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Um paciente de 43 anos, cirrótico, CHILD C, chega ao pronto-socorro por distensão abdominal abrupta e choque. Está torporoso, muito descorado e tem as extremidades frias. Pulso: 120 bpm, regular e fino; PA: 80 × 50 mmHg; temperatura: 36 °C. O abdome está distendido e tenso, mas sem sinais de irritação peritoneal. Hemoglobina: 5,0 g/dL, hematócrito: 15%, leucócitos: 4.500/mm³. A tomografia mostra massa única de cerca de 4,0 cm de diâmetro, compatível com carcinoma hepatocelular, em fígado cirrótico. Na massa há sinais de hemorragia ativa. O paciente é reanimado, o que inclui transfusão de sangue.
Em condições ideais, a próxima conduta deve ser:
A. Transplante hepático de urgência.
B. Laparotomia para hemostasia com argônio.
C. Laparotomia para damage control (tamponamento com compressas).
D. Ressecção hepática não regrada.
E. Embolização por arteriografia.
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Questões Para a Compreensão

ano passado

Respostas

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ano passado

Analisando o caso apresentado, temos um paciente cirrótico com sinais de choque hipovolêmico e hemorragia ativa em uma massa compatível com carcinoma hepatocelular. A condição do paciente é crítica, e a abordagem deve ser rápida e eficaz para controlar a hemorragia e estabilizar o quadro. Vamos analisar as alternativas: A. Transplante hepático de urgência - Embora seja uma opção para pacientes com carcinoma hepatocelular, a urgência da hemorragia ativa torna essa opção menos viável no momento. B. Laparotomia para hemostasia com argônio - Essa técnica é menos comum e não é a abordagem inicial em casos de hemorragia aguda. C. Laparotomia para damage control (tamponamento com compressas) - Essa é uma abordagem que pode ser utilizada em situações de hemorragia massiva, onde o objetivo é controlar a hemorragia rapidamente e estabilizar o paciente. D. Ressecção hepática não regrada - A ressecção pode não ser a melhor opção em um paciente com hemorragia ativa e instabilidade hemodinâmica. E. Embolização por arteriografia - Essa é uma técnica minimamente invasiva que pode ser utilizada para controlar a hemorragia em casos de carcinoma hepatocelular, mas pode não ser a primeira conduta em um paciente em choque. Diante da situação crítica do paciente, a conduta mais adequada e imediata seria a opção C: Laparotomia para damage control (tamponamento com compressas). Essa abordagem visa controlar a hemorragia rapidamente e estabilizar o paciente antes de considerar outras intervenções.

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