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Filosofia do Direito

Colégio Objetivo
A concepção centrada no texto jurídico é, a meu ver, muito restrita porque não estipula nada a respeito do conteúdo das regras que podem ser colocadas no texto jurídico. Enfatiza que, sejam quais forem as regras colocadas no "livro de regras" que elas devem ser seguidas até serem modificadas. Os que têm essa concepção do Estado de Direito realmente se importam com o conteúdo das normas jurídicas, mas dizem que isso é uma questão de justiça substantiva, e que a justiça substantiva, por sua vez, é um ideal diverso que não é, em nenhum sentido, parte do ideal do Estado de Direito.
O trecho de Ronald Dworkin se refere ao:
a) jusnaturalismo
b) positivismo
c) contratualismo
d) escolástica
e) pós-positivismo
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Para analisar a citação de Ronald Dworkin, é importante entender as correntes filosóficas do direito mencionadas nas alternativas. a) Jusnaturalismo - Essa corrente defende que existem direitos naturais que são universais e independentes das leis criadas pelo homem. Dworkin não se encaixa exatamente aqui. b) Positivismo - O positivismo jurídico, defendido por autores como H.L.A. Hart, enfatiza que o direito é um conjunto de normas criadas e reconhecidas socialmente, sem considerar a moralidade ou a justiça substantiva. Dworkin critica essa visão, argumentando que o conteúdo das normas é importante. c) Contratualismo - Essa teoria se concentra na ideia de que as normas jurídicas derivam de um contrato social. Não é o foco do trecho. d) Escolástica - Refere-se a uma tradição filosófica medieval que não se relaciona diretamente com a crítica de Dworkin. e) Pós-positivismo - Essa corrente busca integrar aspectos do positivismo com considerações morais e éticas, reconhecendo a importância do conteúdo das normas e da justiça substantiva, o que se alinha com a crítica de Dworkin ao positivismo. Diante disso, a alternativa que melhor representa a crítica de Dworkin à concepção centrada no texto jurídico é: e) pós-positivismo.

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O ramo da filosofia que visa estudar o raciocínio, calcado na clareza de pensamento e em sua estruturação a partir de deduções, proposições e reflexões para comprovar ou refutar uma premissa é chamado de __________________.
a ) ética
b ) lógica
c ) moral
d ) epistemologia
e ) política

Na vida jurídica não apenas a linguagem da lei deve reunir os predicados de simplicidade, clareza e concisão, também a constante dos contratos e de outras modalidades de negócios jurídicos. Ainda nas sentenças judiciais a linguagem hermética, inacessível, é um mal a ser evitado. A este respeito, louvável a campanha encetada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em 2005, em prol da simplificação da linguagem jurídica. Não se preconiza o abandono da terminologia própria do Direito, pois a linguagem jurídica, como se tem afirmado, não é uma questão de estilo, mas de precisão de conceitos.
Com base no texto acima, e nas assertivas a seguir, indique se as alternativas são verdadeiras ou falsas e se há relação entre elas:
I - Para uma boa compreensão das leis, a linguagem jurídica deve ser clara e concisa.
II - Usar uma linguagem clara e concisa não significa abandonar a terminologia jurídica, mas procurar remeter a mensagem da lei de forma simples e objetiva.
a. As assertivas I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma explicação da I.
b. As assertivas I e II são proposições verdadeiras e a II é uma explicação da I.
c. A assertiva I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
d. As assertivas I e II são proposições falsas.
e. A assertiva I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.

O poder, assentado no conhecimento do modo de operar do direito, se exerce, parcialmente, pelo desconhecimento generalizado desses modos de operar. A preservação desse poder é assim fatalmente ligada à reprodução do efeito do desconhecimento. Segue daí que a opacidade do Direito, sua falta de transparência, a circunstância de não ser cabalmente compreendido etc., pelo menos no contexto das formações sociais contemporâneas, longe de ser um acidente ou acaso, um problema instrumental suscetível de solução com reformas oportunas, alinha-se como uma demanda objetiva de funcionamento do sistema. Como um requisito que tende a escamotear - como ideologia em geral - o sentido das relações estruturais estabelecidas entre os sujeitos, com a finalidade de legitimar/reproduzir as dadas formas da dominação social.
O trecho refere-se a um problema que a linguagem do Direito visa evitar, qual seja:
a) falta de palavras estrangeiras
b) ausência de neologismos
c) falta de transparência
d) falta de expressões latinas
e) ausência ambiguidades

Defende que as lacunas, os espaços vazios, são criados pela evolução social, e esses espaços vazios são presentes não somente na lei, mas em todo o sistema jurídico. Assim, para os defensores dessa teoria, muitas lacunas não poderiam ser solucionadas com normas preexistentes, já que os problemas que originaram as lacunas foram posteriores à criação dessas normas.
Na doutrina moderna, há pluralidade de teorias sobre a existência de lacunas jurídicas. O trecho acima se refere à teoria:
a. pragmatismo
b. teoria do apriorismo filosófico
c. realismo ingênuo
d. empirismo científico
e. teoria do ecletismo

(...) se a razão só por si não determina suficientemente a vontade, se está ainda sujeita a condições subjetivas (a certos móbiles) que não coincidem sempre com as objetivas; numa palavra, se a vontade não é em si plenamente conforme à razão (como acontece realmente entre os homens), então as ações, que objetivamente são reconhecidas como necessárias, são subjetivamente contingentes, e a determinação de uma tal vontade, conforme a leis objetivas, é obrigação.
a. tornam a lei moral subjetiva.
b. possuem caráter imperativo.
c. fazem com que a lei moral seja vivenciada como uma obrigação.
d. são parte da natureza humana como ser racional.
e. determinam a vontade objetivamente.

Que é uma norma? Uma norma jurídica é a integração de algo da realidade social numa estrutura regulativa obrigatória. Vamos examinar, por exemplo, o fato econômico pois qualquer fato pode ser tomado como referencial. Sobre esse fato incide um complexo de interesses ou valoração que exigem uma disciplina normativa, e edição, por exemplo, de uma norma legal.
Em sua obra Teoria Tridimensional do Direito de Miguel Reale, defende que os fenômenos jurídicos possuem três elementos indissociáveis. São eles:
a) estrutura, valor e realidade.
b) fato, realidade e estrutura.
c) estrutura, realidade e norma.
d) valor, historicidade e estrutura.
e) fato, valor e norma.

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