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Olá! Boas-Vindas!
Cada material foi preparado com muito carinho para que você
possa absorver da melhor forma possível, conteúdos de qua-
lidade!
Lembre-se: o seu sonho também é o nosso!
Bons estudos! Estamos com você até a sua aprovação!
Com carinho,
Equipe Ceisc. ♥
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Prof.ª Luana Porto
Sumário
1. Pontuação ............................................................................................................................. 4
Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas do curso preparatório para
concursos e deve ser utilizado como um roteiro para as respectivas aulas. Além disso, recomenda-
se que o aluno assista as aulas acompanhado da legislação pertinente.
Bons estudos, Equipe Ceisc.
Atualizado em maio de 2023.
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1. Pontuação
Prof.ª Luana Porto
@profa.luanaporto
Pontuação e sentido
A pontuação marca, na escrita, as diferenças de entonação, contribuindo para tornar
mais preciso o sentido que se quer dar ao texto. Veja:
Fonte: https://www.folha.uol.com.br/ Acesso em: 12 dez. 2022.
Mas será que o sabemos? Desde pequeninos uma frase marca nossa relação com essa
difícil arte: “Cala a boca, menino!” Criança não tem vez para falar. Junto com o desmame,
aprende que não deve interromper os adultos, não deve se meter em conversa de gente grande
a não ser quando solicitada. Em meus tempos de colégio interno – que já vão bastante longe,
mas nem por isso fazem parte da antiguidade – não podíamos falar nem nos dormitórios, nem
nos corredores, nem no refeitório, nem na sala de aula, e muito menos na capela. Ou seja, não
podíamos falar, a não ser nos recreios. Transgressões a essa regra implicavam perda das saídas
quinzenais. Assim, as boas freiras se esforçavam para fazer de nós futuras dialogantes.
Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2020/12/conto-ao-deus-dialogo-marina-colasanti.html. Acesso em: 12
dez. 2022.
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Os jogadores que estavam lesionados não foram à festa.
Os jogadores, que estavam lesionados, não foram à festa.
Não podem fazer a festa.
Não, podem fazer a festa.
Funcionalidades da pontuação nos textos:
*Para todos verem: esquema.
Marcar pausas e inflexão de voz na leitura
Separar expressões ou palavras ou orações que precisam de destaque
Esclarecer o que a frase quer dizer (sentido)
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Exemplos:
• O anfitrião da festa – um homem muito rico e elegante – gostava de agradar a seus
convidados, dando-lhes um mimo de presente na saída das reuniões realizadas em sua
casa.
• O projeto da casa, o engenheiro o fazia com facilidade.
Sinais de pontuação:
Atenção!
Esses sinais participam de todas as funções da sintaxe, gramaticais, entonacio-
nais e semânticas. (BECHARA, 2008)
Observações:
• Os sinais de pontuação que delimitam unidades com entonações específicas e de
sentido expressivos na fala são: a interrogação, a exclamação, as reticências, as aspas.
• Sinais que indicam pausas entre unidades de forma e sentido são: o ponto final, a
vírgula e os dois pontos.
• Os sinais de pontuação que delimitam unidades com entonações específicas e de
sentido expressivos na fala são: a interrogação, a exclamação, as reticências, as aspas.
• Sinais que indicam pausas entre unidades de forma e sentido são: o ponto final, a
vírgula e os dois pontos.
Separadores:
• vírgula [ , ]
• ponto e vírgula [ ; ]
• ponto final [ .]
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• ponto de exclamação [ ! ]
• reticências [ ... ]
Comunicação ou mensagens
• dois pontos [ : ]
• aspas simples [‘ ’]
• aspas duplas [ “ ” ]
• travessão simples [ – ]
• travessão duplo [ — ]
• parênteses [ ( ) ]
• colchetes ou parênteses retos [ [ ] ]
• chave aberta [ { ]
• chave fechada [ } ].
Texto para análise:
Maria (Conceição Evaristo)
Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de es-
perar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a
caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada.
No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos.
O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O
osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa.
Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho
de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas
e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de
melão?
A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto
cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!
Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que
estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia
descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás,
do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem
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dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quando tempo, que saudades! Como era difícil con-
tinuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se
lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros
enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era
um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho.
Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em nin-
guém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam
ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta
de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis
mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo
perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles
haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá
tudo aqui no buraco do peito...
O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria
as palavras, sem entretanto virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava
dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-
saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir
direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou
rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo.
Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos,
era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha
recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a
voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da
vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez
que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem
passou por ela e não pediu nada.Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola
de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço.
Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com
faca-laser que parecia cortar até a vida. (...)
Fragmento do conto “Maria”, pertencente à antologia Insubmissas lágrimas de mulhe-
res”, de 2011.
