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Estudo de Caso: O uso do social commerce como estratégia competitiva para comercialização de produtos orgânicos INTRODUÇÃO Carla e Jenifer são duas amigas, ambas formadas em agronomia, que se associaram em um empreendimento que sempre foi o sonho de Carla: produção de hortaliças orgânicas. Jenifer também gostava da atividade, mas sua maior paixão era cuidar da gestão e do marketing. As amigas focaram, então, uma unidade de produção agropecuária (UPA) de hortaliças orgânicas certificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para o início dos trabalhos, se debruçaram em um minucioso estudo sobre a existência de mercado de insumos para que pudessem organizar a produção e também pesquisaram a respeito do processo mais viável e adequado de certificação dos produtos, conforme os mercados que seriam acessados. A análise do mercado foi outro ponto muito importante para as sócias, que fizeram levantamentos densos sobre os tipos de produtos que esses consumidores gostariam de ter disponíveis e como preferiam adquiri-los. A partir disso, definiram missão, visão e valores do empreendimento e, com o conhecimento técnico que haviam construído, começaram as atividades.Inicialmente, Carla e Jenifer atenderam em maior medida ao mercado institucional, com a comercialização para a alimentação escolar, e a parte do mercado de varejo do município.

A empresa se colocou bem e alcançou rapidamente grande credibilidade entre os clientes, que passaram também a demandar produtos diferenciados, processados e semiprocessados. Como esse movimento já estava previsto no planejamento inicial, as duas sócias implementaram, já no segundo ano, as instalações para o processamento de algumas hortaliças. De acordo com o plano, isso permitiria até mesmo a expansão geográfica do negócio, pois o processamento aumenta a vida útil do produto, facilitando o transporte e a durabilidade dele.

Com essa atitude, as duas empreendedoras alcançaram mercados maiores e consumidores mais exigentes, o que as levou também a buscar adaptações em relação aos produtos, como embalagens mais modernas e menores, atendendo a características próprias do mercado, além de outras formas de divulgação. Atenta às estratégias a serem adotadas, Jenifer iniciou uma série de estudos sobre o uso de ferramentas de internet para tornar os produtos mais conhecidos. Como a empresa aumentou a produção e a variedade do que era oferecido, com o processamento e semiprocessamento das hortaliças, e agora já contava com uma equipe de 15 pessoas, a possibilidade de ampliar o mercado era possível e necessário.



DILEMA
Enquanto Carla se dedicava a aprimorar os processos produtivos e as tecnologias empregadas na produção, sempre em diálogo com a sócia, Jenifer focava de maneira intensa a busca de novas oportunidades para o empreendimento e a atualização do planejamento estratégico da empresa. As duas concordavam em que era o momento de expandir o mercado, pois, contavam com produtos que permitiam tal postura. A partir dos estudos de Jenifer, foi possível conhecer a estratégia de social commerce, que consiste na comercialização de produtos via redes sociais e que favorece grande interação entre clientes e vendedores e entre os próprios clientes. Esse canal pareceu muito interessante para as jovens, uma vez que possibilitaria uma gama de oportunidades ao negócio.

Assim, Jenifer explicou detalhadamente à sócia como funciona o social commerce; contudo, Carla ainda ficou com algumas dúvidas, pois queria entender como a nova possibilidade afetaria o mercado que elas já tinham conquistado e como este se comportaria a partir da adoção da estratégia.



QUESTÃO MOTRIZ
As jovens conheceram uma interessante alternativa, entretanto Carla não está ainda certa de como isso vai impactar efetivamente o empreendimento. Ela compreendeu as vantagens, mas precisa de mais informações técnicas para embasar sua decisão, pois e estratégia vai implicar maiores custos e disponibilidade de tempo das jovens.

Em que conceitos Jenifer vai embasar suas argumentações para demonstrar à sócia que o social commerce é uma estratégia competitiva promissora? Quais são as principais transformações que poderão ocorrer e o impacto disso no mercado já alcançado pelas jovens? Há possibilidade de expansão do negócio, conforme é o grande objetivo delas?
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Damaris Pina

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Jenifer pode embasar suas argumentações nos seguintes conceitos para demonstrar que o social commerce é uma estratégia competitiva promissora: 1. Interatividade e Engajamento: O social commerce permite uma comunicação direta e constante com os clientes, aumentando o engajamento e a fidelização, o que fortalece a marca. 2. Alcance e Visibilidade: As redes sociais ampliam o alcance dos produtos, possibilitando atingir novos públicos e mercados que antes eram inacessíveis. 3. Custo-benefício: Embora haja custos iniciais, o social commerce pode reduzir despesas com canais tradicionais de venda e marketing, além de permitir campanhas segmentadas e mais eficientes. 4. Feedback em Tempo Real: A interação nas redes sociais possibilita receber opiniões e sugestões dos consumidores rapidamente, facilitando ajustes nos produtos e estratégias. 5. Personalização da Experiência: Através dos dados coletados, é possível oferecer ofertas e conteúdos personalizados, aumentando a satisfação do cliente. Principais transformações e impactos no mercado já alcançado: - Ampliação do Canal de Vendas: O social commerce complementa os canais existentes, podendo aumentar as vendas sem canibalizar o mercado atual. - Maior Competitividade: A presença digital fortalece a marca frente a concorrentes, especialmente para produtos orgânicos que valorizam a transparência e o relacionamento. - Necessidade de Gestão Ágil: A empresa precisará adaptar processos para responder rapidamente às demandas e interações online. Possibilidade de expansão do negócio: Sim, o social commerce oferece uma excelente oportunidade para expansão geográfica e de público, permitindo que Carla e Jenifer atinjam consumidores além do mercado local, ampliem a variedade de produtos oferecidos e consolidem a marca no segmento de hortaliças orgânicas. Essa estratégia, alinhada ao planejamento e à capacidade produtiva, pode impulsionar o crescimento sustentável do empreendimento.

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