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Gil Vicente, criador do teatro português, realizou uma obra eminentemente popular. Seu Auto da Barca do Inferno, encenado em 1517, apresenta, entre outras características, a de pertencer ao teatro religioso alegórico.
Tal classificação justifica-se por
a) ser um teatro de louvor e litúrgico em que o sagrado é plenamente respeitado.
b) não se identificar com a postura anticlerical, já que considera a igreja uma instituição modelar e virtuosa.
c) apresentar estrutura baseada no maniqueísmo cristão, que divide o mundo entre o Bem e o Mal, e na correlação entre a recompensa e o castigo.
d) apresentar temas profanos e sagrados e revelar-se radicalmente contra o catolicismo e a instituição religiosa.
e) aceitar a hipocrisia do clero e, criticamente, justificá-la em nome da fé cristã.
f) Não sei.
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há 2 meses

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há 2 meses

Para analisar a classificação do "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente como teatro religioso alegórico, precisamos considerar as características da obra e a intenção do autor. O "Auto da Barca do Inferno" é uma crítica social e moral que utiliza a alegoria para representar a luta entre o Bem e o Mal, refletindo sobre as consequências das ações humanas. A obra apresenta personagens que representam diferentes tipos sociais e suas escolhas, levando a um desfecho que enfatiza a ideia de recompensa e castigo, que é uma característica do maniqueísmo cristão. Agora, vamos analisar as alternativas: a) Ser um teatro de louvor e litúrgico em que o sagrado é plenamente respeitado - Não é a melhor descrição, pois a obra critica comportamentos humanos, incluindo os do clero. b) Não se identificar com a postura anticlerical, já que considera a igreja uma instituição modelar e virtuosa - Essa afirmação não é verdadeira, pois a obra critica a hipocrisia da igreja. c) Apresentar estrutura baseada no maniqueísmo cristão, que divide o mundo entre o Bem e o Mal, e na correlação entre a recompensa e o castigo - Esta opção é a mais adequada, pois reflete a essência da obra. d) Apresentar temas profanos e sagrados e revelar-se radicalmente contra o catolicismo e a instituição religiosa - Embora a obra tenha temas profanos, não é radicalmente contra o catolicismo, mas critica a hipocrisia. e) Aceitar a hipocrisia do clero e, criticamente, justificá-la em nome da fé cristã - Isso não é correto, pois a obra critica a hipocrisia, em vez de aceitá-la. Portanto, a alternativa correta é: c) apresentar estrutura baseada no maniqueísmo cristão, que divide o mundo entre o Bem e o Mal, e na correlação entre a recompensa e o castigo.

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Aristóteles, ao admitir a arte como recriação da realidade, também sistematizou e organizou parâmetros, em seu livro Arte Poética, para distinguir os tipos de produção literária existentes na época. Hoje denominamos esses três diferentes tipos de texto de lírico (palavra cantada), épico (palavra narrada) e dramático (palavra representada). Partindo dos conceitos acima expressos, leia os três textos a seguir:
Analise as afirmativas a seguir e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Os três textos, consoante Aristóteles, pertencem aos gêneros dramático, lírico e épico, respectivamente.
( ) O texto 2 expressa uma visão do sentimento amoroso, traduzida por uma voz lírica emotiva, que corresponde ao eu poético criado pela autor.
( ) O texto 2 traz o relato do início da viagem de Vasco da Gama, recurso usado por Camões para narrar a história do povo lusitano, em Os Lusíadas, única epopeia em Língua Portuguesa.
( ) O texto 3 é um fragmento do Auto da Lusitânia, em que o autor Gil Vicente critica os vícios humanos com base nas ações de quatro personagens: Todo o Mundo, Ninguém, Dinato e Belzebu.
( ) O texto 3 retrata uma realidade social que perdura até os dias atuais, o que justifica o fato de as peças vicentinas serem consideradas atemporal e aespacial. É a atualidade dos temas utilizados pelo teatrólogo medieval, que torna suas peças aceitas por expectadores de diferentes épocas.
a) F - F - F - V - F
b) V - V - V - F - F
c) V - V - F - F - F
d) F - V - F - V - F
e) F - F - V - V - V
f) Não sei.

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