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Pontos de Vista
Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou
a discussão.
— Esta história já começou com um erro — disse a Vírgula.
— Ora, por quê? — perguntou o Ponto de Interrogação.
— Deveriam me colocar antes da palavra "quando" — respondeu a Vírgula.
— Concordo! — disse o Ponto de Exclamação. — O certo seria:
"Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou
a discussão".
— Viram como eu sou importante? — disse a Vírgula.
— E eu também — comentou o Travessão. — Eu logo apareci para o leitor saber que
você estava falando.
— E nós? — protestaram as Aspas. — Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que,
para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.
— O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos. — Apareço sempre antes das Aspas
e do Travessão.
— Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa
missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como
agora!
— Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências.
— Ou dar margem para outras interpretações...
— É verdade — disse o Ponto. — Uma pontuação errada muda tudo.
— Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou" — disse o Ponto de Interrogação
— é apenas uma pergunta, certo?
— Mas se eu aparecer no seu lugar — disse o Ponto de Exclamação — é uma certeza:
"A guerra começou!"
— Olha nós aí de novo — disseram as Aspas.
— Pois eu estou presente desde o comecinho — disse o Travessão.
— Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é
preciso os dois — disse o Ponto e Vírgula. — E aí entro eu.
— O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz — disse a Vírgula.
— Então, que nos usem direito! — disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão.
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Conto de João Anzanello Carrascoza
O Mistério da Herança
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve
tempo de fazer o seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer isso. Pe-
diu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar tudo resolvido,
acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento sem nenhuma pontua-
ção. Escreveu assim: 'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a
conta do padeiro nada dou aos pobres.'
Morreu, antes de fazer a pontuação.
Dos quatros concorrentes a quem deixava ele a fortuna?
Outros ganhadores da herança:
'Deixo meus bens a minha irmã, não a meu sobrinho, jamais será paga a conta do pa-
deiro nada dou aos pobres.'
'Deixo meus bens a minha irmã, não a meu sobrinho, jamais será paga a conta do pa-
deiro? Nada, dou aos pobres.'
'Deixo meus bens a minha irmã? Não, a meu sobrinho, jamais será paga a conta do
padeiro, nada dou aos pobres.'
'Deixo meus bens a minha irmã? Não. a meu sobrinho? Jamais. será paga a conta do
padeiro, nada dou aos pobres.'
Emprego da pontuação
Ponto final
a) Emprega-se no final de frases declarativas:
Exemplos:
“Os livros foram danificados pelas traças.”
“A diferença básica entre bacharelado e licenciatura é a essência de suas atividades:
enquanto esta se volta à formação de professores, a outra prepara profissionais para ampla atu-
ação no mercado de trabalho.”
b) Emprega-se ponto final, sem ter relação com a pausa de encerramento de período,
para acompanhar palavras abreviadas.
Exemplos:
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Att.
p.
2.a
Atenção!
“Quando o período, oração ou frase termina por abreviatura, não se coloca o ponto final
adiante do ponto abreviativo, pois este, quando coincide com aquele, tem dupla serventia.” (BE-
CHARA, 2008, p. 516)
Exemplo:
Senhor Marco Aurélio, o deputado federal João da Silva saiu da reunião muito feliz com a
proposta de cargo no Ministério aventada por V. Exa.
Dois-pontos
É usado para:
a) introduzir uma fala em um diálogo escrito:
A professora aproximou-se:
_ Vocês estão entendendo o exercício?
As pretas, com uma tanga no ventre, a arregaçar-lhes um palmo dos vestidos, umas
dentro do tanque, outras foram inclinadas sobre as peças de roupa, a batê-las, a ensaboá-las, a
torcê-las, iam ouvindo e redarguindo às pilhérias do tio João, e a comentá-las de quando em
quando com esta palavra:
— Cruz, diabo!... Este sinhô João é o diabo!
(Fragmento de Memórias póstumas de Brás Cubas)
b) introduzir uma citação:
Segundo João da Silva: a educação deve receber investimentos mais sólidos. (2000, p.
20)
Lara (1985, p.20) indica dois aspectos que são fundamentais para entender como é o
tipo que constituí o gaúcho mítico:
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O conceito do mito é todo um conjunto de fatores, algo diluído, que, neste caso, constitui
o modo de ser do gaúcho, os fatos originários de sua formação histórica, na terra e na guerra:
o espírito aventureiro e guerreiro, a coragem, a agressividade, a energia e o sangue frio.
Fonte: Amanda Menger. O mito do gaúcho em A casa das sete mulheres. Sessões do
imaginário, n. 25, 2011. P. 26
c) introduzir palavras ou orações que servem para enumerar ou esclarecer o
que se afirmou anteriormente:
Lembrei-me de tudo o que aconteceu: era uma tarde fria, dois homens chegaram a casa,
renderam-me e começaram a buscar dinheiro em todas as dependências da nossa moradia.
