Logo Passei Direto
Buscar

Mecânica

Outros
(Enade 2008) E dir-se-á o mesmo do justo e do injusto, do bom e do mau e de todas as ideias: cada uma, de per si, é uma, mas, devido ao fato de aparecerem em combinação com ações, corpos, e umas com as outras, cada uma delas se manifesta em toda a parte e aparenta ser múltipla. Platão, República V. 476a. Fundação Calouste Gulbenkian. A partir desse texto, assinale a opção correta.
Cada ideia é uma, mas aparenta ser múltipla.
a) Cada ideia é uma, mas aparenta ser múltipla.
b) Cada ideia é múltipla, manifestando-se em combinação em toda a parte.
c) Ações e corpos manifestam-se em combinação uns com os outros.
d) As aparências combinam-se umas com as outras em toda a parte.
e) Cada uma das ideias em toda a parte manifesta ser uma.
User badge image
Praticando Para Aprender

há 2 anos

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 12 meses

Vamos analisar as alternativas com base no trecho de Platão que você apresentou. O texto fala sobre a natureza das ideias, afirmando que cada uma é única, mas se manifesta de forma múltipla devido às suas combinações com ações, corpos e entre si. Analisando as opções: a) Cada ideia é uma, mas aparenta ser múltipla. - Esta opção reflete exatamente o que o texto diz, que cada ideia é única, mas parece múltipla por causa de suas combinações. b) Cada ideia é múltipla, manifestando-se em combinação em toda a parte. - Esta opção distorce o sentido do texto, pois afirma que cada ideia é múltipla, o que não é o que Platão diz. c) Ações e corpos manifestam-se em combinação uns com os outros. - Embora isso possa ser verdade, não é o foco principal do trecho. d) As aparências combinam-se umas com as outras em toda a parte. - Esta opção não aborda diretamente a questão das ideias, mas sim das aparências. e) Cada uma das ideias em toda a parte manifesta ser uma. - Esta opção também não reflete corretamente a ideia de que as ideias são únicas, mas aparentam ser múltiplas. Portanto, a alternativa correta é: a) Cada ideia é uma, mas aparenta ser múltipla.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0
details

Libere essa resposta sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 anos

Analisando o trecho do texto de Platão apresentado na questão, podemos perceber que ele destaca a ideia de que cada conceito (justo, injusto, bom, mau, entre outros) é único em si mesmo, mas devido à sua interação com ações, corpos e outros conceitos, pode parecer múltiplo. Com base nisso, a opção que melhor reflete o conceito apresentado no texto é: a) Cada ideia é uma, mas aparenta ser múltipla.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

(INSTITUTO AOCP - 2019 - adaptado) O Mito da Caverna, de Platão, estabelece uma relação interna ou intrínseca entre paideia (educação) e aletheia (verdade): a filosofia é educação ou pedagogia para a verdade. Sobre o Mito da Caverna e o conceito de verdade em Platão, assinale a alternativa INCORRETA.
Platão abandonou o antigo conceito de verdade, isto é, a evidência como adequação entre a ideia e o intelecto, o inteligível e a inteligência, obtida apenas pelas operações da própria alma e o substituiu por aquele em que o próprio ser se manifesta no mundo e ao mundo.
A trajetória realizada pelo prisioneiro é a descrição da essência do homem (um ser dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento intelectual das ideias). Essa destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade.
A relação entre paideia e aletheia é proposta pelo mito com a analogia entre os olhos do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, também o espírito sofre um ofuscamento no primeiro contato com a luz da ideia do Bem, que ilumina o mundo das ideias.
É uma alegoria retirada de “A República” de Platão, que fala sobre o conhecimento verdadeiro e o governo político.
O Mito da Caverna preserva o antigo sentido da aletheia como não esquecimento e não ocultamento da realidade, pois aletheia é o que é arrancado do esquecimento e do ocultamento da realidade, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o corpo.
a) Platão abandonou o antigo conceito de verdade, isto é, a evidência como adequação entre a ideia e o intelecto, o inteligível e a inteligência, obtida apenas pelas operações da própria alma e o substituiu por aquele em que o próprio ser se manifesta no mundo e ao mundo.
b) A trajetória realizada pelo prisioneiro é a descrição da essência do homem (um ser dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento intelectual das ideias). Essa destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade.
c) A relação entre paideia e aletheia é proposta pelo mito com a analogia entre os olhos do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, também o espírito sofre um ofuscamento no primeiro contato com a luz da ideia do Bem, que ilumina o mundo das ideias.
d) É uma alegoria retirada de “A República” de Platão, que fala sobre o conhecimento verdadeiro e o governo político.
e) O Mito da Caverna preserva o antigo sentido da aletheia como não esquecimento e não ocultamento da realidade, pois aletheia é o que é arrancado do esquecimento e do ocultamento da realidade, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o corpo.

Os seres humanos são como prisioneiros. Quando olham para o mundo material, tudo o que veem é uma disposição enganosa de sombras e cópias. Os poucos que “escaparam” dessa visão ingênua o fizeram devido ao seu conhecimento e matemática pura e geometria. E as formas perfeitas só podem ser “vistas” mentalmente porque são iluminadas pela Forma primária da “Bondade em si” – tão brilhante quanto o sol. (Dave Robison & Judy Groves, Entendendo Platão: um guia ilustrado. São Paulo, Leya, 2013) Sobre o mito da caverna é correto afirmar:
As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era como as sombras projetadas na parede.
As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham podia ser recuperado, sem perdas, pelas sombras projetadas na parede.
As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era distorcido assim como as sombras projetadas na parede.
As sombras representam a silhueta dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens era correspondente ao real fora da caverna.
As sombras não distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era o das sombras projetadas na parede.
a) As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era como as sombras projetadas na parede.
b) As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham podia ser recuperado, sem perdas, pelas sombras projetadas na parede.
c) As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era distorcido assim como as sombras projetadas na parede.
d) As sombras representam a silhueta dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens era correspondente ao real fora da caverna.
e) As sombras não distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era o das sombras projetadas na parede.

Mais conteúdos dessa disciplina