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Direito Constitucional

Colégio Cebrapi
A existência de uma engenharia constitucional na qual o poder não fique concentrado nas mãos de um só agente mostrou-se historicamente importante. No entanto, ainda com um desenho de separação de funções, não existe uma certeza de que aqueles que estão investidos em seus cargos respeitarão os demais. Quando os olhos se voltam ao Poder Judiciário, a situação pode ser mais delicada por conta da falta de domínio da força ou das finanças. Sobre esse contexto, é possível realçar que:


Investidas ilegítimas sobre o Poder Judiciário devem ser compreendidas como algo normal e não servem de fundamento para fixação de garantias à Magistratura.


A manipulação da competência jurisdicional, o impeachment de Ministros do STF por razões não disciplinares e a recusa na implementação de decisões judiciais, tudo para forçar o alinhamento da jurisprudência às preferências políticas de uma maioria, podem ser vistos como investidas ilegítimas sobre o Poder Judiciário.


Não se deve entender como ínsito ao Estado Democrático de Direito que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário compreendam uma temática constitucional com visões distintas. Isso porque apenas aqueles dois primeiros são investidos pela vontade do povo.


O processo de nomeação de Ministros tem previsão constitucional e sempre importa em fragilização do Poder Judiciário.


A Constituição de 1988 reclama a um só tempo independência e harmonia entre os ramos de poder. Disso, porém, não se deve extrair qualquer normatividade.
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Erica Vitoria

há 3 anos

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Erica Vitoria

há 3 anos

Respostas

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ano passado

A questão apresentada aborda a complexidade da relação entre os Poderes da República, especialmente no que diz respeito ao Poder Judiciário. Vamos analisar as afirmações: 1. Investidas ilegítimas sobre o Poder Judiciário: Essa afirmação é problemática, pois investidas ilegítimas não devem ser vistas como normais. O respeito à independência do Judiciário é fundamental para a manutenção do Estado de Direito. 2. Manipulação da competência jurisdicional: Essa afirmação é correta. A manipulação da competência, o impeachment de Ministros por razões não disciplinares e a recusa em cumprir decisões judiciais são, de fato, investidas ilegítimas que comprometem a autonomia do Judiciário. 3. Visões distintas dos Poderes: A ideia de que os Poderes devem ter visões distintas é importante para a democracia, pois cada um tem sua função e deve atuar de forma independente, mesmo que todos sejam legitimados pela vontade popular. 4. Nomeação de Ministros: A nomeação de Ministros é um processo constitucional, mas não necessariamente fragiliza o Judiciário. O importante é que essa nomeação respeite critérios de competência e imparcialidade. 5. Independência e harmonia: A Constituição de 1988 realmente busca um equilíbrio entre independência e harmonia entre os Poderes. Essa relação deve ser respeitada para garantir a efetividade do sistema democrático. Portanto, a afirmação mais adequada é a segunda, que reconhece as investidas ilegítimas sobre o Judiciário como uma ameaça à sua independência e à democracia.

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há 3 anos

A alternativa correta é: "A manipulação da competência jurisdicional, o impeachment de Ministros do STF por razões não disciplinares e a recusa na implementação de decisões judiciais, tudo para forçar o alinhamento da jurisprudência às preferências políticas de uma maioria, podem ser vistos como investidas ilegítimas sobre o Poder Judiciário."

