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Gostaríamos de compartilhar com você que o processo de construção da avaliação da Educação Básica ocorreu em um momento de crise do Estado nacional. Este buscava modernizar-se de acordo com os processos da globalização e da interdependência capitalista por meio de reformas, entre elas a Reforma da Educação. Para o seu melhor entendimento sobre esses aspectos, trouxemos a citação de Freitas (2005), que explicita a avaliação como uma estratégia muito útil para a gestão do Estado nacional, conforme o contexto que o nosso país vivenciava historicamente. ‘A introdução da avaliação em larga escala na regulação da Educação Básica se deu no contexto de crise do Estado desenvolvimentista, num quadro de busca de recomposição do poder político, simbólico e operacional de regulação pelo Estado central e de restrições à sua atuação na área social, ligando-se ao movimento reformista que, no ingresso dos anos 1990, impôs uma nova agenda para a área social. Essa agenda apontou para uma reorganização profunda dos princípios e parâmetros de estruturação das políticas sociais, remetendo à questão da reforma do Estado e dos caminhos da modernização do País. A avaliação foi, então, vista como uma estratégia útil para a gestão que se impunha com o rumo que vinha sendo dado à área social. Fonte: adaptado de: ​FREITAS, D. N. T. A avaliação da Educação Básica no Brasil: dimensão normativa, pedagógica e educativa. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 28. 2005. Anais [...] Caxambu: ANPED, 2005. De acordo com este contexto, a avaliação em larga escala passou a ser utilizada como estratégia de regulação da Educação Básica principalmente porque: Alternativas Alternativa 1: a avaliação em larga escala foi criada para impedir a modernização do país, pois limitava a reorganização das políticas sociais. Alternativa 2: a Educação Básica foi totalmente descentralizada, exigindo que o Estado deixasse de regular e passasse apenas a observar os resultados. Alternativa 3: a avaliação em larga escala foi implantada para substituir integralmente o trabalho docente e padronizar o currículo, sem relação com reforma do Estado. Alternativa 4: a estabilidade política dos anos 1990 eliminou a necessidade de reformas, tornando a avaliação um recurso apenas pedagógico, sem relação com gestão. Alternativa 5: a crise do Estado desenvolvimentista levou à busca de recomposição do poder regulatório do Estado central, e a avaliação tornou-se um instrumento útil para a gestão da área social no contexto de reformas dos anos 1990.
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Luiz Mendes

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

Analisando o contexto apresentado, a avaliação em larga escala na Educação Básica foi introduzida no Brasil durante uma crise do Estado desenvolvimentista, com o objetivo de modernizar e reorganizar as políticas sociais, buscando recompor o poder regulatório do Estado central. Vamos analisar as alternativas: 1) Incorreta – A avaliação não foi criada para impedir a modernização, mas sim para auxiliar na gestão e modernização. 2) Incorreta – A Educação Básica não foi totalmente descentralizada a ponto do Estado deixar de regular. 3) Incorreta – A avaliação não teve como objetivo substituir integralmente o trabalho docente nem padronizar o currículo sem relação com a reforma do Estado. 4) Incorreta – Nos anos 1990 houve instabilidade política e reformas, e a avaliação teve papel na gestão, não apenas pedagógico. 5) Correta – Reflete exatamente o contexto histórico: a crise do Estado desenvolvimentista levou à busca de recomposição do poder regulatório do Estado central, e a avaliação tornou-se instrumento útil para a gestão da área social no contexto das reformas dos anos 1990. Portanto, a alternativa correta é a Alternativa 5.

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