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Boris Fausto divide os indígenas nativos do Brasil entre tupis-guaranis e tapuias. De acordo com o historiador, por que os tupis denominavam o outro grupo indígena de tapuias?
Porque o português estabeleceu essa diferença entre os dois grupos e os tupis assimilaram a nomenclatura
Porque tapuia significava que esses grupos não falavam tupi.
Porque tapuia remetia à região que esses grupos ocupavam
Porque todos que eram inimigos dos tupis eram chamados por eles de tapuias
Porque tapuia significa “antropófago”, ou seja, que come carne humana.
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Questões para Estudantes

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

A denominação "tapuias" pelos tupis se referia, principalmente, ao fato de que esses grupos não falavam a língua tupi. Portanto, a resposta correta é: "Porque tapuia significava que esses grupos não falavam tupi."

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Sobre a relação que os portugueses estabelecem com o Brasil após sua chegada, a historiadora Laura de Mello e Souza escreve que: “Descoberto, o Brasil ocupará no imaginário europeu posição análoga à ocupada anteriormente por terras longínquas e misteriosas que, uma vez conhecidas e devassadas, se desencantaram. Com o escravismo, este acervo imaginário seria refundido e reestruturado, mantendo, entretanto, profundas raízes europeias. Prolongamento modificado do imaginário europeu, o Brasil passava também a ser prolongamento da Metrópole, conforme avançava o processo colonizatório. Tudo que lá existe, existe aqui, mas de forma específica, colonial”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 31).
O que a historiadora Laura de Mello e Souza quer dizer ao afirmar que o Brasil era um “prolongamento modificado do imaginário europeu?”
Laura de Mello e Souza infere que o escravismo ajudou a fortificar as raízes europeias do imaginário na América portuguesa.
Quando ela diz que “tudo o que lá existe, existe aqui”, ela reafirma que os portugueses transferiram exatamente as mesmas instituições para sua colônia.
Laura de Mello e Souza entende que os portugueses criaram no Brasil uma sociedade exatamente igual à que conheciam na Europa.
Para Souza, o imaginário europeu foi transferido para o Brasil mas sofreu modificações a partir da vivência dos colonos.
A historiadora argumenta que os portugueses não conseguiram instituir no Brasil as instituições e o imaginário europeu que gostariam.

“A expansão ocidental caracterizou-se pela bifrontalidade: por um lado, incorporavam-se novas terras, sujeitando-as ao poder temporal dos monarcas europeus; por outro, ganhavam-se novas ovelhas para a religião e para o papa. De todos os frutos que poderia dar a terra recém-descoberta, pareceu a Caminha que o melhor seria salvar a gente indígena. ‘E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar’, permitia-se aconselhar, com grande naturalidade, o escrivão de Calicute”. (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. Feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. p. 32).
O que seria a “bifrontalidade” da expansão ocidental de que trata a historiadora Laura de Mello e Souza?
A bifrontalidade da expansão se daria, segundo Laura de Mello e Souza, a partir da conquista de novos territórios e da catequização dos indígenas.
Laura de Mello e Souza, citando Pero Vaz de Caminha, entende que a expansão ocidental deveria plantar sementes, ou seja, fazer a agricultura, e catequizar os indígenas.
Para Souza, salvar a gente indígena e ganhar novas ovelhas para o papa eram as duas frentes da expansão ocidental.
Para a historiadora a expansão ocidental teria duas frentes: ampliar o poder religioso dos monarcas europeus e catequizar os indígenas da América.
A historiadora utiliza trecho da carta de Caminha para concluir que a bifrontalidade se dava por “salvar a gente indígena” da violência dos espanhóis e plantar sementes na nova colônia.

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