Logo Passei Direto
Buscar
(FASA VIC) Paciente, 54 anos, sexo feminino, tabagista, em abstinência etílica há 6 anos, é internada no hospital com sinais de desnutrição, aumento do volume abdominal e aranhas vasculares. Em uso de AAS, furosemida e metoprolol. Apresenta exames laboratoriais com os seguintes resultados: albumina 2,7 g/dL (VR: 3,5 a 5,2 g/dL); INR 1,6; Bilirrubina total 2,3 mg/dL (VR: 0,2 a 1,20 mg/dL); Na+ 137mmol/L (VR: 135 a 145 mmol/L); K+ 3,8mmol/L (VR: 3,5-5,5 mmol/L); HbsAg: reagente; Anti-HBc IgG: reagente e dosagem de albumina baixa. Considerando o caso acima, indique a alternativa correta.
Paciente com sorologia para Hepatite A. Deve ser avaliado ultrassom de abdome ou tomografia de abdome para investigação de uma das principais complicações, a cirrose.
O paciente apresenta fatores de risco e sorologia para Hepatite E. A biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo.
Paciente tem sinais e sintomas sugestivos de cirrose hepática de etiologia viral. A sorologia confirma a infecção crônica pelo vírus da hepatite B.
A suspeita diagnóstica é de Hepatite E, infecção autolimitada sem risco de cronificação ou evolução para hepatite fulminante. Paciente encontra-se na fase pré-ictérica.
User badge image
Desenvolvendo com Questões

ontem

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ontem

Analisando o caso: - Paciente com sinais de desnutrição, aumento do volume abdominal (provável ascite), aranhas vasculares — sinais típicos de cirrose hepática. - Exames laboratoriais mostram albumina baixa (2,7 g/dL), INR elevado (1,6), bilirrubina total elevada (2,3 mg/dL) — indicativos de disfunção hepática. - Sorologia: HBsAg reagente e Anti-HBc IgG reagente — indicam infecção crônica pelo vírus da hepatite B. - Paciente tabagista, em abstinência etílica, com uso de medicações, mas o quadro clínico e sorologia apontam para cirrose de etiologia viral. Portanto, a alternativa correta é: Paciente tem sinais e sintomas sugestivos de cirrose hepática de etiologia viral. A sorologia confirma a infecção crônica pelo vírus da hepatite B.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

(UNISL PORTO VELHO) Uma paciente, de 45 anos, procura a Unidade Básica de Saúde com queixas de dor epigástrica em queimação, sensação de plenitude pós-prandial e episódios frequentes de náuseas nos últimos três meses. Relata piora dos sintomas em jejum prolongado e melhora parcial após a ingestão de alimentos. O exame clínico não revela anormalidades, e o médico suspeita de gastrite associada à infecção por Helicobacter pylori. O paciente é submetido a um teste respiratório da ureia, que apresenta resultado positivo.

Com relação aos efeitos da infecção por H. pylori na regulação da secreção ácida gástrica e suas implicações clínicas, assinale a alternativa correta.
Com relação aos efeitos da infecção por H. pylori na regulação da secreção ácida gástrica e suas implicações clínicas, assinale a alternativa correta.
A inflamação causada pela H. pylori reduz a secreção ácida, tornando o ambiente menos agressivo e diminuindo o risco de desenvolvimento de úlceras gastroduodenais.
A infecção por H. pylori, independentemente do local afetado, estimula a secreção ácida, levando ao aumento da acidez e ao desenvolvimento de úlceras gástricas.
A produção de urease pela H. pylori neutraliza a acidez no estômago, promovendo um pH persistentemente alcalino e prevenindo lesões gástricas.
O efeito da H. pylori na secreção ácida depende da colonização: no antro há aumento da produção de ácido, no corpo gástrico pode ocorrer redução da secreção ácida.

