Ed
há 2 anos
Para analisar a relação entre carência e abundância no texto 8, precisamos entender como cada figura de linguagem proposta nas alternativas contribui para essa problematização. (A) da antítese em “ela chegava mesmo a desejar que a criança não sobrevivesse” - A antítese pode destacar a contradição entre o desejo de vida e a dor da carência, mas não é a figura mais forte para expressar a relação entre carência e abundância. (B) do hipérbato em “Lembrava da sua infância pobre, muito pobre na roça e temia a repetição” - O hipérbato altera a ordem das palavras, mas não necessariamente problematiza a relação entre carência e abundância de forma clara. (C) da metonímia em “Molambos cobriam o corpo das crianças, que até bem grandinhos andavam nuas” - A metonímia pode sugerir a pobreza, mas não aborda diretamente a relação entre carência e abundância. (D) do paradoxo em “com a vida a se fartar de miséria, e com o coração a sobrar esperança” - O paradoxo é uma figura que expressa a coexistência de opostos, o que se encaixa bem na problematização da carência (miséria) e da abundância (esperança). (E) da metáfora em “havia chegado à cidade com o coração crente em sucessos e eis no que deu” - A metáfora pode sugerir expectativas, mas não aborda diretamente a relação entre carência e abundância. Dessa forma, a alternativa que melhor problematiza a relação entre carência e abundância é: (D) do paradoxo em “com a vida a se fartar de miséria, e com o coração a sobrar esperança”.
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