Logo Passei Direto
Buscar
"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
[...]"
MORAES, Vinicius de. Soneto de separação. In: Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 177.

Inania verba

Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregada a' tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava...
O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada abafa a Ideia leve,
Que, perfume e dano, refulgia e voava.
BILAC apud MOISÉS. A Literatura Brasileira através dos textos. São Paulo: Cultrix, 2012, p. 297.

Sabendo que um poema pode ser rotulado pelo uso da vogal tônica - o que determina seu estilo de rima - e que existem rimas ricas e rimas pobres, indique a alternativa correta quanto aos poemas expostos acima:


a) O poema de Vinicius de Moraes tem rima pobre, pois o autor rima duas palavras da mesma classe gramatical, no caso, substantivos (pranto e espanto, bruma e pruma). Já Olavo Bilac desenvolve seu poema com rimas ricas, rimando palavras de classes gramaticais diferentes: "escrava" e "deslumbrava" (nesse caso, substantivo e pronome).
b) O poema de Olavo Bilac tem rima rica, pois seus versos são mais longos se comparados ao de Vinicius de Moraes. Para classificar um poema, é preciso analisar sua extensão, comparando-o com um segundo.
c) Tanto o poema de Vinicius de Moraes quando de Olavo Bilac têm rimas ricas, pois os autores rimam pa
User badge image
Progresso com Exercícios

há 3 anos

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 anos

Vamos analisar as alternativas uma a uma para determinar a correta. a) O poema de Vinicius de Moraes tem rima pobre, pois o autor rima duas palavras da mesma classe gramatical, no caso, substantivos (pranto e espanto, bruma e bruma). Já Olavo Bilac desenvolve seu poema com rimas ricas, rimando palavras de classes gramaticais diferentes: "escrava" e "deslumbrava" (nesse caso, substantivo e pronome). - Essa afirmação está incorreta, pois "escrava" e "deslumbrava" são ambos verbos e não se pode afirmar que a rima de Vinicius é pobre apenas por rimar substantivos. b) O poema de Olavo Bilac tem rima rica, pois seus versos são mais longos se comparados ao de Vinicius de Moraes. Para classificar um poema, é preciso analisar sua extensão, comparando-o com um segundo. - Essa afirmação é incorreta, pois a classificação de rimas não depende do comprimento dos versos, mas sim da qualidade das rimas. c) Tanto o poema de Vinicius de Moraes quanto o de Olavo Bilac têm rimas ricas, pois os autores rimam palavras de classes gramaticais diferentes. - Essa afirmação é mais próxima da verdade, pois Vinicius de Moraes utiliza rimas entre substantivos e Bilac também utiliza rimas entre palavras de classes diferentes. Diante da análise, a alternativa correta é a c), pois reconhece que ambos os poemas têm rimas ricas, considerando a diversidade das classes gramaticais nas rimas.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

User badge image

Ed Verified user icon

há 3 anos

A alternativa correta é a letra a) O poema de Vinicius de Moraes tem rima pobre, pois o autor rima duas palavras da mesma classe gramatical, no caso, substantivos (pranto e espanto, bruma e pruma). Já Olavo Bilac desenvolve seu poema com rimas ricas, rimando palavras de classes gramaticais diferentes: "escrava" e "deslumbrava" (nesse caso, substantivo e pronome).

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Quando se tratar de análise de romance, dois pontos avaliados são o espaço e o tempo. O espaço, de maneira supérflua, é tido como o local em que acontece a ação, podendo ser mais realista ou fantasioso. Em um estudo mais aprofundado, o analista diferencia o espaço da ambientação: de maneira breve, o primeiro é caraterizado por considerar o conhecimento de mundo do leitor, enquanto o segundo é um conjunto de processos que objetivam provocar, no próprio enredo, a noção de determinado ambiente. Com base nisso, o leitor apresenta duas visões diante do romance. São estas:


a) Visão sucinta e visão aprofundada.
b) Visão figurada e visão metafórica.
c) Visão hipotética e visão tropológica.
d) Visão denotativa e visão conotativa.
e) Visão primária e visão secundária.

Analise os trechos a seguir e classifique o tipo de narrador presente no texto a partir da perspectiva do foco narrativo:

I."No melhor deles, ouvi passos precipitados na escada, a campainha soou, soaram palmas, golpes na cancela, vozes, acudiram todos, acudi eu mesmo. Era um escravo da casa de Sancha que me chamava.
- Para ir lá... sinhô nadando, sinhô morrendo.

Não disse mais nada, ou eu não lhe ouvi o resto.

Vesti-me, deixei recado a Capitu e corri ao Flamengo. Em caminho, fui adivinhando a verdade. Escobar meteu-se a nadar, como usava fazer, arriscou-se um pouco mais fora que de costume, apesar do mar bravio, foi enrolado e morreu. As canoas que acudiram mal puderam trazer-lhe o cadáver."
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Lafonte, 2012.

II."Mas já são muitas ideias, - são ideias demais; em todo caso são ideias de cachorro, de ideias, - menos ainda que poeira, explicará o leitor. Mas a verdade é que este olho que se abre de quando em quando para fixar o espaço, tão expressivamente, parece traduzir alguma cousa, que brilha lá dentro, lá muito ao fundo de outra cousa que não sei como diga, para exprimir uma parte canina, que não é a cauda nem as orelhas. Pobre língua humana! Afinal adormece. Então as imagens da vida brincam nele, em sonho, vagas, recentes, farrapo daqui remendo dali. Quando acorda, esqueceu o mal; tem em si uma expressão, que não digo seja melancolia, para não agravar o leitor. Diz-se de uma paisagem que é melancólica, mas não se diz igual cousa de um cão. A razão não pode ser outra senão que a melancolia da paisagem está em nós mesmos, enquanto que atribuí-la ao cão é deixá-la fora de nós. Seja o que for é alguma cousa que não a alegria de há pouco; mas venha um, assobio do cozinheiro, ou um gesto do senhor, e lá vai tudo embora, os olhos brilham, o prazer arregaça-lhe o focinho, e as pernas voam que parecem asas."
ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012

"Depois de casado viveu dois ou três anos da fortuna da mulher, comendo bem, levantando-se tarde, fumando em grandes cachimbos de porcelana, só voltando para casa à noite, depois do espetáculo, e frequentando os cafés. O sogro morreu e deixou pouca coisa; ele indignou-se com isso, montou uma fábrica, perdeu nela algum dinheiro e retirou-se para o campo, onde pretendeu desforrar-se. Mas, como não entendia mais de agricultura do que de chitas, e porque montava os cavalos em vez de os pôr a trabalhar, bebia sidra às garrafas em vez de a vender em barris, comia as melhores aves da capoeira e engraxava as botas de caçar com o toucinho dos porcos, não tardou a aperceber-se de que mais valia abandonar toda a especulação."
FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. São Paulo: Abril, 2010, p. 4.

a) I. Narrador onisciente; II. Narrador não onisciente; III. Narrador em pessoa onisciente.
b) I. Narrador com perspectiva restrita; II. Narrador onisciente; III. Narrador em 3ª pessoa não onisciente.
c) I. Narrador em terceira pessoa; II. Narrador neutro; III. Narrador em 3ª pessoa não onisciente.
d) I. Narrador em 3ª pessoa com perspectiva restrita; II. Narrador onisciente; III. Narrador em 3ª pessoa não onisciente.

