Ed
há 3 meses
Analisando o caso: - Giovana tem guarda unilateral do filho e expõe a criança nas redes sociais. - Romeu, pai sem guarda, denuncia o sharenting (superexposição da criança). - Provedor rejeita a denúncia, Romeu judicializa pedindo indenização. - Comprovado exagero nas postagens. - Caso vai ao Ministério Público. Pontos importantes: - A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige consentimento para tratamento de dados de crianças, dado pelo responsável legal (no caso, Giovana). - O Marco Civil da Internet regula a responsabilidade do provedor, que só pode ser responsabilizado após ordem judicial para remoção de conteúdo. - O melhor interesse da criança é princípio fundamental. - Romeu não tem guarda, logo seu poder de decisão é limitado. - A criança pode ser autora, mas sua capacidade de sofrer danos morais depende do amadurecimento. Analisando as alternativas: A) Diz que os pedidos são improcedentes porque Giovana tem guarda unilateral e consentiu, conforme LGPD. Porém, o exagero pode configurar violação do melhor interesse da criança, e o provedor não é obrigado a remover sem ordem judicial. B) Afirma que é necessário aguardar julgamento do STF sobre constitucionalidade do Art. 19 do Marco Civil, que trata da responsabilidade do provedor. Isso é correto, pois o provedor só age após ordem judicial. C) Diz que o pedido é improcedente contra Romeu (sem guarda), mas procede contra a criança e o provedor, com base no Marco Civil e LGPD. A criança não pode ser responsabilizada, e o provedor só com ordem judicial. D) Afirma que o pedido é procedente só contra Romeu, o que não faz sentido, pois ele não tem guarda. E) Diz que o pedido procede contra ambos os autores e o provedor, o que não é correto, pois o provedor só responde após ordem judicial, e a criança não pode ser responsabilizada. Portanto, a alternativa que melhor reflete a situação jurídica atual é: B) é necessário aguardar a ultimação do julgamento, no Supremo Tribunal Federal, acerca da constitucionalidade do Art. 19 do Marco Civil da Internet, questão prejudicial externa para definir, no caso concreto, a responsabilidade do provedor pela omissão em retirar o conteúdo após a denúncia do pai sem prévia ordem judicial expressa.
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