍSICO: 
 Sinais vitais 
 Exame físico: desidratado? 
 Abdome: distendido, aumento de RH, timpanismo, dolorido 
 Dor articular? 
 Lesão de pele? 
6- SOLICITAR: exames complementares se necessário 
7- DAR: o diagnóstico de acordo com a clínica, exame físico e exames complementares. 
8- TRATAR: o paciente de acordo sua enfermidade de base. 
9- ORIENTAR: o paciente sobre possíveis complicações. 
10- PERGUNTAR: ao paciente se ele tem alguma dúvida sobre o caso 
11- VERIFICAR: se o caso há indicação de notificação compulsória. 
CIRROSE HEPÁTICA / PBE
Jailton de 49 anos, masculino, pardo, solteiro, natural da Bahia, previamente hígido, cuja queixa principal foi aumento do volume abdominal há 2 semanas da admissão, apresentou quadro de aumento de volume abdominal progressivo, associado a dor abdominal difusa (mal caracterizada), sem irradiação, intensidade 6/10, com piora à palpação abdominal e movimentação e melhora ao uso de dipirona. Referiu plenitude gástrica com consequente redução da ingesta alimentar neste período, perda ponderal importante (não mensurada) durante os últimos 5 meses, constipação na última semana, tendo apresentado hematoquezia de pequena monta, além de dor e parestesia em pés (mal caracterizadas). História de etilismo importante durante 30 anos, abstêmio há um mês e diagnóstico de DM2 há um ano. 
PARTE I – APRESENTAÇÃO: 
 Cumprimentou e Apresentou-se ao paciente 
 Solicitou dados de identificação do paciente (idade/profissão/estado civil) 
PARTE II – ANAMNESE: 
 Investigou a queixa principal e o tempo de início do quadro clinico 
 Investigou a ocorrência da dor (tipo, duração, intensidade) 
 Investigou ocorrência de febre, vômitos, presença de sangue nas fezes. 
 Investigou hábitos (tabagismo, alcoolismo, atividade física, alimentação, drogas) 
 Investigou antecedentes patológicos (medicamentos, antec. familiares, cirurgias prévias, alergia, DM, HAS) 
PARTE III – EXAME FÍSICO: 
 Lavou as mãos. Solicitarautorização para realizar o exame fisico.
 Solicitou ao paciente que se deite e permaneceu ao lado direito do paciente 
 Solicitou Signos Vitais 
 Realizou inspeção/auscultação/percussão/palpação abdominal (direcionado) 
 Realizou as manobras: narrou corretamente: PIPAROTE/MACICEZ MÓVEL DE DECUBITO. Exame físico: apresenta-se em REG, emagrecido, descorado (2+/4++); pele com elasticidade e turgor diminuídos, abdome globoso, as custas de ascite, com circulação colateral discreta e espaço de Traube ocupado, sem visceromegalias palpadas, extremidades frias, mal perfundidas, com edema perimaleolar (+/++++) bilateral, sem cacifo e sem sinais flogisticos. 
 Indagar a importância e necessidade de realizar um TOQUE RETAL 
PARTE IV – PROCEDIMENTO: 
 Explicou ao paciente a necessidade do procedimento e pedir sua autorização 
 Indicou a paramentação adequada (gorro, óculos, luvas estéreis, capote, máscara) 
 Indicou a degermação local e colocou campo estéril 
 Indicou a realização anestesia local 
 Indicou o ponto correto para realização do procedimento (lado esquerdo) 
 Selecionou o material adequado para o procedimento e indicar a técnica correta para a inserção da agulha (em Z ou oblíqua) 
 Indicou curativo compressivo e fim do procedimento 
 Coletou uma amostra do material para análise 
PARTE V – EXAMES COMPLEMENTARES: 
 Descreveu os exames para ao qual será enviada a amostra do líquido ascitico (Citometria/Proteinas Totais – Albumina/ Bacterioscopia Pelo Gram/ Cultura Para Aeróbios) 
 Solicitou Hemograma; Função Hepática; Função Renal; Plaquetas; Coagulograma 
 Orientação quanto a necessidade de abstinência definitiva ao alcool 
 Perguntou ao paciente se possui alguma dúvida 
ASCITE/PARACENTESE
Paciente atende ao serviço de emergência, refere que tem cirrose hepática há alguns anos, e sempre realiza paracentese de alivio, mas agora refere muita dor abdominal, febre e náuseas: 
Realize a paracentese, e próximos passos: 
1. Apresenta-se ao paciente como médico responsável por realizar o procedimento. 
2. Pede autorização para o paciente para iniciar o procedimento. 
3. Informar o paciente que se direcione ao local do procedimento (a maca), que se ponha deitado (decúbito dorsal), com a cabeceira da cama elevada. 
4. Mencionar que estava lavando as mãos (técnica de lavagem, produtos) / se paramentando-gorro,máscara,avental e luva estéril.
5. Observe todo o material disponível ou solicita o material para realizar procedimento. 
6. Primeiro vou realizar a antissepsia da região (vou pegar a gaze com a pinça cheron, vou realizar a degermação em um único sentindo, não voltando a passar a gaze onde já foi passado, por 3 vezes, utilizando antisséptico tópico. (Questionar alergia do paciente antes de passar). 
7. Vou delimitar o local: escolher o lado esquerdo para não correr risco de lesionar as alças, traçar uma linha da distância entre a crista ilíaca Antero- superior e a cicatriz umbilical, inserindo a agulha na junção do 1/3 inferior com 1/3 médio. 
8. Vou introduzir a agulha mais fina de 22G, formando um ângulo de oblíquo de modo que a pele e o peritônio sejam perfurados em posições distintas. 
9. Com a primeira agulha se faz um botão anestésico na pele, e depois anestesia do subcutâneo e peritônio, sempre falar que esta aspirando e introduzindo. 
10. Agora que já foi anestesiado vou introduzir o jelco conectado na seringa, utilizando o mesmo orifício da anestesia, uma vez saindo liquido vou introduzir mais 2,5mm. 
11. Vou retirar 20ml para mandar para citométria, bioquímica e bacterioscópia/ hemograma/coagulograma/hemocultura/ função renal. 
12. Se ele entregar o resultado (PMN > 250/mm3, proteína sérica > 2,5 g/dl/ cultura positiva) 
13. Informar que o paciente tem um diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea, devido ascite. 
14. Informa que o paciente precisar ficar hospitalizado. 
15. Receberá cefotaxime 1-2g EV 8/8 horas por 5 dia. (primeira escolha) 
16. Albumina humana 20% 1,5g/kg EV em 6 horas no primeiro dia. (Prevenção de síndrome hepatorrenal) 
17. Informar que precisa realizar estudo do liquido depois de 48 horas para controle. 
18. Medir circunferência abdominal todo os dias. 
19. Indicar por tempo indeterminado norfloxacino 400mg VO dia, por tempo indeterminado. 
20. Esclarece dúvidas/ investigar se estava acompanhado/despede-se. 
SÍNDROME NEFRÍTICA
Paciente de 30 anos chega ao consultório referindo inchaço no corpo e urina cor de coca-cola há 3 dias. Tem antecedente de faringoamigdalite há 2 dias. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de consulta que vou realizar seu atendimento. 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Onde mora? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa edema: inicio do quadro? De forma brusca? Já acontece outras vezes? Comeu alguma coisa diferente? Conhece se ele tem alguma alergia? Qual a região do corpo esta inchado? 
3. Sintomas acompanhados: febre, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça.
3. Investigar sintomas urinários: urinando pouco? alterações na cor da urina? Notou urina escura ou vermelha? 
4. Antecedentes patológicos: estava com a garganta inflamada nas últimas 2 semanas, ou teve infeção na pele nas últimas 3 semanas? Tem algum problema nos rins? Já teve que ficar internado antes? Faz algum tratamento? HAS? DM? Febre reumática? LES?
5. Antecedentes famílias: doença renal, malformações renal, IRA, HTA, diabetes, obesidade? 
6. Hábitos: alcool, tabagismo, drogas, alimentação? Atividade física? Alergia a algum medicamento?
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a examinar?
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. Pele e mucosa. 
Oroscopia e otoscopia/ ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen /MMII/
Presença de Edema Periorbitário.
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: EAS: pesquisa de dismorfismo eritrocitário/ Hemograma/ uréia / creatinina/ ASLO para faringoamidalites / Complemento C3/C4 Proteína de 24 horasExame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a examinar o seu filho? Pedir autorização para a criança. 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. (Solicitar tabelas para conferir PA) 
Oroscopia e otoscopia/ ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen /MMII presença de edema. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: EAS: pesquisa de cilindros graxos/ Hemograma/ uréia / creatinina/ ASLO / Complemento C3/C4/ Proteína de 24 horas >3,5 LDH, Triglicerídeos, Albumina, Sorologia HIV,HepB e C.
2. Informa para a mãe o diagnostico: SÍNDROME NEFRÓTICA 
3. Informa para mãe que a criança precisa ficar internada,mas que vai ficar tudo bem. 
4. Indicar: IECA/BRA + furosemida 1mg/kg dia/ controle de diurese 
5. Corticoide – Prednisona 1mg/kg/dia
6. Restrição de Sódio e proteina / Controle da PA
7. Tratar a dislipidemia com Estatinas e Fibratos
8. Indicar profilaxia tromboembólica: heparinização
9. Repouso no leito/ pesar diariamente em jejum. 
10. Tratamento da doença de base: imunossupressão
11. Marca retorno/ esclarecer dúvidas. 
ITU ALTA - PIELONEFRITE
Paciente de 22 anos, sexo masculino, comparece ao Pronto Atendimento com queixa de dor em flanco direito há 3 dias, associado a febre aferida de 38ºC e dor à palpação de ângulo costovertebral à direita.
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de consulta que vou realizar seu atendimento. 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Onde mora? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Realizar anamnese da dor: onde está localizada essa dor? Quando que ela apareceu? Apareceu depois de algo? Qual a intensidade de 1 a 10? Essa dor está indo para outro lugar? Ela alivia com algum medicamento ou alguma posição? Como é a característica da dor? Já sentiu essa dor antes? Dor lombar
2. Investigar febre: início? Horário que vem a febre? Mediu com termômetro? calafrios? 
3. Sintomas acompanhados: náuseas, vômitos, alterações na cor da urina? Dor ao urinar- Disúria? Urina em pouca quantidade-Oligúria? Dos nas costas?
3. Antecedentes patológicos: ITU prévia, cálculo renal? DM? HAS? Alergias?
4. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, baixa ingestão de liquido, dieta rica em proteínas, alta ingestão de refrigerante? Vida sexual? Usa preservativo?
Exame físico: 
1. Solicitar autorização do paciente para realizar exame físico (preciso revisar o senhor/a você autoriza? Solicitar que tire a blusa/ baixe a calça até a raiz das coxas/ utilize o biombo. 
2. Solicitar a presença de uma auxiliar de enfermagem 
3. Vou lavar minhas mãos e aquecer. 
4. Solicitar sinais vitais (PA, FC, FR, STO2, temperatura) Peso/ IMC/ pele e mucosas. Solicitar realizar exame direcionado de abdômen: inspeção/ ausculta/ percussão/ palpação. Identificar punho percussão de flancos positiva (sinal de Giordano). Identificar se apresenta dor em região supra-púbica (Cistite).
Conduta e orientação: 
1. Informar que (precisa solicitar alguns exames: EAS, Urocultura e Antibiograma, Hemograma, função renal. USG de vias urinárias 
2. Informar o paciente o diagnórico de PIELONEFRITE-ITU ALTA. 
3. Informar para o paciente que o tratamento vai ser domiciliar. 
4. Indicar antibiótico: Ciprofloxacino 500mg 12/12h ou Levofloxacino 750mg 1x/d por 7
5. Marcar retorno com 48h para reavaliar. 
6. Urocultura de controle
7. Esclarecer dúvidas. Despede-se.
ADENDO: Paciente com repercussão hemodinâmica- sinais e sintomas de choque séptico. Indicar internação hospitalar e ATB venoso (Ceftriaxona 1g EV 12/12) por até 48h após o desaparecimento da febre e dar alta para continuar ATB em casa por até 14 dias. 
ITU RECORRENTE
Paciente de 55 anos, sexo feminino, comparece ao Pronto Atendimento com queixa de dor e ardor ao urinara há 3 dias, associado a febre aferida de 38ºC.
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de consulta que vou realizar seu atendimento. 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Onde mora? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investifar sintomas urinários: já sentiu isso antes? Quando foi a 1 vez que teve ITU? Tratou corretamente? Teve cura? Quantas vezes ja teve esse quadro? Qual intervalo entre um episódio e outro?
2. Investigar febre: início? Horário que vem a febre? Mediu com termômetro? calafrios? 
3. Sintomas acompanhados: dor supra-púbica? Dor lombar? náuseas, vômitos, alterações na cor da urina-hematúria? Oligúria?
4. Antecedentes GOB: partos? Abortos? DUM? Ciclo Mesntrual? Corrimentos? Fluxo menstrual? último exame preventivo (pccu), Dispareunia?
3. Antecedentes patológicos: ITU prévia, cálculo renal? Homem (Prostatite-HPB) DM? HAS? Investigar se realizou exames prévios?
4. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, baixa ingestão de liquido, dieta rica em proteínas, Vida sexual? Usa preservativo? Uso de ACO, espermicida ou diafrágma? Número de parceiros?
Exame físico: 
1. Solicitar autorização do paciente para realizar exame físico (preciso revisar o senhor/a você autoriza? Solicitar que tire a blusa/ baixe a calça até a raiz das coxas/ utilize o biombo. 
2. Solicitar a presença de uma auxiliar de enfermagem 
3. Vou lavar minhas mãos e aquecer. 
4. Solicitar sinais vitais (PA, FC, FR, STO2, temperatura) Peso/ IMC/ pele e mucosas. Solicitar realizar exame direcionado de abdômen: inspeção/ ausculta/ percussão/ palpação. Realizar punho percussão de flancos (sinal de Giordano) e identificar dor supra-púbica
Conduta e orientação: 
1. Informar que (precisa solicitar alguns exames: EAS, Urocultura e Antibiograma, USG de vias urinárias, Uretrocistografia miccional.
2. Informar o paciente o diagnórico de ITU RECORRENTE. 
3. Informar para o paciente que o tratamento vai ser domiciliar. 
4. Indicar antibiótico: Ciprofloxacino 500mg 12/12h ou Levofloxacino 750mg 1x/d por 7
5.Indica Profilaxia continua com: Nitrofurantoina 50mg a noite por 6 meses
5. Indica acompanhamento trimestral através da realização de urocultura com antibiograma.
6. Esclarecer dúvidas. Marcar retorno. Despede-se.
HIPERTENSÃO ARTERIAL
PODE SER UM CASO DE CONSULTA DE ROTINA
Paciente 52 anos atende a UBS referindo que foi solicitado aferição de PA na consulta anterior com valor de 140/90, e que agora aferiu a PA novamente e estava em 140/90. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: pode ser dores de cabeça, ganho de peso? 
2. Outros sintomas: febre, vômitos, náuseas, síncope, delirium, sudoração, alterações na visão? 
3. Se mulher: Antecedentes GOB: partos? Abortos? DUM? Ciclo menstrual? Menopausa? Usa ACO? Último pccu?
3. Antecedentes patológicos: DM, HAS, IAM, Dislipidemia, AVC? doenças renais? doenças dos olhos, doenças autoimunes-faz uso crônico corticóide?
4. Antecedentes familiares: DM, HAS, dislipidemia, IAM, AVC? 
5. Hábitos: álcool, Tabagismo, Drogas, Atividade física? Alimentação? Qualidade do sono? Atividade sexual? Alergia?
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). PESO/ ALTURA/ IMC/ circunferência abdominal. 
