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A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade eminentemente clínica que também desenvolve, de forma integrada e integradora, práticas de promoção, proteção e recuperação da saúde, dirigidas a pessoas, famílias e comunidades. Esses atributos a tornam uma disciplina estratégica para a ressignificação das bases estruturais da própria profissão médica, adquirindo papel fundamental na constituição dos novos paradigmas em Saúde.

A MFC tem potencial transformador tanto no âmbito da prática médica quanto na formação de recursos humanos e no desenvolvimento de pesquisas, contribuindo para uma maior efetividade dessas áreas, inspiradas em bases mais humanas e comunitárias. Ela tem, também, assumido papel relevante principalmente na promoção da Atenção Integral à Saúde.

Seus preceitos, conceitos e direcionamentos relacionam-se aos da Atenção Primária à Saúde (APS), de tal modo que é reconhecida internacionalmente como a especialidade médica de excelência da APS, sendo estratégica para o pleno desenvolvimento da mesma.
Neste contexto, assinale a alternativa correta em que identificamos a diferença entre a terapia de família e a medicina de família e comunidade.
Tanto na terapia familiar quanto na medicina de família e comunidade, o foco da atuação dos profissionais é a unidade social familiar.
Na terapia da família, o terapeuta cuida individualmente dos membros da família; já a medicina de família e comunidade tem como foco mudar como a família funciona.
Na terapia da família, o foco é no modo em que a família funciona; já a medicina de família e comunidade cuida do atendimento das pessoas, individualmente.
Tanto na terapia familiar quanto na medicina de família e comunidade os profissionais cuidam das doenças integrantes da família.
Na terapia da família, o contato com o terapeuta não termina ao final da terapia; ao passo que com o médico de família este contato se acaba.
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CuriosidadesGerais

há 11 meses

Respostas

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há 11 meses

Vamos analisar as alternativas uma a uma para identificar a correta: 1. Tanto na terapia familiar quanto na medicina de família e comunidade, o foco da atuação dos profissionais é a unidade social familiar. - Embora ambas enfoquem a família, a medicina de família e comunidade tem um foco mais amplo na saúde da comunidade e na promoção da saúde, não se limitando apenas à unidade familiar. 2. Na terapia da família, o terapeuta cuida individualmente dos membros da família; já a medicina de família e comunidade tem como foco mudar como a família funciona. - Esta afirmação é um pouco confusa, pois a terapia familiar geralmente envolve a dinâmica familiar como um todo, enquanto a medicina de família e comunidade busca promover a saúde da família e da comunidade. 3. Na terapia da família, o foco é no modo em que a família funciona; já a medicina de família e comunidade cuida do atendimento das pessoas, individualmente. - Esta opção parece correta, pois a terapia familiar se concentra nas dinâmicas e interações familiares, enquanto a medicina de família e comunidade aborda a saúde de indivíduos dentro do contexto familiar e comunitário. 4. Tanto na terapia familiar quanto na medicina de família e comunidade os profissionais cuidam das doenças integrantes da família. - Embora ambos os campos possam lidar com doenças, a medicina de família e comunidade tem um foco mais amplo na promoção da saúde e prevenção, não se limitando apenas a doenças. 5. Na terapia da família, o contato com o terapeuta não termina ao final da terapia; ao passo que com o médico de família este contato se acaba. - Essa afirmação não é precisa, pois o médico de família pode ter um acompanhamento contínuo com os pacientes, ao contrário do que é sugerido. Após essa análise, a alternativa que melhor identifica a diferença entre a terapia de família e a medicina de família e comunidade é: "Na terapia da família, o foco é no modo em que a família funciona; já a medicina de família e comunidade cuida do atendimento das pessoas, individualmente." Portanto, a resposta correta é a terceira opção.

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No dia 6 de abril de 2001, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sancionou a lei que representou um divisor de águas no tratamento de brasileiros que sofrem com distúrbios, doenças e transtornos mentais. Foi a reforma psiquiátrica (Lei 10.216, de 2001), que teve como marca registrada o fechamento gradual de manicômios e hospícios que proliferavam país afora.

A Lei Antimanicomial, que promoveu a reforma, tem como diretriz principal a internação do paciente somente se o tratamento fora do hospital se mostrar ineficaz.

Em substituição aos hospitais psiquiátricos, o Ministério da Saúde determinou, em 2002, a criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) em todo o país. Os CAPs são espaços para o acolhimento de pacientes com transtornos mentais, em tratamento não-hospitalar. A função é prestar assistência psicológica e médica, visando a reintegração dos doentes à sociedade.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
I. A Lei nº 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, estabelece os direitos das pessoas portadoras de transtorno mental (art. 2º, § único).
PORQUE
II. Ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária. Nenhum tratamento será realizado sem consentimento do paciente ou do familiar. Este é um dos direitos previstos na Lei nº 10.216/2001.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.

[...] Com base nessas premissas, o Programa Saúde da Família representa tanto uma estratégia para reverter a forma atual de proteção e assistência à saúde como uma proposta de reorganização da atenção básica como eixo de reorientação do modelo assistencial, respondendo a uma nova concepção de saúde não mais centrada somente na assistência à doença mas, sobretudo, na promoção da qualidade de vida e intervenção nos fatores que a colocam em risco – pela incorporação das ações programáticas de uma forma mais abrangente e do desenvolvimento de ações intersetoriais. Caracteriza-se pela sintonia com os princípios da universalidade, equidade da atenção e integralidade das ações. Estrutura-se, assim, na lógica básica de atenção à saúde, gerando novas práticas e afirmando a indissociabilidade entre os trabalhos clínicos e a promoção da saúde.
Com base no enunciado, assinale a alternativa que se refere aos objetivos desenvolvidos pelo Programa de Saúde da Família.
Criar modelos de saúde da família, humanizar as práticas de saúde e reconhecer a saúde como direito à cidadania.
Buscar satisfação do usuário, resolver problemas de saúde mais frequentes na população e humanizar as práticas de saúde.
Estender ações de saúde às populações rurais, criar modelos de saúde da família e quantificar os riscos de doenças crônicas na população.
Humanizar as práticas de saúde, reconhecer a saúde como direito à cidadania e buscar satisfação do usuário.

A origem das práticas integrativas nos sistemas públicos de saúde vem de longa data. No final dos anos 1970, com a Primeira Conferência Internacional de Assistência Primária em Saúde (Alma Ata, Rússia, 1978), as primeiras recomendações para a implantação das medicinas tradicionais e práticas complementares difundiram-se em todo o mundo. No Brasil esse movimento ganhou força a partir da Oitava Conferência Nacional de Saúde (1986), e desde então somente se expandiu.

A partir de Alma Ata a Organização Mundial de Saúde criou o Programa de Medicina Tradicional, objetivando a formulação de políticas em defesa dos conhecimentos tradicionais em saúde.

Em vários de seus comunicados e resoluções, a OMS firmou o compromisso de incentivar os Estados-membro a formularem políticas públicas para uso racional e integrado das Medicinas Tradicionais e das Medicinas Complementares e Alternativas nos sistemas nacionais de atenção à saúde, bem como para o desenvolvimento de estudos científicos para melhor conhecimento de sua segurança, eficácia e qualidade.
É correto o que se afirma apenas em:
I. Quando falamos em Medicina Complementar como política pública de saúde, devemos imaginar um cenário que integra o tratamento convencional da medicina preventiva a algumas práticas, entre outros, da Medicina Ayurvédica indiana.
II. Dentre as práticas que integram a Medicina Complementar, temos a dietoterapia e práticas corporais e mentais advindas da Medicina Tradicional Chinesa.
III. Dentre as práticas que integram a Medicina Complementar, a acupuntura não está presente em razão da quantidade escassa de profissionais neste setor e que se interessam em atuar junto às políticas públicas de saúde.
IV. Ainda que a Medicina Complementar seja considerada uma política pública de saúde no Brasil, ela ainda não está devidamente instituída e regulamentada.
I, III e IV.
III e IV.
I, II e III.
I e II.
I e IV.

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