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MICROBIOLOGIA CLÍNICA
PROFA. JAQUELINE BARBOSA DE SOUZA
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO 
DE AMOSTRAS CLÍNICAS
PROCESSO DE DIAGNÓSTICO 
MICROBIOLÓGICO
Laboratório
Paciente Médico
• ETAPAS:
1. ANAMNESE (HISTÓRIA
CLÍNICA) E EXAME FÍSICO
2. EXAME CLÍNICO
3. HIPÓTESE DA CAUSA DOS
SINAIS E SINTOMAS DO
PACIENTE
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Qual o tempo máximo permitido entre a coleta e
o processamento inicial de materiais coletados
para exames microbiológicos?
Fonte: https://www.moblee.com.br/blog/os-primeiros-seis-meses-de-uma-startup-investida/
➢ A definição do tempo máximo permitido entre a coleta e o
processamento de um determinado material clínico é um fator
importante para o resultado confiável do exame.
➢ A temperatura de transporte é outro fator importante.
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/284198/
Quais importância da refrigeração de materiais
clínicos após a coleta?
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Fonte: https://portuguese.alibaba.com/product-detail/240Liter-Dry-ice-cool-box-cool-60177516467.html
➢ Temperatura ambiente (TA) para o transporte e o armazenamento de
amostras é de 25ºC. Reavaliar conceito de TA, pois no Brasil, na maior
parte do ano, a TA pode ultrapassar esse valor.
➢ Estudos recentes mostram que a viabilidade de bactérias fastidiosas
transportadas em swabs com meio de transporte foi melhor quando os
swabs foram armazenados sob refrigeração.
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
➢ A refrigeração da amostra tem como finalidade manter a viabilidade do
agente a ser pesquisado e não permitir a multiplicação de bactérias que
fazem parte da microbiota do sítio de onde a amostra foi coletada.
➢ Exceções: líquor (manter em TA).
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
O uso de swabs com meio de transporte para coleta de materiais clínicos 
pode ocorrer em quais situações?
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Fonte: https://severianomelo.rn.gov.br/informa.php?id=872
➢ A coleta apropriada e um sistema de transporte eficiente são as etapas
mais críticas da fase pré-analítica do exame microbiológico.
➢ Vários trabalhos mostram que a coleta de materiais clínicos através de
swabs é menos adequada do que aquela por aspiração (por exemplo:
infecção por anaeróbios).
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
➢ Swab com meio de transporte pode ser
utilizado para: secreções do trato genital,
trato respiratório superior (orofaringe,
nasofaringe), secreção ocular e do trato
digestório (ânus e reto).
➢ Não deve ser utilizado para secreções de
feridas.
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Fontes: https://slideplayer.com.br/slide/284198/; https://www.sabresafety.com.br/produto/swab-rayon-para-coleta-em-tubo-meio-stuart-esteril-caixa-com-50-unidades/
Qual a sequência correta de semeadura de um material clínico nos
diferentes meios de cultura?
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Fonte: https://www.biomedicinapadrao.com.br/2012/09/tecnicas-de-semeadura.html
➢ O processamento do material clínico no Laboratório de Microbiologia
envolve dois principais exames: confecção de esfregaço corado pelo Gram
e semeadura em meios de cultura.
➢ Os meios de cultura são classificados basicamente em meios seletivos e
não-seletivos (ricos), de acordo com sua composição.
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
➢ Os meios ricos são livres de agentes inibidores e permitem o crescimento
da maioria dos microrganismos mais frequentes.
➢ Já os meios seletivos possuem agentes inibitórios (antibióticos, corantes,
sais biliares, etc.) favorecendo o crescimento de alguns microrganismos e
inibindo o de outros.
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
➢A semeadura deve ser realizada primeiramente no meio rico, seguido do
meio seletivo.
➢ Preparar o esfregaço para bacterioscopia, após inoculação no meio (se o
material tiver sido coletado por swab).
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Fontes: https://plastlabor.com.br/produtos/pl-agar-sangue-carneiro-c-azida-90mm/; https://es.wikidat.com/info/agar-macconkey; https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gar_CLED; https://www.fishersci.com/shop/products/remel-
salmonella-shigella-agar-ss-agar/R01840 
MEIOS DE 
CULTURA
Ágar Sangue Ágar MacConkey
Ágar CLED Ágar SS
Quais as causas mais comuns de rejeição de
amostras clínicas no laboratório de microbiologia?
COLETA, TRANSPORTE E PROCESSAMENTO DE 
AMOSTRAS CLÍNICAS
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/covid-19-pesquisa-medica-diagnostico-profissionais-de-saude-e-conceito-de-quarentena-medico-estagiario-com-mascara-e-luvas-medicas-exame-de-amostra-de-urina-no-laboratorio-clinico-
mostra-gesto-de-rejeicao-e-recusa_16899068.htm
Amostras que foram coletadas ou transportadas sem as condições
adequadas não devem ser aceitas, pois a qualidade do resultado pode ser
prejudicada.
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/284198/
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/284198/
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/284198/
COLETA DE 
SECREÇÕES
SECREÇÃO OCULAR
➢ Conjuntiva:
• Desprezar a secreção purulenta superficial;
• Coletar o material da parte interna da pálpebra inferior de ambos os olhos
com swabs umedecidos em solução salina;
• Semear imediatamente em Agar Sangue e Agar Chocolate ou transportar em
Stuart;
• Passar os swabs já semeados em lâminas, para o exame direto.
➢ Transporte:
• Placascoletar 
dois swabs: um para o esfregaço corado pelo Gram e o outro para a cultura, 
que deve ser mantido em meio de transporte.
Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/98024267/gram-positiva-e-gram-negativa
ÚLCERA DE DECÚBITO (ESCARA)
• Limpar a superfície com solução
salina estéril;
• Se possível, biopsiar (e manter em
meio de transporte para
anaeróbios); se não, aspirar com
seringa e agulha; em último caso,
coletar com swab e colocar em
meio de transporte (Stuart).
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Escara
SECREÇÃO GENITAL FEMININA
➢ Glândulas de Bartholin:
• Desinfetar a pele com iodo; aspirar o fluido e inocular em meio de
transporte.
Fonte: https://www.mdsaude.com/ginecologia/infeccao-ginecologica/glandula-de-bartholin/
SECREÇÃO GENITAL FEMININA
➢ Cérvix:
• Após limpeza do muco/secreção com um swab, coletar com outro swab o
material do canal cervical e colocar em meio de transporte.
Fonte: https://www.sanarmed.com/cervicite-assintomatica-e-perigosa-colunistas
SECREÇÃO GENITAL FEMININA
➢ Secreção vaginal:
• Limpar o excesso de secreção, coletar com swab e colocar em meio de
transporte (Stuart);
• Um segundo swab deve ser coletado e passado em lâmina, para pesquisa
de Gardnerella vaginalis.
Fontes: http://saudedamulherpedra90.blogspot.com/2016/04/corrimento-vaginal.html; https://pt.thpanorama.com/blog/ciencia/criterios-de-amsel.html
SECREÇÃO GENITAL MASCULINA
➢ Próstata:
• Tubo seco, estéril, após massagem prostática.
➢ Uretra:
• Swab urogenital no lúmen uretral (2-4 cm profundidade), rotativamente,
colocando em meio de transporte Stuart.
➢ LESÃO ULCERADA MASCULINA OU FEMININA
• Após limpeza, coletar com swab e colocar em meio de transporte
(Stuart).
PROCESSAMENTO DE 
SECREÇÕES
SWAB
➢ Sem meio de transporte:
• Suspender a amostra em volume pequeno de TSB (Caldo Triptona Soja)
ou solução fisiológica estéril e homogeneizar;
• Utilizar a solução para inocular nos meios e fazer lâmina para o Gram;
• Semear por esgotamento em Agar Sangue.
➢ Com meio de transporte:
• Rolar o swab numa parte do meio e semear por esgotamento em Agar
Sangue.
SERINGA
• Inocular diretamente nos meios de cultura sólidos (esgotamento) e em
caldo de tioglicolato ou frasco de hemocultura.
Fontes: https://www.dme.ind.br/portfolio-item/tioglicolato-caldo-20-ml/; https://bunzlsaude.com.br/hospital/frascos-para-hemocultura 
SECREÇÃO DE TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR 
(TRI)
• Lavado broncoalveolar
• Escovado
• Aspirado traqueal
• Escarro – Análise da qualidade da amostra (Gram)
• Biópsia pulmonar
• Materiais não aceitáveis:
- Saliva
- Escarro colhido durante 24 horas
- Swabs
CULTURA QUANTITATIVA
SECREÇÃO DE TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR 
(TRI)
• Lavado broncoalveolar
• Escovado
• Aspirado traqueal
Fontes: https://www.vetprofissional.com.br/artigos/esgotamento-de-inoculo-como-realizar-esse-metodo-de-isolamento-de-microrganismos; http://micro-ifrj.blogspot.com/2018/08/meios-de-cultura-contendo-bacterias.html 
CULTURA QUANTITATIVA
➢ Uso de alça calibrada
➢ Critérios de interpretação:
• Escovado protegido: ≥103 UFC/mL
• Lavado broncoalveolar (LBA): ≥104 UFC/mL
• Aspirado traqueal: ≥106 UFC/mL

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