“Miguel afirma que os números sobre homofobia estão subestimados, principalmente porque o Estado se ausenta. "Lembro que, quando fiz o relatório, precisei juntar dados muito dispersos, quase sempre de movimentos sociais, para conseguir produzir um relatório oficial", diz. "Tentamos reunir os dados estaduais, mas poucos tinham alguma informação porque as delegacias não registram como violência transfóbica ou homofóbica, daí a importância da criminalização por parte do STF” (PREITE SOBRINHO, 2019). PREITE SOBRINHO, W. Brasil registra uma morte por homofobia a cada 16 horas, aponta relatório. Portal de notícias UOL, 22/02/2019. Sabemos que em 13/06/2019 foi aprovada, pelo STF (Superior Tribunal Federal), a equiparação da homofobia ao racismo (art. 20 da Lei n. 7716/1989), o que já representa um avanço, porém, os problemas que ocorrem nesse âmbito ainda merecem atenção. Considerando seus conhecimentos sobre esse tema, avalie as proposições a seguir e aponte a relação entre elas.
Ed
há 2 semanas
A questão aborda a subnotificação da homofobia no Brasil, destacando a ausência do Estado na coleta e registro de dados oficiais, o que dificulta a compreensão real da violência contra a população LGBTQIA+. A criminalização da homofobia pelo STF, equiparando-a ao racismo, representa um avanço legal importante para proteção dos direitos humanos. No entanto, a falta de registros específicos nas delegacias e a dependência de dados de movimentos sociais indicam que o problema ainda é subestimado e requer maior atenção e políticas públicas eficazes. Assim, as proposições estão relacionadas na medida em que evidenciam a necessidade de reconhecimento legal, melhoria na coleta de dados e atuação estatal para enfrentar a violência homofóbica de forma efetiva.


Cadastre-se ou realize login
Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade