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Com base no excerto abaixo, assinale a alternativa CORRETA. “Eles não comem seus inimigos porque têm fome, mas sim por ódio e grande hostilidade, sendo que, nos combates entre eles, durante a guerra, gritam cheios de raiva: [...] – Que todo infortúnio recaia sobre você, minha comida, minha refeição.” (STADEN, Hans. A verdadeira história dos selvagens, nus e ferozes devoradores de homens..., 1556).

A( ) A antropofagia nunca foi praticada entre os índios do Brasil, entretanto os relatos dos viajantes afirmam essa prática, pois estavam imbuídos do espírito cristão e tudo que era pagão devia ser condenado.
B( ) O relato de Hans Staden retrata parcialmente as guerras tribais no litoral brasileiro do século XVI.
C( ) Relatar as práticas de antropofagia era uma maneira de continuar sustentando que os habitantes do Brasil eram selvagens e que não deviam ser incorporados ao mundo do trabalho, diminuindo o ódio e a hostilidade.
D( ) Em tempos de seca e grande fome, os índios costumavam realizar grandes expedições à procura de prisioneiros para capturá-los e poderem se alimentar.
E( ) As mulheres, crianças e velhos não participavam dos banquetes canibais.
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Desafios Para o Conhecimento

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

A alternativa CORRETA é: B( ) O relato de Hans Staden retrata parcialmente as guerras tribais no litoral brasileiro do século XVI. Essa opção reconhece que o relato de Staden, embora tenha suas limitações, oferece uma visão sobre as práticas e conflitos entre as tribos indígenas da época. As outras alternativas contêm informações incorretas ou distorcidas sobre a antropofagia e as práticas indígenas.

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Após a independência era necessária a formação de núcleos coloniais, bem como a organização de batalhões de estrangeiros, visto que o exército estava em formação. Neste contexto, entre 1823-1828, Dom Pedro I procurou estimular a imigração. Sobre a política de colonização no Império, é CORRETO afirmar que:

A( ) ainda durante o Primeiro Reinado a política de colonização recebeu significativo impulso, de tal maneira que a lei orçamentária de 1831/1832 previa significativos gastos com colonização estrangeira, o que caracterizava uma vitória política do Imperador sobre a elite latifundiária escravista.
B( ) em sintonia com a política do Governo Imperial, em 1836 a Província de Santa Catarina elabora a sua legislação a este respeito, na qual proibia a colonização através de companhias colonizadoras ou por empresas particulares estrangeiras, facultando, no entanto, este empreendimento a nacionais.
C( ) a partir da segunda metade do século XIX verificou-se uma junção de interesses entre poder público e empresas privadas. A fundação de novas colônias valorizava a terra e incorporava novas áreas a um maior controle do Estado. Terras devolutas eram transformadas em mercadoria vendida em pequenas parcelas e, com a Lei de Terras, de 1850, uma nova lógica é aplicada às questões relativas à terra, à lógica mercantil, regulamentando a concessão de terras públicas e a expedição de títulos de propriedade.
D( ) considerando a necessidade de segurança nacional e a garantia da posse das terras do Brasil meridional, as teorias raciais elaboradas na Europa que fortaleciam a política racista de branqueamento adotada no Brasil, a imigração de europeus para o Sul do Brasil gerou um importante fato político: a necessidade de imigrantes eliminava os antagonismos e gerava a unanimidade.
E( ) a partir do modelo gerado por núcleos coloniais considerados bem-sucedidos, tais como São Leopoldo e Blumenau, em 1859 o governo prussiano editou uma portaria ministerial, conhecida como 'Reescrito von der Heydt', a qual facilitava a emigração de alemães para o Brasil, suspendendo os obstáculos burocráticos existentes.

09) No contexto mercantil do século XVI, o Sul do Brasil passou praticamente despercebido no primeiro século da colonização portuguesa. Sobre esta região e sua inserção no mundo colonial português, é CORRETO afirmar que:

A( ) as condições geográficas do Sul não eram propícias aos interesses mercantis da época, pois a região não possuía ouro nem prata em grande quantidade; o clima não era apropriado ao cultivo de produtos tropicais tais como a cana-de-açúcar e a região não possuía, ainda, portos que facilitassem o comércio.
B( ) a fitogeografia sulina, com grandes extensões de pastagens naturais, teve significativa influência na formação da estrutura agrária da região. Coube aos jesuítas a introdução do gado vacum, riqueza que viabilizou economicamente a ocupação da área a partir do século XVIII e deu origem a uma poderosa classe de latifundiários. Com a expulsão dos jesuítas esta economia centrada na pecuária entrou em declínio.
C( ) o latifúndio rio-grandense no século XVIII não tem correlação com os militares encarregados de defender a conturbada região disputada por portugueses e espanhóis. Aos militares era vetado apropriar-se de grandes extensões de campo.
D( ) a estratégica posição geopolítica do Sul trouxe como consequência uma série de guerras tais como: contra índios missioneiros (1750); contra espanhóis que ocuparam Rio Grande (1763-1776); disputas pela Banda Oriental e pelo território das Missões (1810-1828); Guerra dos Farrapos (1835-1845); guerra contra Rosas – Argentina (1851-1852); Guerra do Paraguai (1864-1870). Apesar desse estado de guerra quase permanente, o exército praticamente não influenciou na ocupação da Província de São Pedro, pois estava aquartelado na capital, Rio de Janeiro.
E( ) por volta de 1850, todos os campos nativos estavam privatizados, restando grande área de florestas. Com a Lei de Terras (1850) e o crescente processo de colonização das matas por imigrantes europeus, estas áreas também passaram gradativamente ao controle privado. A privatização das áreas florestais, no entanto, não atingiu os trabalhadores nacionais que ocupavam terras devolutas, podendo estes se estabelecer como camponeses independentes.

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