(FACIMPA) Um homem, de 40 anos de idade, foi levado à clínica de gastroenterologia devido a uma hematêmese contínua iniciada há 2 horas. No exame físico, sua temperatura era de 36,5°C, pulso de 100/min, respirações de 20/min e pressão arterial de 100/60 mmHg. Ele estava com o abdômen distendido, com ondas de fluidos e a ponta do baço era palpável. Com base nos sinais clínicos descritos, qual doença hepática é mais provável no caso do paciente, e qual a explicação fisiopatológica para a presença desses sintomas?
Doença de Wilson é um distúrbio genético autossômico recessivo devido à mutação do gene ATP7B. Ela leva à acumulação de cobre em órgãos como fígado, cérebro e olhos devido à excreção inadequada de cobre na bile e incapacidade de incorporação na ceruloplasmina. Isso culmina na hipertensão portal e na apresentação clínica do paciente.
Esteatose hepática não alcoólica (NASH) ocorre em indivíduos com resistência à insulina e síndrome metabólica. O tecido adiposo visceral disfuncional gera inflamação e apoptose dos hepatócitos devido à redução da adiponectina e aumento de citocinas inflamatórias. Esses são os principais responsáveis pelos sintomas apresentados.
Hepatite viral crônica, e a presença de hematêmese e a palpabilidade da ponta do baço são devido à hipertensão portal, e esta alteração é associada à infecção pelo vírus da Hepatite A (HAV), onde a imunidade celular, particularmente as células TCD8+, tem um papel central na lesão hepatocelular durante a infecção por HAV.
Cirrose hepática causa hipertensão portal devido ao aumento da resistência nas vênulas portais e à formação de colaterais portossistêmicos. Isso reduz o fluxo sanguíneo no fígado, desvia substâncias tóxicas para a circulação sistêmica e gera complicações como varizes esofágicas e ascite.

(FMIT) Um jovem rapaz de 20 anos, hígido, faz seguimento colonoscópico pela primeira vez por histórico familiar de polipose adenomatosa familiar. Relata pai e tio paterno com polipose familiar, avô paterno falecido aos 50 anos por câncer de colorretal (CCR) e uma tia paterna em tratamento oncológico para CCR. Durante o exame colonoscópico, foram encontrados inúmeros pólipos intestinais e instituídas as medidas adequadas. Analise as assertivas abaixo a respeito desse quadro. I - A polipose familial do cólon é uma doença genética de herança autossômica dominante causada por mutações no gene APC (adenomatous polyposis coli). II - A polipose familial do cólon manifesta-se geralmente na sexta década de vida, e o risco de desenvolver câncer do cólon é o mesmo que nos casos sem pólipos. III - No caso deste jovem, é provável que a maioria desses pólipos seja do tipo hiperplásico, sem grau de displasia. IV - Histologicamente, na polipose familial, os pólipos são representados por adenomas com diferentes graus de displasia. É correto o que se afirma em:
I - A polipose familial do cólon é uma doença genética de herança autossômica dominante causada por mutações no gene APC (adenomatous polyposis coli).
II - A polipose familial do cólon manifesta-se geralmente na sexta década de vida, e o risco de desenvolver câncer do cólon é o mesmo que nos casos sem pólipos.
III - No caso deste jovem, é provável que a maioria desses pólipos seja do tipo hiperplásico, sem grau de displasia.
IV - Histologicamente, na polipose familial, os pólipos são representados por adenomas com diferentes graus de displasia.
II e IV.
II e III.
I e III.
I e IV.

(AFYA PARAÍBA) Um menino residente em área rural com condições sanitárias precárias é levado ao posto de saúde pela avó. Isso ocorre devido a queixas de dor abdominal contínua de moderada intensidade, episódios frequentes de vômito, inchaço progressivo do abdome e ausência de evacuação e eliminação de gases há quatro dias. No exame físico, apresentava estado geral regular, sinais de desnutrição leve e desidratação moderada, com abdome distendido, sensível à palpação difusa, mas sem evidências de peritonite. O médico esclarece à avó que se trata de uma infecção parasitária. Acerca do caso, assinale a alternativa que apresenta o ciclo biológico do parasita envolvido e o tratamento adequado.
O parasita penetra ativamente pela pele ao contato com solo contaminado. As larvas atingem a corrente sanguínea, migram para os pulmões e, após serem deglutidas, instalam-se no intestino, onde causam lesões. O tratamento é feito com metronidazol.
O parasita é transmitido pela ingestão de cistos em água ou alimentos contaminados. No intestino, os cistos liberam trofozoítos, que se fixam na mucosa intestinal, causando inflamação. O tratamento é feito com albendazol ou mebendazol.
A infecção ocorre por meio da ingestão de carne malcozida contendo cistos do parasita. No intestino, os cistos liberam larvas que invadem a mucosa intestinal, podendo migrar para tecidos musculares e causar obstrução. O tratamento envolve a administração de praziquantel.
O ciclo inicia-se com a ingestão de ovos do parasita presentes no solo contaminado. No intestino, as larvas eclodem e migram para a corrente sanguínea, atingindo pulmões, traqueia e sendo deglutidas para o intestino, onde amadurecem e causam obstrução. O tratamento é feito com albendazol ou mebendazol.