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Em 2018 a Agência Brasil noticiou: "A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu hoje (2) no Supremo Tribunal Federal (STF) a legalidade do decreto do presidente Michel Temer que estabeleceu, em fevereiro, intervenção federal no Rio de Janeiro para restabelecer a ordem pública na área de segurança pública. A manifestação foi motivada por uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) na qual o Psol questiona a validade do decreto. Ao defender a medida, a AGU afirmou que a intervenção foi decretada com base na Constituição, diante da grave crise enfrentada pelo Rio. Segundo a advocacia, ao assinar o decreto, o presidente Michel Temer exerceu sua competência constitucional para executar a intervenção federal."
Sobre o Decreto de Intervenção Federal do Ex-Presidente Michel Temer, que teve por objetivo pôr termo a grave comprometimento da ordem pública, para ser expedido, teve por condicionante constitucional:
Especificação da amplitude, do prazo e das condições de execução e foi devidamente apreciado pelo Congresso Nacional, já que foi um decreto interventivo para pôr termo a grave comprometimento da ordem pública.
Provimento pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, que só então garantiu viabilidade de expedição do decreto.
Manifestação de constitucionalidade pela Advocacia Geral da União - AGU.
Nenhuma condicionante, visto que, independente de apreciação e aprovação pelo Congresso Nacional, o Presidente da República tem plena autonomia de expedir decreto interventivo que automaticamente já produz seus efeitos, principalmente par apôr termo a grave comprometimento da ordem pública.
Solicitação do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, tendo em vista que é a autoridade impedida, e cabe a ele ou ao Poder Legislativo do Estado a solicitação de intervenção nos casos de comprometimento da ordem pública.

Conforme o art. 19 da Constituição Federal de 1988, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
Identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas acima, depois assinale a alternativa correta:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si;
IV. Legislar sobre assuntos de interesse local, e suplementar a legislação federal e a estadual no que couber.
V, V, V, V.
V, F, F, V.
V, V, V, F.
V, V, F, F.
F, V, V, V.

Dentro de uma situação hipotética, considerando o aumento substancial da criminalidade decorrente do tráfego de drogas por meio aéreo, o governador de um dos Estados-membros edita a Medida Provisória que trata a respeito de regulação diferenciada para o tráfego de helicópteros no estado.
Com relação à medida e diante da Constituição Federal, assinale a alternativa que contém a assertiva correta:
Agiu corretamente, atuando no controle de drogas da região em que exerce suas atribuições, desde que esteja autorizado pela Constituição Estadual.
Agiu incorretamente, pois não pode regulamentar esse assunto para o Estado-membro, do qual ele é governador.
Agiu corretamente, na medida em que se trata de competência concorrente entre estados e União (art. 24, da CF).
Agiu incorretamente, pois, nesse caso, não se trata de competência legislativa, mas comum, reservada à União (art. 21, da CF).
Agiu corretamente o governador, pois a medida provisória foi projetada exatamente para casos urgentes e relevantes (art. 62, da CF), podendo também o governador, pelo princípio da simetria, expedir medidas provisórias.

Assinale a alternativa correta.
Ato de Tribunal que implique determinação no sentido de proceder-se, de maneira geral, a revisão dos vencimentos, proventos e pensões devidos a servidores e beneficiários.
Decisão proferida por Tribunal, em agravo regimental, que estende efeitos administrativos e financeiros a todos os servidores em situação idêntica à do agravante.
Decreto autônomo, que institui benefícios fiscais.
Resolução de Secretário de Segurança que disciplina horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais.
Súmula da jurisprudência predominante de Tribunal Superior.

Podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade, dentre outros:
O Advogado-Geral da União.
O Chefe da Controladoria-Geral da União.
A Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O Ministro de Estado.
O Presidente de Tribunal Superior.

A ação direta de inconstitucionalidade genérica tem cabimento, dentre outras hipóteses, em relação: À norma anterior à Constituição. À norma inserida no corpo da Constituição Federal pelo próprio Poder Constituinte Originário, e que esteja em aparente contradição, seja com cláusulas pétreas, seja com princípios constitucionais superiores. À lei distrital, em face da Constituição Federal, desde que se trate de uma norma, editada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, em decorrência do exercício de sua competência estadual. Às leis já revogadas, mesmo que haja relações jurídicas celebradas à época de sua vigência. À lei ou ato normativo municipal em face da Constituição Federal, perante o Supremo Tribunal Federal ou perante o Tribunal de Justiça.

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