Restrição do acesso a medicamentos psicotrópicos, visando diminuir o risco da dependência medicamentosa e promover de forma principal uma abordagem terapêutica não medicamentosa. A desinstitucionalização assenta-se no saber disciplinar que informa o conhecimento médico e clínico como um sistema de teorias, normas e prestações racionalista e centrado nos binômios problema-solução, doença-cura. Busca da cura com ênfase no bem-estar individual e coletivo, na produtividade social e na erradicação da doença e dos transtornos mentais. Desconstrução do saber psiquiátrico que reduz a loucura à doença mental e que reforça a instituição hospitalar como principal referência da atenção à saúde mental. As residências terapêuticas fazem parte da deinstitucionalização ao construir um espaço que a loucura possa restringida e possa se construir uma terapêutica adequada a ela.