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Quais são as etapas do ciclo de infecção e reprodução de uma célula infectada pelo HIV?

Definir a noção de janela imunologica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores.


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

Contextualização:

O HIV é um retrovírus, ou seja, vírus com duas fitas idênticas de RNA que possui uma enzima fundamental para o seu funcionamento chamada transcriptase reversa, traduzindo o seu material genético, de forma “reversa”, em DNA dupla-fita, possuindo capsídeo viral (composto pelo antígeno p24) e envoltório lipoproteico. A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida, popularmente conhecida como AIDS, é causada pelo vírus HIV, resultando numa queda progressiva da contagem de linfócitos T CD4+ e, com isso, começam a aparecer diversas afecções oportunistas, infecções ou até neoplasias, com um estado grave de imunodeficiência – o número de Linfócitos T CD4+ deve estar abaixo de 350 células/mm3 de sangue para ser considerada a existência de AIDS.


Resolução:

A infecção por HIV se apresenta em três fases clínicas: infecção primária ou aguda, fase crônica assintomática/latência clínica e AIDS.

• Infecção primária ou aguda: tempo entre o contágio e o aparecimento de anticorpos anti-HIV – soroconversão. Geralmente, esse tempo de 4 semanas, e, durante a soroconversão, desenvolve-se a Síndrome Retroviral Aguda (SRA), caracterizada como conjunto de sinais e sintomas semelhantes a diversos quadros de virose – febre, mialgia, cefaleia, faringite, dor ocular, rash cutâneo, astenia, linfadenopatia, náuseas, vômitos, letargia - refletindo a resposta imune contra a viremia inicial, porém essa fase também pod ser assintomática. Nesses momentos, bilious de copies do vírus circular pelo hospedeiro e, assim, o poder transmissivo é muito alto. Esse quadro dura de 3 a 4 semanas e é autolimitado. A sorologia anti-HIV nesse momento costuma ser negativa, sendo importante a pesquisar por RNA viral circulante. Ocorre aumento na contagem de células TCD4+ e resposta imune celular e humoral contra o HIV.

• Fase de latência clínica: Resolvida a SRA, o paciente entra na latência clínica, que dura cerca de 10 anos quando não é realizada a terapia. O exame físico pode ser normal, podendo também ser percebida linfadenopatia, algumas pessoas podem desenvolver linfadenopatia generalizada progressiva (LGP). Outros possíveis achados essa fase são plaquetopenia isolada ou anemia normocrômica e normocítica e/ou discreta leucopenia. Nesse momento, os linfócitos TCD4+ continuam a aumentar, enquanto ocorre redução da carga viral plasmática. Mesmo com ausência de sintomatologia, os vírus continuam a se replicar, principalmente nos CD4 de memória. A imunodeficiência começa então a progredir, com redução na contagem de CD4 e manifestações típicas nos indivíduos imunocompetentes começam a aparecer com maior gravidade e frequência.

AIDS: Caracterizada como intensa supressão no sistema imunológico do indivíduo, com o surgimento de infecções oportunistas e neoplasias. A progressão da infecção é marcada por febre baixa, sudorese noturna e diarreia crônica. As infecções oportunistas mais comuns pneumocistose, tuberculose pulmonar atípica ou disseminada, neurotoxoplasmose, retinite por citomegalovírus, meningite criptocócica; já as neoplasias mais comuns são Sarcoma de Kaposi e, nas mulheres jovens, câncer de colo uterino.

Ademais, Janela imunológica consiste no intervalo entre a infecção pelo vírus HIV e data de aparecimento de anticorpos específicos para o HIV, esse período dura entre 2 semanas a 120 dias. Isso repercute diretamente no diagnóstico da doença, haja vista que o vírus se torna indetectável no sangue durante esse período.


Conclusão:

As infecções por HIV são clinicamente divididas em três etapas saber cada uma delas é importante para que se trace um plano terapêutico adequado. Bem como saber a respeito do conceito de janela imunológica, o que acaba interferindo no diagnóstico da doença.