4. Aferição da pressão arterial: dar as orientações
5.Toque retal para avaliação da próstata
Conduta e orientação: 
1. Informa para o paciente o diagnostico: 
· PA normal: ou = 140/ > ou = 90/ 
· Estádio 2: > ou = 160/ > ou = 100/ 
· Estádio 3: > ou = 180/ > ou = 110 
2. Informa que precisa realizar algunsexames: EAS, K, Cr, glicemia jejum, colesterol total, HDL e triglicerídeos, ácido úrico, ECG. 
3.Solicitar exames de rastreio de acordo com a idade: sangue oculto nas fezes ou colonoscopia, mamografia, pccu...
4. Estádio 1 sem fator de risco / MEV por 6 meses/ Com 1-2 fator de risco: MEV por 3 meses. Com > 3 fatores de risco ou DM, DCV,DRC: MEV + Monoterapia
Estádio 2 e 3: MEV + 2 medicamentos. 
5. Fatores de risco (sexo masculino, homem > 55 anos, mulher > 65 anos, dislipidemia (TG>150, LDH>100 HDL 30, Doenças cardíacas, nefropatia, retinopatia hipertensiva). Tabagismo, Obesidade, Sedentarismo, Negros.
6. Esse paciente tinha fator de risco (vamos iniciar tratamento medicamentoso) IECA. 
7. Informa o paciente sobre a importância de diminuir o consumo de sal 
8. Informar sobre a importância da dieta DASH (rica em potássio e cálcio): vegetais, frutas, laticínios. 
9. Informa sobre a importância de perder peso e realizar atividade física regular. 
10. Evitar consumo de álcool e abandonar o Tabagismo.
11. Marca retorno com resultado de exames, esclarecer dúvidas, despede-se
URGÊNCIA HIPERTENSIVA
Um homem de 60 anos atende ao serviço de emergência referindo que é Hipertenso a mais de 2 anos, e que há 30 minutos apresenta mal estar geral depois de uma briga com a esposa. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
4. Solicita imediatamente Move-G (Monitorização, oxigênio, Veia, Eletro, Glicemia.) 
Anamnese: 
S- Sintomas: Faz quanto tempo que iniciou? Sente dor no peito ou falta de ar? Notou alguma fraqueza ou dormência? fala arrastada? Você ronca ou acorda a noite com falta de ar? Cefaléia? Náuseas? Vômitos? Síncope? Perda da consciência?
I- Histórico médico: já lhe disseram que tem pressão alta? Hospitalizações anteriores DM? Tabagista?
M- Medicamentos: Está usando algum medicamento? Parou de usar algum medicamento? Suas medicações para pressão foi mudada? Como está tomando sua medicação? Toma corretamente?
P- Primeiro episódio: você teve episódio de pressão alta de difícil controle alguma outra vez? 
L – Líquidos ingeridos: álcool. Última alimentação?
E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? Problemas familiares? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. Solicitar autorização do paciente;
2. Revisar dados do MOVE (FC, FR, PA) PA>OU = 180/120 
3. Exame cardíaco / exame pulmonar/ exame abdôme: procurando sopro que pode indicar aneurisma da aorta/ turgência jugular, estertores pulmonar: insuficiência cardíaca/ edema de MMII. 
Orientação e conduta: 
1. Informar para o paciente o diagnóstico: URGÊNCIA HIPERTENSIVA. 
2. Informar que precisa ficar em observação por 24 horas em repouso/ que precisamos deixar a pressão em 160/100 em 24 a 48 horas. 
3. Vamos passar Captopril 25 mg / início da ação 15-30 minutos/ se necessário repetir. 
4. O2 a critério médico / Controle da PA
5. Acesso venoso periférico salinizado. 
6. Balanço hídrico. 
7. Após estabilização retornar esquema anti- hipertensivo do paciente. 
8. Informa sobre a importância na MEV: perder peso e realizar atividade física; Evitar consumo de álcool. Abandonar o tabagismo, Evitar estresse;
9. Marca retorno com resultado de exames.
10. Esclarecer dúvidas, despede-se. 
ADENDO: Na Emergência Hipertensiva existe risco iminênte de LOA ou óbito. O controle da PA deve ser imediato com Nitropussiato de Sódio EV ou Hidralazina EV.
Causas: Eclâmpsiam, AVCi-AVC-h, IAM, EAP, Angina Instável; Encefalopatia Hipertensiva.
EDEMA AGUDO DE PULMÃO
Paciente 65 atende ao serviço de emergência com quadro clinico de dificuldade para respirar. 
Acolhimento:
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar ou policial / questionando seu nome, grau de parentesco, ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Tenta tirar informações do paciente? 
4. Solicitar MOVE- monitorização, oxigênio, veia, ECG e glicemia.
Anamnese: 
S- Sintomas: dispnéia, sudorese, expectoração rósea, dor no tórax. 
I- Histórico médico: tem alguma doença? Faz algum tratamento? Já ficou internado alguma vez? HAS? DM? Doença pulmonar-asma? Doença do coração-Arritmia, Insuficiência cardíaca? (pcte informar ter ICC) Tabagista?
M- Medicamentos: Está usando algum medicamento? Parou de usar algum medicamento? Suas medicações para pressão foi mudada? Como está tomando sua medicação? Toma corretamente? Faz uso de Viagra? 
P- Primeiro episódio: já aconteceu alguma vez antes?
L- Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? Problemas familiares? 
Exame físico: 
1.Paciente já na maca. Verbalizo lavagem de mãos, e peço autorização para examinar
2.Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA nos 2 membros) e exame geral. Peso/IMC. 
3. Interpretar resultado: FC/ PA pode esta alta 180/120. 
4. Procurar sinais de choque: pele fria, sudorese, pulso, enchimento capilar./hipoxemia 
5. Ausculta cardíaca e pulmonar: dispnéia, (estertores crepitantes, sibilos, roncos), uso da musculatura acessória. Coração: ausculta de B3/ turgência jugular. 
6. Edema de MMII
7. NÍvel de consciência- agitação psicomotora
Orientação e conduta: 
1. O candidato deu o diagnóstico de EDEMA AGUDO DE PULMÃO/ e reconheceu que se trata de uma emergência hipertensiva. 
2. Indica tratamento: Decúbito elevado
Morfina 1-2mg/EV cada 3-5 minutos / Oxigênio por máscara com reservatório (VNI) 10L por minuto / Furosemida 1-3 mg/kg / Nitrato EV ou Nitroprussiato de sódio 
3. Se EAP com Hipotensão/Choque: DOBUTAMINA
3. Estabelecer como meta a redução da PA de 25% da PA media na primeira hora. 
4. Solicitar exames: Hemograma / Gasometria arterial / Eletrólitos / função renal/ CPKMB e Troponina / LDH / Radiografia de tórax/ ECG/ ecocardiograma/ 
5. Reavaliar paciente a cada intervenção e solicitar transferência para UTI. 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Paciente de 60 anos atende ao serviço de consulta, refere ser HTA a mais de 10 anos, mas atualmente tem sentido muita dificuldade para respirar quando realiza pequenos esforços. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência que vou realizar seu atendimento. 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado Civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de falta de ar: quando iniciou? Duração? Se melhora em repouso? Se piora quando caminha?? Já atendeu alguma vez a consulta com esse problema? 
2. Investigar HAS a quanto tempo? Faz controle? Toma que medicamento? Toma corretamente todos os dias?
3. Sintoma acompanhado: dispnéia noturna? tosse noturna? Febre? Náuseas? Dor torácica? Síncope? Ortopnéia? perda de peso?
4. Antecedentes patológicos: DM?, Alguma doeça cardiaca? infarto, AVC, dislipidemia? Já teve Chagas? Doeça autoimune? Doença renal?
5. Hábitos: álcool, fuma, drogas? Sedentarismo? Alimentação? Condições de moradia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA: sentado e em pé)/ falar que vai aferir novamente no intervalo de 5 minutos. 
3. No exame físico vamos procurar os critérios para tentar chegar ao diagnóstico: turgência jugular/ ausculta pulmonar- estertores creptantes, sibilos/ ausculta cardíaca- presença de B3/ investigou hepatomegalia na palpação abdominal, ascite/ investigou edema de MMII bilateral-maleolar. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: Hemograma,ureia, creatinina, eletrólitos, BNP, hormônios tireoide, Radiografia de Tórax, ECG, função hepática, Ecocardiograma. 
· RX Tórax: conferir nome e dados do paciente/ identificar cardiomegalia com inversão da trama vascular.
· ECG: hipertrofia e sobrecarga do ventrículo esquerdo (onda P alargada em D2 > 2,5) 
· Ecocardiograma: FE 50% diastólica. 
2. Informa para a paciente o diagnóstico: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA SISTÓLICA 
3. Diagnostico através de critérios de Framingham: 2 maiores ou 2 menor + 1 maior. 
4. Classificou como NYHA III: Dispneia pequenos esforços. 
5. Indicar tratamento com: IECA ou BRA /BETA-BLOQ- Caverdilol/ ESPIRONOLACTONA (Terapia Tríplice)
6. Orientou sobre hábitos que melhora qualidade de vida (melhora a alimentação, controle do peso, exercício físico leve, redução de sal na dieta, moderar o consumo de alcool, abandonar o tabagismo) 
7. Indicar vacinação de Influenza e Anti-pneumocócica
8. Marca retorno com resultado de exames
9. Indicar reavaliação clpinica-funcional em 3 -6 meses
10. Esclarece dúvidas, despede-se. 
ANGINA INSTÁVEL
Paciente atende ao serviço de emergência com quadro clinico de dor precordial de mais ou menos 20 minutos. 
Acolhimento:
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar ou policial / questionando seu nome, grau de parentesco, ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? 
4. Solicitar Move- Monitorização, Oxigênio, Veia, ECG, Glicemia.
Anamnese: 
S - Sintomas: localização dor? Tempo de início? Tipo de dor? Irradiação? Duração: melhora ou piora? Intensidade? Se esta relacionado com a respiração? Sintomas acompanhados: dispneia? Sincope? Sudorese? náuseas, vômitos? Cefaléia?
I- Histórico médico: tem alguma doença? Faz algum tratamento? Já ficou internado alguma vez? HAS? DM? Doença do coração? Tabagismo? Dislipidemias?
M- Medicamentos: usando algum medicamento? Viagra? 
P- Primeiro episódio? Episódios anteriores semelhantes de dor? 
L- Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? Problemas familiares? 
Exame físico: 
1.Paciente já na maca. Verbalizo lavagem de mãos, e peço autorização para examinar
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA nos 2 membros) e exame geral. Peso/IMC. 
3. Interpretar resultado: FC/ PA pode esta alta ou normal. 
4. Procurar sinais de choque: pele fria, sudorese, pulso, enchimento capilar. 
5. Ausculta cardíaca: B3, sopro/ Ausculta pulmonar (pulmões limpo), congestão pulmonar em base ou EAP. 
6. Palpar pulsos periféricos procurando assimetria. 
Orientação e conduta: 
1.Solicitar ECG seriado
2. O candidato interpreta o ECG: encontrar inversão da onda T (Tem que estar presente em pelo menos duas derivações contiguas da mesma parede), ou infra do ST. 
2. Solicitar marcadores seriado nas primeiras 24hs: Enzimas cardíacas (troponina, CKMB) Hemograma/ glicemia/ função renal/ coagulograma. Enzimas cardiacas normais
3. Exame complementar: Angio TC
3. O candidato verbalizou diagnostico de: ANGINA INSTÁVEL
4. Indicar internação em unidade coronariana/ UTI. 
M- Morfina 
O- Oxigênio 4 L/ Se saturaçãoSolicitar ECG em até 10 min da chegada do pact ao hospital. Interpretar o resultado do ECG (Se evidencia supra de ST em D2, D3, AVF) 
2. Informa que se trata provavelmente de infarto de parede inferior por isso precisa solicitar ECG com derivações direita (V1 V3R, V4R) para descartar infarto de VD
3. Solicitar Radiografia portátil de tórax / Enzimas cardíacas (troponina, CKMB) / Hemograma/ glicemia/ função renal/ coagulograma. 
4. Informa a paciente o diagnóstico de: INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM SUPRA DE ST DE PAREDE INFERIOR DO VENTRÍCULO DIREITO. 
O- Oxigênio 4 L/ Se saturação 140-220): 2. Informae que a paciente não tem sinais de gravidade. 
3. Explicar para a paciente seu diagnóstico é de uma TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR. Tranquilizar a paciente e informar sobre próximos passos. 
4. Informa à paciente que precisa realizar Manobra Vagal (manobra valsalva), explicou para a paciente como realizar: (forçamento do ar contra os lábios fechados e nariz tapado). Perguntar se teve sucesso? Não. 
5. Informar para a paciente que a manobra não reverteu a arritmia, e que precisa realizar uma medicação intravenosa.
6. Indicar Adenosina: 6mg EV em bólus rápido. Se não reverte em 2min, adm 12mg. 
2º opção: Verapamil 5mg EV ou Diltiazem 20mg EV. Perguntar se teve sucesso? Sim.
7. O candidato explicou quadro clínico e indicou profilaxia de nova crise com betabloq (Metoprolol 50-400mg 12/12hrs; ou Propanolol ou Propafenona 150-300mg VO 12/12h)
8. Encaminhar a paciente para serviço de cardiologia. 
ADENDO: Se sinal de instabilidade realizar a CARDIOVERSÃO ELÉTRICA 120J SINCRONIZADA: I- Informar/ S-Sedar/ A- Ambusar/analgesia/ S-Sincronizar/ C-chocar
FIBRILAÇÃO ATRIAL
Paciente de 60 anos atende ao serviço de consulta, refere que estava sentido mal estar geral, uma aceleração no peito, foi ao medico da UBS que decidiu solicitar um eletrocardiograma e está aqui para mostrar o resultado do exame. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico de serviço de consulta (Eu sou o Dr. (a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento) 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Casada ou solteira? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Aqui tem uma observação: sempre antes de olhar o exame da paciente, perguntar por qual motivo ela fez esse exame, o que o estava sentindo? Quem solicitou? Se ela já fez outros exames antes para comparar? No caso como era um eletrocardiograma já abrimos os olhos para doenças cardíacas. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: quando inicio? Progressivo? Duração? Continua? Se melhora em repouso? Se ela já sentiu isso antes? 
2. Sintomas acompanhados: sudoração, tontura, náuseas, dor no peito, falta de ar? 
3. Solicitar o exame da paciente para verificar (nome e idade do pcte, data do exame, RR irregular, ausência de onda P ou qualquer atividade atrial) fala para a paciente as alterações, identificando FIBRILAÇAO ATRIAL. 
4. Antecedentes patológicos: HAS? DM? ICC? AIT ou AVC prévio? IAM prévio? Doença vascular? Pós operatórios, apneia do sono? Obesidade? doença renal? Valvulopátias? Amiloidose? hipertireoidismo? cardiopatia congênita?
5. Hábitos: álcool, tabagismo, drogas, medicamentos, alimentação, atividade física. alergias
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las , e me posicionar a direita da paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC> 180, FR, Sto2, PA). 
Estado geral. Ausculta cardíaca e pulmonar (em caso de instabilidade buscar os mesmos sinais do caso acima e indicar MOVE) 
Conduta e orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: TSH, T4 livre, hemograma, coagulograma e função renal. 
2. Solicitar um Ecocardiograma transesofágico: (Lembrar que a FA leva a formação de trombos, que pode se espalhar por todo o corpo) 
3. O tratamento da FA com mesmos de 24hs se divide em paciente:
· ESTÁVEL: Controle da frequência cardíaca: Betabloqueadores (metoprolol 5mg em bolus, repetir até 3x) observação no hospital até controle da FA + Anticoagulaçao com heparina se CHADS>2 
· Se não reverte, fazer controle do ritimo com CVE ou Quimica (Amiodarona) 
· INSTÁVEL: Cardioversão Elétrica Sincronizada 120J
· Após CVE indicar ACO com warfari até INR 2-3
FA com mais de 48hs: Vamos solicitar um ecocardiograma: 
· Sem trombo: CVE ou química (química: Amiodarona 800mg 4 semanas + 200 por 2 semanas) + ACO por 4 semanas (warfarina). 
