Logo Passei Direto
Buscar
O conceito de democracia, no pensamento de Habermas, é construído com base em uma dimensão procedimental, calcada no discurso e na deliberação. A legitimidade democrática exige que o processo de tomada de decisões políticas ocorra com base em uma ampla discussão pública, para somente então se decidir. Assim, o caráter deliberativo corresponde a um processo coletivo de ponderação e análise, permeado pelo discurso, que antecede a decisão.
O conceito de democracia proposto por Jürgen Habermas pode favorecer processos de inclusão social. De acordo com o texto, uma condição para que isso aconteça é o(a)
A) participação direta periódica do cidadão.
B) debate livre e racional entre cidadãos e Estado.
C) interlocução entre os poderes governamentais.
D) eleição de lideranças políticas com mandatos temporários.
E) controle do poder político por cidadãos mais esclarecidos.
User badge image
Desvendando com Questões

ontem

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ontem

Para entender o conceito de democracia segundo Jürgen Habermas, é fundamental considerar a ênfase que ele coloca na deliberação e no discurso como elementos centrais para a legitimidade democrática. Habermas defende que a democracia deve ser um espaço de debate livre e racional, onde os cidadãos possam discutir e deliberar sobre as decisões políticas. Analisando as alternativas: A) participação direta periódica do cidadão - Embora a participação seja importante, não é o foco principal do conceito de deliberação de Habermas. B) debate livre e racional entre cidadãos e Estado - Esta alternativa reflete diretamente a ideia de Habermas sobre a importância do discurso e da deliberação na construção da legitimidade democrática. C) interlocução entre os poderes governamentais - Isso é relevante, mas não aborda diretamente a inclusão social através do discurso público. D) eleição de lideranças políticas com mandatos temporários - Isso se relaciona mais à estrutura política do que ao processo deliberativo. E) controle do poder político por cidadãos mais esclarecidos - Embora a educação e o esclarecimento sejam importantes, a ênfase de Habermas está na deliberação coletiva. Portanto, a alternativa que melhor representa a condição para favorecer processos de inclusão social, segundo o pensamento de Habermas, é: B) debate livre e racional entre cidadãos e Estado.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Depois de fazer parte das preocupações de importantes sociólogos clássicos, tais como Weber e Simmel, o tema da cidade volta ao centro das discussões na sociedade contemporânea. O espaço urbano é o cenário por excelência da vida pública, do trabalho, da geração de renda e riqueza, da produção e do consumo, mas também das aglomerações, do desconhecido, do caos, dos medos visíveis e invisíveis. Atualmente, muitos estudiosos têm voltado sua atenção para a análise do fenômeno urbano, entre eles, um dos mais produtivos da atualidade: Zygmunt Bauman.
Assinale a alternativa correta.
A) Nos últimos anos, o medo e a obsessão por segurança ganham espaço, sobretudo no Brasil. Paradoxalmente, vive-se em algumas “das sociedades mais seguras que jamais existiram”.
B) Agora, os medos e perigos se proliferam e advêm de todas as partes: da comida industrializada que se consome, da depressão, do estresse, das doenças cardiovasculares, da vida sedentária, da falta de emprego ou do excesso de trabalho, da exposição ao sol e das relações sexuais sem preservativos. Por isso, tem-se a impressão de que o caos está instaurado e de que não resta alternativa senão instalar câmeras de segurança, blindar os carros e construir muros.
C) O espaço urbano, por ser cenário da vida pública, por excelência, induz a um conforto que conduz à apatia, fazendo com que as pessoas não se preocupem com os problemas à sua volta.
D) Conforme não são mais necessários, os componentes das classes perigosas tornam-se os “desclassificados”: pessoas que pertencem a algum grupo social, mas não se incluem na sociedade, ficam marginalizadas.

O homem do século XXI é um homem das cidades. E cidades que, no mundo todo, se mostram cada vez mais caóticas, inospitaleiras, “monstruosas”. Mas, ao mesmo tempo, a cidade industrial do capitalismo de produção tende a ceder a vez à cidade-lazer, à cidade das compras que passagens e lojas de departamentos forneceram, no século XIX, o modelo inaugural. Desde então, a lógica exponencial do espetáculo, do divertimento e do consumo comercial não para de ganhar terreno... Mais do que nunca, o mundo hipermoderno é o da estética mercantil e do comércio consumista, que invade e reestrutura o espaço urbano e arquitetônico.
Os autores associam o novo modelo de cidades industriais do capitalismo de produção ao mundo hipermoderno, cujas características são determinadas por vários fatores, tendo como objetivos os citados a seguir, exceto
A) generalizar as estratégias de sedução estética do universo comercial e urbano, estilizadas por arquitetos e designers com imperativos acentuados de marcas.
B) ocupar a totalidade do espaço urbano com uma arquitetura comercial, que privilegia os centros das cidades e velhos bairros como locais de atração repulsivos ao consumismo.
C) planetarizar, sobretudo nas megalópoles, a financeirização, a desregulamentação e a inflação estética nos diferentes setores do universo consumatório do capitalismo artista.
D) desterritorializar constantemente os instrumentos de produção e todo o sistema social, derrubando os limites nacionais e minando as hierarquias tradicionais mediante conquista de novos mercados e novos consumidores.
E) privatizar os espaços públicos das cidades e desenvolver um sistema dominado por uma produção em massa de bens impregnados de valor estilístico e emocional e por um consumo hedonista de produtos culturais.

Mais conteúdos dessa disciplina