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Maurício tem 37 anos, é um paciente com transtorno de adição por substâncias ilícitas, consome cocaína e inala crack. Adoeceu por tuberculose pulmonar confirmada por exame de escarro e imagem 2 anos atrás, entretanto abandonou o tratamento ainda no quarto mês. A equipe de saúde não conseguiu contato na busca ativa na época do abandono e agora retorna com queixa de tosse produtiva, perda ponderal, febre vespertina e astenia. Qual das alternativas a seguir discrimina a conduta mais apropriada para Maurício nesse momento?

a) Solicito TRM-TB pois já avalia se há resistência a rifampicina e radiografia de tórax em PA e perfil.
b) Reinicio tratamento, prescrevendo RH por mais 3 meses para completar os 2 meses de tratamento faltantes, com dose ajustada de acordo com o peso atual.
c) Por tratar-se de abandono, encaminho o paciente para internação em uma unidade terciária com isolamento respiratório. Pela alta probabilidade de tratar-se de tuberculose multirresistente.
d) Solicito radiografia de tórax em PA e perfil, baciloscopia do escarro e cultura para micobactérias no escarro com tipificação e teste de sensibilidade, pois o abandono pode ter gerado alguma resistência. Se a baciloscopia vier positiva inicio tratamento com RHZE e aguardo resultado da cultura.
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ano passado

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Para abordar a situação do Maurício, que tem um histórico de tuberculose e abandono do tratamento, é fundamental considerar a possibilidade de resistência medicamentosa, especialmente devido ao abandono anterior e ao uso de substâncias ilícitas que podem comprometer sua saúde. Vamos analisar as alternativas: a) Solicito TRM-TB pois já avalia se há resistência a rifampicina e radiografia de tórax em PA e perfil. - Essa opção menciona a resistência, mas não aborda a necessidade de investigar a situação atual do paciente de forma mais abrangente. b) Reinicio tratamento, prescrevendo RH por mais 3 meses para completar os 2 meses de tratamento faltantes, com dose ajustada de acordo com o peso atual. - Essa abordagem ignora a possibilidade de resistência e não é a conduta mais segura. c) Por tratar-se de abandono, encaminho o paciente para internação em uma unidade terciária com isolamento respiratório. Pela alta probabilidade de tratar-se de tuberculose multirresistente. - Embora a internação possa ser necessária, essa opção não aborda a investigação diagnóstica inicial. d) Solicito radiografia de tórax em PA e perfil, baciloscopia do escarro e cultura para micobactérias no escarro com tipificação e teste de sensibilidade, pois o abandono pode ter gerado alguma resistência. Se a baciloscopia vier positiva inicio tratamento com RHZE e aguardo resultado da cultura. - Esta opção é a mais completa, pois inclui a investigação diagnóstica necessária antes de reiniciar o tratamento, considerando a possibilidade de resistência. Portanto, a alternativa correta e mais apropriada para a conduta com Maurício é: d) Solicito radiografia de tórax em PA e perfil, baciloscopia do escarro e cultura para micobactérias no escarro com tipificação e teste de sensibilidade, pois o abandono pode ter gerado alguma resistência. Se a baciloscopia vier positiva inicio tratamento com RHZE e aguardo resultado da cultura.

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Um adolescente compareceu ao ambulatório de neurologia acompanhado de sua mãe. O motivo da consulta foi estar apresentando vários episódios de “desligamentos” que duram aproximadamente de 5 a 10 segundos, o paciente fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos e muitas vezes não é percebida pelo paciente e sim pelos familiares e/ou professores. Geralmente são precipitadas por hiperventilação durante aula de artes marciais. Qual o diagnóstico clínico mais provável para o paciente?

A Crises focais disperceptivas não motora.
B Crises focais perceptivas não motora.
C Crises generalizadas não motoras.
D Crise focal evoluindo para tônico-clônica bilateral.

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