Contextualização:

O HIV é um retrovírus, ou seja, vírus com duas fitas idênticas de RNA que possui uma enzima fundamental para o seu funcionamento chamada transcriptase reversa, traduzindo o seu material genético, de forma “reversa”, em DNA dupla-fita, possuindo capsídeo viral (composto pelo antígeno p24) e envoltório lipoproteico. A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida, popularmente conhecida como AIDS, é causada pelo vírus HIV, resultando numa queda progressiva da contagem de linfócitos T CD4+ e, com isso, começam a aparecer diversas afecções oportunistas, infecções ou até neoplasias, com um estado grave de imunodeficiência – o número de Linfócitos T CD4+ deve estar abaixo de 350 células/mm3 de sangue para ser considerada a existência de AIDS.


Resolução:

A infecção por HIV se apresenta em três fases clínicas: infecção primária ou aguda, fase crônica assintomática/latência clínica e AIDS.

• Infecção primária ou aguda: tempo entre o contágio e o aparecimento de anticorpos anti-HIV – soroconversão. Geralmente, esse tempo de 4 semanas, e, durante a soroconversão, desenvolve-se a Síndrome Retroviral Aguda (SRA), caracterizada como conjunto de sinais e sintomas semelhantes a diversos quadros de virose – febre, mialgia, cefaleia, faringite, dor ocular, rash cutâneo, astenia, linfadenopatia, náuseas, vômitos, letargia - refletindo a resposta imune contra a viremia inicial, porém essa fase também pod ser assintomática. Nesses momentos, bilious de copies do vírus circular pelo hospedeiro e, assim, o poder transmissivo é muito alto. Esse quadro dura de 3 a 4 semanas e é autolimitado. A sorologia anti-HIV nesse momento costuma ser negativa, sendo importante a pesquisar por RNA viral circulante. Ocorre aumento na contagem de células TCD4+ e resposta imune celular e humoral contra o HIV.

• Fase de latência clínica: Resolvida a SRA, o paciente entra na latência clínica, que dura cerca de 10 anos quando não é realizada a terapia. O exame físico pode ser normal, podendo também ser percebida linfadenopatia, algumas pessoas podem desenvolver linfadenopatia generalizada progressiva (LGP). Outros possíveis achados essa fase são plaquetopenia isolada ou anemia normocrômica e normocítica e/ou discreta leucopenia. Nesse momento, os linfócitos TCD4+ continuam a aumentar, enquanto ocorre redução da carga viral plasmática. Mesmo com ausência de sintomatologia, os vírus continuam a se replicar, principalmente nos CD4 de memória. A imunodeficiência começa então a progredir, com redução na contagem de CD4 e manifestações típicas nos indivíduos imunocompetentes começam a aparecer com maior gravidade e frequência.

AIDS: Caracterizada como intensa supressão no sistema imunológico do indivíduo, com o surgimento de infecções oportunistas e neoplasias. A progressão da infecção é marcada por febre baixa, sudorese noturna e diarreia crônica. As infecções oportunistas mais comuns pneumocistose, tuberculose pulmonar atípica ou disseminada, neurotoxoplasmose, retinite por citomegalovírus, meningite criptocócica; já as neoplasias mais comuns são Sarcoma de Kaposi e, nas mulheres jovens, câncer de colo uterino.

Ademais, Janela imunológica consiste no intervalo entre a infecção pelo vírus HIV e data de aparecimento de anticorpos específicos para o HIV, esse período dura entre 2 semanas a 120 dias. Isso repercute diretamente no diagnóstico da doença, haja vista que o vírus se torna indetectável no sangue durante esse período.


Conclusão:

As infecções por HIV são clinicamente divididas em três etapas saber cada uma delas é importante para que se trace um plano terapêutico adequado. Bem como saber a respeito do conceito de janela imunológica, o que acaba interferindo no diagnóstico da doença.

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Bit

Há mais de um mês

Olá. A janela imunológica é o intervalo de tempo entre a entrada do vírus no corpo (infecção) e a produção de níveis detectáveis de anticorpos no sangue contra o vírus (seroconversão). Embora grande parte dos patógenos induzam uma janela imunológica de +/- 1 semana, o HIV pode permanecer "invisível", porém altamente contagioso, até 3 meses após a infecção. Daí advém importância de se verificar pistas da existência do vírus no sangue de um doador com os testes precisos e mais avançados possíveis: uma boa triagem não só diminui as chances de ocorrer uma transmissão do doador infectado para outra pessoa bem como aumenta a probabilidade de que ele tenha uma vida melhor a partir do tratamento precoce.

