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Rubens Gomes de Sousa considera o tributo como figura unitária. Já Pontes de Miranda e Alfredo Augusto Becker estabelecem dois tipos de tributos: o imposto (visa financiar serviços estatais e tem por base de cálculo fato lícito qualquer) e as taxas (serviços estatais divisíveis). Por fim, Geraldo Ataliba classifica os tributos como vinculados a uma atuação estatal (taxa e contribuição de melhoria) e como não vinculados (impostos). A classificação dos tributos é importante para se estabelecer a competência tributária entre os entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e identificar o regime jurídico, as características próprias de cada figura tributária.
Considerando a classificação dos tributos quanto ao impacto financeiro, relacionando-se à repercussão econômico-financeira do tributo, sobre a principal distinção entre os tributos diretos e indiretos, analise as afirmativas a seguir:
I. Os tributos diretos têm seu ônus financeiro transferido para os consumidores, enquanto tributos indiretos têm uma relação direta com a renda do contribuinte.
II. Os tributos diretos têm uma relação direta entre a cobrança e a renda do contribuinte, de forma que a mesma pessoa obrigada ao pagamento do tributo suporta, efetivamente, o seu ônus econômico.
III. Os tributos indiretos são pagos por todos os integrantes da cadeia produtiva, por exemplo, ICMS, incide em toda a cadeia produtiva e deve, portanto, ser recolhido por todos os integrantes (industriais, atacadistas e varejistas).
IV. A principal diferença entre tributos diretos e indiretos é que, nos tributos diretos, o contribuinte de direito arca efetivamente com o ônus financeiro, enquanto nos tributos indiretos, esse ônus é repassado para quem está na cadeia produtiva (contribuinte de fato).
A I, II e III, apenas.
B II e III, apenas.
C III e IV, apenas.
D I, apenas.
E II, III e IV, apenas.

A interpretação das normas jurídicas pode ser utilizada como busca de uma solução para um determinado caso concreto, ou na busca do verdadeiro significado da norma em si. O intérprete, ao se valer das diversas formas e técnicas de interpretação, não cria nem modifica direito, mas, sim, limita-se a decifrar a norma. A integração se situa dentro da interpretação. Trata-se de mecanismo autointegrativo do Direito, sem, contudo criar direito, faz parte do esforço interpretativo. A integração é utilizada quando há omissão da legislação, em face de uma lacuna existente, para suprí-la, posto que o judiciário não possa abster-se de apreciar nenhuma demanda que seja intentada.
Considerando o texto e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre a interpretação e a integração das normas tributárias:
I. As questões de interpretação relacionam-se com o entendimento sobre o alcance das normas tributárias.
II. As questões de integração dizem respeito aos meios jurídicos para preencher lacunas eventualmente existentes na legislação
III. O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei e o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.
IV. A legislação tributária será interpretada conforme o capítulo IV do CTN, na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem indicada: a analogia; os princípios gerais de Direito Tributário; os princípios gerais de Direito Público e a equidade.
A I, II e III, apenas.
B I, II, III e IV.
C II e IV, apenas.
D III e IV, apenas.

A competência para instituição dos impostos encontra-se estampada na Constituição Federal (arts. 153 a 156 da CF), bem como no Código Tributário Nacional (arts. 19 a 76 do CTN). Valendo-se das atualizadas disposições constitucionais, teremos: impostos federais, impostos estaduais, impostos municipais e impostos do Distrito Federal.
Considerando o texto e os seus conhecimentos sobre a competência dos entes tributantes, assinale a alternativa correta:
A A cobrança do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação são de competência federal.
B Os impostos de competência dos municípios são: Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
C O Distrito Federal detém competência para instituir e cobrar seis impostos, sendo três estaduais: ITCMD, ICMS e IPVA, e três municipais: IPTU, ITR e ISSQN.
D A competência para instituição dos seus impostos do Distrito Federal será do tipo cumulativa, detendo poder para criar e cobrar os impostos estaduais e também os federais.