· Com trombo: ACO por 3 semanas CVE ACO por mais 4 semanas
BRADICARDIA
Paciente de 60 anos atende ao serviço de emergência referindo calor intenso, falta de ar e fraqueza. 
Acolhimento: 
1. Identifica-se como médico da UPA/ fala que será responsável pelo atendimento da paciente. 
2. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Questionou presença de familiares? 
3. Solicita imediatamente Move-G (M-onitorização, O- oxigênio, V-eia, E-letro, G-licemia.) 
Anamnese: 
S- Sintomas: falta de ar, sudorese, sincope, sonolência, confusão mental, desconforto torácico agudo. 
I- Histórico medico: já lhe disseram que tem pressão alta? Diabetes? Cardiopatia? 
M- Medicamentos: Está usando algum medicamento ou erva medicinal? Usou betabloqueador? Viagra? 
P- Primeiro episódio:primeira vez que aconteceu isso? 
L- Líquidos ingeridos: álcool, drogas, tabagismo? 
E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? Problemas familiares? 
Exame físico: 
1. Paciente já na maca, verbalizar que vai lavar as mãos e pergunta se o mesmo autoriza examiná-lo e me posicionar a direita da paciente. 
2. Revisardados do MOVE (FC, FR, PA) ; 
3. Pesquisar sinais e sintomas de instabilidade (confusão mental, hipotensão, sinais de choque: enchimento capilar lento, extremidade frias ou quentes, pela sudoreica e pálida, desconforto torácico agudo, sinais de insuficiência cardíaca: turgência jugular, crepitação pulmonar, hepatomegalia. 
Orientação e conduta: 
1. informar ao paciente o laudo do eletrocardiograma (o senhor tem uma bradicardia, isso é quando o coração está batendo muito lento) precisamos usar alguns medicamentos! O senhor autoriza? 
2. Indicou tratamento com atropina 0,5mg cada 3- 5 minutos dose máxima 3mg. 
3. Se não melhorar lançar mão de medicamento de 2 linha e ou/ marca-passo transcutâneo. 
I - Informar o paciente. 
S- sedar o paciente. 
A- ambusar 
S- Selecionar no monitor marca-passos. (Deixar no máximo 6 horas) 
4. Solicitar avaliação por cardiologista. 
TOSSE POR CAPTOPRIL
Paciente de 55 anos atende ao serviço de consulta referindo quadro de tosse ha mais de 30 dias. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas de tosse: início? Horários mais comuns? Se tem Secreção? Aspecto? Horários de alivio? Horários de piora? Início brusco? 
2. Pesquisar diagnósticos diferenciais: febre? Escalafrio noite? Perda de peso? Contato com tuberculose? (Tuberculose) 
3. Pesquisar diagnóstico diferencial: tosse com secreção? Purulenta? Febre? Dificuldade para respirar? (DPOC) fumante ativo ou passivo? Trabalhou com pedras, cerâmica? 
4. Pesquisar diagnóstico diferencial: queimação no estomago? Perda de peso? (DRGE) 
5. Questionar mudanças recentes: tomando algum medicamento? Começou a fumar recentemente? Fumador há anos? 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Sinusite? Rinite alérgica?Alergia? Doença sexualmente transmissível, DPOC, Doenças no articular? 
7. Antecedentes familiares: diabetes, HAS, DPOC? Doenças na pele, doenças articular? 
8. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, alimentação, pratica de atividade física, medicamentos( refere que começou a tosse após iniciar o uso do captopril), qualidade do sono, moradia? Medicamentos? Pcte > que 50 anos iniciar rastreio para Ca de Cólon e reto, se sexo feminino rastreio também para Ca de mama. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
3. Exame físico de tórax (inspeção, palpação, percussão, ausculta? (Tudo normal) 
4. Exame de orofaringe (normal) 
Orientação e conduta: 
1. Informar ao paciente que sua tosse está relacionada com o medicamento que toma (captopril, enalapril), que alguns pacientes podem apresentar como efeito colateral, mas que suspendendo a medicação vai melhorar. 
2. Trocar o medicamento captopril por Losartana (não existe na literatura dose especifica para substituição) 
3. Marcar retorno em 15 dias para consulta de controle da PA. 
4. Se caso paciente for tabagista (para se diagnosticar tosse por cigarro, se recomenda passar um mês sem fumar e se a tosse desaparecer a causa seria o cigarro). 
5. Esclarece dúvidas ao paciente e despede-se cordialmente. 
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (SUPORTE BÁSICO DE VIDA) BLS
Você está passando pela rua de repente encontrar um paciente adulto desacordado. 
1. Avaliar segurança da cena (estou avaliando se a cena está segura). 
2. Avaliar responsividade (verbalizar: estou avaliando responsividade do pcte.... Batendo nos ombros do paciente senhor…senhor...senhor) (não responde); 
3. Pedir ajudar (preciso de ajuda/ liga para o samu 192 / e solicitar um DEA) 
4. Vou checar pulso e respiração do paciente (palpando o pulso carotídeo por 5-10 segundos) e olhando para o tórax avaliando respiração. (Sem respiração e sem pulso); 
5. Vou iniciar o RCP de qualidade:
C: Compressões
· As mãos entrelaçadas 2-3 centímetro do apêndice xifóide/ não dobrar cotovelos, 
· Comprimir mais ou menos 5 cm, 
· Deixa o tórax expandir espontaneamente. 
· Freqüência da massagem de 100-120 por minuto. 
· Minimizar interrupção. 
A: Via Aérea Pérvia
A ventilação se faz com uma leve extensão da cabeça, / se paciente vítima de trauma realizar técnica de interiorização da mandíbula sem extensão da cabeça. 
B: Respiração
· Ventilar: 30 compressões para 2 ventilações se estiver sozinho/ ou 15 compressões e 2 ventilações se tiver outra pessoa. 
6. Questionar se chegou o DEA? 
· Se não: devo continuar as compressões até a chegada do DEA ou equipe especializada. 
· Se sim: Colocar as pás no peito (infraclavicular direita ¨foco aórtico¨/ região apical esquerda ¨foco mitral¨) sem está conectada no DEA. 
D: Desfibrilação se rítmo chocável
· Liga o DEA no botão verde; 
· Coloque as pás no DEA (Conecte); 
· Nota: paciente molhado, secar o tórax do paciente/ paciente com marca-passo a 1 cm de distância dele. 
· Analisando ritmo afastar-se do paciente. 
· DEA vai falar se precisa ou não de choque/ carregando. (RITMO CHOCAVEL) 
· Enquanto carrega podemos realizar compressão. 
· Revisar se não tem ninguém perto do paciente/ AFASTEM-SE POR FAVOR.
· 1º choque a 200J 
8. Agora depois do choque vamos voltar a realizar RCP IMEDIATAMENTE 5 ciclos
9. Verificar novamente o ritmo/ choque/ RCP – se persistência iniciar ACLS...
RCP INTRA-HOSPITALAR RÍTIMO CHOCÁVEL
Você está de plantão numa UPA e a enfermeira te chama, informando que um dos pacientes da enfermaria desmaiou: 
1. Avaliar responsividade (estou avaliando responsividade do pcte.... Batendo nos ombros do paciente senhor…senhor...senhor); 
(pcte Não responde); 
2. Pedir ajuda da equipe e solicitar carrinho de parada; 
3. Vou checar pulso carotídeo e respiração do paciente (palpando o pulso carotídeo por 5-10 segundos) e olhando para o tórax avaliando respiração. (Paciente não tem pulso e não respira); 
4. Vou iniciar o RCP de qualidade: 
C: Compressões
· As mãos entrelaçadas 2-3 centímetro do apêndice xifóide/ não dobrar cotovelos, 
· Comprimir mais ou menos 5 cm, 
· Deixa o tórax expandir espontaneamente. 
· Freqüência da massagem de 100-120 por minuto. 
· Minimizar interrupção. 
A: Via Aérea Pérvia
A ventilação se faz com uma leve extensão da cabeça, / se paciente vítima de trauma realizar técnica de interiorização da mandíbula sem extensão da cabeça. 
B: Respiração
· Ventilar: 30 compressões para 2 ventilações se estiver sozinho/ ou 15 compressões e 2 ventilações se tiver outra pessoa. 
5. Questionar se chegou o carinho de parada? SIM 
D: Desfibrilação se rítmo chocável
6. Ligar o monitor do carinho de parada/ coloca as pás no tórax do paciente/ analisar o ritmo 
7. Se: fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) se não tiver pulso é = DESFIBIBRILAÇAO. 
8. Ritmo desfibrilavél?/ vamos desfibrilar. 
9. Selecionar a carga no monitor/ 200j 
10. Pedir para afastar do paciente/ e checar se todos se afastaram. 
11. Dar o choque. (1 CHOQUE) 
12. Inicia o RCP/ Por 2 minutos/ 5 ciclos de 30 compressões e 2 ventilações
13. Solicitar MOV 
M- Monitorizar o paciente/ colocar os cabos/ esquerda: amarelo e verde (lado do Coração= BRASIL) / direita: vermelho e preto (FLAMENGO). 
O- Orientar equipe (1 para anotar tempo e as medicações usadas/ 1 responsável pelo carrinho/1 canaliza veia e administrar medicamentos/ 1 para ventilação/ 2 para RCP) 
V- Veia canalizada 
14. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
15. Se: fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) 
16. Dar o choque. (2 CHOQUE) 
17. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
18. Solicitar administração de Adrenalina 1mg cada 3-5 min
19. Volta RCP: Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
20. Se: fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente)21. Dar o choque. (3 CHOQUE) 
22. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
23. Solicitar administração de Amiodarona 300mg/ seguida de flush (20 ml de solução fisiológico/ elevar o membro) 
24. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
25. Se: fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) 
26. Dar o choque. (4 CHOQUE) 
27. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
28. Solicitar administração de adrenalina/ seguira de flush (20 ml de solução fisiológico/ elevar o membro) 
29. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
30. Se fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) 
31. Dar o choque. (5 CHOQUE) 
32. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
33. Solicitar administração de amiodarona 150mg/ seguira de flush (20ml de solução fisiológico/ elevar o membro) 
34. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
35. Ritmo (atividade elétrica) então chegar o pulso do paciente. TEM PULSO. 
36. Identificar e corrigir as causas (5H 5T) 
5 H¨s : Hipovolêmia, Hipoxemia, Hipotermia, Hipo/Hipercalemia, H+(acidose) 
5T¨s: Trombo coronário(IAM), Toxinas, TEP, Tamponamento cardíaco, Tórax( hemotórax, pneumotórax)
Iniciar Cuidados pós parada
RCP INTRA-HOSPITALAR ASSISTOLIA
Você está no hospital e a enfermeira chama por você, avisando que um paciente desmaiou. 
1. Avaliar responsividade (estou avaliando responsividade do pcte.... Batendo nos ombros do paciente senhor…senhor...senhor) (pcte não responde); 
2. Pedir ajuda e solicitar carrinho de parada; 
3. Vou checar pulso carotídeo e respiração do paciente (palpando o pulso carotídeo por 5-10 segundos) e olhando para o tórax avaliando respiração. (Paciente não tem pulso e não respira); 
4. Vou iniciar o RCP de qualidade: 
C: Compressões
· As mãos entrelaçadas 2-3 centímetro do apêndice xifóide/ não dobrar cotovelos, 
· Comprimir mais ou menos 5 cm, 
· Deixa o tórax expandir espontaneamente. 
· Freqüência da massagem de 100-120 por minuto. 
· Minimizar interrupção. 
A: Via Aérea Pérvia
A ventilação se faz com uma leve extensão da cabeça, / se paciente vítima de trauma realizar técnica de interiorização da mandíbula sem extensão da cabeça.
B: Respiração
· Ventilar: 30 compressões para 2 ventilações se estiver sozinho/ ou 15 compressões e 2 ventilações se tiver outra pessoa. 
· Realizar a técnica do E ou do C e conectar a fonte de oxigênio. 
5. Questionar se chegou o carinho de parada? SIM 
D: Desfibrilação se rítmo chocável
6. Ligar o monitor do carinho de parada/ coloca as pás no tórax do paciente/ analisar o ritmo 
7. O ritmo é (ASSISTOLIA)- verbalizar- RITMO NÃO CHOCAVEL 
8. Informar que precisa verificar os cabos. 
9. Informar que devera aumentara o ganho. 
10. Informar que vai trocar as derivações. 
11. Informar que vai reiniciar RCP 
12. Solicitar MOV 
M- Monitorizar o paciente/ colocar os cabos/ esquerda: amarelo e verde (lado do Coração=Brasil) / direita vermelho e preto (flamengo). 
O- Orientar equipe (1 para anotar tempo e as medicações usadas/ 1 responsável pelo carrinho/1 canaliza veia e administrar medicamentos/ 1 para ventilação/ 2 para RCP) 
V- Veia canalizada 
13. Solicitar administração de Adrenalina 1mg cada 3-5 min
14. Volta RCP e após 2 minutos verificar o ritmo. (Atividade elétrica organizada) 
15. Informar que vai verificar pulso (tem pulso) 
16. Identificar e corrigir as causas 5H E 5T. 
5 H¨s : Hipovolêmia, Hipoxemia, Hipotermia, Hipo/Hipercalemia, H+(acidose)
5T¨s: Trombo coronário (IAM), Toxinas, TEP, Tamponamento cardíaco, Tórax( hemotórax, pneumotórax) 
17. Iniciou os cuidados pós parada
A- Alerta do paciente (senhor você está bem?) 
B- Via aérea (estou verificando sem o paciente respira) paciente não respira. 
Vou ventilando cada 5-6 segundos (enquanto prepara o material de intubação/ com capinografia em forma de onda) obs.: se paciente respira não é necessário 
Auscultar pulmão: pulmão limpo PA BAIXA= LIQUIDO/ Pulmão crepitando e PA baixa = noradrenalina. 
C- Avaliar pressão artéria e frequência cardíaca. 
D- Exame: ECG 12 derivações/ radiografia tórax/ exames laboratoriais. 
E- Encaminha para UTI OU HEMODINAMICA (depende da causa). 
F- Controle direcionado da temperatura 32-36 graus. 
GOTA
Paciente de 55 anos atende ao serviço de consulta, referindo quando clinico de mais ou menos 12 horas de evolução, muita dor no joelho direito, que não consegue caminhar direito. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando iniciou a dor? Duração? Intensidade da dor? Melhorou com alguma posição? Piora quando caminha? Somente no joelho? Iniciou em outra articulação? 
2. Outros sintomas: febre? Inchaço do joelho? Alterações na cor? Investigar conjuntivite, uveite ou dor lombar frequente: (artrite reativa) 
3. Diagnóstico diferencial: teve alguma infecção nos últimos dias? Teve algum trauma ou passou frio intenso (pode desencadear gota)? Ou perda de tecido no joelho? Usou algum medicamento injetável na articulação do joelho (artrite séptica) 
4. Primeira vez que atende com esse problema? Pode ser 2 episódio de gota. 
5. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes? Antecedentes familiares: HTA, diabetes, doença renal, cálculos renal? Diarreia? 
6. Hábitos: fuma, álcool, drogas, toma alguma medicação (tiazidicos,diuréticos alça), atividade física, alimentação ricas em purinas (carnes, mariscos), condições de moradia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). 
4. Exame direcionado do joelho: Descrever a foto do joelho: estou vendo no exame físico (edema, rubor, não estou vendo porta de entrada ou feridas) 
Conduta e orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: Artrocentese: pesquisas de cristais sob luz polarizada, citometria bioquímica, LDH, gram. 
