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Leia o texto. Essa também foi a década (1980) em que começaram a se expandir e a dar frutos os programas de pós-graduação de várias instituições universitárias, que cresceram em função das políticas do governo do general Geisel (1974-79), também responsável pelo início de um processo de "abertura lenta e gradual" que, contudo, não excluiu a permanência de procedimentos de repressão dura e violenta. Mas, de toda forma, a década de 1980, no Brasil, foi a da anistia (1979), a do desenvolvimento dos movimentos sociais e a de uma luta vigorosa pelo fim do regime militar, presidida pela palavra de ordem da redemocratização e materializada na expressiva manifestação que foi a campanha pelas "Diretas já", em 1984.
A tese central da autora é de que
havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política.
ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980.
as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo da história.
houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos 1980.
houve crescimento dos programas de pós-graduação em história.
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A tese central da autora é de que as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo da história. Essa afirmação reflete a relação entre os movimentos sociais e a historiografia, especialmente no contexto da redemocratização e das transformações políticas da época.

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A teoria da democracia racial, derivada a partir da hipótese de pesquisa desenvolvida por Gilberto Freyre, principalmente com sua obra “Casa-Grande e Senzala”, pode ser relacionada à política de cotas implementada nos institutos federais a partir da Lei 12.711 de 29 de agosto de 2012.
Dentre as opções abaixo, marque a CORRETA em relação aos conteúdos do enunciado acima.
A teoria da democracia racial de Freyre tem por princípio desvelar todas as formas de violência de brancos contra negros no Brasil, amparando teoricamente a adoção de cotas raciais como forma de compensação histórica.
A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, mascara em grande medida a violência praticada por brancos contra negros no Brasil, sustentando de certo modo parte das críticas atribuídas à adoção de cotas raciais no país.
A teoria desenvolvida por Gilberto Freyre contribui para explicar a diferença entre os níveis de violência racial ocorridos nos EUA e no Brasil, bem como sustenta teoricamente a política de cotas raciais adotada em nosso país.
A teoria desenvolvida por Freyre atribui uma visão romantizada da realidade, tornando invisíveis várias formas de violência praticadas por brancos europeus em relação aos negros. A política de cotas raciais, nesse sentido, visa validar a teoria de Freyre.
A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, sustenta uma suposta convivência pacífica e democrática entre os negros, indígenas e brancos europeus, de modo a sustentar a política de cotas raciais.

Sobre a relação entre história e etnocentrismo, marque a alternativa correta. Na antiguidade, a história buscava principalmente compreender esses povos diferentes e não julgá-los Ao longo do tempo, o etnocentrismo sempre foi combatido pela história Entre as sociedades mais etnocêntricas existentes, destacam-se as indígenas por não terem contato com outros povos O questionamento ao etnocentrismo só foi possível devido ao novo entendimento do conceito de cultura, mais amplo As religiões de matriz africana sempre tiveram destaque como religiões etnocêntricas

Do ponto de vista do método, a principal renovação da Escola dos Annales foi
uma maior permissividade na relação sujeito e objeto.
a retomada de um história voltada para os grandes homens e feitos.
uma concepção de tempo cíclica.
incorporação de novos tipos de documentos, não apenas os escritos.
a divulgação das novas pesquisas na revista Anais de História Econômica e Social.

Leia o texto a seguir. “O homem cordial pode ser visto como um tipo ideal weberiano: ele seria o precipitado de uma formação social caracterizada pela onipresença da esfera privada, logo, pelo primado das relações pessoais. Ora, a cordialidade não deve ser compreendida como uma característica essencialmente brasileira, mas antes como um traço estrutural de sociedades cujo espaço público enfrenta dificuldades para afirmar sua autonomia em relação à esfera privada. O conceito de cordialidade é um importante instrumento analítico para o estudo de grupos sociais dotados de elevado grau de autocentramento, portanto, em alguma medida, resistentes a pressões externas.” (Rocha, João Cezar de Castro. Brasil nenhum existe. Folha de São Paulo, Domingo, 09 de janeiro de 2000).
O texto acima propõe uma revisão da tese do “homem cordial”, desenvolvida pelo seguinte intelectual brasileiro:
Sérgio Buarque de Holanda.
Ribeiro Couto.
Machado de Assis.
João Ubaldo Ribeiro.
Afonso Arinos de Melo Franco.

Leia o texto para responder a questão. “Percebe-se, portanto, que os historiadores estão ligados à sua realidade mais imediata, espelhando a preocupação com questões do momento. Não vemos mais uma preocupação com uma origem distante, remota, atemporal (como existia no mito), mas sim a tentativa de entender um momento histórico concreto, presente ou proximamente passado. Há uma narração temporal cronológica, referente a uma realidade concreta. Não procuram mais conhecer uma realidade atemporal, mas a realidade específica que vivem, a de um determinado tempo e de um determinado espaço” (BORGES, 1993, p. 20)
A descrição acima se refere à mudança promovida pelos historiadores
da antiguidade
dos Annales
marxistas
metódicos
iluministas

Leia o texto para responder a questão. A trajetória do homem na terra é indeterminada, em busca de sua própria razão de ser. A finalidade desse conhecimento não é explicar a razão de ser do homem na terra, não é dar uma justificativa do que aqui estamos fazendo. Sua finalidade é estudar e analisar o que realmente aconteceu e acontece com os homens, o que com eles se passa concretamente. Essa análise não é para buscar uma filosofia de vida. [...] Explicar as transformações sociais esclarecendo seus comos e porquês leva a perceber que a situação de hoje é diferente da de ontem. Isso pode nos permitir, seja uma grande satisfação proporcionada pelo conhecimento, seja um melhor embasamento de nossas situações concretas na sociedade, ou mesmo as duas coisas. Não estamos aqui falando em se tirar lições de moral da história. (BORGES, 1993, p. 53-54) ” “A função da história, desde seu início, sempre foi fornecer à sociedade uma explicação sobre ela mesma.” (BORGES, 1993, p. 49).
A alternativa que melhor explica a frase acima é que a história
tem como função fornecer modelos de conduta aos homens.
procura transmitir para os homens da posteridade seus desejos e angústias.
é uma forma de abordagem do passado que procura lembrar os grandes feitos.
é um conhecimento social produzido para compreender a própria sociedade.
tenta resgatar o caráter edificante e sagrado dos homens.