Em seu livro Pedagogia da autonomia, Paulo Freire desenvolve a ideia de uma ética intrínseca ao ser humano, ou melhor, uma ética universal do ser humano, conferindo-lhe a capacidade de "eticizar o mundo", ou seja, humanizá-lo. Nesse contexto, a prática educativa, enquanto prática especificamente humana, é inseparável da ética, envolvendo tanto o educador quanto o educando em sua rigorosidade. De acordo com o próprio Freire: “é por esta ética inseparável da prática educativa, não importa se trabalhamos com crianças, jovens ou com adultos, que devemos lutar.” E, continua Freire, “a melhor forma de por ela lutar é vivê-la em nossa prática, é testemunhá-la, vivaz, aos educandos em nossas relações com eles.” (Freire, 2007, p. 16)