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"Pelo princípio da irretroatividade tributária, a lei deve abranger fatos geradores posteriores à sua edição, ou seja, não pode retroceder para abarcar situações pretéritas. Portanto, será aplicada a lei vigente no momento do fato gerador. Todavia, o artigo 106 do CTN traz “exceções” à regra, sinalizando que a retroação poderá ocorrer em duas situações, em caso de lei interpretativa e de lei mais benéfica (no âmbito do Direito Tributário Penal)".
Assinale a alternativa que, segundo o texto, indica corretamente em quais situações o princípio da irretroatividade tributária pode ser excepcionado, permitindo a retroatividade da lei.
A É permitida a retroatividade da lei em casos de lei interpretativa e de lei mais benéfica no âmbito do Direito Tributário Penal.
B É permitida a retroatividade da lei sempre que houver uma mudança no governo.
C É permitida a retroatividade da lei somente quando houver uma emenda constitucional.
D É permitida a retroatividade da lei quando o Fisco considerar necessário retroagir para aumentar a arrecadação.
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Vamos analisar as alternativas com base no que foi apresentado no texto sobre o princípio da irretroatividade tributária e as exceções mencionadas no artigo 106 do CTN. A) É permitida a retroatividade da lei em casos de lei interpretativa e de lei mais benéfica no âmbito do Direito Tributário Penal. - Esta alternativa está de acordo com o que foi mencionado no texto, que cita essas duas situações como exceções à regra da irretroatividade. B) É permitida a retroatividade da lei sempre que houver uma mudança no governo. - Esta alternativa não está correta, pois a mudança de governo não é uma justificativa para a retroatividade da lei. C) É permitida a retroatividade da lei somente quando houver uma emenda constitucional. - Esta alternativa também não está correta, pois a retroatividade não depende exclusivamente de emendas constitucionais. D) É permitida a retroatividade da lei quando o Fisco considerar necessário retroagir para aumentar a arrecadação. - Esta alternativa não é válida, pois a retroatividade não pode ser aplicada de forma arbitrária pelo Fisco para aumentar a arrecadação. Portanto, a alternativa correta é: A É permitida a retroatividade da lei em casos de lei interpretativa e de lei mais benéfica no âmbito do Direito Tributário Penal.

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Rubens Gomes de Sousa considera o tributo como figura unitária. Já Pontes de Miranda e Alfredo Augusto Becker estabelecem dois tipos de tributos: o imposto (visa financiar serviços estatais e tem por base de cálculo fato lícito qualquer) e as taxas (serviços estatais divisíveis). Por fim, Geraldo Ataliba classifica os tributos como vinculados a uma atuação estatal (taxa e contribuição de melhoria) e como não vinculados (impostos). A classificação dos tributos é importante para se estabelecer a competência tributária entre os entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e identificar o regime jurídico, as características próprias de cada figura tributária.
Considerando a classificação dos tributos quanto ao impacto financeiro, relacionando-se à repercussão econômico-financeira do tributo, sobre a principal distinção entre os tributos diretos e indiretos, analise as afirmativas a seguir:
I. Os tributos diretos têm seu ônus financeiro transferido para os consumidores, enquanto tributos indiretos têm uma relação direta com a renda do contribuinte.
II. Os tributos diretos têm uma relação direta entre a cobrança e a renda do contribuinte, de forma que a mesma pessoa obrigada ao pagamento do tributo suporta, efetivamente, o seu ônus econômico.
III. Os tributos indiretos são pagos por todos os integrantes da cadeia produtiva, por exemplo, ICMS, incide em toda a cadeia produtiva e deve, portanto, ser recolhido por todos os integrantes (industriais, atacadistas e varejistas).
IV. A principal diferença entre tributos diretos e indiretos é que, nos tributos diretos, o contribuinte de direito arca efetivamente com o ônus financeiro, enquanto nos tributos indiretos, esse ônus é repassado para quem está na cadeia produtiva (contribuinte de fato).
A I, II e III, apenas.
B II e III, apenas.
C III e IV, apenas.
D I, apenas.
E II, III e IV, apenas.

A interpretação das normas jurídicas pode ser utilizada como busca de uma solução para um determinado caso concreto, ou na busca do verdadeiro significado da norma em si. O intérprete, ao se valer das diversas formas e técnicas de interpretação, não cria nem modifica direito, mas, sim, limita-se a decifrar a norma. A integração se situa dentro da interpretação. Trata-se de mecanismo autointegrativo do Direito, sem, contudo criar direito, faz parte do esforço interpretativo. A integração é utilizada quando há omissão da legislação, em face de uma lacuna existente, para suprí-la, posto que o judiciário não possa abster-se de apreciar nenhuma demanda que seja intentada.
Considerando o texto e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre a interpretação e a integração das normas tributárias:
I. As questões de interpretação relacionam-se com o entendimento sobre o alcance das normas tributárias.
II. As questões de integração dizem respeito aos meios jurídicos para preencher lacunas eventualmente existentes na legislação
III. O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei e o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.
IV. A legislação tributária será interpretada conforme o capítulo IV do CTN, na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem indicada: a analogia; os princípios gerais de Direito Tributário; os princípios gerais de Direito Público e a equidade.
A I, II e III, apenas.
B I, II, III e IV.
C II e IV, apenas.
D III e IV, apenas.

A competência para instituição dos impostos encontra-se estampada na Constituição Federal (arts. 153 a 156 da CF), bem como no Código Tributário Nacional (arts. 19 a 76 do CTN). Valendo-se das atualizadas disposições constitucionais, teremos: impostos federais, impostos estaduais, impostos municipais e impostos do Distrito Federal.
Considerando o texto e os seus conhecimentos sobre a competência dos entes tributantes, assinale a alternativa correta:
A A cobrança do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação são de competência federal.
B Os impostos de competência dos municípios são: Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
C O Distrito Federal detém competência para instituir e cobrar seis impostos, sendo três estaduais: ITCMD, ICMS e IPVA, e três municipais: IPTU, ITR e ISSQN.
D A competência para instituição dos seus impostos do Distrito Federal será do tipo cumulativa, detendo poder para criar e cobrar os impostos estaduais e também os federais.

Interpretação é a parte da ciência jurídica que estuda os métodos e processos lógicos que visam definir o conteúdo e o alcance das normas jurídicas. A hermenêutica jurídica estuda a teoria científica da interpretação. O Código Tributário Nacional possui poucas regras específicas sobre interpretação da legislação tributária. O CTN só trata de situações específicas, por vezes impondo critérios ou métodos a serem aplicados de forma vinculada para a análise de determinados institutos específicos da disciplina tributária. A regra geral básica para a solução do problema das lacunas no Direito brasileiro está prevista no art. 4.º da LINDB, assim redigido: “Art. 4.º Quando a lei for omissa o juiz decidirá o caso de acordo com: a analogia, os costumes e os princípios gerais de Direito”. Tratando-se de matéria tributária, contudo, a solução do problema das lacunas toma por base a regra específica — portanto prevalente — constante do art. 108 do CTN.
Com base nas informações apresentadas, avalie as assertões a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A interpretação é um dos meios mais antigos na legislação, diante de uma lacuna existente, com o objetivo de preencher a mesma, uma vez que o aplicador não pode deixar de analisar qualquer demanda apresentada.
II. A analogia consiste em complementar a lei por meio da comparação com situações semelhantes ou análogas. O aplicador da lei pode utilizar a analogia para criar um tributo que não esteja previsto na legislação.
A. As assertões I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
B. As assertões I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
C. A assertão I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D. A assertão I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

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