Em um hospital geral de médio porte, a enfermeira responsável pelo setor de clínica médica observou aumento no número de eventos adversos relacionados à administração de medicamentos, além de falhas na comunicação entre os profissionais durante as trocas de turno. Ao analisar os registros, notou que parte da equipe apresentava dúvidas quanto aos protocolos institucionais e ao uso seguro de tecnologias de prescrição eletrônica. Diante disso, a enfermeira, em parceria com o Núcleo de Educação Permanente e a Comissão de Segurança do Paciente, propôs a implantação de um programa de educação continuada, com foco no desenvolvimento de competências técnico-científicas, comportamentais e comunicacionais. As atividades incluíam oficinas práticas, simulações realísticas, rodas de conversa e avaliação de desempenho, visando fortalecer o protagonismo da equipe e melhorar a qualidade da assistência prestada. Nesse contexto, cabe ao enfermeiro planejar, executar e avaliar ações educativas que estimulem o aprendizado significativo e a aplicação do conhecimento na prática cotidiana, integrando teoria, técnica e reflexão crítica sobre o cuidar. Com base no texto e nos princípios da educação continuada em enfermagem, a ação mais adequada da enfermeira para garantir a efetividade do programa proposto é: Selecione uma alternativa: a) Centralizar as decisões sobre os temas e formatos de capacitação, priorizando conteúdos técnicos padronizados definidos pela direção hospitalar; b) Elaborar atividades pontuais de treinamento com foco exclusivo na redução imediata dos eventos adversos observados; c) Implementar um programa de educação continuada participativo, baseado na análise das necessidades reais da equipe e na integração teoria–prática; d) Substituir a capacitação presencial por módulos on-line obrigatórios, assegurando maior controle da frequência dos participantes.