Interpretação é a parte da ciência jurídica que estuda os métodos e processos lógicos que visam definir o conteúdo e o alcance das normas jurídicas. A hermenêutica jurídica estuda a teoria científica da interpretação. O Código Tributário Nacional possui poucas regras específicas sobre interpretação da legislação tributária. O CTN só trata de situações específicas, por vezes impondo critérios ou métodos a serem aplicados de forma vinculada para a análise de determinados institutos específicos da disciplina tributária. A regra geral básica para a solução do problema das lacunas no Direito brasileiro está prevista no art. 4.º da LINDB, assim redigido: “Art. 4.º Quando a lei for omissa o juiz decidirá o caso de acordo com: a analogia, os costumes e os princípios gerais de Direito”. Tratando-se de matéria tributária, contudo, a solução do problema das lacunas toma por base a regra específica — portanto prevalente — constante do art. 108 do CTN.
Com base nas informações apresentadas, avalie as assertões a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A interpretação é um dos meios mais antigos na legislação, diante de uma lacuna existente, com o objetivo de preencher a mesma, uma vez que o aplicador não pode deixar de analisar qualquer demanda apresentada.
II. A analogia consiste em complementar a lei por meio da comparação com situações semelhantes ou análogas. O aplicador da lei pode utilizar a analogia para criar um tributo que não esteja previsto na legislação.
A. As assertões I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
B. As assertões I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
C. A assertão I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D. A assertão I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

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Questões resolvidas

Rubens Gomes de Sousa considera o tributo como figura unitária. Já Pontes de Miranda e Alfredo Augusto Becker estabelecem dois tipos de tributos: o imposto (visa financiar serviços estatais e tem por base de cálculo fato lícito qualquer) e as taxas (serviços estatais divisíveis). Por fim, Geraldo Ataliba classifica os tributos como vinculados a uma atuação estatal (taxa e contribuição de melhoria) e como não vinculados (impostos). A classificação dos tributos é importante para se estabelecer a competência tributária entre os entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e identificar o regime jurídico, as características próprias de cada figura tributária.
Considerando a classificação dos tributos quanto ao impacto financeiro, relacionando-se à repercussão econômico-financeira do tributo, sobre a principal distinção entre os tributos diretos e indiretos, analise as afirmativas a seguir:
I. Os tributos diretos têm seu ônus financeiro transferido para os consumidores, enquanto tributos indiretos têm uma relação direta com a renda do contribuinte.
II. Os tributos diretos têm uma relação direta entre a cobrança e a renda do contribuinte, de forma que a mesma pessoa obrigada ao pagamento do tributo suporta, efetivamente, o seu ônus econômico.
III. Os tributos indiretos são pagos por todos os integrantes da cadeia produtiva, por exemplo, ICMS, incide em toda a cadeia produtiva e deve, portanto, ser recolhido por todos os integrantes (industriais, atacadistas e varejistas).
IV. A principal diferença entre tributos diretos e indiretos é que, nos tributos diretos, o contribuinte de direito arca efetivamente com o ônus financeiro, enquanto nos tributos indiretos, esse ônus é repassado para quem está na cadeia produtiva (contribuinte de fato).
A I, II e III, apenas.
B II e III, apenas.
C III e IV, apenas.
D I, apenas.
E II, III e IV, apenas.

A interpretação das normas jurídicas pode ser utilizada como busca de uma solução para um determinado caso concreto, ou na busca do verdadeiro significado da norma em si. O intérprete, ao se valer das diversas formas e técnicas de interpretação, não cria nem modifica direito, mas, sim, limita-se a decifrar a norma. A integração se situa dentro da interpretação. Trata-se de mecanismo autointegrativo do Direito, sem, contudo criar direito, faz parte do esforço interpretativo. A integração é utilizada quando há omissão da legislação, em face de uma lacuna existente, para suprí-la, posto que o judiciário não possa abster-se de apreciar nenhuma demanda que seja intentada.
Considerando o texto e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as afirmativas a seguir sobre a interpretação e a integração das normas tributárias:
I. As questões de interpretação relacionam-se com o entendimento sobre o alcance das normas tributárias.
II. As questões de integração dizem respeito aos meios jurídicos para preencher lacunas eventualmente existentes na legislação
III. O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei e o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.
IV. A legislação tributária será interpretada conforme o capítulo IV do CTN, na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem indicada: a analogia; os princípios gerais de Direito Tributário; os princípios gerais de Direito Público e a equidade.
