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Sobre o Controle de Constitucionalidade.

Sobre o Instituto e suas modalidades, questão da legitimidade para propositura das ações, critérios de competência...


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

Controle de Constitucionalidade é o mecanismo de verificação da constitucionalidade de determinada lei ou ato normativo, devendo ser verificada e corrigida qualquer eventual lesão de direitos fundamentais previstos na Constituição, com vistas à preservação da supremacia da Constituição em relação a possíveis arbitrariedades emanadas do legislador. É o instrumento pelo qual o Estado, notadamente o Poder Judiciário, age para proteger e defender a eficácia da Constituição, extirpando do ordenamento jurídico as leis e normas que colidam com o texto constitucional.

 

Esse controle pode ser exercido de forma preventiva ou repressiva:

 

1. CONTROLE PREVENTIVO

1.1 - Poder Legislativo

O controle preventivo de constitucionalidade se dá ainda da fase de projeto da lei, isto é, antes da sua publicação.

Esse tipo de controle se dá tipicamente pelos poderes Legislativo e Executivo, sendo excepcionalmente realizado pelo Poder Judiciário.

O exame da constitucionalidade dos projetos de lei se dá, no Legislativo, quando da submissão deles à Comissão de Constituição e Justiça, que, após análise, apresenta parecer pelo prosseguimento ou não do projeto. Caso o parecer seja negativo, o projeto será considerado rejeitado, sendo encaminhado ao arquivo. Excepcionalmente, em caso de identificação de inconstitucionalidade parcial do projeto, a CCJ pode emendá-lo, sanando o vício.

Ainda que aprovado pela CCJ, o Plenário da Casa legislativa também exerce o controle preventivo de constitucionalidade, quando dos debates parlamentares.

 

1.2 - Poder Executivo

O Chefe do Poder Executivo também realiza o controle preventivo de constitucionalidade, exercido por meio do poder de veto dos projetos. O veto do Chefe do Executivo pode ser jurídico, ao identificar vício de inconstitucionalidade, ou político, em razão do interesse público.

 

1.3 - Poder Judiciário

Exercido excepcionalmente, e em questões pontuais, o Judiciário pode promover o controle preventivo de constitucionalidade quando provocado a analisar projeto de lei que viole diretamente alguma regra constitucional relativa aos projetos de lei, como é o caso de PL que tenda abolir direito ou garantia fundamental, ou qualquer outra cláusula pétrea, conforme expressamente disposto no art. 60, CF:

Art. 60, § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

Essa atuação judicial é excepcional porque a deliberação de projetos e o processo legislativo são questões internas do Poder Legislativo, somente podendo ser caso de interferência jurisdicional em hipóteses específicas, sob pena de violação do Princípio da Separação dos Poderes.

Além dessa, outra possibilidade de intervenção judicial é o julgamento de Mandado de Segurança impetrado por parlamentar que identifique a violação do processo legislativo hígido. Isso porque os membros do parlamento tem direito subjetivo ao devido processo legislativo, de modo que qualquer violação a esse mandamento desafia a impetração de MS exclusivamente pelo parlamentar.

 

2. CONTROLE REPRESSIVO

2.1 – Poder Legislativo

O Controle Repressivo de Constitucionalidade, realizado após a publicação da lei, ainda que em vacatio legis. De forma excepcional, pode o Poder Legislativo exercer o controle repressivo de constitucionalidade em duas hipóteses:

a) Quando o Congresso Nacional susta atos do Executivo que extrapolem seu poder regulamentar, nos termos do art. 49, V, CRFB/1988:

 

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;

 

b) Rejeição de medida provisória por vício de inconstitucionalidade.

   

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional, que, estando em recesso, será convocado extraordinariamente para se reunir no prazo de cinco dias.

Parágrafo único. As medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação, devendo o Congresso Nacional disciplinar às relações jurídicas delas decorrentes.

 

2.2 – Poder Judiciário

Tipicamente, compete ao Poder Judiciário realizar o controle repressivo de constitucionalidade. Esse controle pode ser feito de forma:

a) difusa, por todos os órgãos jurisdicionais quando provocados por qualquer ação judicial que julgue um caso concreto.

No controle difuso, a declaração de constitucionalidade produz efeitos apenas entre as partes.

