Logo Passei Direto
Buscar
O direito ao meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado é reconhecido como um direito humano fundamental, tanto no âmbito internacional quanto no interno. A Declaração de Estocolmo de 1972 foi um marco nesse reconhecimento, estabelecendo que o meio ambiente é essencial para o bem-estar humano e para a realização dos direitos humanos fundamentais, incluindo o direito à vida. Esse direito possui uma dupla dimensão: coletiva, pois é imprescindível para a sobrevivência de toda a humanidade, e individual, pois garante a qualidade de vida e a dignidade humana. A Constituição Federal brasileira, em seu artigo 225, também reconhece o meio ambiente como um direito fundamental, estabelecendo que todos têm o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado, essencial para as gerações presentes e futuras. No entanto, a degradação ambiental, como desmatamentos, queimadas e poluição, tem impactos diretos na saúde humana, aumentando a incidência de doenças e até mesmo contribuindo para o surgimento de pandemias, como a covid-19. Estudos mostram que a cada 1% de floresta derrubada, os casos de malária aumentam em 23%, e os de leishmaniose em 8% a 9% (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), 2015). Apesar das normativas internacionais e nacionais, a violação desse direito ainda é frequente. Casos como o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (2015) e as queimadas na Amazônia em 2021 são exemplos de como a falta de fiscalização e a priorização do desenvolvimento econômico em detrimento da sustentabilidade podem levar a desastres ambientais e humanitários. A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, busca responsabilizar os infratores, mas sua efetividade depende de uma maior conscientização e ação coletiva. Diante desse cenário, é fundamental que o Estado, a sociedade civil e as empresas atuem de forma conjunta para garantir a proteção do meio ambiente. O desenvolvimento sustentável, que equilibra crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental, é essencial para a realização desse direito. A Agenda 21, resultante da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, e o Acordo de Paris, de 2015, são exemplos de esforços globais para promover a sustentabilidade. Tendo isso presente, avalie as afirmações que seguem: I. O direito ao meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado é reconhecido como um direito humano fundamental tanto no âmbito internacional, pela Declaração de Estocolmo de 1972, quanto no interno, pela Constituição Federal brasileira. Esse direito possui uma dimensão coletiva, pois é essencial para a sobrevivência da humanidade, e individual, pois garante a qualidade de vida e a dignidade humana. II. A degradação ambiental, como desmatamentos e queimadas, tem impactos diretos na saúde humana, aumentando a incidência de doenças como malária e leishmaniose. Estudos mostram que a cada 1% de floresta derrubada, os casos de malária aumentam em 23%, evidenciando a relação entre a destruição ambiental e a saúde pública. III. A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, é suficiente para garantir a proteção do meio ambiente no Brasil, pois prevê sanções rigorosas para os infratores, como multas, embargo de obras e suspensão de atividades. Portanto, não há necessidade de outras medidas para combater a degradação ambiental. IV. O desenvolvimento sustentável, que equilibra crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental, é essencial para a realização do direito ao meio ambiente sadio. A Agenda 21 e o Acordo de Paris são exemplos de esforços globais para promover a sustentabilidade e garantir que as necessidades das gerações presentes não comprometam as das futuras. V. Casos como o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (2015) e as queimadas na Amazônia em 2021 mostram que a falta de fiscalização e a priorização do desenvolvimento econômico em detrimento da sustentabilidade podem levar a desastres ambientais e humanitários. Esses casos evidenciam a necessidade de uma maior conscientização e ação coletiva para a proteção do meio ambiente. É correto o que se afirma apenas em: Opções da pergunta 8: I, II, III, V I, II, III, IV I, III, IV, V I, II, IV, V II, III, IV, V
User badge image
Amanda Aparecida Barbosa

há 3 dias

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 3 dias

Vamos analisar cada afirmativa: I. Correta. O direito ao meio ambiente sadio é reconhecido internacionalmente (Declaração de Estocolmo de 1972) e na Constituição Federal brasileira, com dimensões coletiva e individual. II. Correta. A degradação ambiental aumenta doenças como malária e leishmaniose, conforme os dados citados. III. Incorreta. A Lei nº 9.605/1998 prevê sanções, mas não é suficiente sozinha para garantir a proteção ambiental; outras medidas e ações são necessárias. IV. Correta. O desenvolvimento sustentável é essencial para garantir o direito ao meio ambiente sadio, e a Agenda 21 e o Acordo de Paris são exemplos de esforços globais. V. Correta. Os casos citados evidenciam a falta de fiscalização e a priorização do desenvolvimento econômico em detrimento da sustentabilidade, mostrando a necessidade de conscientização e ação coletiva. Portanto, os itens corretos são: I, II, IV e V. A alternativa correta é: I, II, IV, V.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Mais conteúdos dessa disciplina