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para trabalho Você é um Terapeuta Ocupacional que atua em um espaço de atenção à primeira infância. Foi encaminhada para sua avaliação a pequena Sofia. Caso Clínico: Sofia Identificação: Sofia, 3 anos e 2 meses. Histórico: Nascida prematura extrema (26 semanas de gestação), permaneceu 60 dias na UTI Neonatal. Queixas da Família: A mãe relata que Sofia é muito "desajeitada", cai com frequência e tem medo de brincar no parquinho (especialmente em balanços e escorregadores). Ela chora excessivamente na hora do banho, principalmente quando a água cai no rosto ou quando precisa cortar as unhas e o cabelo. O desenvolvimento neuropsicomotor dela foi marcado por um atraso significativo, decorrente principalmente da prematuridade extrema e do longo período de internação em UTI Neonatal. Em exame de ressonância magnética, foi identificada Leucomalácia Periventricular (LPV) grau II. Sofia apresenta dificuldades em marcos básicos para a sua idade (3 anos e 2 meses). Ela não consegue pular com os dois pés, tem dificuldade para subir degraus sem apoio e apresenta quedas frequentes, o que indica um comprometimento no equilíbrio estático e dinâmico. Observa-se uma postura com ombros caídos e abdômen protuso, o que contribui para o aspecto de ser uma criança "desajeitada" e impacta sua estabilidade postural. O desenvolvimento foi afetado por uma Disfunção do Processamento Sensorial (DPS). Sofia manifesta medo excessivo de movimentos ou de tirar os pés do chão, o que limita sua exploração motora em parquinhos. Além disso reage negativamente ao toque de texturas como tinta e massinha mantendo as mãos fechadas ou afastadas. Nas atividades de vida diária (AVDs), apresenta dificuldades nos cuidados de higiene como banho, escovação dos dentes e cabelos e corte de unhas). Apresenta uma seletividade alimentar grave, não comendo nada duro, restrita a macarrão, arroz e purê de batata. Não aceita alimentos novos. Ao ser solicitada a imitar movimentos (como "dar tchau" ou mandar beijo), mostra lentidão e imprecisão. Apresenta dificuldades na preensão de objetos pequenos. Na face, observa-se escape de saliva (sialorreia) e pouca expressão mímica. Há um déficit na coordenação motora global e uma tendência a manter as mãos fechadas ou afastadas de estímulos sensoriais, o que prejudica o desenvolvimento de habilidades manuais e a interação funcional com o ambiente. O desenvolvimento da Sofia não seguiu a cronologia típica, resultando em um perfil onde o sistema motor e os sistemas sensoriais não estão integrados de forma eficiente para a sua faixa etária.
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Claudio Rogerio

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