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No Estado do Paraná, no Brasil, há muitos produtores de café que resistiram a forte geada que aconteceu na década de 70, em que muitos produtores p...

No Estado do Paraná, no Brasil, há muitos produtores de café que resistiram a forte geada que aconteceu na década de 70, em que muitos produtores perderam toda sua produção. Mas, comparativamente a outros estados, como o de Minas Gerais, no Paraná os produtores enfrentam muitas dificuldades para produção por conta das condições climáticas, por exemplo. É por isso que a produção de cafés especiais consiste em uma alternativa para que pequenos produtores continuem produzindo aquilo que amam. Alguns projetos entre pesquisa-empresa-extensão foram desenvolvidos para a discussão e fomento às diversas atividades que possam fortalecer esses produtores e, consequentemente, as pessoas, a cadeia, a economia, o meio ambiente. Nesse contexto, destaca-se o projeto “Paraná Café”, na qual Roberta Moraes é a coordenadora deste projeto. Roberta Moraes é diretora de uma empresa de cafés especiais e contratou Juliana, recém-formada em Agronomia para gerenciar esse projeto. Juliana, precisa do salário que esse emprego oferece, mas, além disso, tem uma satisfação pessoal de aprender e contribuir para as pessoas nessa cadeia produtiva. Juliana, nesse projeto, tem a função de: fazer a gestão de pessoas (outros pesquisadores, a empresa, os atores do setor público, outros estudantes), gestão de recursos financeiros disponíveis para a condução do projeto, realização da pesquisa de campo, interação com os produtores rurais, realização de eventos. Juliana é proativa, inteligente, mas pouco confiante em sua competência, ainda que ela estivesse ali. Além do mais, as atividades que Juliana deve conduzir para a realização do projeto são novas para, visto que sua experiência sempre foi a de estudar, realizar sua pesquisa sem muita interação com grupos e equipes. Roberta, é a coordenadora “guarda-chuva” deste projeto, isso quer dizer que é ela quem define as estratégias globais sobre o caminho pelo qual o projeto deve percorrer. É Roberta quem tem o papel de conhecer os detalhes sobre as expectativas desse projeto e, por isso, precisa ilustrar isso aos participantes, especialmente à Juliana, que tem a missão de fazer o projeto acontecer. Se colocarmos em um organograma, Roberta está no nível mais alto de coordenação, em seguida, Juliana, que atua lado a lado com outros pesquisadores de diferentes disciplinas (veterinária, administração, agronomia, sociologia). Contudo, na prática não é bem assim que as coisas acontecem. Roberta não tem a visão clara sobre até onde o projeto deve ir, e, por isso, coloca uma cobrança exacerbada sobre Juliana, que também não sabe para onde o projeto deve ir. Como agravante, mencionamos que Juliana não é segura sobre suas funções e ainda não adquiriu as competências e aprendizados pela nova função. Em palavras-claras, Juliana está perdida, sem direção, mas com uma forte cobrança em suas costas. Como as coisas vão se resolver? O presente estudo de caso expõe uma situação comum nas organizações, na qual envolve incompatibilidades e dificuldades nas relações entre líder-subordinado, trabalho em equipe. A continuidade do projeto depende de melhorias, que você, caro aluno (a), pode ajudar a encontrar. Para isso, precisamos compreender os principais elementos sobre liderança, motivação e equipes presentes neste caso. Considerando o caso que apresentado, você deve refletir: 1. De acordo com as teorias sobre motivação, que necessidades você acredita que Juliana busca suprir, e que de alguma forma a motiva? 2. Explique qual a incompatibilidade entre os estilos de liderança de Roberta e subordinação de Juliana.

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1. De acordo com as teorias sobre motivação, acredita-se que Juliana busca suprir a necessidade de realização, pois ela tem uma satisfação pessoal em aprender e contribuir para as pessoas nessa cadeia produtiva. Além disso, ela precisa do salário que esse emprego oferece, o que pode ser uma necessidade de segurança. É possível que ela também busque suprir a necessidade de pertencimento, já que ela está trabalhando em equipe com outros pesquisadores de diferentes disciplinas. 2. A incompatibilidade entre os estilos de liderança de Roberta e subordinação de Juliana pode ser explicada pelo fato de que Roberta é uma líder que define as estratégias globais sobre o caminho pelo qual o projeto deve percorrer, mas não tem uma visão clara sobre até onde o projeto deve ir. Por outro lado, Juliana é uma subordinada que precisa de direção e orientação para realizar suas funções, mas não está segura sobre suas competências e aprendizados pela nova função. Isso gera uma cobrança exacerbada sobre Juliana, que está perdida e sem direção, o que pode afetar a continuidade do projeto.

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