56. (UNICAMP – 2015, Questão 76) Leia o texto abaixo: “Boas coisas acontecem para quem espera. As melhores coisas acontecem para quem se levanta e faz.” (Domínio público.) Considerando o texto acima e a maneira como ele é estruturado, podemos airmar que: a) O uso encadeado de “Boas coisas” e “As melhores coisas” possibilita a valorização do primeiro enunciado e a desvalorização do segundo. b) A repetição do termo “coisas” garante que “boas coisas” e “as melhores coisas” reme- tem ao mesmo referente. c) Entre as expressões “para quem espera” e “para quem se levanta e faz” estabelece-se uma relação de temporalidade. d) A sequenciação desse texto ocorre por meio da recorrência de expressões e de estru- turas sintáticas.
- Pois, Grilo, agora realmente bem podemos dizer que o sr. D. Jacinto está irme. O Grilo arredou os óculos para a testa, e levantando para o ar os cinco dedos em curva como pétalas de uma tulipa: - Sua Excelência brotou! Profundo sempre o digno preto! Sim! Aquele ressequido galho da Cidade, plantado na Serra, pegou raízes! E agora, Sr. Dr., queira Vossa Excelência dizer-me: que é que há-de ser de nós, pobres-diabos, que não temos nem raízes, nem seiva, nem ramos, nem flores? Que é que há-de ser de nós, que somos como as folhas que andam de árvore em árvore, e nunca acham uma para se prenderem? Que é que há-de ser de nós, que não temos nem a grandeza do sr. D. Jacinto, nem a esperteza do sr. Botelho? Que é que há-de ser de nós, que não temos nem a proteção do sr. Conselheiro, nem a amizade do sr. Mendonça? Que é que há-de ser de nós, que não temos nem a coragem do sr. Fontes, nem a paciência do sr. Soares? Que é que há-de ser de nós, Sr. Dr.? - perguntou o Grilo, com uma voz que era um gemido.
14. (FUVEST – 2016, Questão 14) Qual é o título da obra a que pertence o trecho apresentado? a) O cortiço. b) Memórias de um sargento de milícias. c) Til. d) Memórias póstumas de Brás Cubas. e) A cidade e as serras. 15. (FUVEST – 2016, Questão 15) No trecho apresentado, o Grilo faz uma série de perguntas retóricas. Qual é a intenção do Grilo com essas perguntas? a) Obter respostas concretas sobre o futuro dos pobres-diabos. b) Expressar sua admiração pelo sr. D. Jacinto. c) Criticar a falta de oportunidades para os pobres-diabos. d) Elogiar a coragem do sr. Fontes e a paciência do sr. Soares. e) Ironizar a proteção do sr. Conselheiro e a amizade do sr. Mendonça.
No contexto, a locução “Heis de cair”, na última linha do texto, exprime:
a) resignação ante um fato presente. b) suposição de que um fato pode vir a ocorrer. c) certeza de que uma dada ação irá se realizar. d) ação intermitente e duradoura. e) desejo de que algo venha a acontecer.
Um leitor que tivesse as mesmas inclinações que as atribuídas, pelo narrador, ao leitor das Memórias póstumas de Brás Cubas teria maior probabilidade de impacientar-se, também, com a leitura da obra
a) Memórias de um sargento de milícias. b) Viagens na minha terra. c) O cortiço. d) A cidade e as serras. e) Capitães da areia.
Nas primeiras versões das Memórias póstumas de Brás Cubas, constava, no final do capítulo LXXI, aqui reproduzido, o seguinte trecho, posteriormente suprimido pelo autor: [... Heis de cair.] Turvo é o ar que respirais, amadas folhas. O sol que vos alumia, com ser de toda a gente, é um sol opaco e reles, de ........................ e ........................ . As duas palavras que aparecem no final desse trecho, no lugar dos espaços pontilhados, podem servir para qualificar, de modo figurado, a mescla de tonalidades estilísticas que caracteriza o capítulo e o próprio livro. Preenchem de modo mais adequado as lacunas as palavras
a) ocaso e invernia. b) Finados e ritual. c) senzala e cabaré. d) cemitério e carnaval. e) eclipse e cerração.