Quanto à outra pergunta, o HIV instala-se e começa a multiplicar por meio do ciclo lítico nas células T, entrando nelas com o uso de receptores virais específicos para a glicoproteína CD4 presente na membrana das células. Essa é a primeira fase, a de infecção aguda do HIV e termina pouco após a seroconversão. A etapa seguinte pode durar muitos anos e consiste na latência clínica, na qual o vírus entra em ciclo lisogênico implantando seu material genético nas celulas CD4 restantes, reproduzindo-se conforme elas se reproduzem mitoticamente. Ao longo de todo esse tempo, lentamente o número de CD4 vai se reduzindo; quando chegar a 200 células/mm³ (o normal é 500-1600 células/mm³), a pessoa entra no estágio final da infecção, a AIDS propriamente dita, com o vírus retomando com força o ciclo lítico e se reproduzindo às expensas das parcas células CD4 restantes deixando o corpo extremamente vulnerável à infecções oportunistas. Até mais. Espero ter ajudado.

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Andre

Há mais de um mês

Contextualização:

O HIV é um retrovírus, ou seja, vírus com duas fitas idênticas de RNA que possui uma enzima fundamental para o seu funcionamento chamada transcriptase reversa, traduzindo o seu material genético, de forma “reversa”, em DNA dupla-fita, possuindo capsídeo viral (composto pelo antígeno p24) e envoltório lipoproteico. A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida, popularmente conhecida como AIDS, é causada pelo vírus HIV, resultando numa queda progressiva da contagem de linfócitos T CD4+ e, com isso, começam a aparecer diversas afecções oportunistas, infecções ou até neoplasias, com um estado grave de imunodeficiência – o número de Linfócitos T CD4+ deve estar abaixo de 350 células/mm3 de sangue para ser considerada a existência de AIDS.


Resolução:

A infecção por HIV se apresenta em três fases clínicas: infecção primária ou aguda, fase crônica assintomática/latência clínica e AIDS.

• Infecção primária ou aguda: tempo entre o contágio e o aparecimento de anticorpos anti-HIV – soroconversão. Geralmente, esse tempo de 4 semanas, e, durante a soroconversão, desenvolve-se a Síndrome Retroviral Aguda (SRA), caracterizada como conjunto de sinais e sintomas semelhantes a diversos quadros de virose – febre, mialgia, cefaleia, faringite, dor ocular, rash cutâneo, astenia, linfadenopatia, náuseas, vômitos, letargia - refletindo a resposta imune contra a viremia inicial, porém essa fase também pod ser assintomática. Nesses memento, bilious de copies do vírus circular pelo hospedeiro e, assim, o poder transmissivo é muito alto. Esse quadro dura de 3 a 4 semanas e é autolimitado. A sorologia anti-HIV nesse momento costuma ser negativa, sendo importante a pesquisar por RNA viral circulante. Ocorre aumento na contagem de células TCD4+ e resposta imune celular e humoral contra o HIV.

• Fase de latência clínica: Resolvida a SRA, o paciente entra na latência clínica, que dura cerca de 10 anos quando não é realizada a terapia. O exame físico pode ser normal, podendo também ser percebida linfadenopatia, algumas pessoas podem desenvolver linfadenopatia generalizada progressiva (LGP). Outros possíveis achados essa fase são plaquetopenia isolada ou anemia normocrômica e normocítica e/ou discreta leucopenia. Nesse momento, os linfócitos TCD4+ continuam a aumentar, enquanto ocorre redução da carga viral plasmática. Mesmo com ausência de sintomatologia, os vírus continuam a se replicar, principalmente nos CD4 de memória. A imunodeficiência começa então a progredir, com redução na contagem de CD4 e manifestações típicas nos indivíduos imunocompetentes começam a aparecer com maior gravidade e frequência.

AIDS: Caracterizada como intensa supressão no sistema imunológico do indivíduo, com o surgimento de infecções oportunistas e neoplasias. A progressão da infecção é marcada por febre baixa, sudorese noturna e diarreia crônica. As infecções oportunistas mais comuns pneumocistose, tuberculose pulmonar atípica ou disseminada, neurotoxoplasmose, retinite por citomegalovírus, meningite criptocócica; já as neoplasias mais comuns são Sarcoma de Kaposi e, nas mulheres jovens, câncer de colo uterino.

Ademais, Janela imunológica consiste no interval entre a infecção pelo vírus HIV e data de aparecimento de anticorpos específicos para o HIV, esse periodo dura entre 2 semanas a 120 dias. Isso repercute diretamente no diagnostico da doença, haja vista que o vírus se torna indectável no sangue durante esse periodo.


Conclusão:

As infecções por HIV são clinicamente divididas em três etapas saber cada uma delas é importante para que se trace um plano terapêutico adequado. Bem como saber a respeito do conceito de janela imunológica, o que acaba interferindo no diagnostico da doença.

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Andre

Há mais de um mês

Contextualização:

O HIV é um retrovírus, ou seja, vírus com duas fitas idênticas de RNA que possui uma enzima fundamental para o seu funcionamento chamada transcriptase reversa, traduzindo o seu material genético, de forma “reversa”, em DNA dupla-fita, possuindo capsídeo viral (composto pelo antígeno p24) e envoltório lipoproteico. A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida, popularmente conhecida como AIDS, é causada pelo vírus HIV, resultando numa queda progressiva da contagem de linfócitos T CD4+ e, com isso, começam a aparecer diversas afecções oportunistas, infecções ou até neoplasias, com um estado grave de imunodeficiência – o número de Linfócitos T CD4+ deve estar abaixo de 350 células/mm3 de sangue para ser considerada a existência de AIDS.

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Resolução:

A infecção por HIV se apresenta em três fases clínicas: infecção primária ou aguda, fase crônica assintomática/latência clínica e AIDS.

• Infecção primária ou aguda: tempo entre o contágio e o aparecimento de anticorpos anti-HIV – soroconversão. Geralmente, esse tempo de 4 semanas, e, durante a soroconversão, desenvolve-se a Síndrome Retroviral Aguda (SRA), caracterizada como conjunto de sinais e sintomas semelhantes a diversos quadros de virose – febre, mialgia, cefaleia, faringite, dor ocular, rash cutâneo, astenia, linfadenopatia, náuseas, vômitos, letargia - refletindo a resposta imune contra a viremia inicial, porém essa fase também pod ser assintomática. Nesses memento, bilious de copies do vírus circular pelo hospedeiro e, assim, o poder transmissivo é muito alto. Esse quadro dura de 3 a 4 semanas e é autolimitado. A sorologia anti-HIV nesse momento costuma ser negativa, sendo importante a pesquisar por RNA viral circulante. Ocorre aumento na contagem de células TCD4+ e resposta imune celular e humoral contra o HIV.

• Fase de latência clínica: Resolvida a SRA, o paciente entra na latência clínica, que dura cerca de 10 anos quando não é realizada a terapia. O exame físico pode ser normal, podendo também ser percebida linfadenopatia, algumas pessoas podem desenvolver linfadenopatia generalizada progressiva (LGP). Outros possíveis achados essa fase são plaquetopenia isolada ou anemia normocrômica e normocítica e/ou discreta leucopenia. Nesse momento, os linfócitos TCD4+ continuam a aumentar, enquanto ocorre redução da carga viral plasmática. Mesmo com ausência de sintomatologia, os vírus continuam a se replicar, principalmente nos CD4 de memória. A imunodeficiência começa então a progredir, com redução na contagem de CD4 e manifestações típicas nos indivíduos imunocompetentes começam a aparecer com maior gravidade e frequência.

AIDS: Caracterizada como intensa supressão no sistema imunológico do indivíduo, com o surgimento de infecções oportunistas e neoplasias. A progressão da infecção é marcada por febre baixa, sudorese noturna e diarreia crônica. As infecções oportunistas mais comuns pneumocistose, tuberculose pulmonar atípica ou disseminada, neurotoxoplasmose, retinite por citomegalovírus, meningite criptocócica; já as neoplasias mais comuns são Sarcoma de Kaposi e, nas mulheres jovens, câncer de colo uterino.

Ademais, Janela imunológica consiste no interval entre a infecção pelo vírus HIV e data de aparecimento de anticorpos específicos para o HIV, esse periodo dura entre 2 semanas a 120 dias. Isso repercute diretamente no diagnostico da doença, haja vista que o vírus se torna indectável no sangue durante esse periodo.

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As infecções por HIV são clinicamente divididas em três etapas saber cada uma delas é importante para que se trace um plano terapêutico adequado. Bem como saber a respeito do conceito de janela imunológica, o que acaba interferindo no diagnostico da doença.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas