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Suponha que o Presidente da República apresente projeto de lei que disponha sobre criação de cargos na administração direta em período que não seja o de recesso do Congresso Nacional e solicite urgência na apreciação desse projeto. Nesse caso, sabendo-se que não se trata de projeto de código,
a discussão e votação desse projeto de lei terá início
(A) no Senado Federal. Se a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, inclusive as que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação.
(B) na Câmara dos Deputados. Se a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, inclusive as que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação.
(C) no Senado Federal. Se a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação.
(D) na Câmara dos Deputados. Se a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação.
(E) no Senado Federal. Não há prazo para que a Câmara dos Deputados e Senado Federal se manifestem sobre a proposta, por não ter sido o projeto de lei apresentado durante o recesso do Congresso Nacional nem se tratar de projeto de código.
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Para responder a essa questão, precisamos entender como funciona o processo legislativo no Brasil, especialmente em relação à urgência na apreciação de projetos de lei. 1. Início da Discussão: De acordo com a Constituição Federal, projetos de lei que são apresentados pelo Presidente da República, que não sejam de código, têm seu início de discussão na Câmara dos Deputados. 2. Urgência: Quando o Presidente solicita urgência, isso implica que o projeto deve ser apreciado em um prazo específico. Se a Câmara dos Deputados não se manifestar em até 45 dias, o projeto pode ser considerado para votação, e isso pode impactar outras deliberações. 3. Sobrestar Deliberações: A regra geral é que, se não houver manifestação em 45 dias, as deliberações legislativas da respectiva Casa são sobrestadas, mas isso não se aplica a deliberações que têm prazo constitucional determinado. Analisando as alternativas: (A) Início no Senado, e sobrestamento de todas as deliberações - Incorreto, pois o início é na Câmara. (B) Início na Câmara, e sobrestamento de todas as deliberações - Correto, pois o início é na Câmara e o sobrestamento se aplica a todas as deliberações. (C) Início no Senado, e sobrestamento com exceção das que têm prazo - Incorreto, pois o início é na Câmara. (D) Início na Câmara, e sobrestamento com exceção das que têm prazo - Incorreto, pois o sobrestamento se aplica a todas as deliberações. (E) Início no Senado, sem prazo - Incorreto, pois o início é na Câmara. Portanto, a alternativa correta é: (B) na Câmara dos Deputados. Se a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, inclusive as que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação.

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Para responder às questões de números 21 a 26, considere a Constituição Federal de 1988.
O Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho e os Juízes do Trabalho são órgãos da Justiça do Trabalho, sendo que
(A) cabe à Justiça do Trabalho, dentre outras competências previstas constitucionalmente, processar e julgar as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho, além de outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei.
(B) funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa da Justiça do Trabalho; o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe regulamentar os cursos oficiais para o ingresso na carreira.
(C) um terço dos membros do Tribunal Superior do Trabalho serão advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público Federal com mais de dez anos de efetivo exercício.
(D) em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, mas não competirá à Justiça do Trabalho decidir o conflito, pois não compete a ela processar e julgar as ações que envolvam exercício do direito de greve.
(E) nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular e os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, onze juízes, recrutados na respectiva região e nomeados pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho.

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