Especificamente em relação aos tribunais, a Constituição Federal prevê no seu artigo 97 a denominada reserva de plenário ou cláusula full bench:

 

Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os Tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público

 

b) concentrada, por meio de um processo específico e objetivo (levado ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal ou dos Órgãos Especiais dos Tribunais de Justiça) em que se discuta a constitucionalidade de uma lei ou ato normativo abstratamente. Por não haver partes processuais (apenas há falar em legitimados), não são aplicáveis os institutos da suspeição e do impedimento, pois ausente o caráter subjetivo da demanda.

 

A ADI e a ADC são, respectivamente, a Ação Direta de Inconstitucionalidade e a Ação Declaratória de Constitucionalidade, conforme previsto na Lei nº 9.868/99, que disciplina o processo e o julgamento dessas ações perante o Supremo Tribunal Federal. Ambas as ações são mecanismos de controle judicial de constitucionalidade.

 

3 - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE

O objetivo de uma ADI é a declaração de nulidade de lei ou ato normativo federal ou estadual incompatível com a Constituição, extirpando-o do ordenamento jurídico.

O julgamento das ADIs compete ao Supremo Tribunal Federal, consoante disposto no segundo o artigo 102, I, a da Constituição Federal, sendo obrigatório quórum de 2/3 dos membros da Corte para o seu conhecimento e a aprovação da maioria absoluta dos membros para a procedência do pedido para a declaração da inconstitucionalidade.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; 

 

Os legitimados ativos da ADI, isto é, as pessoas autorizadas a ajuizar essa demanda, são elencados no rol do art. 103, CFRB/1988:

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

I - o Presidente da República;

II - a Mesa do Senado Federal;

III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV - a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VI - o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

 

A decisão que declara a inconstitucionalidade produz efeitos vinculantes, erga omnes e, em regra, ex tuncisto é, retroativos. 

 

4 - AÇÃO DIRETA DE CONSTITUCIONALIDADE

A ADC, de outro lado, é o que se chama de "ADI com sinal positivo": diz-se que a ADI e a ADC são ambivalentes, pois tem a mesma natureza jurídica e o julgamento de uma importa necessariamente na impossibilidade de reconhecimento da outra. Isso porque ambas as ações possuem os mesmos legitimados ativos, o mesmo tipo de objeto e idêntico foro, diferenciando-se apenas no tocante ao pedido: enquanto na ADI se requer a declaração de inconstitucionalidade, na ADC se pugna pela declaração de constitucionalidade.

Deve-se lembrar que as leis e os atos normativos em geral nascem com presunção de constitucionalidade, somente sendo cabível o ajuizamento de uma ação para a declaração de constitucionalidade nos casos em que haja fundadas controvérsias acerca da validade do diploma.

Controle de Constitucionalidade é o mecanismo de verificação da constitucionalidade de determinada lei ou ato normativo, devendo ser verificada e corrigida qualquer eventual lesão de direitos fundamentais previstos na Constituição, com vistas à preservação da supremacia da Constituição em relação a possíveis arbitrariedades emanadas do legislador. É o instrumento pelo qual o Estado, notadamente o Poder Judiciário, age para proteger e defender a eficácia da Constituição, extirpando do ordenamento jurídico as leis e normas que colidam com o texto constitucional.

 

Esse controle pode ser exercido de forma preventiva ou repressiva:

 

1. CONTROLE PREVENTIVO

1.1 - Poder Legislativo

O controle preventivo de constitucionalidade se dá ainda da fase de projeto da lei, isto é, antes da sua publicação.

Esse tipo de controle se dá tipicamente pelos poderes Legislativo e Executivo, sendo excepcionalmente realizado pelo Poder Judiciário.

O exame da constitucionalidade dos projetos de lei se dá, no Legislativo, quando da submissão deles à Comissão de Constituição e Justiça, que, após análise, apresenta parecer pelo prosseguimento ou não do projeto. Caso o parecer seja negativo, o projeto será considerado rejeitado, sendo encaminhado ao arquivo. Excepcionalmente, em caso de identificação de inconstitucionalidade parcial do projeto, a CCJ pode emendá-lo, sanando o vício.

Ainda que aprovado pela CCJ, o Plenário da Casa legislativa também exerce o controle preventivo de constitucionalidade, quando dos debates parlamentares.

 

1.2 - Poder Executivo

O Chefe do Poder Executivo também realiza o controle preventivo de constitucionalidade, exercido por meio do poder de veto dos projetos. O veto do Chefe do Executivo pode ser jurídico, ao identificar vício de inconstitucionalidade, ou político, em razão do interesse público.

