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Mas logo depois atentei que, enquanto queria pensar assim que tudo era falso, era necessariamente preciso que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E notando que esta verdade ¿ penso, logo existo ¿ era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos cépticos não eram capazes de a abalar, julguei que podia admiti-la sem escrúpulo como primeiro princípio da filosofia que buscava. DESCARTES, René. Discurso do Método. São Paulo: Martin Fontes, 2001.
Considerando texto acima e a invenção de nossa sociedade contemporânea é correto afirmar que vivemos em uma sociedade:
Composta por estamentos religiosos que definem os sujeitos sociais por meio de conflitos.
Que tem como base a ideia de indivíduos que existem aquém da própria sociedade.
Baseada no direito divino dos reis, que legitima governos absolutos e que concentram poder.
Definida por classes sociais, nas quais não há individualidade, somente o pertencimento a classe.
Sem governo central, posto que a contemporaneidade é regida de forma anárquica e libertária.
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Aprendendo com Desafios

há 2 meses

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há 2 meses

A partir do texto de Descartes, que destaca o "penso, logo existo" como fundamento da existência individual e do conhecimento, a sociedade contemporânea valoriza o indivíduo como sujeito autônomo e consciente. Portanto, a alternativa correta é: "Que tem como base a ideia de indivíduos que existem aquém da própria sociedade." As outras opções referem-se a formas sociais ou políticas anteriores ou incompatíveis com a ênfase na individualidade presente na modernidade.

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Desejo apontar, aqui, alguns aspectos do processo pelo qual veio a formar-se moderno conceito de Estado. Expor essa ambição mais vasta significa, ao mesmo tempo, explicar os limites cronológicos da presente obra. Começo em fins do século XIII e sigo até final do século XVI, por ter sido durante esse período, como tentarei mostrar, que gradualmente se formaram os principais elementos de um conceito de Estado passível de dizer-se moderno. passo decisivo deu-se com a mudança da ideia do governante ¿conservando seu estado¿ ¿ que significava apenas que defendia sua posição ¿ para a ideia de que existe uma ordem legal e constitucional distinta, a do Estado, que governante tem dever de conservar. Um efeito dessa transformação foi que poder do Estado, e não do governante, passou a ser considerado a base do governo. E isso, por sua vez, permitiu que o Estado fosse conceitualizado em termos caracteristicamente modernos como a única fonte da lei e da força legítima dentro de seu território, e como único objeto adequado da lealdade de seus súditos. SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
No texto acima, é discutida uma mudança no significado do termo estado. Acerca dessa transformação, é correto afirmar:
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