O sistema de numeração mesopotâmico utiliza a combinação de apenas dois símbolos para gerar qualquer número. Segundo os historiadores, o contexto em que tal número aparecia era suficiente para que se conseguisse identificar seu valor, mesmo sabendo que números distintos poderiam ser representados pela mesma sequência de símbolos. Neste sentido, para os símbolos abaixo atribuem-se os números:
I. 663 II. 73 III. 216013 IV. 4203 Dos números acima, os que são obtidos a partir da notação mesopotâmica dada são os das expressões:
A pesquisadora Denise Schmandt-Besserat, especialista em arqueologia e arte do antigo Oriente Próximo, defende, a partir da descoberta dos tokens, uma teoria sobre a relação entre a escrita e o sistema numérico mesopotâmico. (Schmandt-Besserat, D. 1979, may/jun. Reckoning before writing. Archaeology. 32(3), pp.22-1979). Para ela a ideia de contagem antecede a invenção da escrita, pois os tokens eram utilizados:
Representação de objetos abstratos. Identificação das letras. Para representar medidas. Escala do sistema numérico. Como identificador de números.
Gilberto de Aurilac, o Papa Silvestre II, um dos maiores matemáticos e astrônomos do Ocidente cristão, e a catedral de Reims apresentam um caminho comum em fins de Idade Média: reconhecimento e troca com o mundo árabe-islâmico. As escolas que se destacam nesse sentido são:
as escolas de tradução da Península Ibérica. as escolas de tradução estabelecidas na Itália. as escolas de tradução estabelecidas na Inglaterra. as escolas monacais de Bizâncio. as escolas catedralícias da Alemanha que retomam o mundo grego.
A França, por muito tempo, foi o centro matemático mundial. Inúmeras são as contribuições e influências francesas na Matemática. Clairaut, Euler, D'Alembert, Laplace, Lagrange, Legendre, Fourier, Diderot, Maupertuis, Jacques e Jean Bernoulli, dentre outros são alguns matemáticos franceses que marcaram a história. Qual das sentenças abaixo representa a melhor razão para o declínio da hegemonia francesa sobre o domínio da matemática.
Os Franceses do século XIX estão interessados em estudar equações que governam os fenômenos físicos em mecânica dos fluidos, eletrostática e dinâmica, teoria do calor e da luz. E por isso deixaram a matemática pura de lado. Gauss e Weierstrass formaram uma equipe de excelência em Göttingen que roubou diversas mentes brilhantes da França, como Dirichlet e Riemann. Devido ao novo método das universidades alemãs em desenvolvimento que não permitir aos professores irem além dos cursos baseados em livros. O segundo Império de Napoleão deixou ambíguo o papel da pesquisa matemática, onde ela era incentivada apenas a sua utilidade pratica no treinamento de engenheiros, donde a sociedade matemática foi deixando de lado a pesquisa teórica e abstrata.
O Dicionário da Língua Portuguesa define Aritmética como: Ciência que estuda as propriedades dos números e as operações que com eles se podem realizar. "A Aritmética é a base de toda a Matemática, pura ou aplicada. É a mais útil das ciências e provavelmente não existe nenhum outro ramo do conhecimento humano tão espalhado entre as massas" (DANTZIG, T. Número: a linguagem da ciência. Traduzido por Sergio Goes de Paula Rio de Janeiro: Zahar, 1970. P. 44) Qual dos matemáticos a seguir, não acreditava que a noção de quantidade/número poderia ser trocada por uma construção aritmética, baseada nos números naturais ou os racionais.
Weiertrass Heine Dedekind Cauchy Cantor
O matemático brasileiro Ubiratan D'Ambrósio (1932- 2021) foi um teórico da educação matemática mundialmente famoso por defender o ensino da matemática de forma humanizada. Foi um dos pioneiros de um programa de pesquisa em educação matemática que "tem seu comportamento alimentado pela aquisição de conhecimento, de fazer(es) e de saber(es) que lhes permitam sobreviver e transcender, através de maneiras, de modos, de técnicas, de artes de explicar, de conhecer, de entender, de lidar com, de conviver com a realidade natural e sociocultural na qual ele, está inserido." (Adaptado de D'AMBRÓSIO, U. Sociedade, cultura, matemática e seu ensino. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, p. 99-120, 2005.)