Indicate the correct option regarding the narrative point of view in the following order: I. First-person narrator; II. Omniscient narrator; III. Intrusive narrator.


a) I, II, III
b) III, II, I
c) II, III, I
d) III, I, II
e) I, II, III

"Teve aqui um florescimento de fato surpreendente como forma peculiar, com dimensão estética e relativa autonomia a ponto de constituir um gênero propriamente literário, muito próximo de certas modalidades da épica e às vezes também da lírica, mas com uma história específica e bastante expressiva no conjunto da produção literária brasileira" (ARRIGUCCI JR, 1987, p. 53). De acordo com the excerpt above, Davi Arrigucci Júnior classifies the chronicle as a literary genre due to:


a) Its approximation to other typically Brazilian poetic texts.
b) Its aesthetic variation and complete differentiation from classical modalities.
c) Its total autonomy and its approximation to some epic modalities.
d) Its aesthetic qualities and its approximation to other forms of literary writing.
e) Its total autonomy and its approximation to some epic and lyrical modalities.

"Mire veja o que a gente é: mal dali a um átimo, eu selando meu cavalo e arrumando meus dobros, e já me muito entristecia. Diadorim me espreitava de longe, afetando a espécie duma vagueza. No me despedir, tive precisão de dizer a ele, baixinho: - 'Por teu pai vou, amigo, mano-oh-mano. Vingar Joca Ramiro...' A fraqueza minha, adulatória. Mas ele respondeu: - 'Viagem boa, Riobaldo. E boa-sorte...' Despedir dá febre." (ROSA, Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Volume II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 85-86.) Analyzing the excerpt above, and admitting language as a form of distinction between literary and non-literary discourse, it is possible to affirm that:


a) The variability of the language used in the work restricts its relevance to the time and region in which it is inserted, making it impossible for readers who are inserted in social contexts different from that of the work to criticize and assimilate the proposed theme, even those sharing the language used in the novel.
b) The use of semantic resources characteristic of the people of the interior narrows the aesthetic value of the work and its value as art, since a text can only be considered literature when it fits into the provisions of the formal variant of Portuguese.
c) The language used by Guimarães Rosa is not a determining factor for the recognition of the work and the author by the reader, since there is a large portion of writers who choose to portray variables not valued in the Portuguese language.
d) Grande Sertão: Veredas is a work that does not belong to the Brazilian literary canon because it is difficult to assimilate and understand the language used, since many words are invented and do not make sense to the reader.
e) The language used becomes one of the striking characteristics that enable the reader to recognize the author and the literary work, also configuring the capacity for multiple meanings of the text and denoting its relevance as a historical and social portrait of a part of Brazil.

Since the beginning of Classical Antiquity, literature has been seen as having little value compared to the exact sciences. This is because a useful purpose is sought in its existence. For many, the art of words was considered only for its formal criteria, weighing the discrimination that the works did not present artistic or expressive quality. In order to reduce this prejudice, Aristotle, in his work Poetics, sought to systematize literary forms. Among several forms, the philosopher


a) The novel is a literary genre that has been widely used since the beginning of Classical Antiquity.
b) The novel is a literary genre that has been widely used since the Middle Ages.
c) The novel is a literary genre that has been widely used since the Renaissance.
d) The novel is a literary genre that has been widely used since the Enlightenment.
e) The novel is a literary genre that has been widely used since the Romanticism.

priorizou três delas, que são:


a) Citarística, epopeia e ditirambo.
b) Epopeia, tragédia e comédia.
c) Ditirambo, aulética e citarística.
d) Tragédia, comédia e ditirambo.
e) Aulética, epopeia e comédia.

Há certa dificuldade em definir características do gênero literário, pois os textos sofreram grandes mudanças ao longo do tempo. O estudioso Paul Zumthor estipulou então três perspectivas em busca de analisar e definir o texto épico. Relacione cada perspectiva e suas principais características.

1.Estética
2.Modo de percepção
3.Estruturas narrativas

( ) Relaciona ao modo que o leitor recebe o texto épico.
( ) Apresenta concepção filosófica que questiona a natureza de forma épica.
( ) Defende que os gêneros são definidos a partir de elementos narrativos presentes na obra.

1 - Estética
2 - Modo de percepção
3 - Estruturas narrativas
a) 2 - 3 - 1
b) 2 - 1 - 3
c) 3 - 2 - 1
d) 3 - 2 - 1
e) 1 - 3 - 2