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Qual a diferença entre morte real, morte civil e morte presumida ?

preciso da ajuda de vocês


12 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

1) Morte civil:

 

Consiste na circunstancia de considerar morta uma pessoa viva. É a perda da personalidade em vida. Não admissível no nosso ordenamento jurídico, visto que nos termos do art. 1º do nosso Código Civil a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida (mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro) e nos termos do art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte (real ou presumida). Também, de acordo com o art. 11, do CC, a personalidade é irrenunciável. O Professor Fávio Monteiro de Barros indica um resquício interessante da morte civil, que é o herdeiro excluído da sucessão por indignidade, o qual, para os fins da herança é considerado morto e os seus descendentes herdam em seu lugar por representação. Veja o que prevê o CC:

Art. 1.816. São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.

 

2) Morte real:

 

Pressupõe a existência de um cadáver. Acha-se o corpo ou restos dele.

É feita uma certidão de óbito, registrada em registro público.

 

3) Morte presumida:

 

Não há um cadáver, e portanto a morte será presumida. Pode ser:

 

1) Com decretação de ausência (art. 37 e 38, CC): Quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. Permite-se a abertura da sucessão definitiva em relação aos ausentes:

 

  1. a) dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória

 

  1. b) provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele.

 

2) sem decretação de ausência - art. 7º, CC (a declaração da morte presumida somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento). Casos:

 

  1. a) se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (exemplo: acidente aéreo, catastrofe, enchente. lembre os casos noticiados na TV dos acidentes naturais na Região Serrana do RJ que, mesmo depois de 1 ano não acharam os corpos);

 

  1. b) se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra.

São os principais efeitos do fim da personalidade:

  • Dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial;
  • Extinção do poder familiar;
  • Extinção dos contratos personalíssimos, etc.

Outro efeito de suma importância é a extinção da obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. Observem que o credor é a pessoa que estava recebendo a pensão alimentícia; morrendo não faz mais jus ao benefício e este não se transmite a seus herdeiros.

No entanto, no caso de morte do devedor (que é a pessoa que paga a pensão alimentícia), os herdeiros deste assumirão a obrigação até as forças da herança. Trata-se de uma inovação do atual Código, tratada no Direito das Sucessões.

No entanto, não podemos aplicar o brocardo mors omnia solvit (a morte dissolve tudo) no Direito Civil.

Como vimos, muitos dos direitos de personalidade se estendem após à morte da pessoa. A vontade do de cujus, pode sobreviver por meio de um testamento. Ao cadáver é devido respeito.

Os militares e os servidores públicos de uma forma geral podem ser promovidos post mortem. Alguns direitos ainda permanecem (podendo sofrer ameaça ou lesão) e devem ser respeitados, sendo tutelados pela lei, como o direito à imagem, à honra, ao nome, aos direitos autorais, etc.

 

Referências

http://www.tribunapr.com.br/noticias/diferencas-entre-morte-real-e-presumida/

 

http://www.anoregrn.org.br/artigo/extincao-da-pessoa-natural/4557

1) Morte civil:

 

Consiste na circunstancia de considerar morta uma pessoa viva. É a perda da personalidade em vida. Não admissível no nosso ordenamento jurídico, visto que nos termos do art. 1º do nosso Código Civil a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida (mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro) e nos termos do art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte (real ou presumida). Também, de acordo com o art. 11, do CC, a personalidade é irrenunciável. O Professor Fávio Monteiro de Barros indica um resquício interessante da morte civil, que é o herdeiro excluído da sucessão por indignidade, o qual, para os fins da herança é considerado morto e os seus descendentes herdam em seu lugar por representação. Veja o que prevê o CC:

Art. 1.816. São pessoais os efeitos da exclusão; os descendentes do herdeiro excluído sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.

 

2) Morte real:

 

Pressupõe a existência de um cadáver. Acha-se o corpo ou restos dele.

É feita uma certidão de óbito, registrada em registro público.

 

3) Morte presumida:

 

Não há um cadáver, e portanto a morte será presumida. Pode ser:

 

1) Com decretação de ausência (art. 37 e 38, CC): Quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. Permite-se a abertura da sucessão definitiva em relação aos ausentes:

 

  1. a) dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória

 

  1. b) provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de cinco datam as últimas notícias dele.

