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Qual a principal diferença entre os contratualistas John Locke e Thomas Hobbes ?

Principal diferença.


5 resposta(s)

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Paulo Oliveira

Há mais de um mês

Thomas Hobbes – surge em meio ao renascimento cultural / comercial, logo após o feudalismo em que se inicia a modernidade e existindo um rompimento do pensamento medieval levando a alguns filósofos refletir sobre o papel do estado. Ele defendia a idéia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submete-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele a igreja cristã e o estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto. Também defendia o estado como garantia da segurança jurídica / política para a ordem econômica. Tem importância política como pensador na criação de um estado concentrador de poder no qual se configura o uso da força para combater a violência própria do estado de natureza. Todo o pensamento de Hobbes se pauta na busca de estabilidade para a vida dos indivíduos em sociedade. Contratualismo: teoria pratica cuja origem da sociedade e cujo fundamento do poder político, repousa no contra, ou seja, num acordo tácito ou expresso entre a maioria dos indivíduos decretando o fim do estado natural e inicio do estado político. O estado denatureza surge para realçar a idéia racional de um estado como ambiente onde atua o homem civilizado. O fundamento da obrigação política repousa no consenso que legitima a autoridade constituída. Para selar a paz os homens devem renunciar seu direito a todas as coisas, desistindo, cada um, de ser obstáculo a autopreservação dos outros, essa renuncia mutua é o contrato. O Estado – Leviatã: os homens cedem seu direito de autogovernar, formando esse homem “artificial” que concentra todos os poderes, se transformado num só corpo político: o estado, comparado ao leviatã, o monstro bíblico, ele é o monopólio do poder e da violência, violência usada para garantir a paz. A instituição do estado tem como base a idéia de soberania. Dizia assim “o homem é o lobo do próprio homem” quando este tem a oportunidade explorar ele vai explorar até onde conseguir.

Peguei do meu material que tenho aqui.

Espero ter ajudado!

Thomas Hobbes – surge em meio ao renascimento cultural / comercial, logo após o feudalismo em que se inicia a modernidade e existindo um rompimento do pensamento medieval levando a alguns filósofos refletir sobre o papel do estado. Ele defendia a idéia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submete-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele a igreja cristã e o estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto. Também defendia o estado como garantia da segurança jurídica / política para a ordem econômica. Tem importância política como pensador na criação de um estado concentrador de poder no qual se configura o uso da força para combater a violência própria do estado de natureza. Todo o pensamento de Hobbes se pauta na busca de estabilidade para a vida dos indivíduos em sociedade. Contratualismo: teoria pratica cuja origem da sociedade e cujo fundamento do poder político, repousa no contra, ou seja, num acordo tácito ou expresso entre a maioria dos indivíduos decretando o fim do estado natural e inicio do estado político. O estado denatureza surge para realçar a idéia racional de um estado como ambiente onde atua o homem civilizado. O fundamento da obrigação política repousa no consenso que legitima a autoridade constituída. Para selar a paz os homens devem renunciar seu direito a todas as coisas, desistindo, cada um, de ser obstáculo a autopreservação dos outros, essa renuncia mutua é o contrato. O Estado – Leviatã: os homens cedem seu direito de autogovernar, formando esse homem “artificial” que concentra todos os poderes, se transformado num só corpo político: o estado, comparado ao leviatã, o monstro bíblico, ele é o monopólio do poder e da violência, violência usada para garantir a paz. A instituição do estado tem como base a idéia de soberania. Dizia assim “o homem é o lobo do próprio homem” quando este tem a oportunidade explorar ele vai explorar até onde conseguir.

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Felipe Nóbrega

Há mais de um mês

Quadro analítico apresentando o pensamento dos contratualistas Thomas Hobbes e Jonh Locke a partir da tríade estado de natureza, contrato social e sociedade civil.

Teorias

Hobbes

Locke

Estado de Natureza

A natureza humana é a mesma em todos os tempos. Isto significa que o homem no estado de natureza não é necessariamente um selvagem, mas o mesmo homem que vive em sociedade.