A I, II e III, apenas.
B I, II, III e IV.
C II e IV, apenas.
D III e IV, apenas.

A competência para instituição dos impostos encontra-se estampada na Constituição Federal (arts. 153 a 156 da CF), bem como no Código Tributário Nacional (arts. 19 a 76 do CTN). Valendo-se das atualizadas disposições constitucionais, teremos: impostos federais, impostos estaduais, impostos municipais e impostos do Distrito Federal.
Considerando o texto e os seus conhecimentos sobre a competência dos entes tributantes, assinale a alternativa correta:
A A cobrança do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação são de competência federal.
B Os impostos de competência dos municípios são: Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
C O Distrito Federal detém competência para instituir e cobrar seis impostos, sendo três estaduais: ITCMD, ICMS e IPVA, e três municipais: IPTU, ITR e ISSQN.
D A competência para instituição dos seus impostos do Distrito Federal será do tipo cumulativa, detendo poder para criar e cobrar os impostos estaduais e também os federais.

Interpretação é a parte da ciência jurídica que estuda os métodos e processos lógicos que visam definir o conteúdo e o alcance das normas jurídicas. A hermenêutica jurídica estuda a teoria científica da interpretação. O Código Tributário Nacional possui poucas regras específicas sobre interpretação da legislação tributária. O CTN só trata de situações específicas, por vezes impondo critérios ou métodos a serem aplicados de forma vinculada para a análise de determinados institutos específicos da disciplina tributária. A regra geral básica para a solução do problema das lacunas no Direito brasileiro está prevista no art. 4.º da LINDB, assim redigido: “Art. 4.º Quando a lei for omissa o juiz decidirá o caso de acordo com: a analogia, os costumes e os princípios gerais de Direito”. Tratando-se de matéria tributária, contudo, a solução do problema das lacunas toma por base a regra específica — portanto prevalente — constante do art. 108 do CTN.
Com base nas informações apresentadas, avalie as assertões a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A interpretação é um dos meios mais antigos na legislação, diante de uma lacuna existente, com o objetivo de preencher a mesma, uma vez que o aplicador não pode deixar de analisar qualquer demanda apresentada.
II. A analogia consiste em complementar a lei por meio da comparação com situações semelhantes ou análogas. O aplicador da lei pode utilizar a analogia para criar um tributo que não esteja previsto na legislação.
A. As assertões I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
B. As assertões I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
C. A assertão I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D. A assertão I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

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Prova Impressa
GABARITO | Avaliação I - Individual (Cod.:1021645)
Peso da Avaliação 2,00
Prova 99554893
Qtd. de Questões 10
Acertos/Erros 10/0
Nota 10,00
Rubens Gomes de Sousa considera o tributo como figura unitária. Já Pontes 
de Miranda e Alfredo Augusto Becker estabelecem dois tipos de tributos: o 
imposto (visa financiar serviços estatais e tem por base de cálculo fato lícito 
qualquer) e as taxas (serviços estatais divisíveis). Por fim, Geraldo Ataliba 
classifica os tributos como vinculados a uma atuação estatal (taxa e 
contribuição de melhoria) e como não vinculados (impostos). A classificação 
dos tributos é importante para se estabelecer a competência tributária entre os 
entes políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e identificar o 
regime jurídico, as características próprias de cada figura tributária. 
Fonte: adaptado de: BARBOSA, Caroline A. S. O Direito Tributário, as 
espécies de tributos e a competência tributária. Jusbrasil, 2016. Disponível 
em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/o-direito-tributario-as-especies-de-
tributos-e-a-competencia-tributaria/338957113. Acesso em: 16 jan. 2024.
Considerando a classificação dos tributos quanto ao impacto financeiro, 
relacionando-se à repercussão econômico-financeira do tributo, sobre a 
principal distinção entre os tributos diretos e indiretos, analise as afirmativas 
a seguir:
I. Os tributos diretos têm seu ônus financeiro transferido para os 
consumidores, enquanto tributos indiretos têm uma relação direta com a 
renda do contribuinte.
II. Os tributos diretos têm uma relação direta entre a cobrança e a renda do 
contribuinte, de forma que a mesma pessoa obrigada ao pagamento do tributo 
suporta, efetivamente, o seu ônus econômico. 
III. Os tributos indiretos são pagos por todos os integrantes da cadeia 
produtiva, por exemplo, ICMS, incide em toda a cadeia produtiva e deve, 
portanto, ser recolhido por todos os integrantes (industriais, atacadistas e 
varejistas).
IV. A principal diferença entre tributos diretos e indiretos é que, nos tributos 
diretos, o contribuinte de direito arca efetivamente com o ônus financeiro, 
enquanto nos tributos indiretos, esse ônus é repassado para quem está na 
cadeia produtiva (contribuinte de fato).
 É correto o que se afirma em:
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A Alterar modo de visualização
1
A I, II e III, apenas. 
B II e III, apenas. 
C III e IV, apenas. 
D I, apenas.
E II, III e IV, apenas.
A interpretação das normas jurídicas pode ser utilizada como busca de uma 
solução para um determinado caso concreto, ou na busca do verdadeiro 
significado da norma em si. O intérprete, ao se valer das diversas formas e 
técnicas de interpretação, não cria nem modifica direito, mas, sim, limita-se a 
decifrar a norma. A integração se situa dentro da interpretação. Trata-se de 
mecanismo autointegrativo do Direito, sem, contudo criar direito, faz parte do 
esforço interpretativo. A integração é utilizada quando há omissão da 
legislação, em face de uma lacuna existente, para supri-la, posto que o 
judiciário não possa abster-se de apreciar nenhuma demanda que seja 
intentada.
Fonte: adaptado de: ARGENTIM, M. Vigência, aplicação, interpretação e 
integração da legislação tributária. Jusbrasil, 2015 Disponível em: 
https://encurtador.com.br/btM04. Acesso em: 18 jan. 2024.
Considerando o texto e o Código Tributário Nacional (CTN), analise as 
afirmativas a seguir sobre a interpretação e a integração das normas 
tributárias: 
I. As questões de interpretação relacionam-se com o entendimento sobre o 
alcance das normas tributárias.
II. As questões de integração dizem respeito aos meios jurídicos para 
preencher lacunas eventualmente existentes na legislação
III. O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não 
previsto em lei e o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do 
pagamento de tributo devido.
IV. A legislação tributária será interpretada conforme o capítulo IV do CTN, 
na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a 
legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem indicada: a analogia; 
os princípios gerais de Direito Tributário; os princípios gerais de Direito 
Público e a equidade. 
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
2
B I, II, III e IV.
C II e IV, apenas.
D III e IV, apenas.
O Direito Privado se ocupa de interesses individuais, estabelecendo regras de 
organização social e convivência a serem obedecidas pelas pessoas em suas 
atividades particulares, de que são exemplos o Direito Civil e o Direito 
Empresarial.
Fonte: adaptado de: ALVES, Elizomar Pereira. Direito Privado e Direito 
Público. Jusbrasil. Disponível em: 
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/direito-privado-e-direito-
publico/697667909. Acesso em: 15 jan. 2024.
Considerando o texto mencionado, assinale a alternativa que apresenta 
características que não são as das relações de Direito Privado: 
A A livre manifestação de vontade.
B A indisponibilidade do interesse público.
C A igualdade entre as partes.
D As relações de horizontalidade.
“Pelo princípio da irretroatividade tributária, a lei deve abranger fatos 
geradores posteriores à sua edição, ou seja, não pode retroceder para abarcar 
situações pretéritas. Portanto, será aplicada a lei vigente no momento do fato 
gerador. Todavia, o artigo 106 do CTN traz “exceções” à regra, sinalizando 
que a retroação poderá ocorrer em duas situações, em caso de lei 
interpretativa e de lei mais benéfica (no âmbito do Direito Tributário Penal)".
Fonte: SABBAG, Eduardo. Direito Tributário essencial. 7. ed. Rio de 
Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2020. Disponível em: 
https://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/2218/Principio-da-
irretroatividade-tributaria. Acesso em: 17 jan. 2024.