 

2) sem decretação de ausência - art. 7º, CC (a declaração da morte presumida somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento). Casos:

 

  1. a) se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (exemplo: acidente aéreo, catastrofe, enchente. lembre os casos noticiados na TV dos acidentes naturais na Região Serrana do RJ que, mesmo depois de 1 ano não acharam os corpos);

 

  1. b) se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra.

São os principais efeitos do fim da personalidade:

  • Dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial;
  • Extinção do poder familiar;
  • Extinção dos contratos personalíssimos, etc.

Outro efeito de suma importância é a extinção da obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. Observem que o credor é a pessoa que estava recebendo a pensão alimentícia; morrendo não faz mais jus ao benefício e este não se transmite a seus herdeiros.

No entanto, no caso de morte do devedor (que é a pessoa que paga a pensão alimentícia), os herdeiros deste assumirão a obrigação até as forças da herança. Trata-se de uma inovação do atual Código, tratada no Direito das Sucessões.

No entanto, não podemos aplicar o brocardo mors omnia solvit (a morte dissolve tudo) no Direito Civil.

Como vimos, muitos dos direitos de personalidade se estendem após à morte da pessoa. A vontade do de cujus, pode sobreviver por meio de um testamento. Ao cadáver é devido respeito.

Os militares e os servidores públicos de uma forma geral podem ser promovidos post mortem. Alguns direitos ainda permanecem (podendo sofrer ameaça ou lesão) e devem ser respeitados, sendo tutelados pela lei, como o direito à imagem, à honra, ao nome, aos direitos autorais, etc.

 

Referências

http://www.tribunapr.com.br/noticias/diferencas-entre-morte-real-e-presumida/

 

http://www.anoregrn.org.br/artigo/extincao-da-pessoa-natural/4557

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Paulo

Há mais de um mês

Morte real é aquela quando por decorrência do fato natural que é a vida, a pessoa deixa de existir, se tornado o que chamamos no direito de "de cujus".

Morte civil - É quando o individuo (beneficiario) é excluído de receber a herança, como se ele "morto" fosse antes da abertura da sucessão. Quer dizer que por exemplo temos um filho que tenta matar seu pai, de acordo com o Codigo civil, ele será considerado indigno considerado como morto fosse.

Morte presumida- é aquela em que o sujeito desaparece, sem deixar evidências, não sabe seu paradeiro, e depois de procedimentos estipulados por lei, e passados mais ou menos dez anos e esse sujeito não retorna, considera sua morte presumida, o que facilita na hora da herança, porque os herdeiros poderão a partir dai utilizar os bens como seus fossem. Se ele retornar, ficará com o bem no estado em que se encontra.

Espero ter entendido, boa pergunta, se gostou da resposta não esqueça de aprovar, Boa sorte!

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daniella

Há mais de um mês

Morte real: Extinção do sopro de vida do ser humano.

Morte civil:  
Pena cicil que priva do direito de herança o herdeiro, lagatério que cometeu atos criminosos ou reprováveis, taxativamente numerados em lei, contra a vida, a honra e a liberdade do "de cujos".
 
Morte presumida:
Decreteção judicial da ausência de uma pessoa (Se a pessoa desaparece sem deixar notícias).

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Sarah

Há mais de um mês

Morte Real = Extinção do sopro de vida do ser humano.Só é confirmada a morte real, com o atestado de óbito registrado pelos profissionais da medicina.

Morte Civil= Esta não existe no ordenamento jurídico. Na antiguidade a pessoa que perdia a liberdade, ela seria considerado morta, perante a sociedade.Ainda hoje, no nosso direito positivo, podemos encontrar vestígios de morte civil.A indgnidade pena que priva o direito de herança o herdeiro,legatário que cometeu atos criminosos ou reprováveis,taxativamente numerados em lei, contra a vida, a honra e a liberdade do cujus.

Morte Presumida: Na qual o corpo não foi encontrado. Se divide em duas espécies.A morte presumida com declaração de ausência, e a morte sem declaração de ausência.

A com Declaração de Ausência se classifica em 3 fases.

- Curadoria dos bens do Ausente

-Sucessão Provisória

- Sucessão Definitiva

O total dessas fases são de 21 a 23 anos de processo

* Sem declaração de Ausência = È quando certificam-se que a pessoa está morte mesmo. Ex: No Titanic as autoridades saibam quando pessoas exatas haviam no navio,atravez de listas de passaportes e etc...sendo assim, classificam como se mortas estivessem

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas