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A partir do fim da ditadura militar, teóricos começaram a repensar algumas questões relacionadas ao ensino de Literatura e ao trabalho com o texto literário em sala de aula. Eles perceberam alguns problemas no ensino de Literatura nas escolas brasileiras até os anos 1970. Que problema era esse?
A partir do fim da ditadura militar, teóricos começaram a repensar algumas questões relacionadas ao ensino de Literatura e ao trabalho com o texto literário em sala de aula. Eles perceberam alguns problemas no ensino de Literatura nas escolas brasileiras até os anos 1970. Que problema era esse?
a. Desde as séries iniciais, privilegiava-se o estudo da história da Literatura, dos períodos literários e de suas características, pois o desejo era desenvolver um aluno extremamente crítico.
b. As fichas de leitura eram muito utilizadas, o que fazia com que os alunos lessem com a finalidade de pensar criticamente a obra e de relacionar seu conteúdo com o contexto de produção.
c. O texto literário costumava ser um simples pretexto para os estudos de pontos gramaticais, visto que não se considerava importante estudar o texto em sua relação com um contexto, ou mesmo ler um texto integralmente, mas apenas trechos úteis para fazer uma análise linguística.
d. Nos livros didáticos, privilegiava-se a leitura de textos clássicos em sua íntegra, o que podia ser bastante cansativo para os alunos.
e. A Literatura não era disciplina obrigatória em todas as escolas, pois não se considerava o seu estudo importante.
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Ensinando Através de Questões

ano passado

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ano passado

Para responder à sua pergunta, vamos analisar as alternativas apresentadas em relação ao ensino de Literatura nas escolas brasileiras até os anos 1970. a) Desde as séries iniciais, privilegiava-se o estudo da história da Literatura, dos períodos literários e de suas características, pois o desejo era desenvolver um aluno extremamente crítico. - Essa opção sugere um foco excessivo na história da Literatura, mas não menciona um problema específico. b) As fichas de leitura eram muito utilizadas, o que fazia com que os alunos lessem com a finalidade de pensar criticamente a obra e de relacionar seu conteúdo com o contexto de produção. - Essa opção parece mais positiva, indicando um método que incentivava a crítica. c) O texto literário costumava ser um simples pretexto para os estudos de pontos gramaticais, visto que não se considerava importante estudar o texto em sua relação com um contexto, ou mesmo ler um texto integralmente, mas apenas trechos úteis para fazer uma análise linguística. - Esta opção aponta um problema real, onde o texto literário era desvalorizado e utilizado apenas para fins gramaticais. d) Nos livros didáticos, privilegiava-se a leitura de textos clássicos em sua íntegra, o que podia ser bastante cansativo para os alunos. - Embora essa opção mencione um aspecto que poderia ser um problema, não é o foco principal da crítica ao ensino da Literatura. e) A Literatura não era disciplina obrigatória em todas as escolas, pois não se considerava o seu estudo importante. - Essa opção fala sobre a obrigatoriedade da disciplina, mas não aborda diretamente os problemas no ensino. Após essa análise, a alternativa que melhor representa o problema identificado pelos teóricos sobre o ensino de Literatura até os anos 1970 é: c) O texto literário costumava ser um simples pretexto para os estudos de pontos gramaticais, visto que não se considerava importante estudar o texto em sua relação com um contexto, ou mesmo ler um texto integralmente, mas apenas trechos úteis para fazer uma análise linguística.

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Segundo Belintane (2014, s/p), há duas formas de interação do bebê com a linguagem: a fala com função pragmática e a fala com função poética. A fala de função pragmática é descrita pelo autor como sendo composta por '[...] textos comunicativos, diálogos, produções linguísticas que estariam subordinadas à Função Comunicativa e a uma rede discursiva mais ligada à ideia de língua-ação'.
Encontre, nas alternativas a seguir, a que se relaciona à função poética.
a. A linguagem cotidiana é aquela com a qual a mãe conversa com o bebê, nomeada como manhês, e considerada fundamental para o desenvolvimento do pensamento simbólico, uma vez que este nasce das relações afetivas.
b. O bebê interage com a linguagem cotidiana sem identificar a relação do significante com o sentido social e cultural da palavra, pois não há, ainda nessa etapa de seu desenvolvimento, condições para essa interação.
c. O desenvolvimento psíquico e a linguagem apoiam-se na relação do sujeito com os signos linguísticos, por meio dos quais há uma contradição entre significado e significante ao longo das experiências culturais.
d. Todo bebê, para se desenvolver plenamente, precisa do encontro da linguagem cotidiana com a linguagem poética, pois todo sujeito precisa da interlocução entre a realidade e a fantasia, porque isso lhe confere a condição de comunicação.
e. A fala coloquial não carrega os recursos linguísticos próprios da linguagem poética que, por seu ritmo e sua melodia, proporciona ao bebê uma relação lúdica que interfere na forma como este desenvolverá o pensamento superior.

Colomer (2017, p. 20) defende que a literatura assume funções que se resumem a: '- iniciar o acesso imaginário compartilhado por uma determinada sociedade; - desenvolver o domínio da linguagem [pelas] formas narrativas poéticas e dramáticas do discurso literário; - oferecer uma representação articulada do mundo que sirva como instrumento de socialização das novas gerações'. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao propor a leitura como atividades para bebês e crianças bem pequenas, compartilha com as ideias anteriormente citadas.
Assim, assinale a alternativa que apresenta aspectos da BNCC que vão ao encontro do contexto apresentado.
a. As narrativas são representações da cultura e, dessa forma, promovem o desenvolvimento da linguagem, que é, acima de tudo, uma construção coletiva e cultural. Esse desenvolvimento também é indicado no campo de experiência 'corpo, gestos e movimento' na habilidade (EI01CG03) da BNCC: imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.
b. As novas gerações precisam conhecer as representações trazidas pela literatura para que sejam possíveis novos escritores no futuro, pois a produção literária é uma representação que se mantém de geração em geração. Dessa forma, a BNCC criou o campo de experiência 'o eu, o outro e o nós', pois essa troca é geracional.
c. Os processos imaginários só existem na literatura, pois são invenções transmitidas de geração em geração, tendo como princípio a fruição e o prazer, não tendo qualquer outra função social, como podemos ver no campo de experiência da BNCC 'espaços, tempos, quantidades, relações e transformações', em diferentes habilidades.
d. O imaginário, as narrativas poéticas e dramáticas são, de fato, a única forma de literatura. Assim, Colomer chama a atenção para o uso da linguagem literária em outros gêneros, como novelas, folhetins, romances, entre outros, bem como na BNCC, no campo de experiências 'escuta, fala, pensamento e imaginação', cujas habilidades estão definidas apenas para as crianças bem pequenas.
e. A literatura de boa qualidade se perpetua de geração em geração, porque carrega fórmulas com as quais o homem entende sua cultura, em qualquer tempo, conforme prevê a BNCC no campo de experiência 'escuta, fala, pensamento e imaginação', tornando possível apenas aos bebês reviver essa cultura em diferentes habilidades.

A sociedade brasileira apresentou mudanças ao longo das últimas décadas e, consequentemente, o ensino também. Dentro do ensino, o trabalho com a Literatura em sala de aula vem sendo repensado.
Sobre esse histórico do ensino de Literatura no Brasil, é correto afirmar que:
A) o ensino de Literatura no Brasil começou a se modificar mais recentemente, quando teóricos começaram a pensar sobre a leitura a partir de um modelo estruturalista, que considera o texto como um elemento independente cujo sentido se encontra dentro do próprio texto.
B) durante o período da ditadura militar no Brasil, o modelo psicolinguístico da leitura começou a ganhar força. Sendo assim, a Literatura era vista como uma construção entre leitor, autor e texto.
C) foi nos anos 1980 que se começou a repensar o ensino da Literatura e a se falar na existência de uma grande crise nessa área: o texto literário, muitas vezes, acaba funcionando como um pretexto para o estudo de outros assuntos. A visão interacionista da leitura propõe superar essa crise.
D) apesar de toda pesquisa sobre a leitura da Literatura, ainda se defende que o texto seja utilizado como pretexto para aprender sobre a gramática.
E) o modelo de leitura estruturalista é o privilegiado hoje em dia, visto que os alunos precisam cada vez mais de disciplina por não respeitarem mais figuras de autoridade como costumava acontecer anteriormente.

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