A Maternidade de Glória de Dourados possui 1.400 mts de construção, 44 leitos, e 25 funcionários, entre administração, laboratório, médicos, enfermagem, lavanderia, cozinha e limpeza. A área construída, 1.400 m², é compatível com a capacidade física para 44 leitos, mas a infraestrutura de pessoal é o ponto crítico da realidade. A estrutura de plantão na equipe de enfermagem é integrada com apenas 1 enfermeiro e 1 técnico de enfermagem para 44 leitos de enfermaria, apresentando um déficit severo em relação aos parâmetros mínimos de dimensionamento de enfermagem exigidos pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e normas de segurança do paciente vigente (Resolução COFEN nº 543/2017 e atualizações). Uma falha na prestação do serviço hospitalar, gerando responsabilidade à instituição por danos ao paciente. A equipe de enfermagem vem sofrendo sobrecarga física e mental, quando o plantão com apenas 2 profissionais assistencialistas para 44 pacientes configura risco iminente à segurança do paciente e impossibilidade de execução da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). O déficit não é apenas uma infração ética/profissional dos enfermeiros, mas uma falha de gestão hospitalar. Desta forma, é pertinente que o COREN/MS avalie a unidade de saúde hospitalar para que o responsável técnico tenha respaldo para refazer o dimensionamento baseando-se na Resolução Cofen 543/2017. Lembrando que durante o plantão diurno há 1 enfermeira RT, mas focada nas atividades burocráticas, já o plantão noturno fica ainda mais prejudicado, quando tem outras obrigações, dentre elas, recepção após 23 horas, serviço de limpeza, na ausência de equipe de limpeza noturna, e refeições em horários que não há serviço de copeira. Em síntese, uma falha na prestação do serviço hospitalar, gerando responsabilidade para a instituição por danos aos pacientes. E, concluindo, a folga mensal da equipe hospitalar é paga, mas não concedida, quando os colaboradores precisam de período de descanso, configurando um desvio de regra. Em suma, o colaborador tem direito ao descanso físico e mental, mas o hospital opta por não conceder a folga assumindo o risco de indenizar o funcionário em dobro pelo descumprimento do repouso, visando compensar a exaustão física e mental.