O Estado não possui direito sobre a vida do cidadão ele defende o Estado Democrático de Direito Para ele o Direito à Vida é inalienável, ele é o pai do liberalismo político.

Contrato Social

O governo teria a função de preservar a propriedade, e não se trata de um governo absoluto, mas de um governo controlado pela sociedade.

O contrato social seria firmado para superar inconvenientes, como a violação do direito de propriedade (vida, liberdade, bens). Trata-se, assim, de um pacto de consentimento em que os homens decidem formar uma sociedade política/civil para preservar direitos já existentes.

Sociedade Civil

É no poder centrado na pessoa do Soberano, que se constitui a Sociedade civil, pois, para ele, somente em uma única vontade e em um único corpo é que pode ser concebida uma condição de paz, que em sua obra torna-se sinônimo de Estado civil.

O estado em que se deixa o estado de natureza, para fundarem-se as condições do convívio social sob o amparo das autoridades que decidem os conflitos e julgam as pendências que, no estado de liberdade pré-social, descambariam no estado de guerra, um aperfeiçoamento do estado de natureza.

 

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Paulo Oliveira

Há mais de um mês

JOHN LOCKE (1632-1704) – foi um filosofo inglês e ideólogo do liberalismo, dizia que ao contrário dos conceitos pré-existentes baseados no cartesianismo, nossa mente era como uma lousa em branco. Ele sustentou que nascemos sem ideias inatas, e que o conhecimento é, em vez determinado apenas pela experiência derivada da percepção dos sentidos. Esta teoria afirma que todas as pessoas nascem sem saber absolutamente nada e que aprendem pela experiência, pela tentativa e erro. Ele escreveu o Ensaio acerca do Entendimento Humano, onde desenvolve sua teoria sobre a origem e a natureza de nossos conhecimentos. Suas ideias ajudaram a derrubar o absolutismo na Inglaterra. Locke dizia que todos os homens, ao nascer, tinham direitos naturais: direito à vida, à liberdade e à propriedade. Para garantir esses direitos naturais, os homens haviam criado governos. Se esses governos, contudo, não respeitassem a vida, a liberdade e a propriedade, o povo tinha o direito de se revoltar contra eles. As pessoas podiam contestar um governo injusto e não eram obrigadas a aceitar suas decisões. No Primeiro tratado sobre o governo civil, critica a tradição que afirmava o direito divino dos reis, declarando que a vida política é uma invenção humana, completamente independente das questões divinas. No Segundo tratado sobre o governo civil, expõe sua teoria do Estado liberal e a propriedade privada. Segundo Locke, todos são iguais e, a cada um, deverá ser permitido agir livremente desde que não prejudique nenhum outro. Com este fundamento, deu continuidade à justificação clássica da propriedade privada ao declarar que o mundo natural é a propriedade comum de todos, mas que qualquer indivíduo pode apropriar-se de uma parte dele ao misturar o trabalho com os recursos naturais. O mesmo pregava também a tolerância contra os abusos do absolutismo, porém dizendo que não seria aplicável esta tolerância ao “homem primitivo” e tampouco as camadas que detinham menos recursos econômicos. Ele defendia a escravidão dos sujeitos que tivessem perdido a guerra, em troca da vida deles; e aceitava a escravidão de negros. A legalidade é premissa fundamental e necessária na defesa do direito a propriedade. O direito natural é descoberto pela razão, não dependendo do estado ou da lei. O jusnaturalismo de Locke presumia que temos uma ordem universal em que Deus criou os homens para construir a propriedade através do trabalho. Contudo Locke afirmava que a prosperidade se relaciona diretamente com a propriedade que pode ser sintetizada em vida (bem estar), posses é liberdade. A propriedade é uma determinação racional sendo anterior ao próprio estado. A saída do estado de natureza para a sociedade civil representa a troca de uma liberdade irrestrita para uma condição de mais segurança. A organização política se funda sob o primado da lei, tal contexto representa a maturidade da burguesia, a qual privilegia o contrato. “trilogia: liberdade, bem estar, posses”.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes