Ed
há 2 meses
Vamos analisar o problema passo a passo: - Paciente com PaO₂ inicial de 76 mmHg em ar ambiente (FiO₂ = 21%). - Após oxigenioterapia com alto fluxo (60 L/min), PaO₂ aumentou para 101 mmHg. - Queremos estimar a FiO₂ aproximada fornecida para alcançar PaO₂ de 101 mmHg. Uma regra prática para estimar a relação entre PaO₂ e FiO₂ é que, em condições normais, PaO₂ é aproximadamente 5 vezes a FiO₂ (em decimal). Ou seja: PaO₂ ≈ FiO₂ × 500 (considerando FiO₂ em decimal) Rearranjando para FiO₂: FiO₂ ≈ PaO₂ / 500 Calculando: FiO₂ ≈ 101 / 500 = 0,202 = 20,2% Mas isso é menor que o ar ambiente (21%), o que não faz sentido, pois o paciente recebeu oxigênio suplementar. Outra forma é usar a relação PaO₂/FiO₂ (P/F ratio): - Inicialmente: 76 mmHg / 0,21 = 362 - Após oxigenioterapia: 101 mmHg / FiO₂ = ? Queremos FiO₂ que satisfaça: FiO₂ = 101 / P/F ratio Assumindo que o P/F ratio não mudou muito, podemos estimar FiO₂: FiO₂ ≈ 101 / 362 ≈ 0,279 = 27,9% Portanto, a FiO₂ aproximada fornecida foi cerca de 28%. Alternativa correta: E) 28%.