Considerados no contexto, dentre os mais de dez verbos no presente, empregados no poema, exprimem ideia, respectivamente, de habitualidade e continuidade
a) “gosto” e “repontam”. b) “condensa” e “esforça”. c) “vou” e “existe”. d) “têm” e “devolve”. e) “reage” e “luta”.
No poema de Drummond, a presença dos motivos da velocidade, da mecanização, da eletricidade e da metrópole configura-se como
a) uma adesão do poeta ao mito do progresso, que atravessa as letras e as artes desde o surgimento da modernidade. b) manifestação do entusiasmo do poeta moderno pela industrialização por que, na época, passava o Brasil. c) marca da influência da estética futurista da Antropofagia na literatura brasileira do período posterior a 1940. d) uma incorporação, sob nova inlexão política e ideológica, de temas característicos da poesia simbolista brasileira. e) uma crítica à modernização acelerada e desigual do Brasil, que se dava sobretudo nas grandes cidades.
Na peça teatral Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, qual é o motivo da saída dos governadores da cidade?
a) A cidade está sofrendo com a peste. b) Os governadores querem mudar de ares. c) O povo está em perigo. d) O rei ordenou a saída dos governadores. e) A cidade está em guerra.
51. (UNESP – 2015 meio de ano, Questão 61) Ao contradizer a mãe, após ouvir esta dizer “Pois coitados!...”, a personagem Maria manifesta (A) uma ingenuidade natural de jovem diante dos problemas dos adultos. (B) um conceito do que deveria ser bom e justo no modo de governar. (C) a mania costumeira de sempre fazer reparos às opiniões maternas. (D) um desejo de discutir com o tio e demonstrar que o julgamento deste está errado. (E) a indignação natural de quem não consegue entender bem a realidade.
52. (UNESP – 2015 meio de ano, Questão 62) Focalizando eventos do inal do século XVI e início do século XVII português, a passagem procura destacar (A) os abusos de poder da aristocracia governante. (B) as sábias e justas decisões dos governantes. (C) o desejo das pessoas de agradar os poderosos. (D) a tranquilidade e a despreocupação da existência. (E) a admiração indiscriminada dos súditos pelo poder real.
53. (UNESP – 2015 meio de ano, Questão 63) Assinale a alternativa em que a forma de tratamento se enquadra na segunda pessoa do singular. (A) “Pior é o vosso caso...” (B) “mas não vos alijais,” (C) “A bênção de Deus te cubra, ilha!” (D) “Sabeis que mais?” (E) “Mas ouvi o resto.”
54. (UNESP – 2015 meio de ano, Questão 64) Ao dizer, em voz baixa, para Madalena, “Tenho medo desta criança”, Jorge sugere que (A) as falas de Maria apresentam indícios de insanidade e loucura. (B) as opiniões de Maria revelam uma menina desobediente e irresponsável. (C) Maria começa a manifestar propensão para a carreira militar. (D) Maria não acredita na religião nem na misericórdia divina. (E) as opiniões de Maria podem atrair a ira dos governantes.
55. (UNESP – 2015 meio de ano, Questão 65) “Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo.”Em re- lação à forma verbal “digo”, os pronomes oblíquos átonos “vo-lo” atuam, respectivamente, como (A) objeto direto e objeto indireto. (B) objeto indireto e objeto direto. (C) objeto direto e predicativo do objeto. (D) sujeito e objeto direto. (E) sujeito e predicativo do sujeito.
59. (UNICAMP – 2015, Questão 79) A partir da leitura do texto, pode-se airmar que: a) O robô está presente tanto no lago congelado no ártico como na gruta nos trópicos. b) O jovem engenheiro do JLP e a geomicrobióloga carregam respiradores para ajudá-los a respirar. c) O jovem engenheiro do JLP e a geomicrobióloga estão executando suas pesquisas sozinhos. d) O holofote do robô é ligado a partir de um sinal emitido pelo laboratório JPL.