2. Hemograma, ácido úrico, PCR; 
3. Resultados: 
4. Informa para paciente o diagnóstico de crise gotosa. (É como se tivesse vários cacos de vidros se acumulando na sua articulação, devido ao aumento do ácido úrico) 
5. Vou passar um medicamento chamado indometacina 75mg VO, Seguido de 50mg de 6/6 horas por 2 dias ou até alivio da dor. 
6. Podem acontecer novos episódios da doença, mais vou passar um medicamento que vai prevenir novos acontecimentos: COLCHICINA, Tomar por 6 meses. 
7. Se pcte toma HCTZ trocar para furosemida. 
8. Se tiver hiperuricemia >8mg/dl se indica alopurinol 100mg dia em 2 tomadas/ iniciar uma semana depois do início da colchicina. 
9. Orientar retorno depois de 2 dias para avaliar melhora. 
10. Importante dieta pobre em carnes e mariscos, evitar bebidas alcoólica, muito importante perder peso. 
11. Despede-se cordialmente e esclarece dúvidas? 
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
Paciente sexo feminino de 35 anos atende ao serviço de consulta referindo manchas no rosto e dor nas articulações. 
Acolhimento: 
1- Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2- Qual seu nome? Idade? Ocupação? Estado civil? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3- Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1- Investigar sintomas de machas no rosto: quando iniciou? Localização? Cor? Coceira? Piora quando tem exposição ao sol? Se tem em outras locais? Se ela desaparece e volta? 
2- Dor articular: quando iniciou? Localização? Se ela migrou? Se tem rigidez matinal? Se piora quando anda? Se melhora quando está em repouso? Se tem sinais de inflamação? Se acomete mais que uma articulação? 
3- Questionar sintomas acompanhados: febre, do de cabeça, dor ao redor dos olhos, sangramento de mucosas, náuseas, vômitos, dor abdominal, Alteração na cor da urina, manchas na pele? (Para fazer diagnostico diferencial)4- Sintomas específicos da doença: Diagnostico 4 de 11 critérios. 
· Neurológico (convulsão ou psicose) 
· Rash malar 
· Rashdiscóide (placa eritematosa com descamação) 
· Ulceras orais. 
· fotosensibilidade 
· Artritre 
· Serosite (pleurite e pericardite) 
· acometimento renal (proteinuria maior a 500mg/254 horas ou cilindro celulares na urina) 
· Hematológico (anemia hemolítica com reticulocitose/ leucopenia OU = 50 com aplicações frequentes. 
6. Informar que pode subir de peso devido ao uso de corticóidee que aumenta o apetite. 
7. Indicar reposição de vitamina D se necessário/ e restrição de sal. 
8. Exercício físico (isométricos) 
9. Indicar para de fumar/ completar calendário vacinal antes de iniciar da terapia imunossupressora. 
10. Esclarece dúvidas e despede-se. 
FIBROMIALGIA
Paciente de 40 anos sexo feminino, atende ao serviço de consulta na UBS, referindo dor por todo o corpo a mais ou menos 4 meses. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Localização? Intensidade? Irradiação? Melhora com alguma coisa? Piora com alguma coisa? Dor muscular ou nos ossos? Já sentiu isso antes? A dor é como cansada e precisa ser > ou = 3 meses. 
2. Sintomas acompanhados: febre, vômito, dor abdominal, perda de peso, diarreia, manchas na pele, viajou anteriormente? (Para fazer diagnostico diferencial) 
3. Sintomas e sinais comuns acompanhado: transtornos do humor, distúrbios do sono, cefaleia tensional, alterações da memória, síndrome do intestino irritável, síndrome das pernas inquietas? 
4. Investigar depressão: se sentindo triste? Quer ficar maior parte do tempo deitada ou sozinha? 
5. Antecedentes GOB: data da última menstruação, ciclos regulares, anticoncepcionais, gravidez, aborto? Realizou preventivo? 
6. Antecedentes patológicos: depressão, ansiedade, artrite, lúpus, diabetes, HAS, câncer? 
7. Antecedentes familiares: Diabetes, HAS, fibromialgia, doença reumáticas? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. A senhoar me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) É necessário exame osteoarticular para descartar outras causas. 
4. Avaliar tender points bilateralmente. (Precisa fala os locais/ a presença de 11 pontos Positivos de 18 classifica com fibromialgia) 
Orientação e conduta: 
1. Solicitar exames para descartar outras doenças (hemograma, VHS, PCR, creatinina. Eletrólitos, TGO, TGP, TSH) 
2. Informar para paciente diagnóstico de FIBROMIALGIA/ diagnostico clinico/ Explicar que trata-se de uma doença crônica que não se sabe a origem. ( idiopática) 
3. Orientar apaciente quanto a importância de realizar atividade física, que auxilia na melhora da dor/ terapia cognitiva comportamental. 
4. Não indicar AINES (Não tem melhora). 
5. Dieta saudável/ evitar estresse. 
6. Medicamentos que se pode usar (relaxante muscular: ciclobenzaprida, amitriptila,) 
7. Dipirona em caso de DOR/PARACETAMOL. 
8. Orientar medidas de controle/ esclarece dúvidas e despede-se 
LOMBALGIA
Paciente de 51 anos de idade sexo masculino, atende ao serviço de consulta da UBS, referindo quadro clinico de dor nas costas a mais ou menos 10 dias. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Localização? Intensidade? Irradiação para membros inferiores? Melhora com alguma coisa? Repouso? Piora com algo? Já tomou remédio antes e voltou a dor? 
2. Questionas sintomas acompanhados: perda de peso? Febre? Fraqueza muscula? Dor noturna? 
3. Antecedentes patológicos: câncer? Diabetes? HIV? Cirurgias na coluna? Doenças reumatologicas? 
4. Antecedentes familiares: diabetes, HAS, câncer, doenças reumatologicas? 
5. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, medicamentos, qualidade do sono, moradia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) PA nos 2 membros/ peso/ altura/ IMC 
4. Avaliar coluna: 
· Inspeção (lordose, cifose, escoliose,) 
· Amplitude do movimento (teste de schober: paciente em posição ortostática e com os pés juntos, com um lápis demográfico traça-se uma linha entre as duas espinhas ilíacas- posterior superior e outra 10 cm acima, em seguida pede-se ao paciente que faça flexão anterior do tronco, medir então a distância dos pontos marcados. Em paciente sem alteração de mobilidade deverá aumentar no mínimo 5cm, aumento menores que 5cm o teste é positivo. 
· Palpação: musculatura para espinha, processos espinhosos, articulações sacroiliaca, posição de ossos pélvicos. 
· Avaliação neuromuscular: reflexo patelar, Aquiles, flexão do tornozelo, força muscular. 
Orientação e conduta: 
1. Quando solicitar Radiografia de coluna lombo sacra em PA E PERFIL: suspeita de tumor, trauma, infecção, idade 50 anos se a dor estiver presente por mais de 2 meses, sem melhora do tratamento. 
2. Informar ao paciente que se trará de uma lombalgia mecânica, provavelmente desencadeado por estiramento ou distensão (70% das causas), da musculatura. 
3. Explicar que não tem necessidade de realizar exames complementares. 
4. Prescrever (paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, relaxantes muscular: ciclobenzaprina, codeína). 
5. Orienta retorno lento as atividades/ não tendo necessidade ficar no leito. 
6. Orientar paciente quando a postura correta, atividade física. 
7. Esclarece dúvidas e despede-se 
OSTEOARTROSE
Paciente de 50 anos, atende ao serviço de consulta da UBS, referindo dor no joelho que teve início a mais de 6 meses. 
Acolhimento:1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Localização? Intensidade? Irradiação para membros inferiores? Melhora com alguma coisa? Repouso? Piora em repouso? Já tomou remédio antes e voltou a dor? Tem dificuldade para caminhar? 
2. Se a queixa for dor na mão e dedos: lembrar que osteoartrose poupa metacarpo falangiano, se comprometer é AR. 
3. Questionar sintomas e sinais acompanhados: dor associada ao uso da articulação, dor em repouso ou noturna, rigidez matinal 14 
· Plaquetas: aumento leve pode acontecer 
· Ferro sérico: 360/ (Valor normal 250-360) 
2. Informa para a paciente tudo que está alterado nos exames, esclarecendo que tudo leva a uma anemia por deficiência de ferro, que não é uma doença grave, que ela vai ficar bem. 
3. Informa que ela vai tomar um medicamento sulfato ferroso: 300mg 3-4x dia. Que ela precisa tomar o medicamento longe das refeições, de preferência com um suco de laranja que isso ajuda absorção. Que o tratamento vai durar 6 meses. ( caso haja intolerância gástrica, pode tomar junto as refeições). 
4. Informa que pode mudar a cor das fezes ou ela sentir gosto ruim na boca, mais que isso é normal. 
5. Que ela precisa retornar depois de 10-14 dias para controle, que ela vai fazer um exame para avaliar melhora. 
6. Informa que ela precisa aumentar a ingesta de alimento: carnes, feijão, folhas verde. 
7. Orientar medidas de higiene com alimentos, lavar bem as frutas e verduras. Tomar agua sempre fervida, 
8. Esclarece dúvidas, confirma entendimento, despede-se. 
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA
Paciente atende ao serviço de consulta, falando começou uma dieta meio radical e agora está se sentindo bem mal. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico de serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento) 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Casada ou solteira? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de mal estar: quando inicio? Progressivo? Duração? Continua? Se melhora em repouso? Se ela já sentiu isso antes? 
2. Investigar a dieta: quando iniciou? O que deixou de comer? Qual o motivo da dieta? Não está satisfeita com seu corpo? Investigar características de depressão (poderíamos pensar em anorexia nervosa + anemia megaloblástica) 
3. Sintomas acompanhados: dispneia ao esforço (aqui é importante saber que o mesmo que acontece na ferropriva pode estar presente: queilite angular, glossite são típicos que qualquer anemia carêncial), PARESTESIA EM EXTREMIDADES E DEMENCIA. 
4. Antecedentes ginecológicos: data da última menstruaçao? Quantos dias fica menstruada? Troca de absorvente quantas x no dia? Toma algum ACO? Miomas? 
5. Antecedentes obstétricos: parto? Aborto? Gestas? 
6. Antecedentes patológicos: doenças diarreicas? Doenças do estomago? Doenças parasitológicas? Último exame de fezes? Gastrectomia: indica sempre profilaxia. 
7. Hábitos: condições de vida: agua potável, saneamento básico? Alcoólatra nos faz pensar na deficiência de folato. Medicamentos: anticonvulsivantes ou antiácidos? 
8. Buscar na anamnese detalhes de cada anemia: alcoólatra (pensar em folato), dietas restritas: (pensas em B12). 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mão,aquecê-las , e me posicionar a direita da paciente. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). Mãos: palidez ungueal, coiloniquia, 
Exame físico pode ser Normal ou Icterícia.
Orientações e conduta: 
1. Informa à paciente que precisa solicitar alguns exames: 
Hemogramaescarro, secreção purulenta: tendo 2 dos 3): amoxicilina + clavulanato ou macrolideo. 
6. Indicar SABA - B2 de curta duração + .SAMA – anticolinérgico de curta (ipratropio)
7. Corticóide Sistêmico EV (hidrocortisona)
8. Oferta oxigênio se satuação 45 com dispneia grave sem melhora com broncodilatador.
9. Esclarece dúvidas, confirma entendimento, despede-se
TABAGISMO
Paciente de 55 anos de idade atende a UBS referindo consulta de rotina. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico da unidade (Eu sou o Dr/a, aqui do serviço que vou realizar seu atendimento). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Depois que ela falar seu nome, chamar sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixas: se está sentindo alguma coisa? Notou alguma alteração? Algo em especial que deseja se consultar ou falar? 
2. Antecedentes patológicos: doenças diarreicas? Doenças do estomago? Doenças parasitológicas? Doença do coração? Diabetes? Antecedentes de infartos? 
3. Hábitos: condições de vida: água potável, saneamento básico? Álcool? Tabagismo (paciente vai referir que fuma a mais de 10 anos) 
Abre o leque de tabagismo e inicia toda a investigação:
4. Investiga queixas pulmonares: intensidade e duração dos sintomas
5. Queixas gerais: febre? Perda de peso?
4. Avaliar carga tabagista (quantos cigarros fuma por dia?) 
5. Avaliar sinais de abstinência: irritabilidade, ansiedade, alterações do sono, aumento do apetite, dificuldade de concentração, agressividade, fissuras (forte desejo de usar tabaco). 
6. Realizar teste de Fergestron:
7. Indicar o grau de dependência de acordo com a escala:
8. Avaliar o grau de motivação do paciente: 
Pré-contemplação (“ I won’t”) - Não considera a possibilidade de mudar, nem se preocupa com a questão; 
Contemplação (“I might”) - Admite o problema, é ambivalente e considera adotar mudanças eventualmente; 
Preparação (“I will”) - Inicia algumas mudanças, planeja, cria condições para mudar, revisa tentativas passadas; 
Ação (“I am”) - Implementa mudanças ambientais e comportamentais, investe tempo e energia na execução da mudança; 
Manutenção (“I have”) - Processo de continuidade do trabalho iniciado com ação, para manter os ganhos e prevenir a recaída; 
Exame físico: 
1. Solicitar autorização para examinar paciente; por favor, suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecer, e me posicionar a sua direita. 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). 
3. Exame físico geral/ peso/ IMC/ altura/ circunferência abdominal (calcular IMC e falar o resultado).
4.Exame fisico do aparelho respiratório 
Orientação e conduta: 
1. Informar o paciente sobre o risco de fumar para sua saúde, que é importante que ele pare de fumar. 
2. Todo paciente que deseje para de fumar é encaminhado a terapia cognitiva comportamental. (Reuniões que podem acontecer em grupo ou individual). 
3. Tratamento medicamentoso para quem? Fuma mais de 20 cigarros dia/ fuma mais de 10 cigarros dia mais o primeiro até 30 minutos/ escore de Fergestron > ou = 5/ fumantes que já tentaram terapia cognitiva/ não haver contra-indicações clinicas. 
4. Pesquisar contra-indicação: Goma de mascar: úlcera péptica, 15 dias após infarto do miocárdio, incapacidade de mastigação. Adesivos: gestação, amamentação, 15 dias após infarto do miocárdio Bupropiona: risco de convulsões, uso de benzodiazepínico, bulimia, anorexia, 
5. Indica tratamento farmacológico: Goma: 1 a 4 semana: 1 tablete a cada 1ou 2 horas (máximo 15) Semana 5-8: 1 tablete cada 2-4 horas Semana 9-12: 1 tablete cada 4-8 horas. Bupropiona: 1 comprimido de 150mg nos primeiros 3 dias, depois 2 Cp/dia devendo ter um intervalo de 8 horas após o primeiro até completar 12 semanas. 
6.Informar que o tratamento medicamentoso dura 12 semanas/ e a terapia cognitiva aproximadamente 1 ano. 
7. Orienta sobre o ganho de peso, os sintomas de abstinência (ansiedade, agitação, insônia, fissuras) 
8. Indicar rastreamento para a idade. 
9. Marca retorno/ esclarece dúvidas/ despede-se
PNEUMONIA COMUNITÁRIA
Paciente de 50 anos atende ao serviço de emergência, referindo quadro de febre e dor abaixo da costela. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. (Trabalha com ar condicionado/pensa em legionella). 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa dor na costela: quando iniciou? Duração? Localização? A dor é em pontada? Intensidade? Se melhora com algo? Se piora quando respira (ventilatória dependente)? Irradia para algum outro lugar? Primeira vez que sente essa dor? 
2. Investigar febre: início? Horario que vem a febre? Mediu com termômetro? calafrios? 
3. Investigar tosse: início? Duração? Produtiva? Se tem expectoração?= Cor? Sangue? Quantidade? Consistência?
4. Investigar a dispnéia: inicio? Duração? Intensidade? Fatores de alívio e piora?
5. Outros Sintomas: vômitos? Perda de consciência? Mal estar general? Anorexia?
6. Antecedentes patológicos: doenças respiratórias? Antecedentes de faringites? Otites? DM? HAS? DPOC? HIV? Ficou hospitalizado nos últimos dias? Cardiopatia?
7. Contato com alguém com mesmo sintoma? alguém em casa com o mesmo sintoma? 
8. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de vivenda? Presídios (mycoplasma) Vida sexual? Usa preservativo? Atividade física?
Exame físico: 
1.Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor me autoriza a te examinar? 
2. Solicitar Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP)/ pele e mucosas, Peso/IMC 
Avaliar Nível de consciência, cianose, hipotermia e hipotensão podem estar presentes. 
3. Solicitar exame físico do aparelho respiratório: 
· Insperção: Uso da musculatura acessória
· Palpação: frêmito toraco vocal aumentado
· Percussão: Macicez
· Ausculta pulmonar: estertores crepitantes localizado ou difusos. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: Radiografia de tórax PA/ PERFIL (indicar a consolidação no Rx), Hemograma completo, eletrólitos, ureia, creatinina, hemocultura (sempre que o paciente for ficar internado), antes de iniciar antibiótico. 
2. Avaliar CURB 65: Confusão mental; Ureia > 50mg/dl FR> 30; PAS 65 anos. 
3. Informar o diagnóstico de PNEUMONIA ADQUIRIDA DA COMUNIDADE e tranquilizar (Diagnostico clinico+ exame fisico + Radiografia) 
4. Informar que o paciente precisara ficar hospitalizado. (Devido critérios do CURB 65) 
5. Questionar se esta acompanhada(o)? Se tem algum familiar fora? 
6. Indicar hidratação venosa SF0,9 % 30-40 ml/kg/EV 
7. Indica tratamento (Levofloxacino 750mg/EV POR 7-14 DIAS) ou (Cefitriaxone 1g EV 12/12 horas + Azitromicina VO) 
8. Dipirona sódica (1-2 grama EV) 4/4 horas. 
9. Usar protetor gástrico. 
10. Oximetro de pulso/ glicemia capilar 6/6 horas 
11. Esclarecer dúvidas. Despede-se cordialmente.
TROMBOEMBOLISMO PULMONAR - TEP
Paciente de 55 anos atende ao serviço de emergência referindo quadro de dificuldade súbita para respirar e dor no peito. 
Acolhimento:
1.Identifica-se como médico da UPA/ fala que será responsável pelo atendimento do paciente. 
2. Pergunta seu nome? Idade? profissão? 
3. Solicita imediatamente Move-G (M-onitorização, O- oxigênio, V-eia, E-letro,
G-licemia.) 
Anamnese: 
S- Sintomas: início da dor? Localização? Intensidade? Ela ta indo para algum outro lugar? Já sentiu essa dor antes? Melhora com algo? Sintomas acompanhados: tem tosse? Expectoração com sangue? Febre? Desmaios? Sudorese? Crise convulsiva? 
I- Histórico médico: DM, HAS, Cirurgias recentes? Trauma? TVP prévio? Gravidez (puerpério)? Neoplasia? Fratura quadril, joelho? Doença Cardiovascular? tabagismo?
M- Medicamentos: usa algum medicamento? Mulher se usa anticoncepcional ACO? 
P- Primeiro episódio: primeira(Anemia macrocistica: VCM> 115-120 RDW: > 14 . Aumento do LDH e bilirrubina indireta. 
E agora B12 ou ácido fólico? 
Solicitar: cobalamina 85% de HbS e > 5% de HbF; A eletroforese dá o diagnóstico definitivo. 
10. Tratamento: Penicilina V Oral por 3 meses aos 5 anos + Imunização (contra pneumococo, haemophilus e hepatite) + Ácido fólico + Crise álgica + Hidratação vigorosa +ATB (se Infecção) + AINE + Opioide + O2 + Transfusão só em crise refratária. 
DOAÇÃO DE SANGUE
Paciente atende ao serviço de hemocentro e você é o médico do serviço que vai realizar o primeiro atendimento para doação de sangue. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Cadastro: 
1. Informar para a paciente que primeiro precisa saber se ela está com algum documento com foto para realizar o pré cadastro, e que precisa ser documento oficial com foto. 
2. Solicitar informações para contato/ telefone/ endereço 
3. Informar para a paciente que será realizado o cadastro. 
Anamnese: 
1. Informar que essa entrevista é sigilosa. 
2. Questionar impedimento definitivo: 
· Antecedentes patológicos: câncer, diabetes 1 e 2, doença cardíacas, hepatite após os 11 anos de idade, hepatite B-C, HTLV 1 e 2, malária, transplante de órgão, chagas, sífilis 
· Hábitos: alcoolismo crônico, drogas ilícitas. 
2. Impedimento temporário: 
· Resfriados e gripes se sintomáticos esperar 15 dias para doar, alergias o candidato deve esperar 3 dias após tratamento para doar, diarreia aguardar 7 dias para doar, gravidez, amamentação, 90 dias após parto normal, ingestão de bebidas alcoólicas com menos de 12 horas, tatuagem nos últimos 12 meses, vacinas. 
3. Informar intervalo de doações: homem 2-2 meses sendo máximo 4 anual/ mulher de 3-3 meses sendo máximo 3 anual. 
4. Questionar requisitos para doação no momento: 
· Se está bem alimentado? Dormiu 6 horas à noite? Idade180/110 Prescrever labetol 10mg Ev. 
8. Controle diurese/ balanço hídrico/ curva térmica/mudança de decúbito 2-2 horas. 
SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta, referindo que tem apresentado perda de forças das pernas, que o quadro teve início ha um dia, ela teve sintomas de coriza ha 2 semanas. Durante o exame, ela tem 2/5 de forças nos membros inferiores. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Chamar pcte pelo nome
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa fraqueza: quando iniciou? Duração? Localização? Intensidade? Se melhora com algo? Se piora com algo? Se está com dificuldade para caminhar? 
2. Pode acompanhar de dor/ com início lombar e migrando para membros. 
3. Sintomas acompanhados: dormência nas pernas? Coceira? Queimação? Vômitos? Perda de consciência? Mal estar geral? Dificuldade para respirar? 
4. Antecedentes patológicos: antecedentes de resfrio? Mononucleose? Doenças respiratórias? Antecedentes de zika? Diabetes? Hepatites? Hta? Cirurgias recentes? Vacinas recentes? HIV? (Fatores de risco) 
5. Teve contato com alguém com o mesmo sintoma? Ou alguém em casa com o mesmo sintoma? 
6. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? Usa preservativo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos,aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Sinais de gravidade (insuficiência ventilatória, disautonomia, arritmias, PA de difícil controle). 
3. Avaliar perda sensorial: sensação de dor, sensação de frio, sensação de vibração. (Nunca está comprometida) 
4. Exame de Membros inferiores ( 15 dias no mês, uso abusivo de AINES, HAS, Obesidade, crise > 72 horas, aura persistente) 
8. Quando indicar profilaxia: >2-3 crises, medicação ineficaz (propranolol 40mg). 
9. Orienta retorno se persistência da dor, vômitos intensos, perda de consciência.... 
10. Orientar medidas de controle/ esclarece dúvidas/ despede-se. 
DEMÊNCIA
Juscelino de 46 anos, sexo masculino, branco, casado, terceiro grau completo, com queixas iniciais de “falhas de memória”. Chega ao consultório acompanhado de sua esposa.
	INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADAS
	História pessoal: Sua esposa refere que desde os 30 anos, o paciente começou a apresentar um declínio da memória de curto prazo ou “distrações” frequentes, como referidos pelos pais e pela esposa daquela época. Concomitantemente, passava por crises conjugais e insatisfação no trabalho, vindo a se divorciar seis anos depois. Nesse período, observou-se uma piora do déficit de memória de curto prazo. Por ocasião do seu segundo matrimônio, obteve uma bolsa de pós-graduação, porém não foi capaz de levá-la adiante em função do déficit de memória. À época, foi acometido por um episódio depressivo leve, com insônia, perda do interesse e prazer especialmente para com seus familiares e sensação de angústia. Fez uso de fluoxetina 20 mg/dia por seis meses, com remissão total do quadro. Aos 40 anos parou de trabalhar, apesar de ter construído uma carreira brilhante, em função do declínio de memória. Passou a cuidar de sua filha e a realizar pequenos trabalhos domésticos diariamente. Seu discurso era marcado por repetições constantes. Foi submetido a uma avaliação neuropsicológica que revelou uma síndrome dismnésica grave, do tipo anterógrada, sem quadro demencial estabelecido. Fez uso de donepezil 5 mg/dia por um curto período, pois não tolerou os seus efeitos colaterais, e vitamina E 800 mg/dia. Desenvolvimento psicomotor sem alterações. Nega história de doenças crônicas, internações e cirurgias prévias. Nega história de uso de substâncias psicoativas. 
História familiar: Tem um irmão mais novo, desportista,saudável. Seus pais são vivos e saudáveis. Possui duas filhas vivas e saudáveis. Os pais negam antecedentes familiares de doença neurodegenerativa. 
Exame físico: Dentro dos padrões de normalidade. 
Exame neurológico: Alerta, sem déficit motor focal, com reflexos profundos simétricos (3+/4), reflexo glabelar inesgotável e orbicular dos lábios presente. Nervos cranianos mostram-se sem alterações, tônus muscular normal. Prova índex-nariz lentificada e simétrica. Marcha apráxica. Equilíbrio estático preservado. Sensibilidade superficial e profunda sem alterações. 
O miniexame do estado mental (MEEM) revelou alterações em orientação, memória de evocação, atenção e cálculo, comando e cópia de pentágonos (17/30 pontos). 
A avaliação funcional para atividades de vida diária (AVD) revelou um comprometimento moderado a grave. Apesar de não apresentar dificuldades na realização de AVD básicas (cuidados pessoais), o paciente pouco comparecia a eventos sociais, se perdia frequentemente na rua e não administrava mais suas finanças nem sua medicação. 
Mostrava-se apático, sua fala era disártrica, embora compreendesse sem dificuldade o que lhe era dito. Não apresentava quaisquer alterações de comportamento. 
Exames complementares: Hemograma completo, bioquímica sangüínea, provas de função tireoidiana, sorologia anti-HIV, sorologia para Lues, exame qualitativo da urina, perfil liquórico e radiografia de tórax dentro dos padrões de normalidade. 
Eletroencefalograma (EEG) com mapeamento cerebral – atividade lenta (teta) com predomínio frontotemporal à esquerda. 
Ressonância nuclear magnética (RNM) do encéfalo com espectroscopia de prótons e volumetria de hipocampos áreas hiperintensas na substância branca dos cornos occipitais dos ventrículos laterais, acentuação dos sulcos corticais temporais e, notadamente, occipitoparietais, redução volumétrica dos hipocampos – e importante aumento da relação mio-inositol/creatina (Mi/Cr) e redução da relação N-acetil-aspartato/creatina (Naa/Cr). 
Tomografia por emissão de fóton único (PET-SCAN) – área extensa e bilateral de hipoperfusão em região parietal posterior. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese:
1. Investigar a queixa: quando notou essa falha de memória? Se pcte tem dificuldades para lembrar um numero de telefone dado de imediato? Se essa perda de memória vem piorando com tempo? Se realizou antes alguma consulta sobre o caso? Fez uso de algum medicamento?
2. Investigar sintomas acompanhados: 
· Reconhecimento: se ela tem dificuldade em reconhece objetos,coisas ou pessoas? 
· Destreza: se tem dificuldade em realizar uma atividade física? Tem capacidade física mais não lembra como realizar o movimento. 
· Raciocínio: se consegue pagar contas? Ou sabe quanto vai receber de troco? 
· Linguagem: se entende o que falam pra ele, se consegue ler, ou entende gestos? 
Se houver perda de 2 = demência/ investigar a causa. 
3. Antecedentes patológicos: hipotireoidismo? Tratamento para alguma anemia carências? Sífilis? HIV? Tumores cerebrais? HAS? Diabetes? AVC? Questionar sempre causas de demências metabólica/ infecciosa/ estruturais, 
4. Antecedentes famílias: Doença de Alzheimer? HAS, diabetes, obesidade? Sempre questionar antecedentes familiares. 
5. Hábitos: alimentação? Atividade física? Drogas? Álcool? Tabagismo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) PA nos 2 membros/ peso/ altura/ IMC 
4. Exame neurológico
· Realiza o Mini Mental no paciente 
· Realiza Avaliação Funcional para atividades de vida diárias 
Orientação e conduta: 
1. Solicita Exames para descartar causas reversíveis de demência (T4 livre, TSH, acido metilmalonico e homocisteina, VDRL, TC de crânio [com ou sem contraste], Anti-HIV [neste pede autorização ao paciente para solicitar]) 
2. Solicita Exame para identificar Atrofia Hipocampal ou Hipoperfusão (RNM ou PET-SCAN) 
3. Interpreta adequadamente resultado do exame 
4. Explica ao paciente e sua esposa a hipótese diagnóstica de Doença de Alzheimer 
5. Explica a paciente que não existe cura para essa doença, e que o tratamento visa retardar a evolução da doença e melhorar o comportamento do paciente visando um bom relacionamento com os familiares e cuidadores. 
6. Receita um anticolinesterásicos central (Donepezil ou Rivastigmina ou Galantamina) 
7. Solicita avaliação por neurologista 
8. Comunica-se com linguagem acessível 
9. Escuta atentamente o paciente e sua esposa 
10. Acolhe o paciente e tenta fazê-lo sentir-se bem 
11. Pergunta se eles tem alguma dúvida 
DEPRESSÃO
Paciente de 30 anos atende ao serviço, referindo que tem sentindo muita dificuldade para dormir, que precisa de algum medicamento pata ajudá-la. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa insônia: quando iniciou o quadro? Quanta hora consegue dormir? Se todas as noites acontece isso? Que horas ela costuma se deitas? Se ela notou que alguma piora do quadro de insônia? Se melhora com algo? Se ela consegue dormir durante o dia? 
2. Sintomas acompanhados: se ela tem se sentindo estressada? Preocupada? Angustiada? Nervosa? Irritada com alguma coisa? 
3. Estabelece vinculo: é muito importante que a senhora saiba que todas as informações que recebo a seu respeito, são sigilosas, é um direito seu, eu como médico estou aqui para ajudar. (Caderno da atenção básica fala que primeiro se estabelece vinculo, depois investiga o grau de depressão) 
4. Investigar possíveis problemas: como está o trabalho? Como estas na escola? Como está no relacionamento? Teve alguma perda de algum ente querido? Está com algum outro tipo de problema? 
5. Antecedentes GOB: data da última mentruaçao, vida sexual ativa, ciclos regulares, gravidez. Aborto, preventivo, anticoncepcional, foi diagnosticada com alguma doença recentemente? 
6. Antecedentes patológicos: já teve depressão, crises de ansiedades, estresse intenso, diabetes, Hta? 
7. Antecedentes familiares: depressão, suicídio, esquizofrenia, transtornos psiquiátricos? 
8. Hábitos: álcool? Drogas? Medicamentos? Alimentação? Condições de Moradia? 
9. Triagem de depressão: 
I. Tem se sentido triste, desanimada, deprimida durante a maior parte do tempo, quase todos os dias? 
II. Tem perdido interesse e o prazer nas coisas que costumava gostar de fazer? 
Se uma resposta for positiva, continuar perguntas abaixo
III. Houve mudança significativa do seu apetite? 
IV. Tem problemas para dormir quase todas as noites? Acorda a noite, dificuldade em pegar no sono, dorme mais que o habitual. 
V. Tem falado ou se movido mais lentamente que o habitual, ou tem se sentido inquieto incapaz de permanecer parado? 
VI. Tem se sentindo cansado sem energia todos os dias? 
VII. Tem sentindo dificuldade para tomadas decisões, concentra-se ou problemas de memorias quase todos os dias? 
VIII. Tem tido pensamentos desagradáveis em várias ocasiões, como por exemplo: preferia está morto? Ou ferir a si mesmo? 
(3-4 positiva = depressão leve/ 5-7 positiva = depressão moderada/ 8-9 depressão grave) 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. A senhora me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. 
Ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen / (Procurar sinais de automutilação) 
Orientação e conduta: 
1. Informar para a paciente: que ela tem quadro de depressão moderada(explicando que depressão não é falta de caráter, não é causada por falta de ocupação, não melhora espontaneamente com esforço pessoal) é uma doença comum e com grandes chances de cura e tem tratamento disponível. 
2. Prescrever para a paciente Fluoxetina 10-20 mg/ dia (explicar que mesmo tomando a medicação pode demorar sentir melhora devido a resposta do medicamento 2-6 semanas) 
3. Informa para a paciente a importância da participação da família na sua recuperação/ pede autorização para informar a eles/ ou se ela está com alguém? 
4. Encaminha a paciente para o serviço de psicoterapia com o NASF. 
5. Informar à paciente que quando ela precisar de ajuda pode procurar qualquer profissional da unidade. 
6. Esclarecer dúvidas/ marcar retorno/ despede-se cordialmente. 
RISCO DE SUICÍDIO
Paciente masculino 30 anos de idade, encontra-se desempregado ha pouco tempo, relata que é um peso agora na vida dos outros. 
Frases para brilhar os olhos na prova (Eu não aguento mais, eu não posso mais fazer nada, os outros vão estar mais feliz sem mim).
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Estabelecer vinculo: é muito importante que a senhor saiba que todas as informações que recebo a seu respeito aqui na consulta, são sigilosas, é um direito seu, eu como médico estou aqui para ajudar. E tenho todo o tempo para escutar você. (Caderno da atenção básica fala que primeiro se estabelece vinculo, depois investiga o grau de depressão) / nem sempre ideia suicida pode estar junto com depressão, investigar:(abuso de substancia psicóticas, esquizofrenia, transtorno bipolar). 
2. Questionar o paciente sobre o que aconteceu? Quando perdeu o emprego? Teve algum motivo em especial que ela queira falar? 
3. Sintomas acompanhados: se tem se sentindo estressado? Preocupado? Angustiado? Nervoso? Irritado com alguma coisa? 
4. Antecedentes patológicos: já teve depressão, crises de ansiedades, estresse intenso, diabetes, Hta? 
5. Antecedentes familiares: depressão, suicídio, esquizofrenia, transtornos psiquiátricos? 
6. Hábitos: álcool? Drogas? Medicamentos? Alimentação? Condições de Moradia? 
Com ideias suicida que no caso seria nosso paciente: 
I. Descobrir se tem um plano: você tem algum plano para acabar com sua vida? Você tem uma ideia de como vai fazer? 
II. Descobrir se tem meio? Você tem pílulas, armas, veneno ou outros meios? Os meios são facilmente disponíveis para você? 
III. Descobrir se fixou a data? Você decidiu quanto você planejar acabar com sua vida? Quando você está planejando fazer? 
· Baixo risco: pensando suicida sem plano/ 
· Médio risco: pensamentos e plano, sem intenção de executá-lo neste momento/ 
· Alto risco: pensamento, meios e intenção de executá-lo prontamente. 
Exame físico:
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. A senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. 
Ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen / (Procurar sinais de automutilação) 
Orientação e conduta: 
1. Informar que o paciente apresentar: Risco suicida moderado. 
2. Informar para o paciente à importância que ele tem para outras pessoas/ fortalecendo aspectos positivos da pessoa. 
3. Prescrever para a paciente Fluoxetina 10-20 mg/ dia (explicar que mesmo tomando a medicação pode demorar sentir melhora devido a resposta do medicamento 2-6 semanas). 
4. Marcar avaliação previa para diagnosticar transtornos mentais (depressão, ansiedade, alcoolismo, uso de drogas ETC). 
5. Informar a importância de retorno em caso se sinta mal, triste e sozinha. 
6. Pedir permissão ao paciente para agendar entrevista com os familiares. 
7. Encaminhas o paciente para Psicoterapia. (Nasf) ou (CAPS). 
8. Estabelecer um trato com usuário que não tentará se matar, sem comunicar com a equipe ou até o período da próxima consulta marcada. 
9. Orientar familiares sobre medida de proteção (afasta armas, veneno, etc.) 
10. Esclarecer dúvidas/ marcar retorno/ despede-se cordialmente. 
Alto risco: 
1. Não deixar a pessoa sozinha sem observação. 
2. Solicitar transferência em ambulância para CAPS ou hospital para internação. 
3. Informar aos familiares a situação e oferecer apoio e cuidados. 
4. Notificar o caso. 
CRISE PSICÓTICA AGUDA
Pai atende ao serviço de emergência, com seu filho referindo que o mesmo está muito agitado, vendo coisas e falando sozinho. 
Acolhimento:
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar / questionando seu nome, grau de parentesco, ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Tenta tirar informações do paciente? 
Anamnese: 
S - sintomas: agitação, violência e agressividade, início dos sintomas?Primeira vez? Descartar hipoglicemia. 
I-Histórico médico: transtorno depressivo, mania, psicose, transtorno de personalidade, demência, delirium, neoplasia, doença metabólica e endócrinas? (Precisa descartar todas as possíveis causas) 
M- Medicamentos: Está usando algum para doença psiquiátrica? Deixou de tomar algum medicamento? 
P- Primeiro episódio: 
L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? Problemas familiares? 
Os membros da família devem estar presente em todo o atendimento para ajudar a tranquilizar o paciente. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. A senhor (a) me autoriza a te examinar? 
2.Solicitar a presença de um técnico para acompanhar na avaliação/ o local deve ser com saída fácil. Evitar muitas perguntas para o paciente. (Orientar equipe a se preparar caso aconteça uma agitação psicomotora grave) 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. Ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen
4. Exame neurológico/ psiquiátrico (Exame Psiquiátrico Apresentação – Aparência – Psicomotricidade – Situação da entrevista. Linguagem e Pensamento – Característica da fala – Progressão da fala – Forma do pensamento – Conteúdo do pensamento – Capacidade de abstração. Senso-Percepção Afetividade e Humor – Tonalidade emocional – Modulação – Associação pensamento/afeto – Equivalentes orgânicos. Atenção e Concentração – Manutenção – Focalização – Desatenção seletiva. Memória – Remota – Recente – Imediata. Orientação – Auto psíquica – Alo psíquica Consciência Capacidade intelectual Juízo Crítico da Realidade) 
Orientação e conduta: 
1. Informar que o paciente apresentar: agitação psicomotora ou crise psicótica aguda. 
2. Precisa solicitar exames de rotina: hemograma, glicemia, eletrólitos, TSH E T4. (Dependendo da suspeita da causa se pode solicitar neuroimagem e punção lombar) 
3. Caso necessário contenção mecânica (informar que são necessárias 5 pessoas (para cada membro e um para a cabeça) sempre informar o paciente o que está sendo feito. 
4. Medicamentos: a via depende de como está o paciente/ haloperidol 5mg/1ml/ dose máxima 30mg dia. (Caderno da atenção básica menciona somente haloperidol) 
5. Prometazina (encontrado em outras bibliografias, devido o antipsicótico não causa sedação) 
6. Prescrever biperideno 1mg via oral/ para evitar distonia, causada pelo antipsicótico. 
7. Controle dos sinais vitais. 
8. Informar que ficar em observação até a melhora do quadro. 
9. Informar que precisa realizar acompanhamento na UBS. 
10. Após o paciente se acalmar, refazer todo exame. 
Pode acontecer de que não dê tempo para realizar anamnese/ indicar logo as condutas inicias. 
Escolher ambiente com porta de fuga/ solicitar familiar/ solicitar técnico ou profissional capacitado/ contenção/ medicação/ anamnese depois.
DOENÇA DE ALZHEIMER
Paciente de 65 anos atendeao serviço de consulta, referindo dificuldade para lembrar compromissos e dificuldade para realizar contas. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: quando notou essa perda de memória? Se pcte tem dificuldades para lembrar um numero de telefone dado de imediato? Se essa perda de memória vem piorando com tempo? Se realizou antes alguma consulta sobre o caso? 
2. Investigar sintomas acompanhados: 
· Reconhecimento: se ela tem dificuldade em reconhece objetos,coisas ou pessoas? 
· Destreza: se tem dificuldade em realizar uma atividade física? Tem capacidade física mais não lembra como realizar o movimento. 
· Raciocínio: se consegue pagar contas? Ou sabe quanto vai receber de troco? 
· Linguagem: se entende o que falam pra ele, se consegue ler, ou entende gestos? 
Se houver perda de 2 = demência/ investigar a causa. 
3. Antecedentes patológicos: hipotireoidismo? Tratamento para alguma anemia carências? Sífilis? HIV? Tumores cerebrais? HAS? Diabetes? AVC? Questionar sempre causas de demências metabólica/ infecciosa/ estruturais, 
4. Antecedentes famílias: Doença de Alzheimer? HAS, diabetes, obesidade? Sempre questionar antecedentes familiares. 
5. Hábitos: alimentação? Atividade física? Drogas? Álcool? Tabagismo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. A senhora (o) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. 
Ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen /MMII presenta de edema. 
4. Informa ao paciente que precisa realizar algumas perguntar (mini exame do estado mental) 
Orientação temporal: (hora? dia da semana? data do mês? mês? ano?) vale um ponto cada. 
Orientação espacial: onde você esta? Bairro? Cidade? Estado? Cada vale um ponto. 
Memoria imediata: repita três palavras (aprovado, revalida, 2018): repita as palavras (cada palavra vale 1 ponto)
Repita as palavra novamente você médico (aprovado, revalida, 2018) na frente vai perguntar novamente as mesmas palavras. 
Calculo: 100-7/ 102-7/ 103-7/ 104-7/ 105-7 (cada acerto 1 ponto) 
Evacuação de palavras: Soletrar qualquer palavra de trás para frente (RE V A L I D A) 
Repita as 3 palavras anterior (cada um vale 1 Ponto) 
Nomeação de objetos: fala o nome desses 3 objetos (caneta, relógio, papel) (cada vale um ponto) 
Comando: pegue esse papel com a mão direita, dobre ao meio, coloque no chão. (Cada vale um ponto) 
Repetição: fale uma frase e mande-o repetir. (1 PONTO) 
Frase: vai pedir par ale escrever uma frase. (1 PONTO) 
Cópia de um desenho: (um dado, triangulo). (1 PONTO) 
vez que acontece isso? 
L - Líquidos ingeridos: álcool, drogas? Última alimentação? 
E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? Problemas familiares? 
Exame físico: 
1. O senhor (a) me autoriza a te examinar? Solicitar que paciente suba até a maca 
2. vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
3. Solicitar Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) Principais achados: taquipneia, dispneia, sudorese, estertores pulmonares, cianose. 
4. Examinas membros inferiores: ileo-femoral (sinais sugestivos de TVP- edema)
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: Radiografia de tórax: Sinal de westermark- oligoemia localizada/ diminuição da trama vascular. Sinal da palla: distençao da vasculatura pulmonar. Sinal de Hampton: hipotransparencia triangular. 
2. Gasometria: hipoxemia/ hipocapnia. ACIDOSE RESPIRATORIA. 
3. Eletrocardiograma: Alteração na onda P: Indica sobrecarga VD a onda P esta apiculada em D2 E v1. Taquicardia sinusal: aumento da frequência cardíaca com onda P positiva em D2. S1 Q3 T3: S1 Presença da onda S em D1, QT: Presença da onda Q em D3, T3: onda P invertida em D3. (Identificar tudo isso para o examinador) 
4.USG Doppler de MMII- se sinais e sintomas de TVP. 1ª escolha em Gestantes.
5. Para confirmação do diagnótico solicitar angiotomografia ou arteriografia 
6. Informou para o paciente o diagnóstico de: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR/ identificando a possível causa. 
7. Indicou internação para o paciente. 
8. Indicar Tratamento: Paciente ESTÁVEL: Enoxaparina 1mg/kg SC de 12/12h + varfarina 5 mg/ kg dia por pelo menos 5 dias: interromper INR: 2-3 
Paciente INSTÁVEL-Hipotensão: Trombolítico – Alteplase rtPA 100mg em 2h seguido de anticoagulação com HNF 80UI/kg + Controle do PTTa 6/6h + varfarina 5 mg/ kg dia por pelo menos 5 dias: interromper INR 2-3
9. Analgésicos: dipirona / tramadol. 
10. Indicar posição de trendelemburg/ com movimento passiva e ativa dos membros. 11. Marca retorno com resultado de exames, esclarece dúvidas e despede-se.
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA
Paciente de 35 anos atende ao serviço de emergência referindo que sente muita dor na perna direita, e que está muito inchado. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento. 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Duração? Se melhora em repouso? Se piora quando caminha?? Já atendeu alguma vez a consulta com esse problema? Teve algum trauma no local? Alguma ferida no local? Qual a perna? Migrou para outro lugar? 
2. Investigar queixa de inchaço: foi junto com a dor? Aumentou de tamanho com o tempo? Passou alguma coisa? Usou algum creme antes? 
3. Investigar sintomas acompanhados: febre, tontura, náuseas, cefaleia, tosse. 
4. Investigar sintomas de TEP: tosse, dificuldade para respirar, hemoptise, aperto no peito? 
5. Antecedentes GOB: Data da última menstruaçao, cirurgias ginecológicas recentes, Gravidez? Abortos? Preventivo? Uso de ACO? 
6. Investigar fatores de risco: viajou recentemente viagens longas? Ficou muito tempo na mesma posição, usa anticoncepcional, história de neoplasia, obesidade, tabagismo, hipertensão, insuficiência cardíaca, Cirurgia ortopédica previa?
7. Antecedentes patológicos: Diabetes, HTA, insuficiência cardíacas, aborto recente. 
8. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, atividade física. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) tudo normal/ somente alterado na TEP. 
3. Pele e mucosas (buscando cianose) achados normais. peso/IMC 
4. Exame de tórax completo (sem alterações) Cardíaco e abdômen (sem alterações) 
5. Exame dos Membros inferiores: Fotos da panturrilha: 
Identificar ( panturrilha empastada) com dor, edema unilateral, com diferença de diâmetro da panturrilha e sinais flogisticos locais. 
Sinal de homans: (+) dor referida na panturrilha pela flexão dorsal do pé ipisilateral. 
Phlegmasia cerúlea: alteração na coloração do membro com trombose (palidez ou azul).
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: USG DOPPLER: perda da compressibilidade (vaso mais turgido) / hemograma completo/ eletrólitos/função renal/ função hepática. 
2. Informa para paciente o que tem: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA. ( sua veia da perna esta obstruída e não deixa o sangue passar) 
3. Informar para paciente que precisará ficar internada(o)
4. Vamos indicar alguns medicamentos: HNF 80 u/kg IV. Controle do PTTa + varfarina 5 mg/ kg dia por pelo menos 5 dias: interromper INR 2. 
6.Dipirona sódica EV. 
Manter anticoagulaçao oral por 3 meses. 
5. Indicar posição de trendelemburg/ com movimento passiva e ativa dos membros. 
6. Marca retorno com resultado de exames, esclarece dúvidas, despede-se. 
TUBERCULOSE PULMONAR
Paciente de 45 anos de idade atende ao serviço de consulta, referindo quadro clínico de tosse produtiva a mais de 20 dias com febre e mal-estar geral. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico da unidade (Eu sou o Dr/a, aqui do serviço que vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Depois que ela falar seu nome, chamar sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigas a queixa de tosse: quando iniciou? Algum horário mais comum? Piora com alguma coisa? Tomou algum remédio? Produtiva ou seca? Se sim qual a cor? Tem presença de sangue na secreção? 
