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Dentre as diversas resoluções internacionais acerca da questão indígena, a resolução 169 da OIT foi uma das mais relevantes, uma vez que ela encerrou algumas questões que ficaram em aberto nos debates dos anos 1970 e que davam margem a interpretações ambíguas sobre as terras indígenas.
Por que é possível dizer que essa resolução pacifica a questão da autonomia das terras indígenas dentro do debate da segurança nacional?
A pacificação da questão ocorre por conta da maior autonomia conferida aos governos nacionais para regulamentar as terras indígenas.
A questão é pacificada porque define autonomia a partir do direito internacional, associando os povos indígenas à soberania própria.
A resolução 169 cria um precedente ao definir a inalienabilidade das terras indígenas, transformando-as em parte permanente das fronteiras nacionais.
A resolução da OIT explicita que seu conceito de povo não implica o mesmo significado do direito internacional, no qual se destaca a questão da soberania.
A resolução em questão pacifica a questão indígena ao negar que os povos indígenas sejam sujeitos de autonomia, portanto submetidos à tutela estatal.
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A resposta correta é: A questão é pacificada porque define autonomia a partir do direito internacional, associando os povos indígenas à soberania própria. Explicação: A Convenção 169 da OIT reconhece os direitos dos povos indígenas à autonomia e ao controle sobre suas terras, respeitando sua cultura e organização social, mas dentro do marco da soberania dos Estados nacionais. Isso pacifica o debate ao equilibrar a autonomia indígena com a segurança nacional, evitando interpretações que possam ameaçar a integridade territorial dos países.

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Um dos pilares do pensamento antropológico de Darcy Ribeiro são suas formulações acerca da consolidação do povo brasileiro como uma unidade própria e distinta dos demais povos do mundo. Nessa reflexão, Darcy analisa a participação dos indígenas nesse processo.
Como a matriz indígena aparece no pensamento de Darcy Ribeiro?
A matriz indígena é secundária para o autor, com a ênfase recaindo nos portugueses e africanos.
A matriz indígena é enfatizada por dar um rosto que se opõe à brasilidade.
A matriz indígena não tem destaque, posto que os tupis foram dizimados logo no início do contato com os portugueses.
A matriz indígena é enfatizada pelo autor na configuração da identidade brasileira.
A matriz indígena é enfatizada enquanto a africana e a portuguesa são descartadas.

Darcy Ribeiro, um dos grandes nomes da antropologia nacional, nascido no início do século XX, teve uma formação ampla e uma obra vasta que, apesar de inserida no seu contexto histórico, antecipa algumas questões do século XXI.
Por que podemos dizer que o pensamento de Darcy Ribeiro antecipa questões do debate decolonial?
Porque o autor transforma o paradigma colonial em norte do próprio pensamento.
Porque o autor coloca a visão a partir do terceiro mundo como referencial central das suas reflexões.
Porque o autor propõe que os saberes indígenas se relacionam hierarquicamente com a ciência ocidental.
Porque o autor critica os valores de universalidade indígena.
Porque o autor rejeita preceitos positivistas como a valorização da diversidade.

Rondon é um dos grandes personagens da história nacional e trouxe como contribuição alguns princípios fundamentais para sua postura diante dos povos indígenas, como por exemplo, seu famoso princípio fundamental: "Morrer, se preciso for, matar, nunca".
Em que consiste a originalidade dessa formulação de Marechal Rondon?
Rondon é original na sua formulação porque entende que a guarda da fronteira não pode ser feita apenas pela força das armas, sendo necessária a morte dos indígenas.
A originalidade da formulação advém da percepção de Rondon de que os indígenas com os quais fazia contato eram senhores legítimos das terras por onde passavam e ele, portanto, era um invasor.
A formulação traz sua originalidade na inversão da lógica militar tradicional que preconizava o contato pacífico com os povos indígenas, haja vista o abandono das fronteiras.
A formulação é original porque pauta a relação com os povos indígenas a partir de uma dicotomia violenta em que a morte é sempre uma possibilidade.
A originalidade reside na leitura de Rondon acerca da importância das telecomunicações, sendo a instalação das linhas telegráficas um motivo nobre pelo qual valeria morrer.

Uma das principais transformações ocorridas ao longo do século XXI foi a inserção de atores não estatais no debate indigenista, por exemplo, com a fundação do CIMI e da UNI.
Qual a relevância da atuação de organismos não-estatais na questão indigenista?
Foi por meio da atuação dos organismos não-estatais que se consolidou o conceito de etnodesenvolvimento, assim como o projeto assimilacionista missionário associado ao CIMI. Os organismos não estatais contribuíram para o maior acesso de mineradoras aos territórios indígenas, atuando em consonância com a FUNAI e o exército brasileiro.
Alguns organismos não estatais, como o CIMI, atuaram na garantia dos direitos das comunidades indígenas ao longo da década de 1970, como forma de garantir o uso das terras indígenas na produção agropecuária.
Ao longo da década de 1970, os organismos não-estatais contribuíram para a unificação do debate indígena promovendo conferências com diversas etnias, sistematizando e consolidando a pauta do movimento indigenista.
A atuação dos organismos não estatais foi responsável pela consolidação da pauta indigenista de integração ao projeto nacional de desenvolvimento, garantindo o direito inalienável à terra.

Uma das manifestações da política indigenista do século XX foi a formação de guardas de fronteira indígenas, fenômeno que contrasta marcadamente com o atual estado do debate de segurança nacional.
Em que o treinamento de guardas de fronteira indígenas na década de 1930 se diferencia do paradigma de segurança nacional atual?
Enquanto na década de 1930 o SPI atuava na formação dos guardas de fronteira, o paradigma de segurança atual prevê a utilização dos indígenas em diversos postos do exército nacional.
Na década de 1930 o objetivo era apenas proteger as fronteiras, atualmente, o paradigma de segurança nacional preconiza que a fronteira deve ser colonizada por indígenas.
O paradigma de segurança nacional atual preconiza a atuação dos indígenas em áreas sensíveis, não restritas às fronteiras, trabalhando com a capacitação para atividades exploratórias.
Os guardas de fronteira tinham um raio de atuação muito restrito, dentro do paradigma de segurança atual, o indígena está envolvido também na supressão de movimentos soberanos de fragmentação territorial.
No caso dos guardas de fronteira da década de 1930, os indígenas eram vistos como aliados do exército brasileiro, enquanto, no paradigma atual são vistos como um risco à segurança nacional.

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