 

1.3 - Poder Judiciário

Exercido excepcionalmente, e em questões pontuais, o Judiciário pode promover o controle preventivo de constitucionalidade quando provocado a analisar projeto de lei que viole diretamente alguma regra constitucional relativa aos projetos de lei, como é o caso de PL que tenda abolir direito ou garantia fundamental, ou qualquer outra cláusula pétrea, conforme expressamente disposto no art. 60, CF:

Art. 60, § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

Essa atuação judicial é excepcional porque a deliberação de projetos e o processo legislativo são questões internas do Poder Legislativo, somente podendo ser caso de interferência jurisdicional em hipóteses específicas, sob pena de violação do Princípio da Separação dos Poderes.

Além dessa, outra possibilidade de intervenção judicial é o julgamento de Mandado de Segurança impetrado por parlamentar que identifique a violação do processo legislativo hígido. Isso porque os membros do parlamento tem direito subjetivo ao devido processo legislativo, de modo que qualquer violação a esse mandamento desafia a impetração de MS exclusivamente pelo parlamentar.

 

2. CONTROLE REPRESSIVO

2.1 – Poder Legislativo

O Controle Repressivo de Constitucionalidade, realizado após a publicação da lei, ainda que em vacatio legis. De forma excepcional, pode o Poder Legislativo exercer o controle repressivo de constitucionalidade em duas hipóteses:

a) Quando o Congresso Nacional susta atos do Executivo que extrapolem seu poder regulamentar, nos termos do art. 49, V, CRFB/1988:

 

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;

 

b) Rejeição de medida provisória por vício de inconstitucionalidade.

   

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional, que, estando em recesso, será convocado extraordinariamente para se reunir no prazo de cinco dias.

Parágrafo único. As medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação, devendo o Congresso Nacional disciplinar às relações jurídicas delas decorrentes.

 

2.2 – Poder Judiciário

Tipicamente, compete ao Poder Judiciário realizar o controle repressivo de constitucionalidade. Esse controle pode ser feito de forma:

a) difusa, por todos os órgãos jurisdicionais quando provocados por qualquer ação judicial que julgue um caso concreto.

No controle difuso, a declaração de constitucionalidade produz efeitos apenas entre as partes.

Especificamente em relação aos tribunais, a Constituição Federal prevê no seu artigo 97 a denominada reserva de plenário ou cláusula full bench:

 

Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os Tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público

 

b) concentrada, por meio de um processo específico e objetivo (levado ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal ou dos Órgãos Especiais dos Tribunais de Justiça) em que se discuta a constitucionalidade de uma lei ou ato normativo abstratamente. Por não haver partes processuais (apenas há falar em legitimados), não são aplicáveis os institutos da suspeição e do impedimento, pois ausente o caráter subjetivo da demanda.

 

A ADI e a ADC são, respectivamente, a Ação Direta de Inconstitucionalidade e a Ação Declaratória de Constitucionalidade, conforme previsto na Lei nº 9.868/99, que disciplina o processo e o julgamento dessas ações perante o Supremo Tribunal Federal. Ambas as ações são mecanismos de controle judicial de constitucionalidade.

 

3 - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE

O objetivo de uma ADI é a declaração de nulidade de lei ou ato normativo federal ou estadual incompatível com a Constituição, extirpando-o do ordenamento jurídico.

O julgamento das ADIs compete ao Supremo Tribunal Federal, consoante disposto no segundo o artigo 102, I, a da Constituição Federal, sendo obrigatório quórum de 2/3 dos membros da Corte para o seu conhecimento e a aprovação da maioria absoluta dos membros para a procedência do pedido para a declaração da inconstitucionalidade.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; 

 

Os legitimados ativos da ADI, isto é, as pessoas autorizadas a ajuizar essa demanda, são elencados no rol do art. 103, CFRB/1988:

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

I - o Presidente da República;

II - a Mesa do Senado Federal;

III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV - a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

VI - o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

 

A decisão que declara a inconstitucionalidade produz efeitos vinculantes, erga omnes e, em regra, ex tuncisto é, retroativos. 

 

4 - AÇÃO DIRETA DE CONSTITUCIONALIDADE

A ADC, de outro lado, é o que se chama de "ADI com sinal positivo": diz-se que a ADI e a ADC são ambivalentes, pois tem a mesma natureza jurídica e o julgamento de uma importa necessariamente na impossibilidade de reconhecimento da outra. Isso porque ambas as ações possuem os mesmos legitimados ativos, o mesmo tipo de objeto e idêntico foro, diferenciando-se apenas no tocante ao pedido: enquanto na ADI se requer a declaração de inconstitucionalidade, na ADC se pugna pela declaração de constitucionalidade.

Deve-se lembrar que as leis e os atos normativos em geral nascem com presunção de constitucionalidade, somente sendo cabível o ajuizamento de uma ação para a declaração de constitucionalidade nos casos em que haja fundadas controvérsias acerca da validade do diploma.

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Láurea

Há mais de um mês

Em miúdos...

O Controle de Constitucionalidade consiste em um dos elementos-chave da preservação da ordem constitucional. É feito a partir da análise da adequação de determinada lei ou ato normativo quanto aos seus requisitos formais ou materiais. 

Quanto ao momento poderá ser feito previamente, pelos Poderes Judiciário, Legislativo ou Executivo, ou então posteriormente, que em regra se dará por meio da intervenção do Poder Judiciário, todavia, comporta exceção, podendo se dar através do Poder Legislativo, conforme art. 49, V e 62, ambos da CF. 

No caso do controle concentrado de constitucionalidade posterior, ou repressivo, dois são os caminhos: o difuso/aberto, que se dará por meio da via de exceção ou defesa; e o reservado/concentrado, que se dará através das Ações Diretas de Inconstitucionalidade genérica (102, I, a, CF), interventiva (36, III, CF) ou por omissão (103, §2°, CF), e ainda por meio da Ação Direta de Constitucionalidade (102, I, a, in fine, CF e EC 03/93) e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (102, §1°, CF). 

Mister ressaltar que a questão acerca da legitimidade para propositura de tais ações, assim como os critérios de competência, vêm estampados nos artigos supracitados.

Bons estudos à todos!

*Fonte: "Apostila Juiz de Direito RS - Verbo Jurídico", postada por mim na Disciplina de Direito Constitucional I (8015)

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Láurea

Há mais de um mês

1. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

 

1.1 PRÉVIO ou PREVENTIVO:

1.1.1 Pelo Judiciário;

1.1.2 Pelo Legislativo (CCJ); 

1.1.3 Pelo Executivo (Veto); 

 

1.2 POSTERIOR ou REPRESIVO (Em regra é feito pelo Poder Judiciário, todavia pode ser feito pelo Poder Legislativo, conforme (a) art. 49, V, da CF e (b) art. 62 da CF):

1.2.1 Difuso ou Aberto - via de exceção/defesa;

1.2.2 Reservado ou Concentrado - via de ação:

1.2.2.1 ADIn genérica (art. 102, I, a, da CF);

1.2.2.2 ADIn interventiva (art. 36, III, da CF); 

1.2.2.3 ADIn por omissão (art. 103, §2°, da CF); 

1.2.2.4 ADC (art. 102, I, a, in fine, da CF e/ou EC 03/93);

1.2.2.5 ADPF (art. 102, §1°, da CF). 

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jose

Há mais de um mês

  1. São mecanismos para fiscalização da constitucionalidade dos atos dos poder público e da proteção dos direitos fundamentais, e a nossa Carta Magna preservou o controle incidental ou difuso, mas outros instrumentos surgiram como o mandado de injunção, a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, o mandado de segurança coletiva, e isso é um avanço no plano do controle de constitucionalidade.
  2. As ações constitucionais vem trazer a defesa de uma constituição legitimada no poder do Direito e no controle de tudo que se faz inconstitucional ou que se faz constitucional e deve ser respeitado, ou pela ausência de norma regulamentadora, ou pela defesa da cidadania que cobra a ação dos remédios e das garantias constitucionais.
  3. O modelo de controle de constitucionalidade abstrato está nas mãos do Supremo Tribunal Federal no processamento e julgamento das ações autonomas que sejam controvérsias diante dos ditames da Lei Maior, mas também temos ações  que atuam para típicas como ADO, ADI, ADC e ADPF.
  4. O importante é que os dois controles difuso (caso concreto) e abstrato atuam no controle de constitucionalidade e as suas ações constitucionais e típicas agem para que se faça manter a ordem do que deve ser e não do que pode ser que seja, e assim o Direito "pode" mas no seu controle, ele é, a lei rege e atua.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas