Os servidores penitenciários desempenham um papel fundamental na manutenção da segurança pública, na administração e no funcionamento do sistema prisional. No entanto, a natureza dessa profissão impõe desafios significativos à saúde física e mental desses profissionais. A exposição constante a ambientes de alta tensão, a sobrecarga de trabalho e a vulnerabilidade a situações de violência tornam esses trabalhadores um grupo de risco para problemas como estresse crônico, transtornos psicológicos e doenças relacionadas ao trabalho (Jaskowiak; Fontana, 2015). Considerando que as adversidades e os problemas enfrentados nos serviços penitenciários são aspectos geradores de adoecimentos físico e mental, e tendo em conta a necessidade e urgência de aplacar o sofrimento causado a esses trabalhadores, é primordial que as ações no campo da promoção da saúde sejam centradas por uma lógica assistencialista. A abordagem assistencialista é a mais adequada, já que é constituída por um conjunto de práticas pontuais e emergenciais, voltadas prioritariamente ao atendimento de demandas imediatas, como é o caso das demandas por saúde e qualidade de vida dos servidores do sistema penitenciário.