2. Investigar a queixa de febre: início da febre junto com a tosse? Horário? Quantificou a febre? Tem a presença de calafrio depois da febre? 
3. Sintomas acompanhados: náuseas, vômitos, perda de peso, diminuição do apetite, dificuldade de respirar, diarréia, sudorese noturna? 
4. Antecedentes patológicos: HIV, Hepatite B, uso crônico de corticóide, diabetes, HAS? 5. Antecedentes familiares: HTA, HIV, tuberculose, diabetes, doença do pulmão? 
6. Alguém em casa com os mesmos sintomas? Teve contato com alguém com os mesmos sintomas? 
7. Hábitos: fuma, uso de álcool, uso de drogas, condições de moradia (abrigos), alimentação, atividade física? Vida sexual-usa preservativos? Transfusão sanguinea?
Exame físico: 
1. Solicitar exame físico e perdir autorização do paciente
2. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
3. Solicitar Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). Peso/ altura/IMC 
4. Exame físico do aparelho Respiratório e Cardiovascular. 
Conduta e orientação: 
1. Informar à paciente que precisa solicitar alguns exames para confirmar o diagnóstico. 2. Solicitar se disponível (teste rápido molecular para tuberculose) 
3. Solicitar RX DE TÓRAX (Cavitação única ou múltipla, geralmente sem nível hidroaéreo, com diâmetro médio de 2cm e que não costuma ultrapassar 5cm).
4. Solicitar 2 amostras de Baciloscopia de Escarro: dar orientações da coleta
5. Solicitar teste de HIV. 
6. Informar para a paciente o diagnóstico de TUBERCULOSE PULMONAR (explicar que é uma doença que é transmitida pelo ar, que tem cura, mais o tratamento é demorado, mas ela vai ficar bem) que os medicamentos são oferecidos gratuitamente pelo SUS. 
7. Indicar tratamento (RIPE) / por 6 meses.Sendo 2 meses de RIPE, 4 meses de RI 
8. Informar que o tratamento é supervisionado 
9. São 4 comprimidos/dia que deverão ser administrados preferencialmente em jejum 
10. Informar efeitos adversos do medicamento (náuseas, vômitos, dor abdominal, alterações na visão, alterações na audição, alteração na cor da urina) 
11. Informar que após 15 dias de início de tratamento não tem risco de transmitir mais a doença para ninguém que more com ele. E informar a necessidade de perseverar e não abandonar o tratamento.
12. Informar queseguimento clínico mensal e Informar que precisa realizar mensalmente um baciloscopia de controle e Rx de tórax com 2 meses.
15. Solicitar que os Contactantes compareçam a UBS para avaliação
16. Assintomáticos adultos e adolescentes (> 10 anos) – solicitar PPD e RX TÓRAX
· PPD ≥ 5mm e RX Negativa devem fazer o tratamento da infecção latente. 
· PPD 0,6 ProteinaP/serica >0,5
5. Informar que o paciente precisara ficar hospitalizado para realizar um procedimento: DRENAGEM TORÁCICA por derrame pleural complicado / empiema
6. Questionar se esta acompanhada(o)? Se tem algum familiar fora? 
7. Indica Antibiótico (Levofloxacino 750mg/EV POR 7-14 DIAS) ou (Cefitriaxone 1g EV 12/12 horas + Azitromicina VO) Crianças (Penicilina Cristalina EV)
8. Dipirona sódica (1-2 grama EV) 4/4 horas. / Oximetria de Pulso
9. Esclarecer dúvidas. Despede-se cordialmente.
DIABETES TIPO 1
Mãe atende a UPA com seu filho de 10 anos, referindo que a criança estava resfriada há 2 semanas atrás e que teve vários episódios de febre. Mas que depois disso apresentou mal estar geral, não consegue mais comer direito que passa mal,e que agora está urinando na cama. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Estudante?, Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de mal estar: quando inicio? Progressivo?Duração? Continua? Se melhora com alguma coisa? Se ela já sentiu isso antes? 
2. Investigar sintomas de nocturia: quando iniciou? Se a criança reclama da escola? Se aconteceu alguma coisa com a criança? Investigar rendimento escolar? Descartar bullying. 
3. Sintomas acompanhados: perda de peso? Aumentou a vontade de comer? Bebendo muita agua? Fazendo muito xixi? 
4. Antecedentes patológicos: hospitalização? Síndrome mão pé boca? Doença renal? Doenças cardíacas? 
5. Antecedentes familiares: Pai e Mãe tem DM, HAS, hipercolesterolêmia? 
6. Hábitos: alimentação? Atividade física? Escola? Horários de televisão? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a examinar o seu filho? Cumprimenta a criança... Bom dia Joaozinho, vou te examinar tudo bem? 
3.Solicita Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). (Solicitar gráficos de HTA na adolescência) 4.Solicita cartão da criança , confere estado vacinal. 
5.Exame físico geral/ peso/ IMC/ altura/circunferência abdominal (calcular IMC e falar o resultado) = Colocar os dados na tabela OMS
Conduta é orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: Glicemia em jejum, hemoglobina glicada, EAS, TOTG. (Na dúvida se diabetes 1 ou 2 solicitar anticorpos, dosagem de insulina, e peptídeo C) insulina e peptídeo C aumentado: sugere diabetes tipo 2, valores normais ou diminuído tipo 1. 
2. Glicemia em jejum > ou = 126mg/dl – Hemoglobina glicada> ou = 6,5 %- TOTG de 2h > OU = 200 mg/dl. (Dois valores alterados confirmam). ou Glicemia ocasional > 200 + sintomas
3. Informa para a mãe os resultados alterados / explicar que o filho tem o diagnostico: DIABETES MELLITUS TIPO 1 (O órgão responsável pela produção de um substancia que ajuda a colocar o açúcar dentro das partes que o corpo precisa, não está mais produzindo) a causa pode ser as infecção que ele teve “o resfrio”. Eu entendo que todas as suas queixas, compreendo sua preocupação, mas se seu filho usar todas as medicação ele vai ficar bem. 
4. Esse problema que seu filho está tendo de urinar a noite está relacionado com o quadro de diabetes, com o uso da medicação ele vai ficar bom. Ele vai precisar usar esse medicamento por toda a vida. A diabetes não tem cura é uma doença que nós médicos chamamos de crônica. 
5. Informar para a mãe que o filho vai usar insulina/ é um medicamento que precisa ser aplicado na pele dele (tecido subcutâneo). 
6.Calcular dose pelo peso da criança (peso x 0,5) NPH 2X DIA (2/3antes do café e 1/3 antes de dormir + REGULAR 2x dia (30 minutos antes de cada refeição- 1/3 1/3 café, 1/3 almoço e 1/3 jantar.
7. Orientação quanto aplicação: Revisar dose de uso/ lavar as mãos/ limpar a tampa com álcool 70/girar o frasco/ insira a seringa no frasco e virando depois para baixo/ não deixar bolhas na seringa/ aplica em locais de rodízio (abdômen, braço, nádega) no local que for aplicar: limpar com algodão e álcool, faze prega cutânea, introduzir ângulo de 90 graus/ permanecer sentado logo após aplicação. Identificar sempre o frasco: data de abertura, nome, uma vez aberto o frasco usar por 30 dias, manter em temperatura de 2-3 graus. 
8. Informar que precisa realizar controle da glicemia antes e depois das refeições nas semanas inicias e anotar os valores para próxima consulta. 
9. Orientar a mãe sinais de hipoglicemia (tremor, tontura, irritabilidade, sonolência, desmaio, sudorese) / trazer imediatamente a unidade caso apresente esses sintomas e se perdea consciência/ se não perder tomar um copo de suco rápido. 10. Indicar medidas dietéticas e prática de exercício físico regular 
11. Marca retorno/ esclarece dúvidas. 
12. Encaminha pro serviço especializado para diabete tipo 1 
13. Despede-se cordialmente.
DIABETES TIPO 2
Paciente de 50 anos atende ao serviço de consulta, referido que está urinando muito a noite, pelo menos umas 4x. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr. (a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome.
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: quando iniciou? Progressivo? Duração? Continua? Se melhora com alguma coisa? Se ela já sentiu isso antes? 
2. Sintomas acompanhados: perda de peso? Aumentou a vontade de comer? Bebendo muita agua? Fazendo muito xixi? 
3. Antecedentes patológicos: hospitalização? Doença renal? Doenças cardíacas? 4. Antecedentes familiares: HTA, diabetes, hipercolesterolemia? 
5. Hábitos: tipo de alimentação? Atividade física? Tabaco? Álcool? Drogas? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora (o) me autoriza a te examinar? Examinar Tórax e Abdome
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). Exame físico geral/ peso/ IMC/ altura/circunferência abdominal (calcular IMC e falar o resultado). 
Conduta é orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: Glicemia em jejum, hemoglobina glicada, EAS, TOTG, Triglicerídeos e HDL (Investigar Sd. Metabólica)
2. Glicemia em jejum > ou = 126mg/dl – Hemoglobina glicada> ou = 6,5 %- TOTG de 2h > OU = 200 mg/dl. (Dois valores alterados confirmam). ou Glicemia ocasional > 200 + sintomas
3. Solicitar rastreios para a idade (sangue oculto em fezes, triglicerídeos e colesterol total). 
3. Informa ao paciente que ele tem: DIABETES MELLITUS TIPO 2/ informando ao paciente de modo claro, tranquilizando. 
4. Informou que ele precisa iniciar tratamento com metformina 850mg até 3x máximo por dia/ esclarece importante de tomar a medicação/ esclarecendo as possíveis complicações- hipoglicemia
5. Indicar a importância perda de peso/ que isso vai ajudar no tratamento/ melhorando o quadro. 
6. Indicar atividade física pelo menos 3x por semanas, num total de 150 minutos por semana. 
7. Orientar sobre cuidado com os pés
8. Indicar controle de dieta (senhor precisas evitar comer muito carboidrato: arroz, macarrão, coisas doces). 
9. Solicitar alguns exames (paciente recentemente diagnosticado com diabetes tipo 2: fundo de olho, função renal: ureia e creatinina e microalbuminuria, exame físico do pé diabético). 
10. Marcar retorno para controle. 
11. Esclarece dúvidas/ despede-se cordialmente
CETOACIDOSE DIABÉTICA
Paciente de 20 anos, antecedentes de diabetes mellitus tipo 1 desde os 8 anos de idade, foi trazido a emergência com episódios de náuseas e vômitos há cerca de 24 horas e dor abdominal, além do rebaixamento do nível de consciência nas últimas horas. 
Acolhimento: 
1. Apresenta-se como medico da emergência 
2. Solicita dados inicias do paciente (nome,idade,esta acompanhado,profissão, estado civil) 
3. Agora vou lavar minhas mãos e me paramentar. 
4. Pede para levar a paciente até a maca e solicita MOVE e Glicemia capilar.
Anamnese: 
S- Sintomas (Dor abdominal, hálito cetônico, oliguria, sinais de hipovolemia): 
I- Histórico médico: hospitalizações anteriores? HAS, Gravidez?
M- Medicamentos: está usando insulina? Como estas usando? Qual dose? 
P- Primeiro episódio: 
L- Líquidos ingeridos: álcool, drogas? 
E- Estresse? Brigas? 
Exame Físico:
1. Solicitar exame fisico tórax, abdome e nivel de consciência
2. Solicitar sinais vitais: FC, FR, Sto2, PA, TEMP, pele/mucosa
Verbalizar glicemia alta em 586, Pressão arterial 90/50, FC: 116 FR: 24, Desidratado 3+/4+ Descorado +/4+
Conduta e Orientações:
1. Informar que está diante de um quadro de suspeita de cetoacidose diabética.
2. Prescrever 1000 ml de soro fisiológico a 0,9% em 1 hora. 
3. Solicitar exames complementares para próximos passos. (Gasometria, glicemia, hemograma, EAS- cetonúria, acetonemia, sódio, potássio, UR, CR) 
4. Agora as condutas vão ser de acordo com os resultados desses exames: 
6. SORO (Depois da primeira reposição de 1 Litro, vamos avaliar o valor do sódio para as próximas medidas de reposição, se sódio alto ou normal (entre 135 a > 145): solução fisiológica a 0,45% 10ml/kg hora. Se sódio baixo continuar solução fisiológica 0,9 % 10ml/kg. 
7. POTASIO (Se potássio > 5,5 adiar reposição de potássio e medir em 2 horas), (se potássio entre 3,5 – 5 mEq/l repor de 20 a 30 mEq/l por litro de soro), (se potássio 7,3, glicemia 18 e Anion Gap 60 ou >70
5.Interpretar dados antropométricos: (17,0 - 18,4 desnutrição leve) (> ou = 16,0 aK, Mg,), função hepática, função renal, TSH e T4, glicemia jejum, TOTG, Hb1Ac, albumina.
3.Estabilizar todos os distúrbios eletrolíticos. Dieta normoproteica/ normocalórica.
4.Tratamento de infecções (ceftriaxone) Suplemento de K, Mg, Zinco e vitamina A. 
5. Explicar o paciente que internação dura 1-7 dias, mas o tratamento vai durar muito tempo, precisando fazer acompanhamento. 
3. Mostrou atenção ao paciente, entendo seus problemas, não julgando, informando que vai fazer de tudo para ajudá-lo. 
4. Despede-se cordialmente, esclarecendo dúvidas.
AVALIAÇÃO DO PÉ DIABÉTICO
Paciente diabético a 1 ano, veio a consulta para realizar exame físico do pé diabético: Nota: todo paciente com diabetes deve realizar exame físico anualmente, e dependo dos resultados, pode precisar em menos tempo. 
Acolhimento:
1. Bom dia sou o Dr. (a) aqui da unidade de saúde,e vou está realizando seu atendimento. 2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
Exame físico:
1. Explicar para o paciente o que vai fazer/ solicita autorização. 
2. Vou pedir para o senhor subir até maca, retirar os seus sapatos e meias.
3. Eu vou lavar as minhas mãos e revisar o material (monofilamento 10g, palito, diapasão 128htz, algodão) 
4. Realizar 
· Inspeção: estou procurando úlceras, deformidades, edemas, veias e cor 
· Palpação: temperatura, enchimento capilar, pulso pedioso e tibial posterior.
· Sensibilidade: tátil, térmica e dolorosa e vibratória
5. Exame neurológico com Monofilamento: realizar um exemplo na mão do paciente,cotovelo, ou fronte do paciente), agora vou pedir para o senhor fechar os olhos, (agora estou colocando o mono filamento no halux e cabeça dos metatarsos,) pressionando com firmeza e deixando na pele por 1-2 segundos. Realizar 3 tentativas: duas verdadeiras e uma falsa. 
6. Exame neurológico 
· Sensibilidade tátil: com algodão toque em vários lugares do pé e vai questionando se o paciente está sentindo alguma coisa? 
· Sensibilidade térmica: com o cabo do diapasão para que ele identifique a temperatura. 
· Sensibilidade dolorosa: com o palito toque várias partes do pé, não enfiando, e veja se ele ta sentindo alguma coisa. 
· Sensibilidade vibratória: pedir para fechar os olhos/ toque o diapasão a 128hz/ coloque no esterno do paciente e confirme se pode sentir o zumbido/ agora pede para o paciente informar quando sentir no pé e quando parar de sentir/ coloque na falange distal de cada dedo grande do pé / se sensação prejudicada continuar avaliando mais proximal as falanges. 
