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Leia o texto. É Francisco Adolfo Varnhagen que, em carta ao imperador dom Pedro II, explicitaria os fundamentos definidores da identidade nacional brasileira enquanto herança da colonização europeia. Diz ele a propósito do posicionamento de sua obra História Geral do Brasil frente à discussão do problema nacional: "Em geral busquei inspirações de patriotismo sem ser no ódio a portugueses, ou à estrangeira Europa, que nos beneficia com ilustração; tratei de pôr um dique à tanta declamação e servilismo à democracia; e procurei ir disciplinando produtivamente certas ideias soltas de nacionalidade . . ."
Varhagem é considerado o “pai da história” no Brasil. Segundo o texto, a característica marcante da historiografia produzida no Segundo Reinado foi
a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da nacionalidade.
a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira.
a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a nacionalidade brasileira.
que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da nacionalidade brasileira.
a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira.
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ano passado

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ano passado

Vamos analisar cada alternativa em relação ao texto sobre Francisco Adolfo Varnhagen e sua obra: 1. a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da nacionalidade. - Falso. O texto menciona que Varnhagen buscou inspirações de patriotismo sem ódio aos portugueses, o que indica uma postura mais conciliadora em relação ao elemento estrangeiro. 2. a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira. - Verdadeiro. O texto sugere que Varnhagen reconhece a herança da colonização europeia, incluindo a portuguesa, como parte da identidade nacional. 3. a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a nacionalidade brasileira. - Falso. O texto menciona que Varnhagen tratou de "pôr um dique à tanta declamação e servilismo à democracia", o que indica uma crítica à ênfase excessiva na democracia. 4. que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da nacionalidade brasileira. - Falso. Varnhagen é considerado o "pai da história" no Brasil, o que sugere que sua obra teve um papel importante na definição da nacionalidade. 5. a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira. - Falso. Embora o texto mencione patriotismo, ele não afirma que esse é o traço definidor da nacionalidade, mas sim que Varnhagen buscou inspirações patrióticas sem ódio. Com base na análise, a alternativa correta é: b) a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira.

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A teoria da democracia racial, derivada a partir da hipótese de pesquisa desenvolvida por Gilberto Freyre, principalmente com sua obra “Casa-Grande e Senzala”, pode ser relacionada à política de cotas implementada nos institutos federais a partir da Lei 12.711 de 29 de agosto de 2012.
Dentre as opções abaixo, marque a CORRETA em relação aos conteúdos do enunciado acima.
A teoria da democracia racial de Freyre tem por princípio desvelar todas as formas de violência de brancos contra negros no Brasil, amparando teoricamente a adoção de cotas raciais como forma de compensação histórica.
A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, mascara em grande medida a violência praticada por brancos contra negros no Brasil, sustentando de certo modo parte das críticas atribuídas à adoção de cotas raciais no país.
A teoria desenvolvida por Gilberto Freyre contribui para explicar a diferença entre os níveis de violência racial ocorridos nos EUA e no Brasil, bem como sustenta teoricamente a política de cotas raciais adotada em nosso país.
A teoria desenvolvida por Freyre atribui uma visão romantizada da realidade, tornando invisíveis várias formas de violência praticadas por brancos europeus em relação aos negros. A política de cotas raciais, nesse sentido, visa validar a teoria de Freyre.
A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, sustenta uma suposta convivência pacífica e democrática entre os negros, indígenas e brancos europeus, de modo a sustentar a política de cotas raciais.

Sobre a relação entre história e etnocentrismo, marque a alternativa correta. Na antiguidade, a história buscava principalmente compreender esses povos diferentes e não julgá-los Ao longo do tempo, o etnocentrismo sempre foi combatido pela história Entre as sociedades mais etnocêntricas existentes, destacam-se as indígenas por não terem contato com outros povos O questionamento ao etnocentrismo só foi possível devido ao novo entendimento do conceito de cultura, mais amplo As religiões de matriz africana sempre tiveram destaque como religiões etnocêntricas

Do ponto de vista do método, a principal renovação da Escola dos Annales foi
uma maior permissividade na relação sujeito e objeto.
a retomada de um história voltada para os grandes homens e feitos.
uma concepção de tempo cíclica.
incorporação de novos tipos de documentos, não apenas os escritos.
a divulgação das novas pesquisas na revista Anais de História Econômica e Social.

Leia o texto a seguir. “O homem cordial pode ser visto como um tipo ideal weberiano: ele seria o precipitado de uma formação social caracterizada pela onipresença da esfera privada, logo, pelo primado das relações pessoais. Ora, a cordialidade não deve ser compreendida como uma característica essencialmente brasileira, mas antes como um traço estrutural de sociedades cujo espaço público enfrenta dificuldades para afirmar sua autonomia em relação à esfera privada. O conceito de cordialidade é um importante instrumento analítico para o estudo de grupos sociais dotados de elevado grau de autocentramento, portanto, em alguma medida, resistentes a pressões externas.” (Rocha, João Cezar de Castro. Brasil nenhum existe. Folha de São Paulo, Domingo, 09 de janeiro de 2000).
O texto acima propõe uma revisão da tese do “homem cordial”, desenvolvida pelo seguinte intelectual brasileiro:
Sérgio Buarque de Holanda.
Ribeiro Couto.
Machado de Assis.
João Ubaldo Ribeiro.
Afonso Arinos de Melo Franco.

Leia o texto para responder a questão. “Percebe-se, portanto, que os historiadores estão ligados à sua realidade mais imediata, espelhando a preocupação com questões do momento. Não vemos mais uma preocupação com uma origem distante, remota, atemporal (como existia no mito), mas sim a tentativa de entender um momento histórico concreto, presente ou proximamente passado. Há uma narração temporal cronológica, referente a uma realidade concreta. Não procuram mais conhecer uma realidade atemporal, mas a realidade específica que vivem, a de um determinado tempo e de um determinado espaço” (BORGES, 1993, p. 20)
A descrição acima se refere à mudança promovida pelos historiadores
da antiguidade
dos Annales
marxistas
metódicos
iluministas

Leia o texto para responder a questão. A trajetória do homem na terra é indeterminada, em busca de sua própria razão de ser. A finalidade desse conhecimento não é explicar a razão de ser do homem na terra, não é dar uma justificativa do que aqui estamos fazendo. Sua finalidade é estudar e analisar o que realmente aconteceu e acontece com os homens, o que com eles se passa concretamente. Essa análise não é para buscar uma filosofia de vida. [...] Explicar as transformações sociais esclarecendo seus comos e porquês leva a perceber que a situação de hoje é diferente da de ontem. Isso pode nos permitir, seja uma grande satisfação proporcionada pelo conhecimento, seja um melhor embasamento de nossas situações concretas na sociedade, ou mesmo as duas coisas. Não estamos aqui falando em se tirar lições de moral da história. (BORGES, 1993, p. 53-54) ” “A função da história, desde seu início, sempre foi fornecer à sociedade uma explicação sobre ela mesma.” (BORGES, 1993, p. 49).
A alternativa que melhor explica a frase acima é que a história
tem como função fornecer modelos de conduta aos homens.
procura transmitir para os homens da posteridade seus desejos e angústias.
é uma forma de abordagem do passado que procura lembrar os grandes feitos.
é um conhecimento social produzido para compreender a própria sociedade.
tenta resgatar o caráter edificante e sagrado dos homens.