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O exercício do poder de polícia, inerente às funções típicas do Poder Executivo,
(A) é estranho ao controle externo pelo Poder Judiciário, tendo em vista que configura legítimo exercido de poder discricionário, inserindo-se em matéria reservada à disciplina pela Administração Pública.
(B) também se manifesta na atuação típica do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, como exteriorização da coercibilidade administrativa.
(C) é restrito ao exercício dos agentes públicos vinculados, funcionalmente, à Administração Pública Direta, não se estendendo às entidades que integram a Administração Pública Indireta.
(D) admite delegação em determinados casos e observados limites, a exemplo do exercício fiscalizatório por parte de autarquia com escopo funcional de licenciamento.
(E) deve ser expressa e integralmente disciplinado em lei, considerado seu sentido formal, não havendo margem discricionária na aplicação pela Administração Pública, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade.
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Questões Para a Compreensão

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar as alternativas com base no conceito do poder de polícia no Direito Administrativo: (A) Diz que o poder de polícia é estranho ao controle externo pelo Judiciário, o que não é correto, pois o Judiciário pode controlar atos administrativos, inclusive os decorrentes do poder de polícia, para evitar abusos. (B) Afirma que o poder de polícia também se manifesta no Judiciário e Legislativo, o que não é correto, pois o poder de polícia é típico do Poder Executivo. (C) Diz que o poder de polícia é restrito à Administração Direta, não se estendendo à Indireta, o que é falso, pois autarquias e fundações públicas também exercem poder de polícia. (D) Afirma que o poder de polícia admite delegação em determinados casos, como o exercício fiscalizatório por autarquia, o que está correto, pois a delegação é possível dentro dos limites legais. (E) Diz que o poder de polícia deve ser expressamente disciplinado em lei, sem margem discricionária, o que não é correto, pois há discricionariedade na aplicação, desde que respeitada a legalidade. Portanto, a alternativa correta é: (D) admite delegação em determinados casos e observados limites, a exemplo do exercício fiscalizatório por parte de autarquia com escopo funcional de licenciamento.

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Atenção: Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.
Só quem tem alma pode contar o tempo
Mais um ano está começando neste Janeiro, e de novo a maior parte da humanidade vai Ignorar aquela pequena parcela de rea//stas desencantados - também chamados de cínicos - que aponta a arbitrariedade dos ínlcios e dos ffns numa linha do tempo em que todos os dias sAo Iguais. Acontece que, nesse caso, a maioria tem razAo. Quem diz que todos os dias sAo Iguais nAo leva em conta a necessidade humana de contar histórias a fim de dar sentido à escala desmesurada e opressiva - numa palavra, Inuma­na - do tempo cósmico.
Como observa o crillco Frank Kermode no livro •o Sentido de um Fim: cabe às histórias que Inventamos, com seus marcos temporais atravessados de cultura, dar sentido ao Intervalo entre Inicio e fim, transformando Chrónos, o tempo Infinito e amorfo dos gregos, em Kaírós, o momento cheio de significado.
A palavra "ano• descende do preffxo grego •amphl: Isto é, •em tomo, à volta". Isso faz do ano um parente distante de outros termos em que está presente a Ideia de círculo, de algo que circunda, que envolve por todos os lados - como ambiente, anfiteatro e anel, entre outros. "Janeiro" deve seu nome ao deus romano Jano, entidade de duas caras, capaz de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro - ou para dentro e para fora, o que explica que a palavra 'janela" seja outra de suas filhas.
Els por que sabemos que tem ralzes profundas em nossa alma, indo muho além de modismos mldiátícos, o frenes/ que nessa época nos leva a passar em rev.fsta o ano que se encerra, tentando apurar seu saldo de altos e baixos, ao mesmo tempo que fazemos listas de "resoluções" bem-Intencionadas - que, na maior parte das vezes, já estarAo desmoralizadas antes do Carnaval.
3. Nos 2• e 30 parágrafos, oonsidera-se a etimologia ou origem histórica de algumas palavras relacionadas a passagens e marcas temporais. Depreende-se dessas oonsideraçoes que
(A) a palavra "janela" é marcada como base de criaçao dos conceitos de "janeiro" e "Jano".
(B) o sentido da passagem do tempo indiferenciada e sem marcas está contido no conceito de "Chrónos".
(C) o sentido de tempo como "Kairós" é aquele referendado pelos realistas desencantados.
(D) na relaçao entre as palavras "janeiro" e "janela" está presente o sentido de "tempo cósmico".
(E) o sentido de "Jano" líga-se à veneraçao especial com que muitos encaram o fim de uma era.

Atenção: Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto abaixo.
Sobre a brevidade da vida
A maior parte dos mortais queixa-se da malevoléncla da Natureza, porque estamos destinados a um breve momento da eter­nidade, e, segundo eles, o e-spaço de tempo que nos foi dado cerre tão veloz que, por ccnse-quéncia, e à exceção de muito poucos, a vida abandonaria a todos ainda em melo aos preparaUvos para bem vlvé-Ja.
Vejam: não é somente a multidão e a turba insensata que se lamenta desse mal considerado universal: a mesma Impressão provocou queixas Inconformadas também de homens ilustres e pessoas de excelente formaç/lo. Anote-se, por exemplo, o protesto de Hipócrates, o maior dos médlccs, quando diz "A vida é breve, longa, a arte·.
Pela mesma razão nasce o /illglo (de nenhuma forma apropriado a um homem sábio) que Aristóteles teve com a Natureza: 'Aos animais, ela concedeu tanto tempo de vida que muitos deles sobrevivem por clncc ou dez geraçlles da nossa espécie; ao ho­ mem, nascido para tantos e tão grandes feitos, está estabele-cido um tempo exlguo. •
Não, não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa, e com generosidade nos foi dada para a rea//zação das maiores coisas, se a empregamos bem. Mas quando ela se esvai no culto do supérfluo e na Indiferença, quando não a empregamos em nada de positivo, somos ccnstrangidos pela fatalidade do tempo, e sentimos que ela passou sem que tivéssemos percebido.
O fato é este: não recebemos uma vida breve, mas assim a fazemos, nem somos dela carentes, seus esbanjadores. Tal ccmo se dissipam rapidamente os abundantes recursos que caem nas mãos de um gastador, assim também nossa vida se perde, quando do tempo dela não sabemos dispor.
7. A compreensao global do texto se dá a partir da identilicação do argumento central de cada parágralo. Ne-sse sentido, é correto assinalar que,
(A) no So parágralo, estabelece-se uma contraposição entre os esbanjadores de recursos e os que se dizem carentes de um maior tempo para viver.
(B) no 1• parágralo, a malevoléncia da Natureza se dá pela má distribuição do tempo de vida reservada a cada um dos mor­tais.
(C) no 2• parágrafo, o protesto de Hipócrates representa uma convicção contrária àquela de que compartilham alguns homens Ilustres.
(D) no ~ parágrafo, o litígio que Aristóteles teve com a natureza deriva do privilégio que foi ooncedido aos homens de vida longa.
(E) no 4" parágrafo, reconhece-se que a suficiência do tempo que se tem para viver ocorre quando se evita o supérfluo na vida.

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