7. Exame vascular: palpar pulsos (pedioso e tibial posterior) 
8. Falar que o exame acabou/ informa que pcte pode calçar os sapatos e retorne até a mesa. 
9. Classificar de acordo com os resultados encontrados. 
10. Marca retorno/ esclarece dúvidas/ despede-se cordialmente. 
SÍNDROME METABÓLICA
Paciente de 55 anos atende ao serviço de consulta, referindo que tem se sentindo muito gordo e queria fazer consulta de rotina. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: desde quando o senhor tem notado aumento de peso? Tem sentido mais fome? Como é sua alimentação? Sabe quanto pesava? Sabe quantos quilos aumentou? Aumentou a barriga? 
2. Outros sintomas: tem sentido dor de cabeça? Náuseas? Vômitos? Diarreia? Vontade de urinar com mais frequência? Acorda a noite para urinar? Alterações na cor da pele nas axilas, pescoço ou virilhas? 
3. Antecedentes patológicos: HAS, DM? Doenças do coração? Doenças do pulmão? Hepatites? Doença renal? DISLIPIDEMIAS?
4. Antecedentes familiares: HAS, DM, infartos, AVC? 
5. Hábitos: fuma, álcool, drogas, toma alguma medicação, atividade física, alimentação, moradia? 
6. Investigar rastreios: já fez exame para saber se tem diabetes? HTA? Colesterol e triglicerídeos? Sangue oculto em fezes? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP). Pele e mucosas
3. Exame físico geral/ peso/ IMC/ altura/ circunferência abdominal 
4. Critérios de síndrome metabólica: circunferência abdominal: Homem > 102cm, mulher >88 cm/ PA> OU = 130/85/ Triglicerídeos > 150 mg/dl/ HDL homem ou =100 mg/dl. Três Critérios confirma o Dx
Conduta é orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: Glicemia em jejum, triglicerídeos, HDL- Colesterol. (Informar para a paciente resultados alterados) 
2. Informa para o paciente que ele tem o diagnóstico de SÍNDROME METABÓLICA (que o diagnóstico foi dado pelos critérios clínicos e laboratoriais). Informar que a principal conceito é a resistência à insulina. 
3. Informa para o paciente a importância da perda de peso de 7- 10%, em um ano e realizar atividades físicas. 
4. Dieta com restrição de calorias e ricas em frutas e verdura, diminuir a ingestão de gordura, açúcar e carboidratos. 
5. Diminuir a ingestão de sal. 
6. Encorajar a parar de fumar e diminuir bebidas alcoólicas. 
7. Informar que caso ele não mude seu estilo de vida correr risco de ter: diabetes e infarto agudo. 
8. Esclareci dúvidas/ despede-se. 
9. Marca retorno
HIPOTIREOIDISMO
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta referindo que tem sentido muito frio, desânimo e que tem ganhado muito peso. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando iniciou o frio? Se sentia isso antes? Sente que tudo iniciou depois de alguma coisa? Melhora com alguma coisa? 
2. Investigar outra queixa: Quando notou o ganho de peso? Sabe quantos quilos ganhou? Está tomando algum remédio? Tem comido com mais frequência? 
3. Outros sintomas: astenia, fraqueza, sonolência, depressão, demência, edema pálpebra, constipação? 
4. Antecedentes GOB: data da última menstruaçao? Ciclos regulares? Usa método anticoncepcional? Filhos? Partos? Cirurgias? Realizou preventivo? Amenorréia comum está presente. 
5. Antecedentes patológicos e familiares: HTA, diabetes, doenças autoimunes, cirurgias no pescoço, irradiação? Tireoidite? Nódulos no pescoço?
6. Hábitos: álcool, tabagismo,drogas, dieta pobre em iodo?. Atividade fisica?
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP). (Hipertensão PA convergente e bradicardia) 
4. Exame físico Geral: pele seca fria e espessada, olhos edema prioritário, Exame de pescoço: procurar bócio. 
Conduta é orientação: 
1. Vamos precisar solicitaralguns exames: TSH E T4 livre (TSH normal 0,5- 5) (T4 Normal 0,9-1,8), no nosso caso o T4 diminuído e TSH auto, Hemograma: risco aumentado de anemia e sangramento. Autoanticorpos: Anti-TPO e Anti-TG 
Perfil Lipidico: pode apresentar dislipidemia LDL
2. Explicar para paciente diagnóstico: HIPOTIREOIDISMO, principal causa tireoidite de Hashimoto, explica que tem tratamento, porém demorado. 
3. Indicar Levotiroxina dose de (1,6-1,8mcg/kg/dia). Idosos >50 anos/ iniciar 50mcg. 
4. Solicitar retorno em 2 meses para controle e solicitação de novos exames. 
5. Indicar dieta, exercício físico. 
6. Esclarece dúvidas/ despede-se.
HIPERTIREOIDISMO
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta, com quadro clinico de mais ou menos 2 meses de evolução, referindo sentir-se muita estressada, aumento do apetite e perda de peso. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando iniciou o estresse? Tem algo em especial que deixa você assim? Sente que tudo iniciou depois de alguma coisa? Perdeu alguém querido? Sempre foi assim meio agitada? 
2. Investigar hábitos: quando começou a comer em excesso? Quando notou a perca de peso? Sabe quantos quilos perdeu? Está tomando algum remédio? 
3. Outros sintomas: insônia, cansaço, incapacidade de concentração, sudorese excessiva? Intolerância ao calor? Aumento do número de evacuações diário? 
4. Antecedentes GOB: data da última menstruaçao? ciclos regulares? Usa métodos anticoncepcionais? Filhos? Partos? Cirurgias? Realizou preventivo? Amenorréia comum está presente, infecção recente? 
5. Antecedentes patológicos e familiares: HTA, diabetes, doenças autoimunes, cirurgias no pescoço, fraturas (tireotoxicose causa desmineralização óssea) Tireoidite? Nódulos?
6. Hábitos: álcool, tabagismo, drogas, dieta rica em iodo?. Atividade fisica?
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA TEMP). (Hipertensão PA divergente e taquicardia) 
4. Solicitar exame fisico tórax, abd, cardiovascular, pele e mucosas e MMII
4. Exame físico: pele quente, úmida, queda de cabelo, atrofia muscular, fraqueza muscular, edema de MMII, retração pálpebra, exoftalmia, baqueteamento digital, PA divergente. Exame de pescoço: bócio difuso. 
Conduta é orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: TSH E T4 livre + ECG. (TSH normal 0,5- 5) (T4 Normal 0,9-1,8), no nosso caso o T4 está aumentado e TSH diminuído. Solicitar anticorpo Anti-Trab e Cintilografia
2. Explica para a paciente seu diagnóstico: senhora (o) está com um problema na tireoide chamado de HIPERTIREOIDISMO – DOENÇA DE GRAVES, um hormônio está muito alto e está causando tudo isso na senhora(o). 
3. Explica para paciente que tem tratamento, mas é demorado, que mesmo tomando a medicação pode demorar um pouco para desaparecer os sintomas. 
4. Indica Metimazol dose de ataque 40mg dia por 4-8 semanas. 
5. Indica propranolol 20-40 mg dia. 
6. Quando encaminhar para especialista: (gestantes, refratariedade, exoftalmia grave) 7. Solicitar retorno em 2 meses para controle e solicitação de novos exames. 
8. Esclarece dúvidas/ despede-se.
HIPOPARATIREODISMO
Paciente de 35 anos atende ao serviço referindo câimbra nos pés e fraqueza muscular.
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2- Qual seu nome? Idade? Ocupação? Estado civil? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3- Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1- Investigar sintomas de caibras: quando iniciou, a frequência de aparecimento, duração, intensidade, apareceu depois de alguma coisa? Fez algum procedimento cirúrgico recentemente? 
2- Investigar sintomas acompanhados para descartar outras causas: trauma, alterações da consciência, dificuldade para urinar, exposição solar em que quantidade? (Dx diferencial: doença renal, deficiência de vitamina D, Pancreatite) 
3- Sintomas acompanhados: dormência perioral, convulsões, sintomas focais, fraqueza muscular? 
4- Antecedentes GOB: menarca, data da última menstruação, ciclos,preventivo aborto, gravidez? 
5- Antecedentes patológicos: exposição à radiação, HIV, Cirurgia da tireóide, DM, HAS? 
6- Antecedentes familiares: hipoparatireodismo, diabetes, HAS? 11- Hábitos: álcool, drogas, alimentação o que come? Tabagismo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las,e me posicionar a direita da paciente. A senhora me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP, pele e mucosa) e exame geral. Peso/IMC. 
3. O sinal de Trousseau é contração espasmódica da musculatura do membro superior após a compressão do manguito ao inflar o esfingomamômetro 20 mmHg acima da pressão sistólica durante 3 minutos. 
4. O sinal de Chvostek é a contração dos músculos perilabiais ou até de toda a face em casos mais severos, após a percussão do mesmo lado do tronco do nervo facial 
Orientação e conduta: 
1. Informa para a paciente que precisa solicitar alguns exames: função renal, eletrólitos, dosagem de paratormônio, dosar vitamina D, urina de 24 horas, eletrocardiograma. 
2. Informar para a paciente o diagnóstico de HIPORPARATIREODISMO: explicar para paciente que o que está acontecendo é uma complicação pós cirúrgica/ que com medicamento vai ficar bem. 
3. Indicar tratamento: Cálcio intravenoso Bolus de gluconato de cálcio IV durante 1 a 3 dias para minimizar sintomas e manter cálcio sérico entre 8 e 8,5 mg/dl até terapia oral ficar efetiva. • Dose de ataque:1-2 ampolas de Gluconato de cálcio 10% (10 ml com 94 mg de cálcio elementar) diluídas em 100 a 200 ml de soro glicosado a 5%, infundidos em 10 minutos. Dose de manutenção: Infusão com maior quantidade de cálcio (10 ampolas = 900 mg) em 1000 ml de soro glicosado a 5% para ser infundido na dose de 1 a 3 mg/kg/hora em adultos. O aumento do cálcio esperado é de 2 mg/dl 
4.Indicar vitamina D (O calcitriol, metabólito ativo da vitamina D, melhora a eficiência da absorção intestinal de cálcio e aumenta a reabsorção óssea, contribuindo assim para o aumento do cálcio sérico.) 
5. Marcar retorno/ esclarece dúvidas e despede-se.
NÓDULO DE TIREÓIDE
Rosana, 65 anos vem a consulta na UBS por queixa de uma massa no pescoço.
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Chamar pcte sempre pelo nome. 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando apareceu essa massa? Doloroso?
2. Investigar hábitos: quando começou a comer em excesso? Quando notou a perca de peso? Sabe quantos quilos perdeu? Está tomando algum remédio? 
3. Outros sintomas: sonolência ou insônia, cansaço, incapacidade de concentração, sudorese excessiva? Intolerância ao frio ou calor? Aumento do número de evacuações diário ou constipação? 
4. Antecedentes GOB: data da última menstruaçao? ciclos regulares? Usa métodos anticoncepcionais? Filhos? Partos? Cirurgias? Realizou preventivo? Amenorréia comum está presente, infecção recente? 
5. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes, doenças autoimunes, cirurgias no pescoço, fraturas (tireotoxicose causa desmineralização óssea) Tireoidite? Nódulos no pescoço?
6. Hábitos: álcool, tabagismo, drogas, dieta rica em iodo?. Atividade fisica?
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA TEMP).4. Solicitar exame fisico tórax, abd, cardiovascular, pele e mucosas e MMII
5. Exame de pescoço: características do nóludo- duro ou mole, regular ou irregular, doloroso, móvel ou aderido; Buscar Linfonodomegalia
Conduta é orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: TSH E T4 livre. (TSH normal 0,5- 5) (T4 Normal 0,9-1,8), USG de Tireóide (nódulo 2cm e suspeito), indicar PAAF (DX. Benigno de acordo com a classificaçãode Bethesda)
2. Explica para a paciente seu diagnóstico: NÓDULO DE TIREÓIDE, beningo que vamos ficar fazendo acompanhamento.
3. Solicita seguimento clínico + acompanhamento com USG cada 6-18 meses 
4. Perguntar se paciente apresenta alguma duvida
5. Despedir-se cordialmente
OBESIDADE
Paciente atende ao serviço de consulta para consulta, refere que deseja realizar cirurgia para perde peso. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr/a, aqui do serviço de consulta que vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a paciente, sentar sempre reto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico,) 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Depois que ela falar seu nome, chamar sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a paciente por que o desejo de realizar cirurgia para perde peso? O que está acontecendo com ela? Se ela já tentou realizar algum tratamento com remédio? Qual o peso atual dela? Se já fez acompanhamento com nutricionista? Se ela já constou alguma vez com esse problema? 
2. Investigar sintomas acompanhados: insônia? Sentido tristeza? Dores no corpo? Acorda a noite com falta de ar? 
3. Investigar comorbidades importante no caso: diabetes, apneia do sono, Hta, dislipidemia, doenças coronarianas, angina, ICC, AVC, fibrilação atrial, asma grave, hérnia de disco, SOP, depressão, infertilidade? 
4. Antecedentes familiares: alguém com obesidade, diabetes, hta, problema de colesterol? 
5. Hábitos: atividade física, álcool, drogas, toma algum medicamento? Tem alguma alergia? 
Exame físico: 
1. Solicitar autorização do paciente para realizar exame físico (preciso revisar o senhor/a você autoriza? 
2. Vou lavar minhas mãos. 
3. Solicitar sinais vitais (PA, FC, FR, STO2, temperatura) Peso/ IMC/ circunferência abdominal/ pele e mucosas. 
4. Solicitar realizar exame direcionado de abdômen: inspeção/ ausculta/ percussão/ Palpação. 
5. Investigar achados que indicam causa secundaria: bócio de tireóide, estrias violáceas – fraqueza muscular (cushing) / acne, hisurtismo, (SOP)
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames para a paciente: hemograma, glicemia, TSH, perfil lipídico, perfil renal, perfil hepático, ácido úrico. 
2. Informa para a paciente o diagnóstico de obesidade mórbida. 
3. Informar que ela tem indicação e cirurgia / mais somente depois de uma avaliação poderá saber se ela pode fazer a cirurgia. • Falha dietética por mais de 2 anos. • Estabilidade psiquiátrica • Ausência de álcool e drogas • Conhecimento da cirurgia e seqüelas. • Motivação individual • >18 anos
HEPATITE A
Paciente de 16 anos procura ao serviço de consulta referindo que tem se sentido muito cansado e notou que está muito amarelo. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou realizar seu atendimento). 
2. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
3. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de cansaço: quando iniciou? Se tem dificuldade para realizar atividade? Atividade física excessiva? Horas de descanso? Atividades habituais? Se está se alimentando bem? Se perdeu peso? 
2. Investigar situação vacinal: Hepatite A, Febre amarela, hepatite B?? 
3. Investigar queixa de pele amarela: quando iniciou? Foi brusco? Se notou alterações na cor da urina e das fezes? Pode ter prurido hepatite A. 
4. Investigar sintomas de diagnostico diferencial: dor articular? Dor nos olhos? Dor nas costas? Manchas na pele? Tosse? Sangramento de mucosas? 
5. Se viajou recentemente? Se tem alguém em casa com os mesmos sintomas? Ou alguém na escola? 
6. Questionas sintomas e sinais acompanhados: febre? Náuseas? Vômitos? Dor abdominal? Alterações na cor da urina? 
7. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Doenças reumatologias? 
8. Antecedentes familiares: diabetes, HAS, câncer, doenças no fígado? Doenças na pele? 
9. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo,alimentação, medicamentos, qualidade do sono, moradia? Tem água encanada em casa, horta, animais soltos no quintal? Lava os alimentos antes de comer? Come alimentos bem cozidos? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a direita da paciente. Você me autoriza a te examinar? 
2. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA, TEMP) pele e mucosa. Peso/IMC. Exame geral: Achados do exame positivo (icterícia, hepatomegalia, dor abdominal a palpação) 
Orientação e conduta: 
1. Informar ao paciente que precisa solicitar alguns exames: Anti- HAV IgM/ hemograma/ função hepática, bilirrubinas