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Só em um sentido muito restrito, o indivíduo cria com seus próprios recursos o modo de falar e de pensar que lhe são atribuídos. Fala o idioma de seu grupo; pensa à maneira de seu grupo. Encontra à sua disposição apenas determinadas palavras e significados. Estas não só determinam, em grau considerável, as vias de acesso mental ao mundo circundante, mas também mostram, ao mesmo tempo, sob que ângulo e em que contexto de atividade os objetos foram até agora perceptíveis ao grupo ou ao indivíduo.
Ilustrando uma proposição básica da Sociologia do conhecimento, o argumento de Karl Mannheim defende que
A) conhecimento sobre a realidade é condicionado socialmente.
B) submissão ao grupo manipula o conhecimento do mundo.
C) divergência é um privilégio de indivíduos excepcionais.
D) educação formal determina o conhecimento do idioma.
E) domínio das línguas universaliza o conhecimento.
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Vamos analisar as alternativas com base no argumento de Karl Mannheim, que enfatiza a relação entre conhecimento e contexto social. A) conhecimento sobre a realidade é condicionado socialmente. - Esta opção reflete a ideia central de Mannheim, que argumenta que o conhecimento é influenciado pelas condições sociais e culturais do grupo. B) submissão ao grupo manipula o conhecimento do mundo. - Embora a influência do grupo seja importante, essa afirmação é um pouco mais extrema e não captura completamente a ideia de Mannheim. C) divergência é um privilégio de indivíduos excepcionais. - Essa opção não se alinha com a ideia de Mannheim, que foca mais na construção social do conhecimento do que em privilégios individuais. D) educação formal determina o conhecimento do idioma. - Embora a educação formal tenha um papel, essa afirmação não abrange a totalidade do argumento de Mannheim sobre a influência social. E) domínio das línguas universaliza o conhecimento. - Essa opção sugere uma universalização que não é o foco do argumento de Mannheim. Portanto, a alternativa que melhor representa o argumento de Karl Mannheim é: A) conhecimento sobre a realidade é condicionado socialmente.

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Depois de fazer parte das preocupações de importantes sociólogos clássicos, tais como Weber e Simmel, o tema da cidade volta ao centro das discussões na sociedade contemporânea. O espaço urbano é o cenário por excelência da vida pública, do trabalho, da geração de renda e riqueza, da produção e do consumo, mas também das aglomerações, do desconhecido, do caos, dos medos visíveis e invisíveis. Atualmente, muitos estudiosos têm voltado sua atenção para a análise do fenômeno urbano, entre eles, um dos mais produtivos da atualidade: Zygmunt Bauman.
Assinale a alternativa correta.
A) Nos últimos anos, o medo e a obsessão por segurança ganham espaço, sobretudo no Brasil. Paradoxalmente, vive-se em algumas “das sociedades mais seguras que jamais existiram”.
B) Agora, os medos e perigos se proliferam e advêm de todas as partes: da comida industrializada que se consome, da depressão, do estresse, das doenças cardiovasculares, da vida sedentária, da falta de emprego ou do excesso de trabalho, da exposição ao sol e das relações sexuais sem preservativos. Por isso, tem-se a impressão de que o caos está instaurado e de que não resta alternativa senão instalar câmeras de segurança, blindar os carros e construir muros.
C) O espaço urbano, por ser cenário da vida pública, por excelência, induz a um conforto que conduz à apatia, fazendo com que as pessoas não se preocupem com os problemas à sua volta.
D) Conforme não são mais necessários, os componentes das classes perigosas tornam-se os “desclassificados”: pessoas que pertencem a algum grupo social, mas não se incluem na sociedade, ficam marginalizadas.

O homem do século XXI é um homem das cidades. E cidades que, no mundo todo, se mostram cada vez mais caóticas, inospitaleiras, “monstruosas”. Mas, ao mesmo tempo, a cidade industrial do capitalismo de produção tende a ceder a vez à cidade-lazer, à cidade das compras que passagens e lojas de departamentos forneceram, no século XIX, o modelo inaugural. Desde então, a lógica exponencial do espetáculo, do divertimento e do consumo comercial não para de ganhar terreno... Mais do que nunca, o mundo hipermoderno é o da estética mercantil e do comércio consumista, que invade e reestrutura o espaço urbano e arquitetônico.
Os autores associam o novo modelo de cidades industriais do capitalismo de produção ao mundo hipermoderno, cujas características são determinadas por vários fatores, tendo como objetivos os citados a seguir, exceto
A) generalizar as estratégias de sedução estética do universo comercial e urbano, estilizadas por arquitetos e designers com imperativos acentuados de marcas.
B) ocupar a totalidade do espaço urbano com uma arquitetura comercial, que privilegia os centros das cidades e velhos bairros como locais de atração repulsivos ao consumismo.
C) planetarizar, sobretudo nas megalópoles, a financeirização, a desregulamentação e a inflação estética nos diferentes setores do universo consumatório do capitalismo artista.
D) desterritorializar constantemente os instrumentos de produção e todo o sistema social, derrubando os limites nacionais e minando as hierarquias tradicionais mediante conquista de novos mercados e novos consumidores.
E) privatizar os espaços públicos das cidades e desenvolver um sistema dominado por uma produção em massa de bens impregnados de valor estilístico e emocional e por um consumo hedonista de produtos culturais.

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