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Embora vivamos em sociedade de forma aparentemente livre, nosso comportamento é constantemente moldado por agências que definem as regras do jogo. O governo, por exemplo, opera de maneira muito pragmática: ele utiliza o peso da lei para garantir que a ordem seja mantida. Na prática, muitas vezes seguimos as normas não por uma concordância interna, mas para evitar o transtorno de uma multa ou a perda da liberdade. Como explica Skinner (2003, p. 363), o governo pode ser compreendido como uma agência que opera por meio do poder de castigar, sendo as leis descritas como contingências de punição estabelecidas institucionalmente. É um controle que depende da força e da autoridade visível do Estado. Já o controle religioso funciona de um jeito mais sutil e, por vezes, muito mais profundo, pois ele entra no campo da moralidade e do que consideramos sagrado. Ele não precisa de uma viatura na esquina para ser eficiente; ele mora dentro da consciência do indivíduo através das noções de certo e errado. A religião transforma o comportamento em algo que carrega um peso eterno, onde as ações são medidas pela balança da virtude ou do pecado. Segundo Skinner (2003, p. 382), a agência religiosa organiza o comportamento humano por meio de classificações morais e da aplicação de reforços e punições simbólicas. Dessa forma, o indivíduo passa a se monitorar o tempo todo, guiado pela expectativa de recompensas ou punições que transcendem o agora. Enquanto o governo vigia o corpo, a religião acaba por vigiar a intenção.
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orlando jose

há 2 meses

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há 2 meses

O texto explica que nosso comportamento é moldado por diferentes agências que estabelecem regras e controles. O governo controla por meio da lei e da punição visível, usando o poder de castigar para manter a ordem, fazendo com que as pessoas sigam as normas para evitar multas ou perda de liberdade. Já o controle religioso é mais sutil e profundo, atuando na moralidade e na consciência do indivíduo, influenciando o comportamento por meio de noções de certo e errado, recompensas e punições simbólicas. Enquanto o governo vigia o corpo, a religião vigia a intenção, fazendo com que o indivíduo se auto-monitore constantemente.

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