Parênteses
Empregam-se os parênteses:
a) para intercalar uma ideia acessória ou explicativa na frase:
Depois do jantar (mal servido) ele saiu daquele hotel e não voltou mais.
b) nas indicações bibliográficas:
“Mas quando olhar a mancha viva na minha camisa, talvez faça uma careta e me deixe
passar.” (Chico Buarque)
Travessão
Emprega-se o travessão para:
a) indicar a fala ou a mudança de interlocutor nos diálogos escritos:
_ Olá, como vai?
_ Tudo bem, e você?
b) enfatizar expressões ou orações nas frases:
Foi poeta – e sonhou – e amou na vida.
Ponto de interrogação
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Emprega-se no final de frases interrogativas diretas:
− Os homens precisam andar armados para se proteger da violência?
− Afinal, onde estão presos os ladrões que furtaram o banco no último final de semana?
Atenção!
No diálogo, pode aparecer sozinho ou acompanhado do de exclamação para indicar
o estado de dúvida do personagem diante do fato:
— “Esteve cá o homem da casa e disse que do próximo mês em diante são mais
cinquenta...
— ? !...” [ML.1, 226].
(BECHARA, 2008, p. 516-517)
Ponto de exclamação
É usado após uma interjeição ou frase exclamativa para expressar chamamento, emo-
ções, ordem ou pedido:
Exemplos:
− Epa! Alguma coisa está errada no trabalho.
− Saia do meu quarto!
Aspas
Empregam-se as aspas para:
− indicar o início e o final de uma citação:
Machado de Assis disse: “Deve ser um vinho enérgico a política.”
− destacar uma palavra ou expressão (como palavra estrangeira, gíria, neolo-
gismo):
Os “anjinhos” já estão prontos? O ônibus escolar chegou.
Você sabe fazer “downloads” de arquivos?
Ponto e vírgula
Emprega-se o ponto e vírgula para:
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a) separar, em um período de certa extensão, as partes que tenham orações já
separadas por vírgulas:
Já realizei muitos trabalhos escolares e provas durante oEnsino Médio, em alguns exa-
mes, obtive bons resultados, em outros, nem tanto; de tudo isso, o que mais me agradou foram
as notas dez que consegui.
b) separar os itens em uma enumeração:
A prova constará de: a) um estudo de texto; b) cinco questões gramaticais contextuali-
zadas; c) uma redação sobre o tema abordado no texto.
É proibido:
• fumar neste local;
• apresentar-se de forma não civilizada;
• tratar funcionários sem polidez.
Reticências
Servem para marcar interrupção ou incompletude do pensamento ou hesitação em
enunciá-lo.
Exemplos:
Ele saiu de casa cedo e foi morar em ... em São Paulo.
Saiu de cassa e não quis mais saber de ninguém ...
Atenção!
Se aparecerem no fim do enunciado, as reticências dispensam o ponto final.
Se as reticências servem para indicar uma enumeração inconclusa, podem ser
substituídas por etc.
Na transcrição de um diálogo, as reticências indicam a não resposta do interlo-
cutor.
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Numa citação, as reticências podem ser colocadas no início, no meio o no fim,
para indicar supressão no texto transcrito, em cada uma dessas partes.
Uso da vírgula
Emprega-se a vírgula para:
1. Separar enumeração
Os pais, os professores, os orientadores pedagógicos e os alunos precisam com-
partilhar o projeto pedagógico da escola.
Sua observação foi agressiva, irônica, antipática.
O juiz que avaliou o processo mostrou-se bastante sensível, sensato e cauteloso em-
bora eu tenha considerado a pena muito branda.
2. Separar aposto explicativo
Suposta amante de Bentinho, Capitu é uma das personagens mais famosas de nossa
literatura.
Antônio Pitanga, ator veterano da televisão brasileira, foi homenageado em evento de
cinema em Gramado.
3. Separar orações adjetivas explicativas
A autora do livro, o qual já vendeu mais de 20 milhões de exemplares, tornou-se rica
com a publicação da obra.
Seus olhos, que eram negros, brilhavam muito.
O antigo Coliseu, onde eram apresentadas peças da tragédia grega, desmoronou-se
por causa de um tremor de terra na Itália.
4. Separar o vocativo
Em atenção a Ofício, n. 10/2017, informo, Senhor Presidente, que foi cancelada a rea-
lização da conferência de abertura do IV Seminário de Justiça Restaurativa.
Você ouviu, Maria, que notícia estranha?
Prezado diretor, comunico que a sua empresa será notificada por infringir leis trabalhis-
tas.
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5. Isolar adjunto adverbial deslocado ou extenso
O Juizado de Infância e Juventude, com muita cautela, tem atuado para impedir danos
psicológicos a vítimas juvenis de violência doméstica.
A reunião realizada ontem, no Tribunal Regional Federal, alcançou excelente público.
À noite, faço um curso de inglês intensivo.
Na manhã do dia 15 de março, ladrões invadiram um supermercado na zona sul da
cidade.
6.isolar expressões explicativas, como isto é, ou seja, a saber, por exemplo, ou
melhor, etc, ou expressões de correção, continuação, concessaõ, conclusão, como aliás, digo,
munto, ou antes, outrossim, não obstante, então, com efeito.
O diretor titubeou, isto é, não concordou de pronto com a decisão.
Ele foi para Brasília, aliás, para Porto Seguro.
Maria sempre foi gentil, dedicada e séria, com efeito, mereceu o prêmio.
7. Separar nomes de lugar, em datas e endereços
Santa Cruz do Sul, 25 de maio de 2018.
Rua do Ouro, 228.
8. Indicar elipse do verbo
Hoje nós preferimos café e ontem, chá.
Atenção!
A elipse se caracteriza pela ocultação de um termo subentendido.
9. Separar orações coordenadas que não são ligadas pelo conector “e”
Viajou no fim de semana, foi visitar os pais.
Talvez seja engano meu, mas acho que ela está mais serena agora.
Observação: separar as orações coordenadas pelo conector “e” quando o sujeito
das orações não for o mesmo:
A criatura desviou-se, e as linhas se moveram.
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10. Separar orações subordinadas adverbiais antepostas à oração principal
Apesar de ser um aluno dedicado, não era reconhecido por isso pela maioria dos pro-
fessores.
Embora vivesse no interior, vinha muito à capital.
Quando eu era menino, ouvia muitas histórias macabras.
Atenção!
Sequência oração principal + oração subordinada = sem vírgula
A festa será adiada / se não houver confirmação de todos.
Sequência oração subordinada + oração principal = com vírgula
Se não houver confirmação de todos, / a festa será adiada.
11. Separar oração reduzida de gerúndio ou particípio ou infinitivo
Considerando o caso já julgado sobre crime de honra, o juiz negou nova contestação
de sua decisão.
Jamais conseguirá o apoio de seus pais, agindo impensadamente.
Terminada a festa, eles tiveram de reorganizar a casa.
Para sair de casa na chuva, precisava de guarda-chuva e não o tinha.
12. Separar orações ou termos intercalados
Os estudantes, mesmo que recebam incentivo para se prepararem para o vestibu-
lar, nem sempre sonham em cursar uma faculdade.
As notícias, ao omitirem a fonte das informações, são menos confiáveis.
Esses fatos, conforme informou o jornal, são falsos.
A reunião, disse ele, foi cancelada ontem.
Ele, para mim, sempre foi um bom aluno.
Um pequeno destaque para gravar informações:
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13. Separar pleonasmos e repetições
Ele jamais, jamais, jamais se revoltaria contra os pais.
A nova casa de meus pais é linda, linda, linda.
14. Separar partículas e expressões de explicação, correção, continuação, conclu-
são, concessão
Ele foi sempre muito delicado com os colegas, não obstante, agiu de forma hostil diante
de uma brincadeira boba.
O evento será realizado amanhã, aliás, depois de amanhã.
15. Separar as conjunções e advérbios adversativos (porém, todavia, contudo, en-
tretanto), principalmente quando pospostos:
Todos os colegas da turma abraçaram o professor na despedida da escola e Pedro,
porém, não esboçou nenhum gesto de empatia.
Observação:
Em um período em que todos os termos estão na ordem direta, não se emprega vír-
gula.
Exemplos:
A vida dos refugiados da Síria tem sido cruel nos países europeus.
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Tanto o Brasil rural quanto o Brasil urbano das últimas décadas enfrentam sérios pro-
blemas econômicos.
Atenção!
Expressão explicativa por ser separada por:
• Vírgulas;
• Travessões;
• Parênteses.
Exemplos:
• O homem que escrevia livros, um sujeito culto e politizado, era feliz na arte de es-
crever, mas triste no ofício de viver, por isso, suicidou-se tão jovem.
• O homem que escrevia livros - um sujeito culto e politizado - era feliz na arte de
escrever, mas triste no ofício de viver, por isso, suicidou-se tão jovem.
• O homem que escrevia livros (um sujeito culto e politizado) era feliz na arte de es-
crever, mas triste no ofício de viver, por isso, suicidou-se tão jovem.
Fique ligado!
Não usar vírgula entre:
1) sujeito e verbo
Mães de bebês recém-nascidos devem ter cuidados extras durante a pandemia.
2) verbo e complemento
João e Maria compraram livros novos para seus filhos.
João e Maria dissertam que seus filhos gostam de livros infantis.
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