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No Brasil, particularmente na década de 1990, as transformações geradas pela nova divisão internacional do trabalho foram de grande intensidade, já que partiram de uma dinâmica interna, característica dos países de industrialização dependente, fundada na superexploração da força de trabalho. A imposição de baixos salários, associados a ritmos de produção intensificados e jornadas de trabalho prolongadas, foi ainda acentuada pela desorganização do movimento operário e sindical, imposta pela vigência, entre 1964 e 1985, da ditadura militar.
A partir da temática do texto, avalie as afirmacoes a seguir.
I. Os efeitos da nova divisão internacional do trabalho foram mais acentuados e mais perversos nos países de industrialização dependente, uma vez que neles ocorreram ditaduras militares nas décadas anteriores a essa nova divisão.
II. Baixos salários, intensificação do trabalho e prolongamento de jornadas, entre outros efeitos da nova divisão do trabalho, são fenômenos globais que, no Brasil, foram agravados por sua condição de economia periférica e do enfraquecimento do movimento sindical.
III. A referida nova divisão internacional do trabalho é consequência direta do neoliberalismo, tendência econômica e política que se espraiou pelo mundo nos anos 1980, cujos efeitos de precarização se agravaram no contexto interno de alguns países.
IV. A desorganização do movimento operário e sindical no Brasil se deve à própria industrialização dependente, aliada a condições de hiperexploração do trabalho.
A) I e III.
B) I e IV.
C) II e III.
D) I, II e IV.
E) II, III e IV.
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Vamos analisar cada afirmativa: I. Os efeitos da nova divisão internacional do trabalho foram mais acentuados e mais perversos nos países de industrialização dependente, uma vez que neles ocorreram ditaduras militares nas décadas anteriores a essa nova divisão. Essa afirmativa é verdadeira, pois a combinação de ditaduras e a dependência econômica realmente intensificaram os efeitos negativos da nova divisão do trabalho. II. Baixos salários, intensificação do trabalho e prolongamento de jornadas, entre outros efeitos da nova divisão do trabalho, são fenômenos globais que, no Brasil, foram agravados por sua condição de economia periférica e do enfraquecimento do movimento sindical. Essa afirmativa também é verdadeira, pois os fenômenos mencionados são globais, mas no Brasil foram exacerbados pela sua condição de economia periférica e pela desorganização do movimento sindical. III. A referida nova divisão internacional do trabalho é consequência direta do neoliberalismo, tendência econômica e política que se espraiou pelo mundo nos anos 1980, cujos efeitos de precarização se agravaram no contexto interno de alguns países. Essa afirmativa é verdadeira, pois o neoliberalismo realmente influenciou a nova divisão do trabalho e trouxe efeitos de precarização. IV. A desorganização do movimento operário e sindical no Brasil se deve à própria industrialização dependente, aliada a condições de hiperexploração do trabalho. Essa afirmativa é verdadeira, pois a industrialização dependente e a hiperexploração contribuíram para a desorganização do movimento operário. Agora, vamos verificar as alternativas: A) I e III. (Corretas) B) I e IV. (Corretas) C) II e III. (Corretas) D) I, II e IV. (Corretas) E) II, III e IV. (Corretas) Como todos os itens I, II, III e IV são verdadeiros, a alternativa que contém todos os itens verdadeiros é: D) I, II e IV.

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Quanto à deterioração da renda dos trabalhadores terceirizados, ela se sujeita à lei da oferta e da procura, ligada ao aquecimento ou não da economia. Isso é:
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B) Uma economia mais forte gera empregos para todos os trabalhadores, porém com menor abertura de postos de trabalho para terceirizados. Uma economia mais fraca gera menos empregos para todos os trabalhadores, terceirizados ou não.
C) Uma economia mais forte gera empregos para todos os trabalhadores, porém com menor abertura de postos de trabalho para não terceirizados. Uma economia mais fraca gera menos empregos para todos os trabalhadores, terceirizados ou não.
D) Uma economia mais forte gera mais postos de trabalho para todos os trabalhadores, terceirizados ou não. Uma economia mais fraca gera menos empregos para todos os trabalhadores, porém menos ainda para os terceirizados.
E) Uma economia mais forte gera mais postos de trabalho para todos os trabalhadores, terceirizados ou não. Uma economia mais fraca gera menos empregos para todos os trabalhadores, porém menos ainda para os não terceirizados.