Uma Unidade Básica de Saúde realiza rodas de conversa sobre envelhecimento ativo. Em uma delas, pessoas idosas relatam que “escutam, mas não entendem” quando várias pessoas falam ao mesmo tempo, especialmente em ambientes com ventiladores ou TV ligada. Várias passaram a evitar encontros de família por vergonha de pedir que repitam. A equipe de Fonoaudiologia propõe refletir sobre o que, concretamente, significa “ouvir” no cotidiano: além de captar o som, compreender fala em diferentes contextos, sustentar atenção auditiva, acompanhar instruções com várias etapas, ajustar-se ao ruído competitivo, e, a partir disso, participar socialmente com autonomia. O grupo identifica sinais de alerta para procurar avaliação (aumentar muito o volume de TV, pedir repetição com frequência, cansaço para entender no ruído) e discute ações possíveis: agendar avaliação audiológica básica, adotar ajustes de comunicação (falar de frente, reduzir ruído de fundo, usar apoio visual) e combinar reavaliações periódicas quando necessário. A UBS decide incluir a pauta da saúde auditiva em outras agendas estratégicas (grupos de crônicos, convivência do idoso), reforçando que a audição é base da comunicação e, por isso, determinante de qualidade de vida. A mensagem final é simples e potente: “cuidar da audição é cuidar do direito de conviver e participar”. No caso descrito, qual afirmação traduz de modo mais completo a importância da audição? A A audição é relevante sobretudo para distinguir sons musicais; o efeito social é secundário. B A audição é apenas captação de som; participação social depende unicamente de motivação pessoal. C A audição sustenta a compreensão de fala e a participação social; sua redução pode levar a isolamento e queda de qualidade de vida D Somente perdas profundas afetam interações sociais.