Ed
há 2 anos
Vamos analisar cada uma das alternativas sobre a Comissão de Verificação de Poderes durante a Primeira República no Brasil: (A) Trabalhava em conjunto com a Justiça Eleitoral em cada um dos estados, buscando padronizar o processo eleitoral, com o objetivo de conter as violências contra os eleitores e garantir a apuração das urnas sem qualquer ato ilícito. Essa afirmação é um pouco exagerada, pois a comissão não tinha um papel tão amplo de padronização e controle. (B) Contribuía para permitir que as minorias parlamentares tivessem algum grau de interferência nas decisões das suas casas legislativas, porque fazia a exigência que os parlamentos tivessem regimentos internos. Essa opção não reflete a função principal da comissão, que era mais voltada para a verificação de poderes. (C) Denunciava os processos eleitorais viciados por várias ilegalidades, que eram sumariamente anulados, situação que trouxe problemas para as oligarquias estaduais dominantes, que tinham seus poderes apoiados em fraude eleitoral. Essa alternativa é bastante precisa, pois a comissão realmente tinha um papel de verificar e denunciar fraudes eleitorais. (D) Fazia o reconhecimento de seus próprios membros, nas Assembleias Estaduais, no Senado e na Câmara dos Deputados, o que a tornava uma expurgadora de candidatos indesejáveis, sob a alegação de fraudes ou irregularidades burocráticas. Essa afirmação não é correta, pois a comissão não tinha esse papel de expurgar candidatos. (E) Controlava os processos de alistamento eleitoral, votação, apuração dos votos, além de disciplinar a formação de partidos políticos, o que possibilitou, progressivamente, a existência de eleições livres de práticas ilegais, sem o voto de cabresto. Essa opção é exagerada, pois a comissão não tinha controle direto sobre todos esses processos. Diante da análise, a alternativa correta é: (C).
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