Assinale a alternativa que, segundo o texto, indica corretamente em quais 
situações o princípio da irretroatividade tributária pode ser excepcionado, 
permitindo a retroatividade da lei.
3
4
A É permitida a retroatividade da lei em casos de lei interpretativa e de lei
mais benéfica no âmbito do Direito Tributário Penal.
B É permitida a retroatividade da lei sempre que houver uma mudança no
governo.
C É permitida a retroatividade da lei somente quando houver uma emenda
constitucional.
D É permitida a retroatividade da lei quando o Fisco considerar necessário
retroagir para aumentar a arrecadação.
A competência para instituição dos impostos encontra-se estampada na 
Constituição Federal (arts. 153 a 156 da CF), bem como no Código Tributário 
Nacional (arts. 19 a 76 do CTN). Valendo-se das atualizadas disposições 
constitucionais, teremos: impostos federais, impostos estaduais, impostos 
municipais e impostos do Distrito Federal. 
Fonte: adaptado de: NOVAIS, Rafael. Direito Tributário Facilitado. 3. ed. 
rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018.
Considerando o texto e os seus conhecimentos sobre a competência dos entes 
tributantes, assinale a alternativa correta: 
A
O Distrito Federal detém competência para instituir e cobrar seis
impostos, sendo três estaduais: ITCMD, ICMS e IPVA, e três municipais:
IPTU, ITR e ISSQN.
B A cobrança do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação são
de competência federal.
C
Os impostos de competência dos municípios são: Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a
Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza (ISSQN).
D
A competência para instituição dos seus impostos do Distrito Federal será
do tipo cumulativa, detendo poder para criar e cobrar os impostos
estaduais e também os federais.
5
Interpretar é perquirir o conteúdo e o alcance de determinada norma jurídica. 
Tratando-se de matéria tributária, contudo, a solução do problema das lacunas 
toma por base a regra específica – portanto prevalente – constante do art. 108 
do CTN. O dispositivo é direcionado tanto para a autoridade fiscal quanto 
para a autoridade judiciária que se depare com uma situaçãocuja solução 
normativa não esteja prevista expressamente. É apresentada uma sequência 
taxativa e hierarquizada de técnicas aptas a solucionar o problema da omissão 
na legislação tributária.
Fonte: adaptado de: ALEXANDRE, R. Direito Tributário esquematizado. 
10. ed. rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2016.
Considerando o texto e o Código Tributário Nacional, analise as afirmativas a 
seguir sobre a interpretação e integração da legislação tributária: 
I. A utilização da equidade pode resultar na dispensa do pagamento de tributo 
devido.
II. A utilização da analogia poderá resultar em exigência de tributo não 
previsto em lei, em respeito ao princípio da legalidade.
III. A analogia não deve ser confundida com a interpretação extensiva, caso 
em que se trabalha dentro dos limites que a lei originariamente pretendeu 
estabelecer, ainda que não o tenha feito de modo taxativo e inequívoco.
IV. A analogia será a técnica prioritária para suprir lacunas na legislação 
tributária, somente na ausência de uma solução adequada por meio dessa 
técnica é que serão empregados os princípios gerais de Direito Tributário, e, 
assim, sucessivamente.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B I e IV, apenas.
C II e III, apenas.
D III e IV, apenas.
6
Interpretação é a parte da ciência jurídica que estuda os métodos e processos 
lógicos que visam definir o conteúdo e o alcance das normas jurídicas. A 
hermenêutica jurídica estuda a teoria científica da interpretação. O Código 
Tributário Nacional possui poucas regras específicas sobre interpretação da 
legislação tributária. O CTN só trata de situações específicas, por vezes 
impondo critérios ou métodos a serem aplicados de forma vinculada para a 
análise de determinados institutos específicos da disciplina tributária. A regra 
geral básica para a solução do problema das lacunas no Direito brasileiro está 
prevista no art. 4.º da LINDB, assim redigido: “Art. 4.º Quando a lei for 
omissa o juiz decidirá o caso de acordo com: a analogia, os costumes e os 
princípios gerais de Direito”. Tratando-se de matéria tributária, contudo, a 
solução do problema das lacunas toma por base a regra específica — portanto 
prevalente — constante do art. 108 do CTN.
Fonte: adaptado de: ALEXANDRE, R. Direito Tributário Esquematizado. 
10. ed. rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2016.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a 
relação proposta entre elas:
I. A integração é empregada quando há omissão na legislação, diante de uma 
lacuna existente, com o objetivo de preenchê-la, uma vez que o judiciário não 
pode deixar de analisar qualquer demanda apresentada.
PORQUE
II. A analogia consiste em complementar a lei por meio da comparação com 
situações semelhantes ou análogas. O aplicador da lei pode utilizar a analogia 
para criar um tributo que não esteja previsto na legislação.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa
correta da I.
B As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
C A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
7
Conforme estabelece o art. 150, IV, da Constituição Federal, é vedado à 
União, estados, Distrito Federal e municípios instituir tributo com efeito 
confiscatório. Essa determinação tem por base os direitos e garantias 
fundamentais do cidadão, no sentido de proteger o direito de propriedade 
previsto no caput do art. 5º da CF, bem como em seu inciso XXII, evitando a 
utilização de elevada carga tributária que retire esse direito. No âmbito das 
relações entre o fisco e as pessoas sujeitas a imposições tributárias, existem 
limitações ao poder de tributar que protegem o cidadão contra os abusos 
desse poder.
Fonte: adaptado de: NOVAIS, Rafael. Direito Tributário facilitado. 3. ed. 
rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018.
Considerando o texto mencionado, analise as afirmativas a seguir sobre o 
princípio da vedação ao confisco: 
I. O princípio da vedação ao confisco não se aplica às multas.
II. A União não pode conceder incentivos fiscais destinados a promover o 
equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do 
país.
III. O tributo com efeito confiscatório corresponde a uma incidência 
exacerbada que absorve parcela considerável do patrimônio ou renda do 
contribuinte. 
IV. Os estados, Distrito Federal e municípios não podem estabelecer 
diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de 
sua procedência ou destino.
É correto o que se afirma em:
A II e IV, apenas.
B I, apenas.
C I, II e III, apenas.
D III e IV, apenas.
O art. 3º do Código Tributário Brasileiro assim dispõe: “tributo é toda 
prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada 
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.
8
9
Fonte: BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o 
Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de Direito Tributário 
aplicáveis à União, Estados e Municípios. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm. Acesso em: 
16 jan. 2024.
Considerando o texto mencionado, com relação à categorização de tributos 
pela sua competência, analise as afirmativas a seguir: 
I. Os tributos de competência federal são cobrados pela União.
II. Os tributos de competência estadual são cobrados pelos Estados.
III. Os tributos de competência municipal são cobrados pelos Municípios.
IV. Os tributos de competência distrital são cobrados pelo Distrito Federal.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B I, apenas.
C II e IV, apenas.
D I, II, III e IV.
Todos pagamos tributos, e eles estão em toda parte. O dever de pagar 
tributos; especialmente impostos; tem estreita relação com a própria noção de 
cidadania. É a principal forma pela qual o indivíduo é chamado a contribuir 
para o financiamento das despesas coletivas, mas, para que o Governo possa 
exigir essas prestações compulsórias dos seus cidadãos, existem regras que 
precisam ser observadas. Ao conjunto das normas que regulamentam a 
tributação dá-se o nome de Sistema Tributário Nacional.
Fonte: SISTEMA Tributário Nacional e propostas de reforma. Câmara dos 
deputados, 2024. Disponível em: https://encurtador.com.br/kuG01. Acesso 
em: 16 jan. 2024.
Assinale a alternativa que descreva corretamente como o sistema tributário 
nacional é definido. 
A O conjunto de tributos cobrados de pessoas físicas e jurídicas.
B O conjunto de regras que regulam a instituição, a cobrança, a arrecadação
e a partilha de tributos.
C O conjunto de normas que regulamentam a repartição de tributos.
D O conjunto de tributos instituídos pela União, estados e municípios.
10
E O conjunto de normas que regulamentam a fiscalização tributária.
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